Comentários em “Covenant of Risk”: “A não tão típica história de origem”

Mini Line
Destacado pelo autor

Oi ^^

Espero que tenha um espacinho para mais uma leitora em Covenant of Risk.
Menina, que fanfic é essa? Essas personagens ai... ❤
Me identifiquei com a Ally. Mais medrosa e certinha do grupo.
A Carrie, nossa, como ela é assustadora kkk. Amei muito a garotinha. O jeito adulto dela... Da pra imaginar tudo direitinho.
Kat, a loka. Gente, aquele chega pra lá na menina que foi provocar ela foi incrível.
Kat, querida, me ensina isso.
Amy é aquela menina topa tudo, né? Me chama que eu vou \o/

To curiosa para ver as confusões que essas doidas vão se meter.
Beijos da Mini, agora como sua leitora =*

Ally Stoll
Ally Stoll Autor

Oi

MEU DEUS TÔ SURTANDO! A AUTORA DE POCKET GIRL COMENTOU NA MINHA FIC! ACHO QUE ESTOU TENDO UM ATAQUE CARDÍACO

É CLARO QUE TEM ESPAÇO PARA MAIS UMA LEITORA, ESPECIALMENTE PARA VOCÊ!

A AUTORA DE POCKET GIRL LÊ MINHA FIC

SE EU MORRESSE AGORA, MORRERIA FELIZ

A AUTORA DE POCKET GIRL LÊ MINHA FIC!

MÃE, A AUTORA DE POCKET GIRL LÊ MINHA FIC!

OLHA, ELA ATÉ COMENTOU!

*desligando a capslock*

Sobre a Ally, é que alguém precisa ter um pouquinho de bom senso ou a coisa toda desanda :V

AI MEU DEUS, ME SEGURA, A AUTORA DE POCKET GIRL LÊ MINHA FIC!

ELA LÊ MINHA FIC!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

Meu deus, você precisa comentar mais vezes, é muito bom ter você aqui :D

Beijos Mini, e até a próxima ;)

A AUTORA DE POCKET LÊ MINHA FIC!

ELA LÊ MINHA FIC!

Desculpe o surto ali em cima, espero não ter te assustado ou ter feito você achar que tenho algum problema mental, seja bem vinda Mini, espero que goste da fic e até a próxima ;)

GirlOfWar

revoltada kd continuaçao

Ally Stoll
Ally Stoll Autor

Calma que ela já está quase pronta ;)

M
Marcondes

O capítulo é bem escrito, as cenas de ação são fluídas, a linguagem apresenta variações bem encaixadas e o texto é lindamente coeso. Parabéns!

Ally Stoll
Ally Stoll Autor

Seja bem vindo, Marcondes Pereira! Obrigada pelos elogios (sério, muito obrigada) *o* e te vejo nos próximos capítulos :D xD

Raven Wood

Eu sinceramente não sei o que comentar sobre essa perfeição.
1° Eu A-D-O-R-E-I a sua escrita. Tem tantas pessoas com potencial para escrever livros nesse Nyah, que Jesus!
2°Tenho que admitir, eu nunca gostei realmente de histórias originais de heróis. Mas essa aqui, ela é especial, talvez pela escrita ou pelo fato de não ter ninguém com poderes nessa 'equipe' ou pelo enredo mesmo, talvez por tudo que eu disse.
Eu sou a falar da capa. My god, àquilo ficou simplesmente PERFEITO.
Eu gostei muito das personagens, com suas personalidades fortes.
Ate o próximo capítulo.

Ally Stoll
Ally Stoll Autor

Ai meu deus! Você acharia estranho se eu chorasse de emoção? :D

Você acha mesmo? Obrigada!

Fico feliz em te fazer gostar de um tipo de história que você não costuma gostar, acho que agora estou me sentindo especial :3 (Não se preocupa, não deixarei isso subir a cabeça)

O lance delas não ter poderes é que eu queria mostrar o ponto de vista de alguém sem poderes em um mundo cheio de super-heróis que são praticamente deuses, mais ou menos o que a Netflix faz nas séries da marvel, mas colocando isso sob um ponto de vista de personagens mais jovens.

