Comentários em “Interlúdio”: “Catarina IV”

Mayor Hundred

Esse capítulo foi mais afiado do que uma espada.

O engraçado é que foi direto em meu coração. Tenho vontade de chorar (e chorei), de vomitar, de me jogar da janela, de gritar o mais alto possível, de voltar ao Brasil. Tudo ao mesmo tempo. Talvez nenhuma desses desejos sejam bons, mas são vieram por um capítulo ótimo. Lindo. Talvez até perfeito.

Sabe, é uma dor profunda. Que não estou disposto a compartilhar. Não aqui. Não agora. Talvez pra você, num lugar secreto, nas bordas desse site (chamado mensagens). Não sei o que dizer. Não sei o que sentir. É como se eu fosse Theo, e depois de uma dose, estivesse sentindo-me tão anestesiado que mesmo o meu próprio corpo fosse estranho a mim. Ou talvez fosse Catarina, que parece ter encontrado uma serenidade tão profunda que só pode ser etérea, algo assim não pertence ao mundo dos vivos, não é?

Queria hoje ler o resto da história. É sexta feira, estou num país que não é o meu, sem pessoas que verdadeiramente posso chamar de amigos, e as minhas únicas companhias são a leitura e a saudade. Contudo, depois desse capítulo, acho que vou colocar uma playlist que não toca no meu celular há tempos.

E fechar os olhos.

Quem sabe mais tarde?

Se cuide.