Goldfield!!! Olá, cara. Tudo bom? Espero que sim. Uma vez ou outra, sempre quando quero ler [fanfictions] na internet, eu vou logo no seu perfil. Faz muito tempo que não visito o seu aqui no Nyah!, e ocorreu-me que há trêssemanas atrás lembrei repentinamente de Death Note, depois de conversar sobre mangas com um amigo meu. Assisti o anime completo uma vez, em 2011, e os live-actions em seguida também. Mas ai está o problema: nunca tinha lido o manga, e aproveitando que estava com vontade de rever a história, baixei todos os volumes no pc e os li, em vez de pegar a animação novamente. Foi um deleite quando lembrei o porquê do enredo ser tão bom! E também tinha me tocado que você tinha escrito uma fanfic sobre DH, e com isso em mente vasculhei seu perfil até achá-lo... Cara, desta vez não tenho palavras para descrever o quanto eu gostei de Ressurreição, puta merda! Eu não li aqui no Nyah!, mas estou ciente de que você tem uma conta no fanfiction.net também, então eu li lá. Mas como não tenho acc no site só vim aqui para comentar. Então, let'go!
Sempre me amarro na forma como você ''junta'' todas as pontas soltas e as une no final; todos os deslizes que Justine cometeu foram cruciais para sua queda. Nunca que ela imaginaria que só por ter matado o Pasquale e os outros dois lá quando ela foi capturada denunciaria sua aproximada localização para os inimigos da justiça: ''R'' e sua pequena cavalaria de detetives. Quero falar muitas coisas, mas já que toquei no assunto, vamos falar da protagonista, cujo o reinado parecia sertão promissor no começo, mas durou tão pouco. Justine. Eu estranhei nos primeiro e segundo cap, sei lá, não gostei da personagem no começo... Mas depois que ela adquire o Death Note e descobrimos um pouco mais sobre ela, Clare simplesmente me conquistou. Antes, uma ressalva: não concordo e nem simpatizo com aideologia e as atitudes de Kira - sela elas de Justine, Raito ou qualquer outro antecessor que veio antes deles e que tinham também essa fantasia imunda de eliminar seres humanos considerados ''maus'' vá resolver alguma coisa no nosso mundo. Não consigo aceitar essa ideia, e mesmo que um Kira para julgar os criminosos possa parecer (muito, admito) entusiasmante no começo, logo você se sente enojado com isso. Mas, fazer o quê, gostei de Justine, e mesmo sendo contra ela a todo instante, ao mesmo tempo desejava fortemente que ela conseguisse sair ilesa dessa confusão toda. Foi a mesma coisa com o Raito também. É aquela velha filosofia do ponto de vista, que mesmo se o personagem for tão cruel, você pode acabar gostando dele se acompanhar sua trajetória. Vide Walter White, se você já assistiu Breaking Bad, deve ter sentido pelo menos um apreço pelo personagem na série ou um impulso de que ele se dê sempre bem. Enfim, será que Justine sempre fora tão perversa assim, ou o DH a corrompeu? Independente disso, resolvi que ela era realmente má quando assassinou Paule sem um pingo de remorso. Esse momento na história foi muito crucial para definir isso.Porra, cara. Não deu. O pior não foi a morte da amiga dela, e sim o fato de que Clare pareceu nem se importar, aquela encenação toda me fez sentir nojo dela por um momento... Justine nem mais menciona Paule depois do ocorrido, como se a universitária nem tivesse existido. Mas, por um motivo cujo desconheço, continuei torcendo para que Justine se safasse dessa e tivesse êxito em fugir para um local seguro. Mas fiquei aliviado quando ela foi finalmente pega e seu precoce reinado desmoronado, e nada mais justo o final que lhe foi dado. Imagino o quanto ela adoecera agora, e falo de cabeça,pois ela já tinha um certoindício a surtos, como foi evidenciado nas entrelinhas ai. Agora, presa numa camisa de força e sem poder enxergar pela maior parte do tempo, ela realmente vai se deteriorar psicologicamente. Tédio em excesso mata qualquer um, e o desfecho dela foi pior do que o de Yagami: ele morreu; ela, no entanto, passará o resto da vida se remoendo com seu fracasso e dor, e pior, cara! Sabendo que vai virar um shinigami ainda e que nunca irá reencontrar os parentes. Que François descanse em paz, e pelo menos ele teve a ''sorte'' (não é essa a palavra q quero usar, por favor, mas você entendeu oq quero dizer) de falecer ignorante ao fato de sua neta ser um serial killer de nível internacional. Nunca que ele aguentaria suportar a verdade, sabemos que desde a morte da mãe de Clare ele não lida bem mais com a questão da morte de pessoas importantes para si, bom... Justine se julgava superior, mas, no final, também cometeu os mesmos erros e teve o mesmo final. Fiquei pensando de como seria ser um shinigami, até que seria interessante, não? Enfim, tenho uma sensação de que é melhor não descobrir como deve ser, rs.
Agora, o capítulo 23, onde ocorreu todas as demais revelações, foi o instante em que minhas emoções mais se rebelaram. Eu sabia que ''R'' deveria ser algum personagem original do manga, tinha certeza absoluta disso. Tinha cogitado um monte de gente, portanto, eventualmente acabei pensando em Naomi também. Porém, de todas essas possibilidades, todas eram um tiro no escuro. Não tínhamos sequer a mínima evidência de quem seria ''R'', mas quando o mesmo se revelou como mulher, meus pensamentos recorreram a Naomi novamente, embora eu teimava em dizer que era impossível. E eis que você me surpreendeu: era ela mesma, a própria, e com um irmão ainda! Mano, essa foi uma das melhores partes da fanfiction, sério. Não poderia ter sido melhor. Tudo foi conduzido de maneira plena e sóbria até o momento do desfecho definitivo, e fiquei satisfeito por todas as dúvidas terem sido dizimadas e resolvidas. Mas ainda tinha o miserável do Ryuuku. Se Naomi matara Near, o que diabos ele estava fazendo ali?! É bem do feitio dele, se meter nas coisas que não lhe dizem respeito só para observar e causar confusão. É por isso que falo: tédio realmente mata. Esse é um dos fardos de ser um deus da morte, penso. No entanto, por um outro lado, senti um ligeiro desapontamento com Naomi, o modo que ela teve que recorrer para obter sucesso no processo da investigação e no seu final. Foi sujo, cara. Não a culpo totalmente, sei lá, a morte do Penbar e a depressão após isso deve ter violado ela de muitas maneiras. Os fins não justificam os meios... ou será que justificam?
Uma outra coisa que achei interessante foi você ter introduzido o instrumento da morte em outros períodos da história anteriores ao reinado de Yagami Raito. A que mais gostei, em especial, foram o do general que usou o caderno para matar Hitler e Ryuuku sendo um ronin antes de virar shinigami. Cheguei a arrepiar quando o general da SS usou o caderno. Talvez os livros de história tenham mentido, talvez ele realmente tenha usado um DH para assassinar Hitler, oras ''). Prefiro acreditar na sua versão haha.