A capa foi feita pela Fanfictions Universe e eles arrebentam em design, fizeram exatamente a capa que eu imaginava!

Fico feliz que tenha gostado das personagens, significa que eu acertei :D

Até o próximo capítulo!

Dracule Mihawk

[Projeto Critique-me — SBLAN]

Senhorita Ally Stoll... olá! Como vai? Permita-me dispensar as apresentações porque, bom, já nos conhecemos há um tempinho desde que acordamos a betagem de Sammy. Coincidentemente (ou nem tanto assim; talvez uma manobra de minha pessoa), calhou de eu criticar Covenant of Risk. Espero que esta crítica lhe ajude a melhorar ainda mais a sua escrita.

Quero, antes de começarmos, parabenizá-la por submeter a sua história a um comentário crítico. Assim como com as betagens, não são todos os autores que submetem suas respectivas histórias a análises — seja por betagem, seja por crítica. Então parabéns pela iniciativa, Ally! E, também, muito obrigado por contribuir para o crescimento do nosso projeto. Valeu!

Ah, vamos lembrar que, assim como nas minhas betagens, eu apontarei tudo aquilo que julgar necessário ser criticado/revisado, mas, obviamente, você, na condição de autora, tem total liberdade para questionar esta crítica, bem como selecionar o que lhe for proveitoso ou não. O que diferirá das betagens é o método pelo qual a crítica foi redigida. Se nas betagens você se depara com comentários e correções no corpo do texto, além de um resumo do capítulo — e da betagem propriamente dita — no final, na crítica você terá nada além de um texto enorme (sem aqueles “mude isso aqui” com os quais eu vivo te perturbando, hehehe).

Vale lembrar, ainda, que, como não houve uma especificação sob qual aspecto a crítica deve se focar, eu tomei a liberdade de abranger o máximo de conteúdo possível em dez mil palavras somadas, ou seja, os dois primeiros capítulos.

Sem mais delongas, vamos à crítica!

Comecemos destacando o que você identificou como seus pontos fortes e fracos, respectivamente.

Você considerou seus pontos fortes o desenvolvimento dos personagens, as reviravoltas, os capítulos grandes, os diálogos e as referências.

Sobre o desenvolvimento dos personagens, em especial, das protagonistas (Ally, Amy, Carrie e Kat), devo dizer que alguns não estão bons, ou bem difíceis de acreditar que sejam reais.

Quanto às reviravoltas, só identifiquei uma nos dois primeiros capítulos (Josie, mãe adotiva de Amy, ter sido uma agente da SHIELD – final do cap. 2) e tenho certeza de que esta será mais bem abordada nos capítulos seguintes; não tenho muito que falar sobre ela (mas, acredite, eu vou falar).

Sobre capítulos grandes, olha, é uma questão muito pessoal. Eu mesmo já escrevi capítulos de oito, nove mil palavras para uma long-shot minha de Naruto (saudades de escrever fics... T.T). O bom dos capítulos grandes é o conteúdo maior da história (alguns leitores gostam de saber mais e isso ajuda). No entanto, também tem o problema do cansaço. Se a leitura estiver sendo “chata”, ou ainda cansativa mesmo, independente se for boa ou não (vale lembrar que muitas pessoas leem fics pelo celular e/ou em horários e ambientes nem tão bons assim, como na ida pra casa/trabalho/faculdade em conduções, por exemplo); o capítulo pequeno, com três ou quatro mil palavras, já facilita mais as coisas aqui. Então é pura questão de gosto mesmo. Por mim, não há problema.

Os diálogos... Ah, esses senhores, sim, merecem uma atenção especial. De fato, eles são até bons, mas estão constituindo praticamente todo o texto da fic (da parte que li pelo menos). É muito bom fazer cenas de diálogo, pôr os personagens para interagirem entre si, mas não é legal fazer deste recurso (os diálogos) a maior parte da história. Dê mais espaço à narração (que é primordial, muito mais que o diálogo), à ambientação e à descrição.

