Sinto grande nostalgia. Me identifiquei com esse texto, e isso me deixou melancólica, primeiro porque o clima em si me traz essa tristeza silenciosa, segundo porque me lembrou da época em que eu era assim, de questionar as coisas, e de como agora não sou mais assim.
Mas não foi só nostalgia e melancolia que senti (e talvez um pouco de culpa), foi também uma perturbação, um incômodo que me seguiu durante todo o texto. Não sei se era o incômodo que a personagem sentiu, só sei que quanto mais ela mencionava o vizinho, mais isso crescia em mim. Um incômodo bom, claro, que ao final creio ter feito meu coração parar um instante e depois me fez sorrir de satisfação — porque o sentimento dela também me era familiar.
Não sou uma pessoa crítica que possa dizer qualquer coisa sobre a estrutura do texto nem perceptiva o bastante para captar todos os significados que nele existem, mas gosto do ritmo leve, até mesmo rápido dos parágrafos; eles são curtos e quebrados em várias frases, quase como os pensamentos de alguém, mais como se eu estivesse dentro da cabeça dela e menos como se ela me contasse o que sentiu. Gosto de ver como tudo o que ela pensa, por mais aleatório que pareça, acaba terminandoem um questionamento sobre esse vizinho.
A contradição que ela experimenta mais perto do final (pode ser que tenham mais contradições, mas somente essa me saltou aos olhos) é algo que me fez sorrir e pensar que é realmente assim, que mentimos para nós mesmos sem nem perceber e escondemos quem realmente somos. Me senti representada, embora a vida dela em nada se assemelhe a minha. Talvez humanos tenham dessas semelhanças...
Olá, meu doce! Boa noite! Vou bem - e, no momento, portadora de uma felicidade indescritível. E você? Espero que esteja tudo dando mais do que certo, com toda a sinceridade do mundo ♥
Imagine a minha surpresa ao visitar o site corriqueiramente e me deparar com uma nova notificação. Um comentário; numa história há muito moldada por meus dedos. Um comentário que me trouxe a evocação de ideias e sentimentos, embrulhados na lembrança da mesma noite em que me deixei ser tomada por eles, obedecendo ao sutil pedido -e praticamente ordem- de traduzi-los em forma de história. Um comentário gentil, mais delicado do que eu jamais poderia pedir, honesto e, sem sombra de dúvidas, um baque completo e arrepiante em mim.
Acho que o maior presente que pode ser dado a um autor... na verdade, a alguém em geral; é o conhecimento de seu impacto na vida de outro alguém. É saber que, por meio de suas ações, pelo intermédio das suas palavras, alguém foi conquistado, inspirado, movido a refletir. Alguém se identificou com a presença humana de um texto seu. Alguém viveu aquilo, se conectou por meio de uma experiência pessoal ou até pela verossimilhança e semelhança daquilo com seu próprio ser.
Imagine o meu sorriso quando vi que fui capaz de compartilhar uma conexão dessas... uma das qualidades mais bonitas da humanidade, na palma das minhas mãos. Em outras palavras... meu coração ficou quentinho e meu cérebro ficou BESTA, hahahahahaha!
Fico feliz de saber que pude articular o conto do melhor modo que poderia : de um jeito capaz de atingir o leitor e provocar nele tantas sensações. Fico imensamente grata pela sua leitura, sua preocupação em destacar os pontos e processos que mais te tocaram, que mais te fizeram se aprofundar e emocionar. Eu fico muito, muito, muito, MUITO feliz MESMO com tudo isso! E é com prazer e com um carinho enorme que eu deixo aqui essa resposta ♥
Talvez seja realmente assim... ser humano tem mesmo dessas coisas, né não? ;)
Olá. Resolvi dar uma passadinha no seu perfil após ver seu comentário, espero que não ache estranho! Eu geralmente faço isso, e sempre acabo me orgulhando dos leitores que aparecem. Com você não foi diferente, estou até um pouco tímida!
E ainda bem que passei por aqui, sinceramente. O que eu acabei de ler, não sei nem explicar. Realmente mexeu comigo. E agora acho que vou tagarelar um pouco.
Sua história é incrivelmente fluída. Eu a li de forma fácil, mas isso não a torna menos intensa. É gostoso de ler.