Bom, acho que só. Claro, eu queria ter falado mais coisas, mas, no momento estou sem tempo, e eventualmente acabo esquecendo dos outros pontos que eu queria comentar. Enfim, saiba que, assim como outros textos seus, eu me apaixonei por esta, uma obra estruturada e impressionante o suficiente para carregar a possibilidade de se tornar um ''Death Note 2''. Infelizmente, shinigamis continuarão existindo, assim, outros cadernos cairão nas mãos de pessoas, com, talvez, uma ideologia justa, mas impossível de ser realizada, visto que causar uma massa de assassinatos ao redor do mundo não muda muita coisa no nosso sistema podre. Por isso encaro ''Kira'' mais como uma ideologia do que ao um indivíduo; o legado de ''Kira'' continuará, sem dúvidas. Esse é só o começo, muitos outros Kiras ainda virão. O primeiro, Yagami Raito, o segundo, Justine, e quem será o próximo abastardo, ou, o azarado a ser um mero instrumento a serviço da morte...?
Parabéns, Golfield! Vi que essa fanfiction sua já é meio old, mas ainda surpreende. Parabéns mesmo, vou alimentar vãs esperanças de que você vá continuar a escrever sobre o legado de Kira para nos saciar. A propósito, uma coisa que sempre pensei e que sempre pergunto para os fãs do manga, é uma questão que me atormenta: vamos supor, meu nome é Lucas, mas se eu quiser mudar de nome e for para o cartório oficializar essa mudança para Bruno, por exemplo, será que altera alguma coisa em relação ao Death Note? Sei que é uma questão besta, mas não consigo de deixar de pensar nisso, rs. Outra é se as páginas do Death Note acabar, eai, esse mundo é tão cheio de criminosos que duvido que ao menos três cadernos dariam conta de tudo. Enfim, novamente parabéns, mano, você me proporcionou uma ótima narrativa para passar o tempo. Até mais, Field!
Bacana esse seu retorno a Death Note. Faz uns 2 anos que não tenho mais contato com obras desse universo, mas acho que consumi tudo que havia: anime, mangá, os live-actions, e as novelizações (a "BB Case", anterior à história do anime/mangá, é ótima, recomendo - ainda mais por ser uma história centrada na Naomi. Já a "L Save the World" é fraca e tranquilamente dispensável - nisso o live-action foi bem melhor). Fico feliz também dessa empolgação ter te trazido a esta que ainda considerado uma das minhas melhores fics, hehe!
A Justine é uma das personagens preferidas entre as que já criei. Eu adoro personagens femininas fortes, elas são até lugar-comum nos meus enredos, e a Justine meio que condensa todas as características que costumo atribuir a essas personagens. Esteticamente, ela é praticamente igual à personagem "Saber" do anime "Fate/Stay Night" (eu a usei como modelo pra escrever antes de assistir a esse anime, depois assisti e vi que a personagem era "badass" também, hauahaua) - e procurei dotá-la de uma intelectualidade e sarcasmo finos e ao mesmo tempo magnetizadores que realmente prendessem o leitor à sua personalidade. Acho que consegui em vários pontos :)
Também não concordo com o modo "Kira" de se ver o mundo e não concordo com a Justine - aliás, minhas opiniões sobre justiça arbitrária e feita com as próprias mãos estão espalhadas ao longo da fic, geralmente nas falas da Paule (que funcionava meio como uma "voz da consciência" para a Justine, até ela eliminá-la e entrar sem volta em seu caminho de assassina). Confesso que até lá pela metade da fic eu não sabia bem como a Justine terminaria, só tinha em mente a cena do confronto na Notre Dame (aliás, foi uma das primeiras cenas que idealizei para a fic, e tudo no enredo foi um caminho até se chegar a ela), mas cogitei matar, enlouquecer, sumir e várias outras coisas com a Justine ao longo do caminho. No final, ela teve o final de ser exilada numa ilha tal qual um ilustre francês antes dela, Napoleão Bonaparte (que foi exilado no fim da vida na ilha de Santa Helena - não sei se sacou a referência) e agora terá uma existência beeeem longa presa e remoendo o que fez, já que por ter tido um Shinigami se sacrificando por si (Masuku/Mikami), o tempo de vida restante deste foi para ela.
Justine, a mulher bicentenária, hehe!
Não vou mentir: já tive ideias de continuação com um mundo futurista em que surge um novo Kira e a Justine o auxilia agora como Shinigami, mas não escrevi. Talvez um dia, hauahaua. Deixei a protagonista viva justamente para poder escrever mais sobre ela quando achar o momento.
Sobre a Naomi, adoro a personagem, e nunca me conformei com o quanto ela aparece pouco na obra original, sendo eliminada prematuramente - então usei a ponta solta de nunca acharem o corpo dela para trazê-la de volta viva nesta fic. E sim, ela baixou muito o nível, desceu ao mesmo patamar de Kira para pegá-lo - e quis mesmo gerar essa polêmica. Até mesmo o Aizawa, antes tão íntegro, aderiu a essa ética da Naomi. Fica para o leitor a conclusão sobre se o método dele foi ou não justo. Mas, pelas últimas cenas, quis deixar claro que o Mundo Shinigami nunca mais foi o mesmo depois de ela aparecer por lá...
Legal ter curtido os "flashbacks" históricos, o capítulo 10 foi o que mais gostei de escrever nesta fic. Usei até um rumor que havia na época (2009) sobre estarem produzindo um anime novo de DN que se passaria num tal "povoado de Tileade" com o primeiro humano a ter o Death Note - a história nunca saiu, mas foi referenciada aqui na fic. E eu particularmente gosto muito da ideia de o Ryuuku ter sido um dos 47 ronins de Edo (aliás, recentemente saiu aquele filme novo sobre a história xD) no passado. Vivo imaginando como eram os Shinigamis quando humanos, o que faziam e por que começaram a usar o caderno. Dei asas à minha imaginação e especulei a respeito criando essas passagens para a fic.
A respeito das suas dúvidas, elas são explicadas nas partes "How to read" do mangá, mas recapitulando:
- Sobre mudar de nome, sempre haverá um nome "certo" a ser escrito no DN, mesmo se a pessoa o tiver mudado. Pelo que pude entender quando li, no universo do anime/mangá valeria o nome de nascença. De qualquer modo, quem tivesse o "Olho de Shinigami" veria automaticamente sobre a cabeça da pessoal qual o nome certo a usar.
- As páginas de um DN são infinitas. Conforme vão sendo usadas, surgem novas em branco, mas o caderno não engrossa - como se houvesse um "depósito dimensional" dentro dele onde as páginas escritas são de algum modo guardadas. Ou seja, não há perigo de se ficar sem folhas :)
Muito obrigado por ter lido a fic do início ao fim e comentado, seus elogios são muito estimulantes e a forma como se envolveu com o enredo e os personagens muito motivadores para eu continuar criando minhas histórias. Valeu de verdade, e até a próxima!
A Juju foi pra um sanatorio.. Meu coração ficou apertado X3 fiquei com pena dela =/ Tadinha. Ela tava esperando pela morte, mas duvido que ela chegue com a rapidez que ela quer.