Referências... Haja referência, hein? Eu confesso que, quando li a história, cansei de imaginar o Capitão América dizer “eu entendi a referência” cada vez que identificava uma. Bom, não vejo problema nelas, mas você tem que levar em conta que nem todos os leitores irão entendê-las de imediato, principalmente as que estão relacionadas a seriados e games (que eles podem muito bem não ter assistido nem jogado), ou ainda as que estão relacionadas à sua outra fic: Sammy (que eu beto u.u). Além disso, as referências, se mal colocadas, irão comprometer a caracterização de certos personagens (vou falar melhor sobre isso depois).

Você considerou seus pontos fracos as faltas de descrição em algumas cenas, os capítulos muito grandes e os erros ortográficos e gramaticais.

Sim, há momentos em que a falta de descrição não passa despercebida, e apesar de a adjetivação excessiva não ser um caminho muito legal (nada legal, aliás), dar alguns detalhes a respeito do ambiente em que certas cenas se desenrolam, e até da aparência dos personagens (pelo menos das principais) não é ruim. O que faz da adjetivação ser algo prejudicial é o fato de o adjetivo ter um poder evocatório que, em certos casos, ofusca o do substantivo.

Veja você mesma neste exemplo:

“O incrível Hulk destruiu meia frota alienígena na Batalha de Nova Iorque.” Repare em “incrível Hulk”. Percebe que “incrível” (adjetivo) caracteriza “Hulk” (substantivo)? Então. Este é o poder evocatório que eu disse, o de trazer uma classificação ao termo a ele relacionado.

Agora veja este outro exemplo:

“Um incrível monstro verde musculoso e gigante destruiu meia frota alienígena na Batalha de Nova Iorque.”

Uma lambança, certo? Nós temos classificando “monstro” (substantivo) os adjetivos “incrível”, “verde”, “musculoso” e “gigante”. Quatro! O substantivo meio que é suprimido por todos os adjetivos que estão relacionados a ele. É basicamente isso que é o excesso de adjetivação; a descrição que você NÃO deve fazer, ok? Algo semelhante ao primeiro exemplo é aceitável, ao segundo... melhor não.

Sobre os capítulos muito grandes, como eu já disse, é uma questão pessoal.

Os erros de gramática e ortografia não são lá essas coisas aterrorizantes e medonhas (olha eu adjetivando demais agora, hahahaha), não. Basicamente, uns parágrafos mal pontuados (dê atenção aos casos parecidos com “— Manuel morreu — disse Betânia.” Note que depois de “morreu” não há pontuação nenhuma, já que o que vem após o travessão explica a fala da personagem Betânia. É diferente de “— Manuel morreu. — Betânia chorava.” Nesse segundo caso o que vem depois do travessão não está explicando a fala, mas sim acrescentando uma informação, e por isso há o ponto depois de “morreu”), erros de vírgula (principalmente na hora de isolar um vocativo, você errou muito nisso) e de crase (achei só dois, um em cada capítulo). Uma boa revisada dá um jeito. :)

A sinopse está boa, simples e objetiva. Sugiro só fazer as seguintes alterações:

(parágrafo) “Em um mundo onde os Vingadores (em maiúsculo, já que estamos falando de um grupo específico e não apenas de quem ‘se vinga’) são vistos como os (o artigo fica em minúsculo mesmo) maiores super-heróis da Terra (em maiúsculo, já que estamos falando do planeta. A menos que você esteja falando do ‘chão’; aí sim ‘terra’ fica em minúsculo), as pessoas passaram a acreditar em heróis. Isso acabou (no pretérito perfeito e não no presente, já que se trata de um acontecimento passado — que repercute no presente, mas, ainda assim, aconteceu no passado) inspirando o surgimento de uma equipe misteriosa em Seattle (seria interessante citar o nome da equipe aqui na sinopse; não é obrigatório, mas eu acho que é mais interessante apresentar o que o leitor há de encontrar, até porque dizer o nome do grupo é uma prévia; o que esse grupo fará, aí sim, é algo que só a história detalhará).

