Comentários em “Outonos”: “Less”

B
Bilbel
Destacado pelo autor

Eu sei o acaso que me trouxe aqui, a amiga, melhor que amiga, o anjo que me trouxe pra sua história. Que é meu tipo de história, mas fora do meu ritmo de leitura. Nem lembro da vez em que li algo tão plano e constante, um ritmo tão equilibrado que mal acreditei que ela fosse louca, mas é claro que acredito fervorosamente que o amor enlouquece qualquer um, ou todo mundo. Eu sei, sei como é, já soube. Hoje não sei de nada. Eu ia ler um ou dois capítulos, e aí ia ler até o fim, e aí ia ler só até o sexto, e em um tropeço li quatorze capítulos assim, sem que a preguiça me comesse. Querida, autora, essa história é meu tipo de história, cicatrizes-fome-insanidade-amor, definitivamente meu tipo de história. Tendo um Charles, eu tenho um Charles, sem sobrenome. O mundo tem o Charles-Charles-Manson, o rei da insanidade e da manipulação. Mas o seu Charles é um cara bom, logo, é um tipo de Charles que nunca conheci. Claro que ir embora torna-o não-tão-bom, mas nem sei se eu, sendo eu, suportaria uma Dominika. A sua escrita, ela surpreende, às vezes, você tem umas frases, achei uma frase muito boa que talvez algum dia eu tatue em algum lugar "Eu que era tão ao contrário que o coração batia no lado direito". Você tem dessas frases, no meio de expressão sentimental da saudade, e no meio da nostalgia das lembranças, no meio do discurso você resolve que, simplesmente, está na hora de ser genial, e é. Fim. Você é genial. Não simpatizo com a Dominika, pelas repetições, que fazem parte do amor e parte do não-ter-mais, por isso de parar no capítulo seis, pensei que não viriam fatos novos,só os antigos remoídos e colocados em palavras diferentes, mas não, tem mais fatos, mais tristeza, mais lembranças. Não amo o Charles, mas amo, mas não de um jeito intenso, mas amo. Até porque ele é feito de bytes, não dá pra amar projeções sem se machucar, aprendi aos dez anos (quando amei oNigihayami Kohakunushi), mas amo alguns personagens, principalmente aqui, principalmente de algumas das suas leitoras, de verdade, pelos reviews eu as vi. Enfim, também vi que deixa alguns por responder, por isso não comentei em todos, seriam caracteres demais pra serem ignorados. Então, agora que já deixei muitos caracteres aqui, deixo também um pouquinho de amor por Dominika, e por você que a cuspiu de uma forma tão bonita e tão linear que pareceu saudável. E Silencio-me até um próximo impulso.

Willa
Willa Autor

Tive toda uma noite para pensar no teu comentário. E Cristalline, eu não conseguir formular nada. É gratificante de uma maneira doce ter alguém que eu admiro tanto por aqui. Lia suas histórias, antes. Antes de um desastre que me fez assimilar tudo a elas. Desculpe-me. E obrigada.

Outonos não deveria ter nascido. Não deveria ter passado do sexto capítulo, como você não queria. Mas Dominika tinha muito o que remoer, o que descobrir, o que sentir-não-sentir. Ela tinha que me mostrar que amor é uma repetição mascarada entre felicidade e tristeza. É uma insanidade controlada, que rachou e foi vazando até o cérebro da Domi ter uma massa cinzenta que a impede de ter controle. De saber a realidade que acha que sabe. São dois personagens complicados, mas simples. Eu não gostava muito da Domi também, mas por causa das mesmas leitoras aprendi a aprecia-la de certa maneira. Ela tem todo o seu interior invertido, e exterior rachado-quebrado-colando. Charles é uma pergunta sem resposta. É fácil amar, odiar e compreender. Uma pequena roda gigante que me dá ainda mais medo.

Os comentários por responder são porque eu dificilmente sou boa pra lidar com as palavras, apesar dos seus elogios-criticas-obrigada. Então prefiro guardar dentro de mim. E chorar sem lágrimas baixinho uma resposta carinhosa desconhecida.

Obrigada por amar um pouquinho, por deixar eu me sentir, por ser real, por amar-não-amar Charles e compreender Outonos.

Até seu próximo grito baixo.

Yato.

b
bang

Você me fez chorar, querida Yato.

Willa
Willa Autor

Bang, me atinge. Obrigada por ainda ler. Por sentir por mim, pela Domi, pelo Charles. Por chorar realidade, o que meus pequenos devaneios não fazem. Por acompanhar. E por ter palavras belas pra dizer e compreensão pro meu pequeno caos em redoma. Obrigada, querida.