E parei pra pensar um pouco na minha vida. No mesmo lugar desde que me entendo por gente, há fulana da segunda rua, fulana parente de ciclano, fulana que vende doce. Mas... Eu não sei o nome deles. Porque a existência deles não parece importar pra mim? Não sei dizer. Agora quero saber quem eles são.
Cada ser humano é único. Todo ser humano é como se fosse um livro, mas ainda temos muitas páginas em branco. O livro termina quando morremos? Não sei dizer. Mas eu sei dizer que li muitos livros-pessoas. Nem todos os livros fui capaz de ler até o final, alguns deixei um marca-páginas. Outros, eu mudei e já não fazia mais sentido. Quantos livros incríveis deixei passar pelas estantes da vida? Por muito tempo, quis ser colecionadora de histórias.
Quando conheço uma pessoa, tenho tendência a querer saber sobre ela. E sabendo assim, acrescento a mesma no meu próprio livro-vida, e sou acrescentada no dessas pessoas. Uma pequena eternização?
Tive vontade de conhecer novos livros ao ler sua história. Conhecer essas pessoas que tanto pareço saber, mas de nada sei. Talvez seja errado relacionar pessoas com objetos (livros), mas não faço por mal.
De tanto meu pensamento vagar, acabei falando demais. Creio que voei demais. Peço desculpas ahsasuashasuahs
Sua história fez com que minha mente voasse para lugares profundos. Realmente gostei. Espero que continue escrevendo sempre.
Olá, meu benzinho! Tudo bem com você? Espero que esse seu início de ano esteja sendo maravilhoso, numa altura que possa fazer jus a essa surpresa tão linda que você me fez. Apesar disso me fazer sentir um tanto lisonjeada, não precisa ficar tímida!! Na verdade, eu quem deveria estar! De modo algum que eu acharia seu hábito estranho, muito pelo contrário, até porque também tenho dessas hahahaha. Julgar você seria hipocrisia, isso sim!
Agora quem tem dificuldades para expressar o que sente sou eu. Como posso descrever o que sinto, sem apelar para a óbvia felicidade e talvez uma pequena menção às cócegas que comecei a ter nas bochechas por sorrir tanto??
Que bom que você passou por aqui, eu também digo. Não faço a menor ideia de por onde começar a agradecer a sua estadia. Juro que estive pensando em como fazê-lo desde que recebi as notificações! Sinta-se livre para tagarelar o quanto quiser! Se aceitar uma água, um chá, um suco, um café... é tudo por minha conta.
Eu me sinto extremamente honrada por saber que, de alguma forma, minhas palavras conseguiram cruzar quaisquer barreiras possíveis para chegar até você. Me emociona de maneira tão intensa quanto a sua descrição da mensagem que elas te contaram, de um jeito tão puro quanto a sua interpretação tão delicada desse acordo que vocês fizeram. Não acho que sua comparação seja errada, pelo contrário, para mim ela é a mais sincera das analogias. Não há prazer maior do que carregar um bom livro consigo. Não há pertencimento maior do que encontrar um pedaço de casa, ou construi-lo, numa boa história. Não há maior maneira de compartilhar um pouco de si e do outro do que através de uma contação, de uma boa conversa de coração para coração, no papel ou no ar.
"Por Trás" é uma história pela qual tenho um carinho muito grande. Talvez porque foi concebida por uma versão de mim que, naquele momento, não sabia exatamente o(s) peso(s) que atribuía a um simples pensamento. Talvez porque, numa revisita, o eco dessa pequena voz me recebeu com a força dos anos. Talvez, mas agora com mais certeza, porque até hoje, mesmo que deixada sutilmente na estante desse website, ela seja a ponte dessa conexão incrível que me enche o coração quando tenho a doçura de presenciar: a alegria de ter entrado por uma janela, de ter feito um lar, mesmo que temporário, na mente de um leitor. Na mente de outra pessoa. Ser como uma lembrança.
Ouvi dizer por aí, e reitero, que as melhores histórias são aquelas que são construídas em parceria. Histórias em que tanto o autor quanto o leitor dão tudo de si, encaixam seus significados, e juntos dão sentido àqueles versos e parágrafos e poesias e prosas. Quando se compartilha algo, a memória sobrevive, mesmo que suave, mesmo que passiva, mesmo que à espera da nossa luz.
Ironicamente, entretanto, nos conhecemos por causa do inevitável esquecimento. Quer escritor mais sagaz do que a vida e suas coincidências? Ainda mais coincidentemente, essa tal eternização, o adiamento do esquecimento, não vem, como você disse, por meio das histórias?