Obs.: “(...) que ajuda no combate ao crime” é algo meio óbvio; melhor tirar da sinopse, não?

Uma coisa que a história está errando é a forma como os personagens são apresentados. Os figurantes são mal citados, não são desenvolvidos e pronto; os principais são citados do nada, como se o leitor já os conhecessem. Cuidado! Você é a autora, Ally, conhece seus personagens, mas os leitores estão tendo contato com eles agora. Eles não os conhecem. Não é legal você simplesmente jogar os nomes assim de uma hora para outra e esperar que o leitor já crie uma “imagem” desse personagem novo.

Veja, com exemplos da história mesmo:

“— Vamos! A Sra. Hermman já deve estar te esperando!” Quem é senhora Hermman? É a professora (se for, é professora junto com a Srta. Dopperman?)? É motorista? Não dá para saber. Para desenvolver, você poderia fazer algo do tipo:

(Sra. Hermman como motorista) “— Vamos! A Sra. Hermman já deve estar te esperando!

Correram, já imaginando a motorista estacionando na frente do edifício.”

(Sra. Hermman como professora) “— Vamos! A Sra. Hermman já deve estar te esperando!

Se conseguissem superar o trânsito de Seattle em até vinte minutos, talvez Carrie não perdesse a aula.”

De forma subjetiva, nos dois casos é possível perceber quem é a Sra. Hermman.

Outro exemplo:

“— Mas ela prefere que a chamem de Amy — completou o pai. O elevador parou em um andar e logo em seguida Ally entrou nele.” Viu? Você não disse quem é Ally antes, não a apresentou, não a descreveu. Ora, se isso não acontece, fica beeeeem difícil conhecer o personagem novo porque, como leitor, eu leio aquele nome novo e me perguntou imediatamente “quem é Ally?”, depois “como ela é?”, e assim vai, entendeu? Por isso, antes de citar nomes, fale um pouco do(a) personagem que está entrando em cena. Não precisa exagerar — muito menos separar um parágrafo só para dizer quem ela é, rompendo o enredo —, uma coisa bem básica já basta.

Dica: de “o elevador” em diante é melhor separar em outro parágrafo e complementar com uma apresentação da nova personagem: Ally.

Também reparei que há muita repetição de palavras e trechos. Desde nomes até expressões inteiras. Tratando-se de repetições de nomes, a gente pode pegar este trecho da fic: “— Carrie, você sabe que é para o seu próprio bem — Emily argumentou cansada. Ela já havia dito isso para a filha várias vezes durante o fim de semana, mas a menina não se conformava. — Pronto! — disse Emily (...)”. É a mesma personagem (Emily) que está falando, portanto, repetir o nome dela é desnecessário aqui. Está bem subentendido.

Sobre repetições de trechos, observe esse caso aqui:

“— Ótima ideia! — respondeu Amy, entrando no elevador junto com o pai.

— Espera! — gritou Emily, correndo junto com Carrie em direção ao elevador. O pai de Amy resolveu segurar o elevador para as duas entrarem. — Muito obrigada! — agradeceu Emily entrando no elevador com a filha.”

Viu que “entrando no elevador com” se repete? Isso se desconsiderarmos, também, que “elevador” aparece outras duas vezes. Não faz isso, sério.

E os outros casos são aquelas velhas expressões de ligação: “logo em seguida” (que eu perdi a contra de quantas vezes apareceram XD) e “e então”.

Lembre-se que repetições tornam o texto cansativo e de natureza pobre, além de transmitir ao leitor aquela sensação de que certas palavras só estão aí para tornar o texto maior (sim, eles podem pensar isso, então tome cuidado com as repetições, ok, Srta. Ally Stoll?)

Certo, continuando...

Além de partes repetitivas, há na fic as partes óbvias e, consequentemente, descartáveis. Um exemplo disso é essa parte aqui, ó:

Enquanto isso na escola onde Carrie estudava...

