As coisas andam difíceis, como anda a sua Dominika.
Ainda leio, prometi que leria. E foda-se o resto, porque a sanidade já se impregnou novamente e é com prazer instantâneo que te leio, ao mesmo tempo que sinto vergonha.
É uma tristeza absoluta em que estou e por isso voltei a ler, estou lendo tudo e ainda bem que posso lê-la. É linda a morte-Dominika, com toda razão de ser. Acho as mesmas coisas, de forma diferente, e a sua pintura pós-impressionista (não parece, mas o pós deixa-a como o quadro de Van Gogh na minha parede, tão linda e ainda sim é uma maldita impressão) me preenchem de uma tristeza leve e corriqueira, ela pode me sustentar quando o ônibus faz a curva. Obrigada por isso. Muito obrigada. A minha nova letra preferida é D, graças a você.
Pinte a sua boneca Dominika, não importa a insanidade, a insanidade é tudo que importa. Deixe-me apreciar sua arte já que não posso pendurá-la na parede. Prometo que não esquecerei, mesmo sem lembrete. Posso fingir que Charles é Van Gogh e mesmo que doa, porque ainda sou um pouco Dominika, valerá a pena. As cores valem a pena sempre. Até os olhos roxos e as cicatrizes. Tudo é arte e você também é.
Quero a minha Emma, contanto que você a escreva, quero o meu Charles.
Yato, chérie,
As coisas andam difíceis, como anda a sua Dominika.
Ainda leio, prometi que leria. E foda-se o resto, porque a sanidade já se impregnou novamente e é com prazer instantâneo que te leio, ao mesmo tempo que sinto vergonha.
É uma tristeza absoluta em que estou e por isso voltei a ler, estou lendo tudo e ainda bem que posso lê-la. É linda a morte-Dominika, com toda razão de ser. Acho as mesmas coisas, de forma diferente, e a sua pintura pós-impressionista (não parece, mas o pós deixa-a como o quadro de Van Gogh na minha parede, tão linda e ainda sim é uma maldita impressão) me preenchem de uma tristeza leve e corriqueira, ela pode me sustentar quando o ônibus faz a curva. Obrigada por isso. Muito obrigada. A minha nova letra preferida é D, graças a você.
Pinte a sua boneca Dominika, não importa a insanidade, a insanidade é tudo que importa. Deixe-me apreciar sua arte já que não posso pendurá-la na parede. Prometo que não esquecerei, mesmo sem lembrete. Posso fingir que Charles é Van Gogh e mesmo que doa, porque ainda sou um pouco Dominika, valerá a pena. As cores valem a pena sempre. Até os olhos roxos e as cicatrizes. Tudo é arte e você também é.
Quero a minha Emma, contanto que você a escreva, quero o meu Charles.
Obrigada, Yato-chérie.