Afinal, não seria o esquecimento uma espécie de repouso? Ao menos enquanto existir uma maneira de nos preservamos? E, mesmo que seja um fim, não faria parte do ciclo natural de todas as coisas que amamos? Não é um lembrete do velho mantra "viva o presente e deguste tudo o que ele tem a oferecer"?
Quem somos nós? Quem são os outros? Somos mesmo tão estranhos? Podemos nos encontrar, cada um, no olhar do outro? Ou encontrar o outro no nosso olhar? Podemos nos perceber? De que modo a nossa janela dá para o outro, de que modo a janela do outro se abre para a nossa própria casa?
Vivemos por meio desses questionamentos. Vivemos por meio das histórias que contamos e que contam sobre nós.
Obrigada por ter vindo. Obrigada por ter lido, por ter gostado, por ter comentado e recomendado!! Obrigada por contar a minha, agora nossa, história. Obrigada por tornar esse texto memorável, por adicioná-lo no seu acervo, e, com isso, dividir um pouco mais do seu livro comigo e me permitir dividir o meu com você.
Simplesmente, obrigada.
Desejo tudo de bom para você! Quem sabe os nossos caminhos voltam a se encontrar mais vezes, enquanto ainda há tempo para se criar novos contos e novelas e romances por aí?
Enquanto existirem histórias, de todo tipo, que nunca sejamos esquecidas.
Até logo! Foi um imenso prazer te encontrar nessa grande biblioteca ♥
Gente, que reflexivo, profundo, melancólico e bonito isso! Achei a One de repente e me vi a abrindo para ler e achei sua escrita incrível, sensível, leve e tocante. Adorei todos os momentos, eu fui mudando de sentimento conforme lia e foi muito gostoso isso. Parabéns ♥
Olá, meu doce! Que prazer encontrar você por aqui! ♥ Fico imensamente feliz e enormemente grata pelas suas palavras. Ainda me surpreende como os ecos da minha voz continuam se propagando desde a primeira vez em que essa one resolveu surgir e até hoje encontram novas moradas a recebê-los hehe. Obrigada, de coração ♥
Olá! Como vai?
Sinto grande nostalgia. Me identifiquei com esse texto, e isso me deixou melancólica, primeiro porque o clima em si me traz essa tristeza silenciosa, segundo porque me lembrou da época em que eu era assim, de questionar as coisas, e de como agora não sou mais assim.
Mas não foi só nostalgia e melancolia que senti (e talvez um pouco de culpa), foi também uma perturbação, um incômodo que me seguiu durante todo o texto. Não sei se era o incômodo que a personagem sentiu, só sei que quanto mais ela mencionava o vizinho, mais isso crescia em mim. Um incômodo bom, claro, que ao final creio ter feito meu coração parar um instante e depois me fez sorrir de satisfação — porque o sentimento dela também me era familiar.
Não sou uma pessoa crítica que possa dizer qualquer coisa sobre a estrutura do texto nem perceptiva o bastante para captar todos os significados que nele existem, mas gosto do ritmo leve, até mesmo rápido dos parágrafos; eles são curtos e quebrados em várias frases, quase como os pensamentos de alguém, mais como se eu estivesse dentro da cabeça dela e menos como se ela me contasse o que sentiu. Gosto de ver como tudo o que ela pensa, por mais aleatório que pareça, acaba terminandoem um questionamento sobre esse vizinho.
A contradição que ela experimenta mais perto do final (pode ser que tenham mais contradições, mas somente essa me saltou aos olhos) é algo que me fez sorrir e pensar que é realmente assim, que mentimos para nós mesmos sem nem perceber e escondemos quem realmente somos. Me senti representada, embora a vida dela em nada se assemelhe a minha. Talvez humanos tenham dessas semelhanças...
Olá, meu doce! Boa noite! Vou bem - e, no momento, portadora de uma felicidade indescritível. E você? Espero que esteja tudo dando mais do que certo, com toda a sinceridade do mundo ♥
Imagine a minha surpresa ao visitar o site corriqueiramente e me deparar com uma nova notificação. Um comentário; numa história há muito moldada por meus dedos. Um comentário que me trouxe a evocação de ideias e sentimentos, embrulhados na lembrança da mesma noite em que me deixei ser tomada por eles, obedecendo ao sutil pedido -e praticamente ordem- de traduzi-los em forma de história. Um comentário gentil, mais delicado do que eu jamais poderia pedir, honesto e, sem sombra de dúvidas, um baque completo e arrepiante em mim.