Carrie já estava cansada das aulas e (...)

Reparou? Sim? Não? Bom, se logo abaixo você vai desenvolver todo um parágrafo em que a Carrie está cansada das aulas, não há a menor necessidade de mudar de cena com um “enquanto isso na escola onde Carrie estudava...” porque você vai justamente retratar esse cenário logo abaixo, concorda? Uma dica que eu te dou é evitar começar com esses parágrafos minúsculos “enquanto isso...”, ou “quatro anos antes...”, ou ainda “mais tarde...”. Eles são bons para HQs, no qual se tem o recurso da imagem aliado aos diálogos. Em um texto narrativo, eles não caem bem. Sério, não caem bem, não. Eles transmitem superficialidade, como se o autor tivesse preguiça de desenvolver mais (o que, como seu beta reader e crítico, tenho certeza de que não é o caso). Então, mocinha, não use esse tipo de parágrafos, desenvolva mais, explore mais o universo que você criou e be happy! ^^

Outra coisa para qual eu quero te chamar a atenção é a presença de períodos longos. Como este, por exemplo:

“Ela pegou uma cadeira e a jogou contra a vitrine o que quebrou o vidro e fez com que parte da fumaça se dissipasse fazendo com que os reféns finalmente conseguissem encontrar a saída e saíssem.”

Ufa! Terminamos de ler! Notou que de “ela” até “saíssem” não há nenhuma pausa, nenhum ponto, nenhuma vírgula, nada? Pois é. O período está longo, o que faz a leitura ser mais corrida. Ponha pausas e separe as orações. O texto vai ficar mais “lento” e mais agradável à leitura.

Também vi que há cenas curtíssimas. No capítulo 2, quando as protagonistas vão resgatar a Anika, a história se desmembra para abranger mais de um cenário. Errado, errado, não está, mas veja: as cenas — curtas — estão pobres em detalhes. Há um parágrafo de duas linhas, uma fala e, voilá!, temos uma cena nova (que também tem um parágrafo de duas linhas e uma fala, e isso acontece de novo, e de novo, e de novo). Senhorita Ally Stoll, você não precisa fazer isso. Você pode fazer parágrafos maiores (eu sei que pode, hein!) e usá-los para abordar cada uma das cenas. Vamos lembrar que todas as garotas estão, de modo geral, no mesmo cenário, o galpão, ainda que em posições diferentes (uma perto do telefone público, outras duas na retaguarda etc.) desse mesmo galpão. Em suma, como você fez: um parágrafo para cada subdivisão da cena, mas sem aquela separação pelos três hífens; o ambiente geral é o mesmo.

E já que estávamos falando de cenas, quero continuar falando sobre isso, mas de cenas mais peculiares desta vez: os flashbacks. No capítulo 2 há diversas intercalações, nas quais se retrata o passado da Amy, com a linha do presente. Não acho isso errado, mas, no entanto, entretanto, contudo, todavia, porém eu não recomendo que você o faça. Não, sério, de jeito nenhum. O segundo capítulo está confuso (e aqueles parágrafos “quatro anos antes...” não ajudam, só deixam o texto desagradável à leitura por ser, como eu te falei lá em cima, superficial demais), ora presente, ora passado. O que é interessante fazer é: narrar uma linha temporal só e, depois, narrar a outra. Se quiser começar pelo passado da Amy, faça-o, e depois vá para o tempo presente, ou vice-versa. Na minha opinião, além de embaraçoso para o leitor, essas intercalações sugerem desorganização da narrativa, principalmente quando os trechos das linhas temporais narradas são pequenos. Claro, mudar ou manter do jeito que está fica ao seu critério. :)

A ambientação da história está fraca também e pode melhorar. Há lugares, por exemplo, que só são citados e fim de papo. Quando Anika é resgatada, por exemplo, como é o balcão onde ela está sendo mantida em cativeiro? Qual é o tamanho? E a rua? É deserta? É movimentada? Está de noite? Está de dia? Está de tarde? Como foi possível Carrie verificar que a refém estava lá? Tinha uma janela? Uma escotilha? Se havia esse espaço, por que nenhum dos criminosos o estava vigiando? Por que ninguém mais reparou? Onde elas (as protagonistas) estavam se escondendo, enquanto vigiavam o galpão? Perguntas como essas passam pelas cabeças dos leitores e, infelizmente, só pode ser respondidas se a história fornecer estes detalhes, ok? Então capricha mais nesse quesito aí, viu?