O que o Adams fez foi uma coisa que me surpreendeu MTO. Eu tbm jurava que ele ia falar pra deixar tudo em segredo, mas pedir pro pessoal viver a vida deles e serem feliz foi DEMAIS!
A morte da Naomi me deu um aperto no coração tbm ç.ç Eu não deveria ter ficado mals,já que ela foi má ao extremo, maaaas num deu LOL
E eu gostei do Raito Shinigami XD Ah! O Namake é o Mello??? A Misa continua a mesma heueheuheuehueheueheu
E a Naomi conseguiu matar o Raito (no caso de novo LOL)
O final do Matsuda foi TUDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO... Eu fiquei tããão feliz!!! *----*
Enfiiim, eu adoreeeeei essa fic XD A verdade é que eu vou sentir falta dela X3 Foi uma das melhores fics de DN que eu li . Eu simplesmente ADOREEEEEEI *-----* Adorei a Juju principalmente XD Não tem como não se apegar nela *FATAO*
Espero ler mais fics/contos seus *----*
Beijooooos e obrigada por me entreter com essa fic ^^
Sim sim, lembrando que a Justine ganhou o tempo de vida extra do Masuku (Mikami) quando ele morreu. Vai demorar bastante xD Mas eu não a matei, não tive coragem xDDDD
Huahauahaa, o Adams surpreende quando ele quer. Mas sim, os investigadores esquecerem o que houve e seguirem suas vidas é o melhor mesmo a fazer xD
Deixei a cena da morte da Naomi meio tocante mesmo xD
Sim, Namaki é o Mello e Gokiburi é o Higuchi xDDD
Eu deixei meio no ar se o Raito morreu ou não, mas que foi o começo de uma guerra, isso foi xD
Muito obrigado por ter acompanhado a fic e comentado sempre, seus elogios sempre me impulsionaram a escrever mais! Valeu mesmo. E também me apeguei demais à Juju, huahaua!
Acabou? Ç.Ç Eu adorei o final *.* O unico ruim da fic foi o Near ter morrido u__u Mais fora isso foi muito lekal :D Fiquei triste por ter acabado D: Eu gostava de ler sobre a vida da Justine nos primeiros capitulos *-* Adorei a morte da Naomi, não pq não gostava dela, mais achoq ue foi uma das mortes mais tocantes, quase chorei, de verdade Ç.Ç E admito que senti pena da Justine, alguem ter que esperar lentamente pela morte é realmente triste Ç.Ç
No fim eu tbm vou sentir falta dos seus spoilers *.*
Justine teve um fim deferente do Raito, legal =D...seria engraçado se Nise ficasse assombrando ela no sanatório...rs Tipo humilhando ela...rs
Gostei muito de como tudo foi explicado e como a história teve seu final, porém a parte da Naomi com uma arma de ossos, achei desnecessário no meu ponto de vista, sei lá, não acho isso possível, mas whateaver..rs
Ryuuku, eu imaginando que ele tinha feito algo, mas nem, ele ficou só assistindo...rs..bem típico dele mesmo.
Nise apresentando o Death Note a outra pessoa? Tipo, como essa pessoa viu ela? Fiquei sem entender...rs
Mais uma grande fanfic o/, espero a próxima aventura com ansiedade o/
Mininoo, não vou dizer que foi o melhor dos capítulos da Fanfic, por que não foi :/ Mas eu fiquei até felizinho com esse final, foi totalmentee inesperado e muito bem planejado, merece um 10 com um zero beem redondo 8D
Ehh, valeu ae por fazer essa fic muito fodaa e responder todos os meus reviews sempre que eu mandava, meio que era um estímulo para continuar lendo, mesmo com a minha inseparável peguiça +_+
Enfim! Tomara que escreva ótimas fics de DN como essas no futuro e eu vou estar la para ler xDD
Huhaauahau, o final nunca é bom mesmo, eu detesto finais xD Mas valeu =D
Eu é que agradeço por ter lido a fic toda, e valeu pelos elogios, muito obrigado!
Abraços.
A
Alchem
Desde longa data, parecem estar a agir. No entanto, quem nos garante que os Shinigamis sejam realmente quem dizem ser?
Vede o Caso Kira, que assumiu proporções alarmantes. Um serial killer que, como arma, carregava um par inusitado de objetos aparentemente inofensivos.
Vede o tumulto e o caos em que se transformou a vida de Justine Clare. Ela, que se entregou de corpo e alma àquela proposta tentadora, àquele prato de lentilhas, trocando sua carreira brilhante por algo que, enfim, não lhe valera a pena.
Vede o caminho que ela tomou, sacramentando sua decisão assassinando a sangue frio aquela que era uma de suas poucas, porém, verdadeiras amizades.
Vede o quanto sua alma se corrompera, entregando-se à corrupção como uma criança se entrega a um bolo de aniversário; desejando-a, tal como o cego deseja ver a luz.
Vede isto!
Será que os Shinigamis desejam eles mesmos limpar o mundo das injustiças?
Será que tal objetivo é real?
Ou será que o que eles querem, realmente, é preencher o mundo deles de gente nova?
Pois eles vivem lá no marasmo, trancados lá no marasmo.
E o marasmo do tédio. Sim, do tédio. Do tédio que Soren Kierkegaard, certa vez, disse ser a raiz de todo mal. E que ele, assim como Jean Paul Sartre, sendo ambos existencialistas, pareceu ter a consciência do que era, para ele, o tédio.
Fazer o que era certo ao invés do prazeroso.
Seguir a longa lista de recomendações morais que começavam pela fatídica e curta palavra “Não”.
Não poder se gastar em buscar o prazer que bem entendessem.
Para eles, isto era tédio.
Um tédio cruel.
Contudo, vejo que nada podia estar mais longe da realidade.
Porque dar vazão aos impulsos do seu próprio eu interior, isto é, a natureza humana, certamente trará a ira dos outros que, tendo seus direitos violados, clamarão por justiça. Por sua vez, o ofensor de tais direitos dirá que está sendo injustiçado por regras às quais erroneamente chama “Censura”.
E era justamente isso, a meu ver, que os Shinigamis queriam. Porque isso lhes trazia uma certa diversão. Mórbida diversão esta, a de se deleitar em ver seres humanos matando seus semelhantes. Mesmo estes últimos sendo crápulas da sociedade, fascínoras abomináveis.
Por outro lado me pergunto ser verdade o que dizem ser. E também me questiono sobre a veracidade da linha que diz “O ser humano que usar este caderno não poderá ir para o céu nem para o inferno”.
Por sua história sei da história do Rei Shinigami. Seria este, na verdade, o inimigo número um da humanidade?
Seria aquele lugar, o Mundo Shinigami, o inferno, apesar de ele não arder em chamas?
Por certo, o Rei Shinigami lançara uma fraude, uma tramóia em forma de texto. Propaganda enganosa. Todos os que usassem o caderno iriam ao inferno, certamente, e não aconteceria o que dissera o autor daquelas regras.
Aliás, esta é uma hipótese, não acha?
Pouco importa as teorias baratas que tentemos entrelaçar no tear de nossas vaidades. Tampouco importa o destino dos Kiras que o mundo veio a conhecer durante estes últimos milênios.
