Comentários em “Atormentada”: “Prólogo ”

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Dispariedades Abstratas

Primeiramente, não sendo direto para a narrativa, tenho dois alertas para fazer, o primeiro é verificar o espaçamento entre os parágrafos, não sei se a causa foi a formatação ou se quis assim, e ainda não tenho conhecimento se continua pelos próximos capítulos, contudo, em primeiro momento incomoda e expande o texto de uma forma que pode perturbar visualmente o leitor, consideraria verificar. Em algo mais simples, comento que a variação do diálogo para narrativa pede por outro travessão, e não o tracinho usado, e quando isso acontece e o diálogo acaba com alguma pontuação que vá pedir por uma letra maiúscula após o uso dela, coloque-a leve isso em conta, mesmo que passe pelo travessão. Por exemplo, no trecho:

"– Sim, me mata, Louise. - ele implorou."

Ficaria como:

"– Sim, me mata, Louise. – Ele implorou."

Desculpe se incomodei, se prefere que eu não comente essas partes técnicas em si, não comentarei. Não quero ser chato em histórias alheias, pois eu cometo muitos e muitos erros, haha.

Agora vamos para a parte interessante.

A história começa com um capítulo curto e rápido, não há muitas revelações sobre a posição que está em relação ao resto do enredo, podendo ser anterior aos acontecimentos, ou, o restante da história pode se posicionar ao passado desse prólogo. Vou tentar comentar tudo o que pensei ou percebi.

Primeiramente, o triângulo amoroso – não mais existente, Louise deu um jeito nele –, a paixão do garoto por enquanto, sem nome, morta em uma visão desastrosa diante de si, e sua assassina, que parece ter sido motivada pela paixão que a mesma sentia pelo garoto, claramente platônica. A monstruosa Louise, parece misto de possessividade e psicopatia, onde mistura sentimentos de emoção confundindo com amor. Personagem egoísta, visto que há uma base de apreciação pelo garoto por sua aparência física, descrito com atributos admiráveis para a maioria das pessoas, olhos verdes e cabelos castanhos escuros – imagino como castanhos escuros, já que inicialmente são descritos como pretos, e depois, como castanhos – e a mesma despreza seus sentimentos ou qualquer coisa que venha de dentro, já que mostra pouca importância diante da tristeza do garoto ou condição próxima a morte.

Relembra histórias japonesas apresentadas em diferentes mídias, onde geralmente uma garota, toma atitudes violentas e controladoras para tentar atingir seus objetivos que se resumem aquela pessoa especial, mostrando pouca empatia pelo resto do mundo. Mesmo com a história sendo italiana, lembrei disso, em especial um dos meus filmes favoritos sobre o tema, "Audition", de 1999 – mil perdões por não recordar o nome original e somente a tradução estadunidense –, e por base disso, já dá para traçar um paralelo comportamental com ela, entretanto, vou me segurar, não quero exagerar e acabar mordendo a própria língua.

O cenário apresenta informações simplistas, mas logo, há uma ideia base, Itália antiga e gelada, remete a pensamentos para histórias com criadas, casarões, vestidos bonitos e paixões complexadas. Os personagens são um pouco mais jovens do que enredos comumente passados na antiguidade, então pode render uma base interessante.

Agora, circulando para o que o prólogo pode apontar em relação ao resto da história. Logicamente, Louise deseja o garoto, apaixonado por Juliette, e simplesmente decidiu a tirar do caminho. O trecho onde o narrador comenta a beleza da sua inquisidora pela visão do garoto podem indicar sentimentos alimentados por ele que a fizeram se apaixonar um pouco mais pelo garoto, já que ele diz que um dia, achou ela bonita, um ponta de ilusão na cabeça de uma mulher desequilibrada, talvez?

Louise, personagem com pontadas irônicas usadas para requintes de crueldade, já ele, possui pontadas irônicas para otimizar uma coragem ou desprezo pela vida e por ela, após uma tragédia.

Por fim, o capítulo te instiga a ler o próximo, já que te leva a imaginar com o suspense final, o que seria tão ruim para ele quanto perder Juliette, já que antes, parecia não ter nada para perder. Lerei e comentarei.