A cena da lanchonete me intrigou bastante. E os motivos são:

Primeiro, um novo personagem foi apresentado: Roger. Ele deve ter um sobrenome, certo? Até porque é mais comum repórteres serem identificados por nomes e sobrenomes, não somente nomes. A partir do momento que a história diz “— Eu não acredito que você não reconheceu o Roger!”, o que me veio à mente foi um cara popular do colegial (bem clichê, desculpa u.u) e não um repórter premiado (que trouxe à luz mistérios das indústrias Stark, por exemplo).

Segundo, a bomba de fumaça me soou como uma saída muito fraca para a situação. Veja: eu, leitor, não tenho detalhes da química utilizada para fazer a tal bomba de fumaça. Além disso, eu posso presumir que não é apenas misturando uns produtos de limpeza e botando um celular dentro que terei essa tal bomba. Uma reação química consiste em mistura, sim, mas também de temperaturas de certos ingredientes (como, miraculosamente, estava tudo na temperatura ideal para se fazer a reação química?), tempo de espera (algumas reações demoram dias para ficarem prontas, não minutos) e outros fatores. Particularmente, eu achei esse uso da bomba de fumaça algo complicado demais para ser usado desta forma. Talvez seja mais legal você dar outro jeito de haver fumaça (um princípio de incêndio, por exemplo), ou, caso queira mesmo uma bomba de fumaça, pesquisar melhor sobre e, por fim, citar ingrediente por ingrediente, além de explicar como a reação acontecerá (até porque a Kat é um gênio em química, não é? Pode muito bem desempenhar esse papel).

Terceiro, a cena de ação está completamente sem sentido. A fumaça está parecendo cegar somente os bandidos, enquanto as garotas se orientam sem dificuldade alguma. Ora, se a bomba de fumaça obliterou a visão no local, nem elas deveriam estar enxergando, não é verdade? Mas o que eu li foram sete caras sendo subjugados por quatro garotinhas como se fosse a coisa mais natural do mundo.

Além disso, nessa cena, como em outras onde há criminosos, os bandidos são bem idiotas e são facilmente enganados. Aqui eu li sobre sete caras que foram rapidamente desarmados e feridos, antes eu li sobre um ladrãozinho de rua que correu assim que a Amy chegou (do nada) e socorreu a Carrie (que, para uma menina de cinco anos, estava muito segura de si) e, por fim, li sobre caras que conseguiram fugir da polícia, mas foram tapeados por um trote simples de celular. Não faz sentido nenhum. É como se os marginais fossem ridicularizados apenas para benefício das protagonistas.

A cena final do capítulo dois, onde Amy descobre que a mãe, Josie, era uma agente aposentada da SHIELD também me soa bem estranha. Veja, para uma espiã (aliás, como se sabe que Josie era espiã? Nem todos os agentes da SHIELD são espiões, certo? O Gavião Arqueiro, por exemplo, não era.), deixar um documento de aposentadoria tão comprometedor em uma gaveta é algo simplesmente inacreditável. Que tipo de agente é tão descuidado assim? Além disso, a SHIELD não é uma organização ultrassecreta do governo americano? Como Amy sabe o que ela é?

Também não entendi esse diálogo:

[H47]: conseguiu descobrir alguma coisa com os dados que eu enviei?

[Jerome432]: Não muito, os arquivos são superprotegidos. Seja lá quem for essa tal de Amélia, o passado dela deve ser um segredo bastante obscuro.”