Deu a todos uma história bem escrita, uma fanfic que vira anime, e a cabeça imaginativa de cada um adicionará as próprias experiências de quem estiver a ler para que, juntas, se tornem apenas uma. Uma notável experiência.
Pitadas de humor à parte, elas pouco conseguem quebrar o drama. Eis o drama! Kira, querendo fazer justiça, acabou por se tornar a própria injustiça. Ansiando ser igual a certo Deus de Luz, terminou seus dias sob pesadas Trevas, acabando por se tornar apenas mais um Demônio. Apenas um dentre miríades.
´
Raito Yagami, Justine Clare.
Não importa o nome. Não importa se é mulher, se é homem. Não importa se é pobre, se é rico. Não importa se é de família nobre ou se mero indigente, paria da sociedade. Todos os que utilizarem o Death Note, certamente se tornam cruéis. Cruéis, frios, calculistas. Sanguinários.
Esta é a palavra chave: sangue.
Porque a vida está no sangue. Se, pois, tira-lo de alguém, certamente este morrerá, e o tal sangue será sobre a tua cabeça.
Se apenas Um está plenamente autorizado a utilizar-se da pena capital, logo os demais estão sob pesada multa de ilegalidade, a menos que tal autoridade lhes tenha sido concedida, com o estrito propósito de punição para os crimes considerados por Ele abomináveis: homicídios de toda a espécie, perversidades, depravações, dentre outros.
Se apenas Um, além de executar, está plenamente autorizado a conceder tal autoridade, então milhares dos que já pereceram estão em séria desvantagem no Mundo Shinigami — seja este o próprio, seja o limbo, seja qual for o nome que queiram chamar.
Quanto à mulher que chamavam de “R”, ela não passa de um ser desprezível, tão baixo e vil quanto o próprio Kira, no qual Justine Clare havia se tornado. Ela segue à risca a edulcorante, porém, falsa e maligna, máxima de que “os fins justificam os meios”. Tal dito se consolidara em nossa era, tornando a humanidade cada vez mais insana, ao contrário do que deveria ocorrer pelo natural processo de evolução.
Com tal dito, alcançamos a habilidade de justificarmos a nós mesmos todos os erros que cometemos de forma voluntária e premeditada sem, contudo, nos acabarmos de angústia e remorso. Por este método alcançamos a graça (que mais me parece uma desgraça) de cauterizarmos nossas consciências, tornando-nos insensíveis quanto a sentimentos de proteção e de afeto que deveríamos ter uns pelos outros.
É por isso que surgem os tipos fascínoras, como os pedófilos e, não raro, os geriáfilos (que estão para os idosos, assim como os pedófilos estão para as crianças).
É por isso que surge a vil figura da Suzane Von Richtoffen (que, aliás, me lembro ter sido citada na sua história, em certa parte).
É por isso que surge as vis sombras de Alexandre e de Ana Carolina que, de responsáveis por guardar uma alma inocente, logo a assassinam friamente.
E o choro de Isabella Nardoni se propagará pelas dimensões inferiores do Cosmos, até o fim do tempo infinito.
Pois, como diz Reichi Nakaido, “Até que eu morra e diga adeus, ninguém nunca me pegará”.
Porém, tal promessa jamais se cumprira na curta vida de Justine Clare.
Esta história é DEMAIS! Ela realmente nos revela o que o ser humano guarda em si. Algo tão obscuro quanto as trevas do abismo. E nos mostra o quanto isso é revelado pelas personagens, combatendo umas às outras. Fogueiras da vaidade são ateadas; e o egoísmo de cada um engole os outros, como a menina do olho de um buraco negro.
Sobre sua reflexão a respeito dos Shinigamis, sou inclinado a concordar. Talvez a verdadeira diversão - e intento - deles seja realmente ver seres humanos se matando uns aos outros. Esse seria o sádico objetivo primordial do Rei Shinigami, e com o tempo ele recrutou humanos - suas vítimas - para auxiliarem seu vil trabalho. E sim, o Mundo Shinigami pode na verdade ser mesmo o inferno. Justine Clare também o experimentará, assim que seu tempo de vida encarcerada se esgotar...
Death Note em si, acredito, é uma história sobre o ser humano. Sobre seus anseios, suas culpas, seus impulsos. Baseei-me na queda de Raito Yagami para escrever a queda de minha Justine Clare. Será que a verdade não seria que o poder corrompe? Que por mais ética ou honrada que uma pessoa possa ser, a linha que a separa de um fascínora, quando ela tem poder em mãos, não é extremamente tênue? Na própria História já não vimos isso acontecer tantas vezes? Imagine então ter o poder de se matar humanos apenas escrevendo o nome deles num caderno?
E concordo quanto sua opinião a respeito de "R". Ela e Justine são iguais. Só estão de lados diferentes. E hoje a justificativa de que os fins justificam os meios é mesmo forte, ainda mais num mundo tomado pelo politicamente correto. Cada vez mais busca-se argumentos, saídas para se justificar atos do ser humano contra si próprio. Guerras, perseguições, sanções... Tudo baseado em supostos motivos juntos... Mas sempre unilaterais e nada imutáveis.
Sim, citei o caso Richtoffen num ponto da fic memso, hehe =)
E muito obrigado pelo comentário, e por ter acompanhado. Sinto-me imensamente lisonjeado pelas palavras e por você ter apreciado. Valeu mesmo o/
Nossa, o final foi maravilhoso e não me decepcionou nem um pouco *.*
Realmente não teria outra punição pior para a Justine do que ter que esperar a morte, dia após dia, com a certeza que de nada valeu a pena e que, no final, ainda terá que passar a eternidade longe de quem ela amava.
Deu dó do Melo. Se a Adams tivesse chagado um pouco antes, ele ,talvez, estivesse vivo. Mas for bem feito para o Raito.
Outra pessoa achou o caderno...Resumindo: Nunca terá fim! Coitado do Touta, ele nasceu para correr atrás de Kiras pelo mundo. Mas agora sem L, Near e afins, quem iria surgir? Fiquei curiosa^^^.
Muito obrigado por ter lido e comentado desde o início :) Fico muito feliz por ter gostado do final! Leve em conta também que, como o tempo de vida do Masuku passou pra Justine, ela ainda viverá MUITO até morrer, hehehe. Pois é. Mas ao menos o reino do Raito acabou. Só que surgiu um novo Kira. Quem é ele e como seria, eu deixei para a curiosidade dos leitores, ehehe! Forte abraço.
Goldfield!!! Olá, cara. Tudo bom? Espero que sim. Uma vez ou outra, sempre quando quero ler [fanfictions] na internet, eu vou logo no seu perfil. Faz muito tempo que não visito o seu aqui no Nyah!, e ocorreu-me que há trêssemanas atrás lembrei repentinamente de Death Note, depois de conversar sobre mangas com um amigo meu. Assisti o anime completo uma vez, em 2011, e os live-actions em seguida também. Mas ai está o problema: nunca tinha lido o manga, e aproveitando que estava com vontade de rever a história, baixei todos os volumes no pc e os li, em vez de pegar a animação novamente. Foi um deleite quando lembrei o porquê do enredo ser tão bom! E também tinha me tocado que você tinha escrito uma fanfic sobre DH, e com isso em mente vasculhei seu perfil até achá-lo... Cara, desta vez não tenho palavras para descrever o quanto eu gostei de Ressurreição, puta merda! Eu não li aqui no Nyah!, mas estou ciente de que você tem uma conta no fanfiction.net também, então eu li lá. Mas como não tenho acc no site só vim aqui para comentar. Então, let'go!
