Comentários em “Assassin's Creed: Omnis Licitus”: “O Tabelião”

BadWolf

Gostei dos fatos históricos. Não sei muito das Leis de Portugal, meu maior conhecimento sobre a Escravidão se trata do Império Brasileiro. Nesse caso, se as ações de Jenny tivessem acontecido no Brasil de D. Pedro II, seria impossível. Jenny poderia ter a assinatura até do Papa, mas o Sextinha permaneceria sendo de seu dono. No Brasil Imperial, só o dono pode alforriar o escravo. A alforria era feita de próprio punho pelo dono e tinha firma reconhecida em cartório, MAS não era segurança de que o negro poderia simplesmente ir embora e ser feliz. Há muitos relatos de escravos alforriados que vão embora e que acabam presos, sendo julgados por fujões e "perdem" suas cartas - às vezes, literalmente perdem, ou às vezes alguma autoridade simplesmente retinha a carta e o negro ficava "sem dono" e provavelmente entregue ao Estado ou vendido a algum terceiro. Por conta desses problemas, muitos escravos eram alforriados e permaneciam a trabalhar para seus antigos "donos" em troca de um salário miserável ou permaneciam sendo escravos mesmo - isso, é claro, se esses donos não fossem a encarnação do Capeta.

Cheguei a cogitar que Jenny faria a falsificação da carta do Sextinha (algo que acontecia muito no Brasil Imperial tbm...), mas até mesmo para isso ela precisava do nome do dono. Tava na expectativa em ver maiores detalhes do passado do Sextinha relevado hj, mas parece que terá de ficar para uma próxima.

Também estou gostando de ver a evolução da Jenny. Acho importantíssimo você mostrar que todas as ações dela como Assassina acabam impactando na vida de inocentes. Não que o Tabelião fosse inocente, mas o filho dele era, e a vida dele certamente foi afetada pela morte do pai, do mesmo modo que a de Jenny. Essa ponderação é interessante, pois a humaniza mais. Acho que humanidade é o que vem faltando aos protagonistas do AC. São todos fodões, matando a torto e direito, mas no fim, ninguém parece se importar com a devastação que tirar uma vida pode trazer ao redor, sendo ela boa ou ruim.

Enfim, dei uma viajada aqui, mas já voltei para a Terra. Um ótimo cap, como sempre. E algo me diz que esse assassinato dela vai sobrar para a Bonny e seus amigos. Vamos ver...

PS: Mais do que nunca vejo que você precisa jogar a DLC do Adé. Aquela DLC É bem a sua cara.



O que mais gostei: A Humanidade da Jenny
O que acho que pode melhorar: Cadê os donos do Sextinha???
Meurtriere
Meurtriere Autor

Bem eu já te respondi, mas só pra não deixar aqui incompleto. Os donos dele morreram no naufrágio. Até onde minhas pesquisas me levaram, as vias para se alforriar um escravo era exatamente isso. Era feito uma espécie de declaração de punho do dono dizendo que ele declarava fulano de tal livre. Com certeza, mesmo negros que nunca foram escravos, muitas vezes eram capturados e vendidos como escravos. Mas sim, você está certa.

Talvez falsificar fosse até mais fácil, era só inventar um nome qualquer, tipo Manoel Perreira da Silva e pronto rs. Nossa, fiquei surpresa em saber que Sextinha desperta sua curiosidade assim. Espero saciá-la bem.

Ah que bom! Sim, as ações de todos eles impactam né, mas isso é pouco explorado nos jogos. O que é uma pena... Sim, o Tabelião era um pai e um marido, assim como o Ed era. Se for comparar Jenny causou á alguém o mesmo mal que ela sofreu há pouco tempo. Sim, também acho, como eu disse lá todo mundo mata e age como se fosse a coisa mais rotineira do mundo.

HAHA Que nada! Pegou o espirito da coisa. Como você mesma diz, abstraiu. Fico feliz ter agradado. Lembrando que ela ainda saiu ferida... Jenny só se mete em confusão rs.

Nossa, eu enrolo desde o fim de Black Flag pra comprar essa DLC. Eu me interessei por ela logo de cara, mas ainda to enrolando. Eu acho o preço dela no Xone um pouco salgado por ser apenas uma DLC. Mas pretendo jogar sim.