Talvez tenha sido a Amy (o código “H47”) digitando no celular (e, se foi, com quem?), ou algum outro personagem. De qualquer forma, eu não entendi direito, até porque não vejo razão para ela falar sobre a Amélia, muito menos a história vir com um Jerome432 assim do nada.

A formação do grupo foi muito rápida, do meu ponto de vista. Basicamente, uma sugeriu e outras duas apoiaram. Poderia haver uma discussão, pelo menos, as personagens expressarem melhor suas opiniões — Ally foi a que mais fez isso, mesmo que forma bem rápida —, até porque o assunto em pauta era viver uma vida de dupla-identidade, combater o crime e, acima de tudo, arriscar vidas (tanto as próprias quanto as das pessoas que elas iriam tentar salvar). Não é algo que pode ser decidido só com um “— É insano, mas estou dentro.”, não acha?

Também não há indícios que as garotas tenham sido identificadas na lanchonete, não é verdade? Como a história mesmo diz, o que se dá para ver nas imagens são “sombras”, logo como elas (as protagonistas) já são rotuladas de “Heroínas de Seattle”? Como descobriram que eram garotas de um capítulo pro outro?

Gostaria de falar, ainda, sobre alguns personagens. Vamos lá!

Carrie: das quatro protagonistas, foi a qual eu menos gostei do desenvolvimento. Achei o fato de ela ser uma garotinha de cinco anos algo muito comprometedor para a construção da personagem. A fic a mostra como uma criança prodigiosa “mais inteligente que um adulto mediano”. Vale ressaltar que ser mais inteligente não significa saber mais; a Carrie pode ter um QI alto, falar bem, mas ainda é estranho ela raciocinar como um adulto, agir como um, conhecer coisas que um adulto conhece. A menos que ela tenha uma inteligente sobre-humana (causada por poderes especiais ou coisa do tipo), ainda é bastante estranho conseguir fugir da escola, ameaçar quebrar a cervical de um bandido, lutar com criminosos, ter força suficiente para desmaiar um e a frieza para atirar (com precisão; lembrando que a fumaça estava tomando a lanchonete) em outros. Torno a dizer, mesmo inteligente, é estranho ela saber de certas coisas, e é mais estranho ainda ela ir além das limitações físicas dela. Como uma criança de cinco anos teria força para nocautear um criminoso adulto? Vê? Não se trata de uma questão de inteligência, mas de força. E a Carrie, por mais inteligente que possa ser, tem cinco anos, um corpo pequeno, provavelmente uma estatura pequena também, logo, ela não deveria ser capaz de segurar uma cadeira direito e usá-la para desacordar um bandido bem maior que ela.

Obs.: aproveito pra falar da cena em que ela foge da escola. A professora se distraiu tanto assim? O que a professora estava fazendo? E por que nenhum dos colegas de classe falou nada (geralmente crianças costumam falar tudo o que veem, não?)? Não havia nenhum inspetor por perto quando ela saltou a janela do térreo? Aliás, a janela não tinha grade para evitar acidentes? E a Carrie, com cinco anos, já tinha altura para pular uma janela?

Katherine: esta personagem teve um desenvolvimento um tanto confuso. No começo tive a impressão de ela ser um tanto fria — e ela se mostra assim no primeiro capítulo —, mas, quando no apartamento, Kat se mostra ser carinhosa e brincalhona (ao ponto de abraçar a Ally). Só não entendi como a personagem possui diversas nacionalidades e, com 16 anos, fala cinqüenta e sete idiomas, além de ser um gênio em Química. Assim como a Carrie ser superinteligente e fazer coisas além das capacidades físicas dela, Katherine ser “superpoliglota” e ter múltipla nacionalidade com tão pouca idade é algo quase impossível de acreditar, pelo menos para mim.

Amy/Amélia: a mais misteriosa das quatro. Tem um passado ao qual eu não quero me apegar (acredito que será mais abordado mais à frente), e uma personalidade normal. O que eu achei estranho foi: Amy, uma hacker, ter uma senha tão fácil de ser descoberta como “hitman47”. Ela sendo um ás da ciência da computação, deveria ter uma senha fortíssima, não é mesmo?