Sempre me amarro na forma como você ''junta'' todas as pontas soltas e as une no final; todos os deslizes que Justine cometeu foram cruciais para sua queda. Nunca que ela imaginaria que só por ter matado o Pasquale e os outros dois lá quando ela foi capturada denunciaria sua aproximada localização para os inimigos da justiça: ''R'' e sua pequena cavalaria de detetives. Quero falar muitas coisas, mas já que toquei no assunto, vamos falar da protagonista, cujo o reinado parecia sertão promissor no começo, mas durou tão pouco. Justine. Eu estranhei nos primeiro e segundo cap, sei lá, não gostei da personagem no começo... Mas depois que ela adquire o Death Note e descobrimos um pouco mais sobre ela, Clare simplesmente me conquistou. Antes, uma ressalva: não concordo e nem simpatizo com aideologia e as atitudes de Kira - sela elas de Justine, Raito ou qualquer outro antecessor que veio antes deles e que tinham também essa fantasia imunda de eliminar seres humanos considerados ''maus'' vá resolver alguma coisa no nosso mundo. Não consigo aceitar essa ideia, e mesmo que um Kira para julgar os criminosos possa parecer (muito, admito) entusiasmante no começo, logo você se sente enojado com isso. Mas, fazer o quê, gostei de Justine, e mesmo sendo contra ela a todo instante, ao mesmo tempo desejava fortemente que ela conseguisse sair ilesa dessa confusão toda. Foi a mesma coisa com o Raito também. É aquela velha filosofia do ponto de vista, que mesmo se o personagem for tão cruel, você pode acabar gostando dele se acompanhar sua trajetória. Vide Walter White, se você já assistiu Breaking Bad, deve ter sentido pelo menos um apreço pelo personagem na série ou um impulso de que ele se dê sempre bem. Enfim, será que Justine sempre fora tão perversa assim, ou o DH a corrompeu? Independente disso, resolvi que ela era realmente má quando assassinou Paule sem um pingo de remorso. Esse momento na história foi muito crucial para definir isso.Porra, cara. Não deu. O pior não foi a morte da amiga dela, e sim o fato de que Clare pareceu nem se importar, aquela encenação toda me fez sentir nojo dela por um momento... Justine nem mais menciona Paule depois do ocorrido, como se a universitária nem tivesse existido. Mas, por um motivo cujo desconheço, continuei torcendo para que Justine se safasse dessa e tivesse êxito em fugir para um local seguro. Mas fiquei aliviado quando ela foi finalmente pega e seu precoce reinado desmoronado, e nada mais justo o final que lhe foi dado. Imagino o quanto ela adoecera agora, e falo de cabeça,pois ela já tinha um certoindício a surtos, como foi evidenciado nas entrelinhas ai. Agora, presa numa camisa de força e sem poder enxergar pela maior parte do tempo, ela realmente vai se deteriorar psicologicamente. Tédio em excesso mata qualquer um, e o desfecho dela foi pior do que o de Yagami: ele morreu; ela, no entanto, passará o resto da vida se remoendo com seu fracasso e dor, e pior, cara! Sabendo que vai virar um shinigami ainda e que nunca irá reencontrar os parentes. Que François descanse em paz, e pelo menos ele teve a ''sorte'' (não é essa a palavra q quero usar, por favor, mas você entendeu oq quero dizer) de falecer ignorante ao fato de sua neta ser um serial killer de nível internacional. Nunca que ele aguentaria suportar a verdade, sabemos que desde a morte da mãe de Clare ele não lida bem mais com a questão da morte de pessoas importantes para si, bom... Justine se julgava superior, mas, no final, também cometeu os mesmos erros e teve o mesmo final. Fiquei pensando de como seria ser um shinigami, até que seria interessante, não? Enfim, tenho uma sensação de que é melhor não descobrir como deve ser, rs.
Agora, o capítulo 23, onde ocorreu todas as demais revelações, foi o instante em que minhas emoções mais se rebelaram. Eu sabia que ''R'' deveria ser algum personagem original do manga, tinha certeza absoluta disso. Tinha cogitado um monte de gente, portanto, eventualmente acabei pensando em Naomi também. Porém, de todas essas possibilidades, todas eram um tiro no escuro. Não tínhamos sequer a mínima evidência de quem seria ''R'', mas quando o mesmo se revelou como mulher, meus pensamentos recorreram a Naomi novamente, embora eu teimava em dizer que era impossível. E eis que você me surpreendeu: era ela mesma, a própria, e com um irmão ainda! Mano, essa foi uma das melhores partes da fanfiction, sério. Não poderia ter sido melhor. Tudo foi conduzido de maneira plena e sóbria até o momento do desfecho definitivo, e fiquei satisfeito por todas as dúvidas terem sido dizimadas e resolvidas. Mas ainda tinha o miserável do Ryuuku. Se Naomi matara Near, o que diabos ele estava fazendo ali?! É bem do feitio dele, se meter nas coisas que não lhe dizem respeito só para observar e causar confusão. É por isso que falo: tédio realmente mata. Esse é um dos fardos de ser um deus da morte, penso. No entanto, por um outro lado, senti um ligeiro desapontamento com Naomi, o modo que ela teve que recorrer para obter sucesso no processo da investigação e no seu final. Foi sujo, cara. Não a culpo totalmente, sei lá, a morte do Penbar e a depressão após isso deve ter violado ela de muitas maneiras. Os fins não justificam os meios... ou será que justificam?
Uma outra coisa que achei interessante foi você ter introduzido o instrumento da morte em outros períodos da história anteriores ao reinado de Yagami Raito. A que mais gostei, em especial, foram o do general que usou o caderno para matar Hitler e Ryuuku sendo um ronin antes de virar shinigami. Cheguei a arrepiar quando o general da SS usou o caderno. Talvez os livros de história tenham mentido, talvez ele realmente tenha usado um DH para assassinar Hitler, oras ''). Prefiro acreditar na sua versão haha.
Bom, acho que só. Claro, eu queria ter falado mais coisas, mas, no momento estou sem tempo, e eventualmente acabo esquecendo dos outros pontos que eu queria comentar. Enfim, saiba que, assim como outros textos seus, eu me apaixonei por esta, uma obra estruturada e impressionante o suficiente para carregar a possibilidade de se tornar um ''Death Note 2''. Infelizmente, shinigamis continuarão existindo, assim, outros cadernos cairão nas mãos de pessoas, com, talvez, uma ideologia justa, mas impossível de ser realizada, visto que causar uma massa de assassinatos ao redor do mundo não muda muita coisa no nosso sistema podre. Por isso encaro ''Kira'' mais como uma ideologia do que ao um indivíduo; o legado de ''Kira'' continuará, sem dúvidas. Esse é só o começo, muitos outros Kiras ainda virão. O primeiro, Yagami Raito, o segundo, Justine, e quem será o próximo abastardo, ou, o azarado a ser um mero instrumento a serviço da morte...?
