Devo dizer que esta história em especial é uma de minhas favoritas. Eu não sei ao certo o porquê, mas me traz uma profunda melancolia. Pelo garoto, pelo "monstro" (não sei se essa é a denominação certa bem, por tudo que ele fez pela criança)... Consegui visualizar perfeitamente a cena final, você a descreveu belamente.
Tharcos, suas histórias são escritas com o intuito de ter ao final uma espécie de "moral da história"? Ou você as escreve sem um significado específico e as deixa de livre interpretação para seus leitores? Se não for muito incômodo, gostaria de saber.
Em primeiro lugar, gostava de agradecer as suas palavras e críticas positivas. Acabei de ler os seus comentários e posso dizer com certeza que me aqueceram o coração. Sinto-me extremamente grato por ter o meu trabalho reconhecido. Aproveitarei este momento que tenho para responder a todas as suas perguntas.
No que se refere aos diálogos, a forma como os disponho é propositada, mas compreendo que pode tornar a leitura ligeiramente mais complicada à primeira vista. Ando com essa tendência de escrever o diálogo recorrendo ao chamado discurso indireto livre. A minha narração acaba por se unir com a mente das personagens. Certas vezes, até eu próprio fico a pensar: será que isto está mesmo a acontecer ou será que está tudo apenas na cabeça da minha personagem? E se ela está apenas a imaginar tudo? E se ela enlouqueceu? É um sentimento interessante de dúvida. Mas, se for muito incómodo, é algo que posso facilmente alterar nas minhas futuras histórias.
Agora, em relação à "moral da história". Não costumo criar uma história com uma moral em mente. Costumo gostar que os meus leitores interpretem tudo à sua maneira, que decidam eles mesmos o que é real ou não, ficarem eles próprios na dúvida. No fundo, agrada-me a ideia de deixar os meus leitores interagir com o conto. Quando redigi esta história, "Anjo da Guarda", não tinha propriamente a moral em mente. Tinha a ideia e o sentimento adjacente à ideia. A ideia que quero colocar no papel bem como o sentimento que essa mesma ideia me transmite. Todos podemos interpretar algo de maneiras diferentes. Isso é algo que valorizo. Gosto que os meus textos levam à formulação de novas ideias, de novas teorias. Se possível, quero que o meu trabalho inspire as pessoas e as entretenha ao máximo. Julgo que é esse o meu objetivo principal.
Não tenho muito tempo por isso... vou ter de acabar aqui. ;) Até logo e... muito obrigado pela atenção. Agradeço imenso.
Aqui estou novamente, como prometido.
Devo dizer que esta história em especial é uma de minhas favoritas. Eu não sei ao certo o porquê, mas me traz uma profunda melancolia. Pelo garoto, pelo "monstro" (não sei se essa é a denominação certa bem, por tudo que ele fez pela criança)... Consegui visualizar perfeitamente a cena final, você a descreveu belamente.
Tharcos, suas histórias são escritas com o intuito de ter ao final uma espécie de "moral da história"? Ou você as escreve sem um significado específico e as deixa de livre interpretação para seus leitores? Se não for muito incômodo, gostaria de saber.
Abraços, viu?!
Atenciosamente,
Queen of Fillory.
Olá, Queen (posso tratá-la por Queen, certo?)!
Em primeiro lugar, gostava de agradecer as suas palavras e críticas positivas. Acabei de ler os seus comentários e posso dizer com certeza que me aqueceram o coração. Sinto-me extremamente grato por ter o meu trabalho reconhecido. Aproveitarei este momento que tenho para responder a todas as suas perguntas.
No que se refere aos diálogos, a forma como os disponho é propositada, mas compreendo que pode tornar a leitura ligeiramente mais complicada à primeira vista. Ando com essa tendência de escrever o diálogo recorrendo ao chamado discurso indireto livre. A minha narração acaba por se unir com a mente das personagens. Certas vezes, até eu próprio fico a pensar: será que isto está mesmo a acontecer ou será que está tudo apenas na cabeça da minha personagem? E se ela está apenas a imaginar tudo? E se ela enlouqueceu? É um sentimento interessante de dúvida. Mas, se for muito incómodo, é algo que posso facilmente alterar nas minhas futuras histórias.
Agora, em relação à "moral da história". Não costumo criar uma história com uma moral em mente. Costumo gostar que os meus leitores interpretem tudo à sua maneira, que decidam eles mesmos o que é real ou não, ficarem eles próprios na dúvida. No fundo, agrada-me a ideia de deixar os meus leitores interagir com o conto. Quando redigi esta história, "Anjo da Guarda", não tinha propriamente a moral em mente. Tinha a ideia e o sentimento adjacente à ideia. A ideia que quero colocar no papel bem como o sentimento que essa mesma ideia me transmite. Todos podemos interpretar algo de maneiras diferentes. Isso é algo que valorizo. Gosto que os meus textos levam à formulação de novas ideias, de novas teorias. Se possível, quero que o meu trabalho inspire as pessoas e as entretenha ao máximo. Julgo que é esse o meu objetivo principal.
Não tenho muito tempo por isso... vou ter de acabar aqui. ;) Até logo e... muito obrigado pela atenção. Agradeço imenso.