Obs.: por isso que eu disse no início que certas referências podem comprometer a construção dos personagens.

Obs. II: se todos os dados a respeito do seqüestro da Anika estavam no sistema da polícia, por que Amy foi capaz de localizá-los antes dos policiais (que estavam um dia de trabalho à frente na investigação)? A polícia tem muito mais dados, muito mais recursos e tem investigadores, não é? Então é meio estranho Amy conseguir ser mais rápida que tudo isso e localizar os criminosos.

Ally: das quatro protagonistas, Ally foi a que me causou menos estranhamento. Assim como a Amy, ela tem uma personalidade normal, mas diferente daquela, nada que a possa comprometer (uma superinteligência para determinada coisa, por exemplo), por isso a acho a mais “comum” das heroínas e, portanto, a personagem que mais se aproxima dos leitores. É a que eu mais gostei.

Obs.: mas lembrando que a cena de apresentação dela, no elevador, pode melhorar.

Emily: a mãe de Carrie, certo? Eu a listei aqui porque a achei bastante superficial e de pulso fraco. Quando Carrie diz que Ally será sua nova babá ela simplesmente aceita, assim sem mais nem menos. Ora, Emily e Ally nunca tinham se falado antes, certo? Então não é meio lógico ela, na condição de mãe, deixar sua filha (que tem cinco anos) com alguém desconhecido, ainda mais uma adolescente. Emily não parece ter controle sobre a filha, bem como não estar tão perto dela, que, torno a dizer, é só uma criança.

Roger: o repórter que conseguiu vazar documentos das Indústrias Stark. Um personagem que precisa ser mais desenvolvido (a começar por seu sobrenome). Independente do que houve em “Sammy” (não sei se foi ele quem vazou as informações lá também), isso precisa ser mais abordado aqui também, até porque são histórias que, na teoria, não estão interligadas, e exatamente por não estarem, as referências que as unem são algo a ser visto com mais cuidado. Como leitor, alguém pode querer ler Covenant of Risk, mas não querer ler Sammy, e por isso ficará sem entender direito? Não é legal que isso aconteça, certo? Ah, e me parece estranho o Roger ter vazado informações das indústrias de um dos homens mais ricos e poderosos do mundo e não sofrer nenhuma retaliação. Pelo que eu sei, o Tony Stark é um cara legal, mas não costuma deixar barato. Se ele tem a oportunidade de fazer algo bem “sacana”, ele faz (é o tipo de herói moderno na literatura, diferente do herói clássico, que é “sem defeito”).

Bom, basicamente é isso (Senhor! quatro mil palavras de crítica! XD). Ally, você é minha autora, e quero que saiba que, quando fiz esta crítica, não tive intenção alguma de humilhá-la, ou desmotivá-la a escrever. Pelo contrário! Eu quero que você a use para melhorar. Conheço-te das betagens, sei que você tem potencial e acredito nisso. Se eu pego no seu pé (e eu sei que pego, sou chato mesmo, tenho plena convicção disso), é porque sei que você pode fazer melhor. Eu acho a sua criatividade algo impressionante, já falei com uma amiga minha da Liga que é isso que me chama atenção na sua história, a sua capacidade de trabalhar com o mundo das HQs e criar um universo novo dentro dele. Você tropeça mais em depender demais de diálogos e não descrever/narrar muito. Melhorando isso, você dará passos enormes rumo à melhora na escrita. Então, mocinha, vamos esticar essas canelas e botar as mãos à obra. XD E lembre-se que, sempre que precisar, a Liga dos Betas está aqui para te ajudar, a começar por mim, que te acompanho há mais tempo. :)

Continue a escrever! E não continue assim; busque sempre melhorar.

Mais uma vez, meus parabéns por ter a coragem de submeter sua história à análise crítica. E muito obrigado por contribuir para o nosso projeto!

Até mais o/

Sinceramente,

Victor.

PS.: se a estrutura da crítica ficar bugada, a culpa é do site que faz isso às vezes XD.