Parabéns, Golfield! Vi que essa fanfiction sua já é meio old, mas ainda surpreende. Parabéns mesmo, vou alimentar vãs esperanças de que você vá continuar a escrever sobre o legado de Kira para nos saciar. A propósito, uma coisa que sempre pensei e que sempre pergunto para os fãs do manga, é uma questão que me atormenta: vamos supor, meu nome é Lucas, mas se eu quiser mudar de nome e for para o cartório oficializar essa mudança para Bruno, por exemplo, será que altera alguma coisa em relação ao Death Note? Sei que é uma questão besta, mas não consigo de deixar de pensar nisso, rs. Outra é se as páginas do Death Note acabar, eai, esse mundo é tão cheio de criminosos que duvido que ao menos três cadernos dariam conta de tudo. Enfim, novamente parabéns, mano, você me proporcionou uma ótima narrativa para passar o tempo. Até mais, Field!
Olá, cara. Sempre um prazer vê-lo por aqui :)
Bacana esse seu retorno a Death Note. Faz uns 2 anos que não tenho mais contato com obras desse universo, mas acho que consumi tudo que havia: anime, mangá, os live-actions, e as novelizações (a "BB Case", anterior à história do anime/mangá, é ótima, recomendo - ainda mais por ser uma história centrada na Naomi. Já a "L Save the World" é fraca e tranquilamente dispensável - nisso o live-action foi bem melhor). Fico feliz também dessa empolgação ter te trazido a esta que ainda considerado uma das minhas melhores fics, hehe!
A Justine é uma das personagens preferidas entre as que já criei. Eu adoro personagens femininas fortes, elas são até lugar-comum nos meus enredos, e a Justine meio que condensa todas as características que costumo atribuir a essas personagens. Esteticamente, ela é praticamente igual à personagem "Saber" do anime "Fate/Stay Night" (eu a usei como modelo pra escrever antes de assistir a esse anime, depois assisti e vi que a personagem era "badass" também, hauahaua) - e procurei dotá-la de uma intelectualidade e sarcasmo finos e ao mesmo tempo magnetizadores que realmente prendessem o leitor à sua personalidade. Acho que consegui em vários pontos :)
Também não concordo com o modo "Kira" de se ver o mundo e não concordo com a Justine - aliás, minhas opiniões sobre justiça arbitrária e feita com as próprias mãos estão espalhadas ao longo da fic, geralmente nas falas da Paule (que funcionava meio como uma "voz da consciência" para a Justine, até ela eliminá-la e entrar sem volta em seu caminho de assassina). Confesso que até lá pela metade da fic eu não sabia bem como a Justine terminaria, só tinha em mente a cena do confronto na Notre Dame (aliás, foi uma das primeiras cenas que idealizei para a fic, e tudo no enredo foi um caminho até se chegar a ela), mas cogitei matar, enlouquecer, sumir e várias outras coisas com a Justine ao longo do caminho. No final, ela teve o final de ser exilada numa ilha tal qual um ilustre francês antes dela, Napoleão Bonaparte (que foi exilado no fim da vida na ilha de Santa Helena - não sei se sacou a referência) e agora terá uma existência beeeem longa presa e remoendo o que fez, já que por ter tido um Shinigami se sacrificando por si (Masuku/Mikami), o tempo de vida restante deste foi para ela.
Justine, a mulher bicentenária, hehe!
Não vou mentir: já tive ideias de continuação com um mundo futurista em que surge um novo Kira e a Justine o auxilia agora como Shinigami, mas não escrevi. Talvez um dia, hauahaua. Deixei a protagonista viva justamente para poder escrever mais sobre ela quando achar o momento.
Sobre a Naomi, adoro a personagem, e nunca me conformei com o quanto ela aparece pouco na obra original, sendo eliminada prematuramente - então usei a ponta solta de nunca acharem o corpo dela para trazê-la de volta viva nesta fic. E sim, ela baixou muito o nível, desceu ao mesmo patamar de Kira para pegá-lo - e quis mesmo gerar essa polêmica. Até mesmo o Aizawa, antes tão íntegro, aderiu a essa ética da Naomi. Fica para o leitor a conclusão sobre se o método dele foi ou não justo. Mas, pelas últimas cenas, quis deixar claro que o Mundo Shinigami nunca mais foi o mesmo depois de ela aparecer por lá...
Legal ter curtido os "flashbacks" históricos, o capítulo 10 foi o que mais gostei de escrever nesta fic. Usei até um rumor que havia na época (2009) sobre estarem produzindo um anime novo de DN que se passaria num tal "povoado de Tileade" com o primeiro humano a ter o Death Note - a história nunca saiu, mas foi referenciada aqui na fic. E eu particularmente gosto muito da ideia de o Ryuuku ter sido um dos 47 ronins de Edo (aliás, recentemente saiu aquele filme novo sobre a história xD) no passado. Vivo imaginando como eram os Shinigamis quando humanos, o que faziam e por que começaram a usar o caderno. Dei asas à minha imaginação e especulei a respeito criando essas passagens para a fic.
A respeito das suas dúvidas, elas são explicadas nas partes "How to read" do mangá, mas recapitulando:
- Sobre mudar de nome, sempre haverá um nome "certo" a ser escrito no DN, mesmo se a pessoa o tiver mudado. Pelo que pude entender quando li, no universo do anime/mangá valeria o nome de nascença. De qualquer modo, quem tivesse o "Olho de Shinigami" veria automaticamente sobre a cabeça da pessoal qual o nome certo a usar.
- As páginas de um DN são infinitas. Conforme vão sendo usadas, surgem novas em branco, mas o caderno não engrossa - como se houvesse um "depósito dimensional" dentro dele onde as páginas escritas são de algum modo guardadas. Ou seja, não há perigo de se ficar sem folhas :)
Muito obrigado por ter lido a fic do início ao fim e comentado, seus elogios são muito estimulantes e a forma como se envolveu com o enredo e os personagens muito motivadores para eu continuar criando minhas histórias. Valeu de verdade, e até a próxima!
Abração.
Nossa! Que final!!!
Nem sei por onde começar heuheueheuheueh
A Juju foi pra um sanatorio.. Meu coração ficou apertado X3 fiquei com pena dela =/ Tadinha. Ela tava esperando pela morte, mas duvido que ela chegue com a rapidez que ela quer.
O que o Adams fez foi uma coisa que me surpreendeu MTO. Eu tbm jurava que ele ia falar pra deixar tudo em segredo, mas pedir pro pessoal viver a vida deles e serem feliz foi DEMAIS!