Acho que o maior presente que pode ser dado a um autor... na verdade, a alguém em geral; é o conhecimento de seu impacto na vida de outro alguém. É saber que, por meio de suas ações, pelo intermédio das suas palavras, alguém foi conquistado, inspirado, movido a refletir. Alguém se identificou com a presença humana de um texto seu. Alguém viveu aquilo, se conectou por meio de uma experiência pessoal ou até pela verossimilhança e semelhança daquilo com seu próprio ser.
Imagine o meu sorriso quando vi que fui capaz de compartilhar uma conexão dessas... uma das qualidades mais bonitas da humanidade, na palma das minhas mãos. Em outras palavras... meu coração ficou quentinho e meu cérebro ficou BESTA, hahahahahaha!
Fico feliz de saber que pude articular o conto do melhor modo que poderia : de um jeito capaz de atingir o leitor e provocar nele tantas sensações. Fico imensamente grata pela sua leitura, sua preocupação em destacar os pontos e processos que mais te tocaram, que mais te fizeram se aprofundar e emocionar. Eu fico muito, muito, muito, MUITO feliz MESMO com tudo isso! E é com prazer e com um carinho enorme que eu deixo aqui essa resposta ♥
Talvez seja realmente assim... ser humano tem mesmo dessas coisas, né não? ;)
Olá. Resolvi dar uma passadinha no seu perfil após ver seu comentário, espero que não ache estranho! Eu geralmente faço isso, e sempre acabo me orgulhando dos leitores que aparecem. Com você não foi diferente, estou até um pouco tímida!
E ainda bem que passei por aqui, sinceramente. O que eu acabei de ler, não sei nem explicar. Realmente mexeu comigo. E agora acho que vou tagarelar um pouco.
Sua história é incrivelmente fluída. Eu a li de forma fácil, mas isso não a torna menos intensa. É gostoso de ler.
E parei pra pensar um pouco na minha vida. No mesmo lugar desde que me entendo por gente, há fulana da segunda rua, fulana parente de ciclano, fulana que vende doce. Mas... Eu não sei o nome deles. Porque a existência deles não parece importar pra mim? Não sei dizer. Agora quero saber quem eles são.
Cada ser humano é único. Todo ser humano é como se fosse um livro, mas ainda temos muitas páginas em branco. O livro termina quando morremos? Não sei dizer. Mas eu sei dizer que li muitos livros-pessoas. Nem todos os livros fui capaz de ler até o final, alguns deixei um marca-páginas. Outros, eu mudei e já não fazia mais sentido. Quantos livros incríveis deixei passar pelas estantes da vida? Por muito tempo, quis ser colecionadora de histórias.
Quando conheço uma pessoa, tenho tendência a querer saber sobre ela. E sabendo assim, acrescento a mesma no meu próprio livro-vida, e sou acrescentada no dessas pessoas. Uma pequena eternização?
Tive vontade de conhecer novos livros ao ler sua história. Conhecer essas pessoas que tanto pareço saber, mas de nada sei. Talvez seja errado relacionar pessoas com objetos (livros), mas não faço por mal.
De tanto meu pensamento vagar, acabei falando demais. Creio que voei demais. Peço desculpas ahsasuashasuahs
Sua história fez com que minha mente voasse para lugares profundos. Realmente gostei. Espero que continue escrevendo sempre.
Até! ♥
Olá, meu benzinho! Tudo bem com você? Espero que esse seu início de ano esteja sendo maravilhoso, numa altura que possa fazer jus a essa surpresa tão linda que você me fez. Apesar disso me fazer sentir um tanto lisonjeada, não precisa ficar tímida!! Na verdade, eu quem deveria estar! De modo algum que eu acharia seu hábito estranho, muito pelo contrário, até porque também tenho dessas hahahaha. Julgar você seria hipocrisia, isso sim!
Agora quem tem dificuldades para expressar o que sente sou eu. Como posso descrever o que sinto, sem apelar para a óbvia felicidade e talvez uma pequena menção às cócegas que comecei a ter nas bochechas por sorrir tanto??
