Comentários em “The Senser”: “Minha querida Alice...”

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Tess
Destacado pelo autor

Estou apaixonada por esse poema, você me mandou a tanto tempo atrás, que na época, eu o interpretei como se tivesse sido direcionado a uma mulher adulta, alguém cujo narrador desejava que mantivesse trejeitos da infância, alguém por quem fora enamorado em determinado momento da vida. Não cheguei a entender bem, mas sei que foi, em partes, uma visão incompleta, não que eu acredite que a interpretação atual será superior, sabemos que isso é algo relativo, interpretações sempre são, enfim.
Tenho uma cena desenhada na mente, um pai sentado frente a sua filha, ditando anseios, experiências, os passando adiante. "Minha querida Alice, deixe-me correr enquanto minhas pernas não cansam", logo aqui, no princípio, acredito ser algo como "permita-me participar de suas brincadeiras, entrar em teu mundo infantil, antes que a velhice chegue, antes que tu cresças e com ela a dificuldade em pertencer inocente, dona de mundos infinitos, pereça."
A parte que mais me chamou a atenção, não digo a parte que mais amei, pois amo, no presente, o poema de cima a baixo, foi:
"Mas o que nos é natural
Nem sempre se condiz com o que é normal
Ou com o que se deve ser.
Persiga sonhos que te façam desenvolver,
E não crescer.
Aproveite cada minuto livre"
Isso é tão... eu não sei, é algo não puramente singelo, porque é maior, dono de uma essência pura. É um desejo bom, um conhecimento que se mostra abrangente, independente de influências externas.
Essa poesia é uma daquelas importantes, sabe? Um daqueles textos que se lê bem baixinho, ou em completo silêncio, pois se sabe que o mundo não está preparado pra algo assim, para ouvir algo tão bom.
Não sei bem o que aconteceu aqui, só sei que é gostoso demais reler e ter uma visão diferente de tudo.

Gabrielus
Gabrielus Autor

Yey, realmente, faz tempo que te mostrei esse poema... Mas há uma verdade aí: O tempo nos faz interpretar de maneira diferente textos que já lemos. Algo relacionado talvez ao fato de estarmos sempre aprendendo algo, afinal, todo dia traz um aprendizado e, querendo ou não, isso mudo a forma que vemos coisas do passado.

Há uma espécie de relação paterna aí e, de fato, os trechos que você interpretou são de uma singularidade única, como sempre digo, interpretações são subjetivas. E quanto a sua maneira de interpretar, bem, realmente é intrigante e deveras instigante. O desejo de um pai em ensinar coisas para a filha antes que o tempo desfaça o relacionamento tão inocente e puro que há nesse "repassar desejos e experiências".

Em relação aos versos finais que você citou, de fato, essa é uma crítica muito contundente na sociedade. Talvez, muitos realmente não estejam prontos ou preparados para debater sobre isso... O mundo é uno e gira de forma indiferente à nós, todavia, as questões sempre nos batem e a cada vez fica mais difícil entender o complexo plano por trás da existência e de nós mesmos. Coisas demais para pensar e chuvas de menos, eu acho...

Enfim, gostei muito do seu comentário, como sempre. Obrigado pelos elogios e pela sua nova interpretação em sua releitura... Sinto-me lisonjeado por tal ato. Bem, acho que é isso, até a próxima~