A morte da Naomi me deu um aperto no coração tbm ç.ç Eu não deveria ter ficado mals,já que ela foi má ao extremo, maaaas num deu LOL
E eu gostei do Raito Shinigami XD Ah! O Namake é o Mello??? A Misa continua a mesma heueheuheuehueheueheu
E a Naomi conseguiu matar o Raito (no caso de novo LOL)
O final do Matsuda foi TUDOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO... Eu fiquei tããão feliz!!! *----*
Enfiiim, eu adoreeeeei essa fic XD A verdade é que eu vou sentir falta dela X3 Foi uma das melhores fics de DN que eu li . Eu simplesmente ADOREEEEEEI *-----* Adorei a Juju principalmente XD Não tem como não se apegar nela *FATAO*
Espero ler mais fics/contos seus *----*
Beijooooos e obrigada por me entreter com essa fic ^^
Que bom que curtiu, hehehehe *_*
Sim sim, lembrando que a Justine ganhou o tempo de vida extra do Masuku (Mikami) quando ele morreu. Vai demorar bastante xD Mas eu não a matei, não tive coragem xDDDD
Huahauahaa, o Adams surpreende quando ele quer. Mas sim, os investigadores esquecerem o que houve e seguirem suas vidas é o melhor mesmo a fazer xD
Deixei a cena da morte da Naomi meio tocante mesmo xD
Sim, Namaki é o Mello e Gokiburi é o Higuchi xDDD
Eu deixei meio no ar se o Raito morreu ou não, mas que foi o começo de uma guerra, isso foi xD
Muito obrigado por ter acompanhado a fic e comentado sempre, seus elogios sempre me impulsionaram a escrever mais! Valeu mesmo. E também me apeguei demais à Juju, huahaua!
Irá ler sim, muitos ainda *_*
Beijos, e eu que agradeço ^^
Acabou? Ç.Ç Eu adorei o final *.* O unico ruim da fic foi o Near ter morrido u__u Mais fora isso foi muito lekal :D Fiquei triste por ter acabado D: Eu gostava de ler sobre a vida da Justine nos primeiros capitulos *-* Adorei a morte da Naomi, não pq não gostava dela, mais achoq ue foi uma das mortes mais tocantes, quase chorei, de verdade Ç.Ç E admito que senti pena da Justine, alguem ter que esperar lentamente pela morte é realmente triste Ç.Ç
No fim eu tbm vou sentir falta dos seus spoilers *.*
Kissus e parabéns *-*
Pois é, acabou ç.ç
Que bom que curtiu o final *_*
Eu também curtia escrever sobre a vida da Juju no começo xD Ela criou vida *_*
Achei que a cena da morte da Naomi ficou tocante também xD
Pois é, lembrando que a Justine ganhou a expectativa de vida do Masuku, então vai ter que esperar MUITO mesmo pra ter seu fim xD
E eu sentirei falta de escrever esta fic =/
Valeu por ter acompanhado, obrigado mesmo =D
Beijos ^^
O final....
Justine teve um fim deferente do Raito, legal =D...seria engraçado se Nise ficasse assombrando ela no sanatório...rs Tipo humilhando ela...rs
Gostei muito de como tudo foi explicado e como a história teve seu final, porém a parte da Naomi com uma arma de ossos, achei desnecessário no meu ponto de vista, sei lá, não acho isso possível, mas whateaver..rs
Ryuuku, eu imaginando que ele tinha feito algo, mas nem, ele ficou só assistindo...rs..bem típico dele mesmo.
Nise apresentando o Death Note a outra pessoa? Tipo, como essa pessoa viu ela? Fiquei sem entender...rs
Mais uma grande fanfic o/, espero a próxima aventura com ansiedade o/
PARABÉNS!!!!!!!!!!!!!
Hehehe, sim, não quis matar a Justine, gostei de dar um destino diferente mesmo. Que bom que curtiu, e gostei da sua idéia, hehehe xD
A parte da Naomi achei plausível até, se você for ver tudo no Mundo Shinigami é meio sem pé nem cabeça xD
E a Nise deve ter mantido uma folha do Death Note dela com ela, hehe =D
Valeu por ler, obrigado pelos elogios, abraços.
Mininoo, não vou dizer que foi o melhor dos capítulos da Fanfic, por que não foi :/ Mas eu fiquei até felizinho com esse final, foi totalmentee inesperado e muito bem planejado, merece um 10 com um zero beem redondo 8D
Ehh, valeu ae por fazer essa fic muito fodaa e responder todos os meus reviews sempre que eu mandava, meio que era um estímulo para continuar lendo, mesmo com a minha inseparável peguiça +_+
Enfim! Tomara que escreva ótimas fics de DN como essas no futuro e eu vou estar la para ler xDD
Abraçoos, te vejo porai o
Huhaauahau, o final nunca é bom mesmo, eu detesto finais xD Mas valeu =D
Eu é que agradeço por ter lido a fic toda, e valeu pelos elogios, muito obrigado!
Abraços.
Desde longa data, parecem estar a agir. No entanto, quem nos garante que os Shinigamis sejam realmente quem dizem ser?
Vede o Caso Kira, que assumiu proporções alarmantes. Um serial killer que, como arma, carregava um par inusitado de objetos aparentemente inofensivos.
Vede o tumulto e o caos em que se transformou a vida de Justine Clare. Ela, que se entregou de corpo e alma àquela proposta tentadora, àquele prato de lentilhas, trocando sua carreira brilhante por algo que, enfim, não lhe valera a pena.
Vede o caminho que ela tomou, sacramentando sua decisão assassinando a sangue frio aquela que era uma de suas poucas, porém, verdadeiras amizades.
Vede o quanto sua alma se corrompera, entregando-se à corrupção como uma criança se entrega a um bolo de aniversário; desejando-a, tal como o cego deseja ver a luz.
Vede isto!
Será que os Shinigamis desejam eles mesmos limpar o mundo das injustiças?
Será que tal objetivo é real?
Ou será que o que eles querem, realmente, é preencher o mundo deles de gente nova?
Pois eles vivem lá no marasmo, trancados lá no marasmo.
E o marasmo do tédio. Sim, do tédio. Do tédio que Soren Kierkegaard, certa vez, disse ser a raiz de todo mal. E que ele, assim como Jean Paul Sartre, sendo ambos existencialistas, pareceu ter a consciência do que era, para ele, o tédio.
Fazer o que era certo ao invés do prazeroso.
Seguir a longa lista de recomendações morais que começavam pela fatídica e curta palavra “Não”.
Não poder se gastar em buscar o prazer que bem entendessem.
Para eles, isto era tédio.
Um tédio cruel.
Contudo, vejo que nada podia estar mais longe da realidade.
Porque dar vazão aos impulsos do seu próprio eu interior, isto é, a natureza humana, certamente trará a ira dos outros que, tendo seus direitos violados, clamarão por justiça. Por sua vez, o ofensor de tais direitos dirá que está sendo injustiçado por regras às quais erroneamente chama “Censura”.
E era justamente isso, a meu ver, que os Shinigamis queriam. Porque isso lhes trazia uma certa diversão. Mórbida diversão esta, a de se deleitar em ver seres humanos matando seus semelhantes. Mesmo estes últimos sendo crápulas da sociedade, fascínoras abomináveis.
Por outro lado me pergunto ser verdade o que dizem ser. E também me questiono sobre a veracidade da linha que diz “O ser humano que usar este caderno não poderá ir para o céu nem para o inferno”.
Por sua história sei da história do Rei Shinigami. Seria este, na verdade, o inimigo número um da humanidade?