Que bom que você passou por aqui, eu também digo. Não faço a menor ideia de por onde começar a agradecer a sua estadia. Juro que estive pensando em como fazê-lo desde que recebi as notificações! Sinta-se livre para tagarelar o quanto quiser! Se aceitar uma água, um chá, um suco, um café... é tudo por minha conta.
Eu me sinto extremamente honrada por saber que, de alguma forma, minhas palavras conseguiram cruzar quaisquer barreiras possíveis para chegar até você. Me emociona de maneira tão intensa quanto a sua descrição da mensagem que elas te contaram, de um jeito tão puro quanto a sua interpretação tão delicada desse acordo que vocês fizeram. Não acho que sua comparação seja errada, pelo contrário, para mim ela é a mais sincera das analogias. Não há prazer maior do que carregar um bom livro consigo. Não há pertencimento maior do que encontrar um pedaço de casa, ou construi-lo, numa boa história. Não há maior maneira de compartilhar um pouco de si e do outro do que através de uma contação, de uma boa conversa de coração para coração, no papel ou no ar.
"Por Trás" é uma história pela qual tenho um carinho muito grande. Talvez porque foi concebida por uma versão de mim que, naquele momento, não sabia exatamente o(s) peso(s) que atribuía a um simples pensamento. Talvez porque, numa revisita, o eco dessa pequena voz me recebeu com a força dos anos. Talvez, mas agora com mais certeza, porque até hoje, mesmo que deixada sutilmente na estante desse website, ela seja a ponte dessa conexão incrível que me enche o coração quando tenho a doçura de presenciar: a alegria de ter entrado por uma janela, de ter feito um lar, mesmo que temporário, na mente de um leitor. Na mente de outra pessoa. Ser como uma lembrança.
Ouvi dizer por aí, e reitero, que as melhores histórias são aquelas que são construídas em parceria. Histórias em que tanto o autor quanto o leitor dão tudo de si, encaixam seus significados, e juntos dão sentido àqueles versos e parágrafos e poesias e prosas. Quando se compartilha algo, a memória sobrevive, mesmo que suave, mesmo que passiva, mesmo que à espera da nossa luz.
Ironicamente, entretanto, nos conhecemos por causa do inevitável esquecimento. Quer escritor mais sagaz do que a vida e suas coincidências? Ainda mais coincidentemente, essa tal eternização, o adiamento do esquecimento, não vem, como você disse, por meio das histórias?
Afinal, não seria o esquecimento uma espécie de repouso? Ao menos enquanto existir uma maneira de nos preservamos? E, mesmo que seja um fim, não faria parte do ciclo natural de todas as coisas que amamos? Não é um lembrete do velho mantra "viva o presente e deguste tudo o que ele tem a oferecer"?
Quem somos nós? Quem são os outros? Somos mesmo tão estranhos? Podemos nos encontrar, cada um, no olhar do outro? Ou encontrar o outro no nosso olhar? Podemos nos perceber? De que modo a nossa janela dá para o outro, de que modo a janela do outro se abre para a nossa própria casa?
Vivemos por meio desses questionamentos. Vivemos por meio das histórias que contamos e que contam sobre nós.
Obrigada por ter vindo. Obrigada por ter lido, por ter gostado, por ter comentado e recomendado!! Obrigada por contar a minha, agora nossa, história. Obrigada por tornar esse texto memorável, por adicioná-lo no seu acervo, e, com isso, dividir um pouco mais do seu livro comigo e me permitir dividir o meu com você.
Simplesmente, obrigada.
Desejo tudo de bom para você! Quem sabe os nossos caminhos voltam a se encontrar mais vezes, enquanto ainda há tempo para se criar novos contos e novelas e romances por aí?
Enquanto existirem histórias, de todo tipo, que nunca sejamos esquecidas.
Até logo! Foi um imenso prazer te encontrar nessa grande biblioteca ♥
Gente, que reflexivo, profundo, melancólico e bonito isso! Achei a One de repente e me vi a abrindo para ler e achei sua escrita incrível, sensível, leve e tocante. Adorei todos os momentos, eu fui mudando de sentimento conforme lia e foi muito gostoso isso. Parabéns ♥
Olá, meu doce! Que prazer encontrar você por aqui! ♥ Fico imensamente feliz e enormemente grata pelas suas palavras. Ainda me surpreende como os ecos da minha voz continuam se propagando desde a primeira vez em que essa one resolveu surgir e até hoje encontram novas moradas a recebê-los hehe. Obrigada, de coração ♥