Seria aquele lugar, o Mundo Shinigami, o inferno, apesar de ele não arder em chamas?
Por certo, o Rei Shinigami lançara uma fraude, uma tramóia em forma de texto. Propaganda enganosa. Todos os que usassem o caderno iriam ao inferno, certamente, e não aconteceria o que dissera o autor daquelas regras.
Aliás, esta é uma hipótese, não acha?
Pouco importa as teorias baratas que tentemos entrelaçar no tear de nossas vaidades. Tampouco importa o destino dos Kiras que o mundo veio a conhecer durante estes últimos milênios.
Deu a todos uma história bem escrita, uma fanfic que vira anime, e a cabeça imaginativa de cada um adicionará as próprias experiências de quem estiver a ler para que, juntas, se tornem apenas uma. Uma notável experiência.
Pitadas de humor à parte, elas pouco conseguem quebrar o drama. Eis o drama! Kira, querendo fazer justiça, acabou por se tornar a própria injustiça. Ansiando ser igual a certo Deus de Luz, terminou seus dias sob pesadas Trevas, acabando por se tornar apenas mais um Demônio. Apenas um dentre miríades.
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Raito Yagami, Justine Clare.
Não importa o nome. Não importa se é mulher, se é homem. Não importa se é pobre, se é rico. Não importa se é de família nobre ou se mero indigente, paria da sociedade. Todos os que utilizarem o Death Note, certamente se tornam cruéis. Cruéis, frios, calculistas. Sanguinários.
Esta é a palavra chave: sangue.
Porque a vida está no sangue. Se, pois, tira-lo de alguém, certamente este morrerá, e o tal sangue será sobre a tua cabeça.
Se apenas Um está plenamente autorizado a utilizar-se da pena capital, logo os demais estão sob pesada multa de ilegalidade, a menos que tal autoridade lhes tenha sido concedida, com o estrito propósito de punição para os crimes considerados por Ele abomináveis: homicídios de toda a espécie, perversidades, depravações, dentre outros.
Se apenas Um, além de executar, está plenamente autorizado a conceder tal autoridade, então milhares dos que já pereceram estão em séria desvantagem no Mundo Shinigami — seja este o próprio, seja o limbo, seja qual for o nome que queiram chamar.
Quanto à mulher que chamavam de “R”, ela não passa de um ser desprezível, tão baixo e vil quanto o próprio Kira, no qual Justine Clare havia se tornado. Ela segue à risca a edulcorante, porém, falsa e maligna, máxima de que “os fins justificam os meios”. Tal dito se consolidara em nossa era, tornando a humanidade cada vez mais insana, ao contrário do que deveria ocorrer pelo natural processo de evolução.
Com tal dito, alcançamos a habilidade de justificarmos a nós mesmos todos os erros que cometemos de forma voluntária e premeditada sem, contudo, nos acabarmos de angústia e remorso. Por este método alcançamos a graça (que mais me parece uma desgraça) de cauterizarmos nossas consciências, tornando-nos insensíveis quanto a sentimentos de proteção e de afeto que deveríamos ter uns pelos outros.
É por isso que surgem os tipos fascínoras, como os pedófilos e, não raro, os geriáfilos (que estão para os idosos, assim como os pedófilos estão para as crianças).
É por isso que surge a vil figura da Suzane Von Richtoffen (que, aliás, me lembro ter sido citada na sua história, em certa parte).
É por isso que surge as vis sombras de Alexandre e de Ana Carolina que, de responsáveis por guardar uma alma inocente, logo a assassinam friamente.
E o choro de Isabella Nardoni se propagará pelas dimensões inferiores do Cosmos, até o fim do tempo infinito.
Pois, como diz Reichi Nakaido, “Até que eu morra e diga adeus, ninguém nunca me pegará”.
Porém, tal promessa jamais se cumprira na curta vida de Justine Clare.
Esta história é DEMAIS! Ela realmente nos revela o que o ser humano guarda em si. Algo tão obscuro quanto as trevas do abismo. E nos mostra o quanto isso é revelado pelas personagens, combatendo umas às outras. Fogueiras da vaidade são ateadas; e o egoísmo de cada um engole os outros, como a menina do olho de um buraco negro.
Alchem .’.
Caramba, não sei nem o que dizer, hehehehe *___*
Sobre sua reflexão a respeito dos Shinigamis, sou inclinado a concordar. Talvez a verdadeira diversão - e intento - deles seja realmente ver seres humanos se matando uns aos outros. Esse seria o sádico objetivo primordial do Rei Shinigami, e com o tempo ele recrutou humanos - suas vítimas - para auxiliarem seu vil trabalho. E sim, o Mundo Shinigami pode na verdade ser mesmo o inferno. Justine Clare também o experimentará, assim que seu tempo de vida encarcerada se esgotar...
Death Note em si, acredito, é uma história sobre o ser humano. Sobre seus anseios, suas culpas, seus impulsos. Baseei-me na queda de Raito Yagami para escrever a queda de minha Justine Clare. Será que a verdade não seria que o poder corrompe? Que por mais ética ou honrada que uma pessoa possa ser, a linha que a separa de um fascínora, quando ela tem poder em mãos, não é extremamente tênue? Na própria História já não vimos isso acontecer tantas vezes? Imagine então ter o poder de se matar humanos apenas escrevendo o nome deles num caderno?
E concordo quanto sua opinião a respeito de "R". Ela e Justine são iguais. Só estão de lados diferentes. E hoje a justificativa de que os fins justificam os meios é mesmo forte, ainda mais num mundo tomado pelo politicamente correto. Cada vez mais busca-se argumentos, saídas para se justificar atos do ser humano contra si próprio. Guerras, perseguições, sanções... Tudo baseado em supostos motivos juntos... Mas sempre unilaterais e nada imutáveis.
Sim, citei o caso Richtoffen num ponto da fic memso, hehe =)
E muito obrigado pelo comentário, e por ter acompanhado. Sinto-me imensamente lisonjeado pelas palavras e por você ter apreciado. Valeu mesmo o/
Abraços e até a próxima!
Nossa, o final foi maravilhoso e não me decepcionou nem um pouco *.*
Realmente não teria outra punição pior para a Justine do que ter que esperar a morte, dia após dia, com a certeza que de nada valeu a pena e que, no final, ainda terá que passar a eternidade longe de quem ela amava.
Deu dó do Melo. Se a Adams tivesse chagado um pouco antes, ele ,talvez, estivesse vivo. Mas for bem feito para o Raito.
Outra pessoa achou o caderno...Resumindo: Nunca terá fim! Coitado do Touta, ele nasceu para correr atrás de Kiras pelo mundo. Mas agora sem L, Near e afins, quem iria surgir? Fiquei curiosa^^^.
Muito obrigado por ter lido e comentado desde o início :) Fico muito feliz por ter gostado do final!
Leve em conta também que, como o tempo de vida do Masuku passou pra Justine, ela ainda viverá MUITO até morrer, hehehe.
Pois é. Mas ao menos o reino do Raito acabou. Só que surgiu um novo Kira. Quem é ele e como seria, eu deixei para a curiosidade dos leitores, ehehe!
Forte abraço.