(Gilbert, como você pode dizer que Verde-limão não é um nome criativo para um sapo quando você deu o nome de Neve para a sua coruja? É tudo nome de cor, no final. Que hipócrita!)
Olá Mayumi-sama! Faz muito tempo que eu não mando review algum. Estou bastante atrasada -- e assumindo um lado meio "leitora fantasma"-- aqui no Nyah!, mas resolvi dar umas voltinhas para relaxar e me esquecer da minha falta de poder de síntese ao escrever (?).
Eu gosto bastante de Harry Potter, acho que é uma história divertida e atemporal -- a gente se esquece de que ela não se passa nos anos 2000 ao lê-la, acho que isso é no mínimo um mérito da J.K -- e claro, o tipo de enredo que pede, que implora para se tornar universo alternativo: grande world building, grande quantidade de criaturas, possibilidade de enquadrar os personagens em casa ou "personalidades/estilos de vida" diferentes (entretanto a grande maioria faz seleções baseadas em estereótipos tão ridículos... mas isso fica para outra parte do review).
Foi uma boa experiência ler esses dois capítulos pela visão do Gilbinho de onze anos (awwwwwn, coisa fofa da titia) porque está sendo uma boa experiência nova vê-la simplificar e "infantilizar" o tom de sua escrita para se adequar a realidade do personagem! E também porque existe nas entrelinhas a promessa de desenvolvimento futuro do personagem.Ver o frying pangle versão infantil (porque esse "garoto" aí não está enganando ninguém, rsrsrs) está sendo uma experiência nova, porque suas personalidades continuam presentes, mas adquirem um tom mais imaturo. O Gilbo continua como um instigador e provocador de problemas, o Roddie ainda é um pouco "nariz empinado" e a Eliza é a mistura maluca da queridinha com o tomboy (ao menos essa sempre foi minha interpretação dela, haha.) Eles estão prestes a brigar... mas deixa pra lá, o carrinho de doces está aqui, isso é mais importante.
Estou curiosa para ver um pouco mais sobre sua Eliza, e como será a grande "revelação" de sua identidade -- se é que será revelada logo de início. Essa curiosidade se baseia no fato que, durante a seleção, os nomes serão chamados. Talvez eu mantivesse um pouco do segredo nomeando-a "Erzsebet", porque não sei se esse seria um nome facilmente reconhecido como feminino -- mas claro, isso seria o que eu faria, e eu quero ver o que você fará.
Já de início, eu posso dizer que estou gostando da maneira como você instalou a dinâmica do grupo: Gilbert claramente vê a Eliza como menino, e em suas interações com ele, ela age como tal; nas interações com Roderich, que não tem um comportamento de menino de onze anos tão agressivo quanto o Gil, ela é um pouco mais dócil. Vou me adiantar e dizer que acho que ela já tem uma "quedinha" por ele.
Aliás, essa dinâmica está me matando, porque o Gil mal conheceu o Rod e se colocou na posição de estudioso de aristocratas de onze anos : "Você precisa extrair as informações de sujeitos como o Eldestein. Há toda uma técnica, todo um planejamento, toda uma arte para obter respostas de indivíduos determinados a não se socializarem." Só para quebrar a cara cinco minutos depois:"Huh...Ele havia acabado de...? QUÊ?!Quê?! Quê?! Quê?!" Ele, que fala demais, nem conseguiu se expressar nessa hora. E ainda faz questão de apontar que o Rod tornou aquilo uma vingança especialmente tramada contra ele, um comportamento bem escorpiano da parte do moreno!
"O pior é que eu tinha certeza que quanto mais enfurecido eu ficava, mais ele se sentia satisfeito consigo mesmo. Então eu ficava ainda mais enfurecido por saber que ele estava se satisfazendo com a minha fúria e o ciclo continuava." Essa foi uma excelente descrição do nascimento do comportamento "beligerante" do Gilbo e do Roddie, porque obviamente ressalta o relacionamento entre os dois que já conhecemos de uma maneira verossímil para uma amizade ou inimizade entre crianças.
Criou-se uma rodinha: o Gil acredita de início que o "menino" seria um bom amigo; o "menino" está interessado em conversar com o Roderich; e o Rod, por sua vez, só está com vontade de alfinetar o Gilbert, mesmo que indiretamente!
Quanto a conversa sobre as casas: eu já li um post no Tumblr que você fez a esse respeito e você levantou bons pontos acerca de seu modo de seleção. Então, eu acredito que você vá fazer justiça a personalidade canonica das personagens em detrimento de concepções do fandom e estereótipos que recaem toda bendita vez que alguém vai falar sobre as casas.
Aliás, o preceitos a respeito das casas foi bem levantado nessa parte, e condiz com a imaturidade dos bruxinhos. A defesa da Grifinória da Eliza foi descrita pelo Gilbert como fraca, mas pode não ter sido tão fraca assim: ter um narrador-personagem tão observador e que gosta de inquirir e ir a fundo de tudo como o jovem Gilbert pode tornar a narração parcial por certas vezes.
Enfim, agora eu irei para uma parte mais pessoal do review em que eu compartilharei o porquê da minha revolta com as preconcepções das casas. Autores de AU's de Hogwarts normalmente seguem quatro passos ao selecionar casas:
1) O personagem é do tipo ativo, que gosta de aventuras? Grifinória. Noventa por cento das vezes o personagem será um extrovertido que detesta seguir as regras. Não combina com a ideia do Rod de que é a casa de "Um bando de garotos agitados e estúpidos."?
2)O personagem é um vilão ou um anti-herói? Do tipo que vive com respostas prontas na ponta da língua, é sarcástico, frio ou mais "dark"? Sonserina. Segundo a Eliza, é "a casa das pessoas que são más."(Como sonserina eu adorei a patada do Gilbert.Ok, pode ficar com sua coragem, lealdade e inteligência, eu estou aqui nas masmorras com a galera do mal planejando dominação mundial!)
3) O personagem gosta de ler? É considerado inteligente, refinado? Se for menina, ela é bonita? (pois é, lá vem mais essa) Corvinal, a casa que segundo o Gil pertence aos aristocratas.
4) Quem sobrou feat. secundários: Lufa-lufa. A casa "boba".
Isso me irrita tanto, tanto, TANTO, você não tem nem ideia. Porque até mesmo nos livros, essa ideia retrógrada de seleção é refutada!
Na Grifinória existem personagens que podem parecer "tímidos", como o Neville. O Sirius era um personagem com respostas afiadas na ponta da língua, nem por isso acabou como o resto da família na Sonserina. Lílian e Hermione eram personagens estereotipados para a Corvinal. Entretanto, todos tinham em comum a valorização da coragem, de se levantar e defender aquilo com que se importam sem medir as consequências. Eu tenho até uma teoria sobre a ida do Rabicho para a Grifinória, só não compartilharei aqui porque esse review dobraria de tamanho, mas ok.
A Sonserina é a minha casa, portanto, sou suspeita de falar qualquer coisa. Entretanto, a ideia da casa ser "do mal" é constantemente reafirmada. Faz sentido, porque vilões geralmente são muito ambiciosos. Mas o que há de errado em um herói ambicioso? Tornar o mundo um lugar mais decente também é uma espécie de ambição. Vilões podem ser orgulhosos, como os sonserinos, mas não vejo nada de errado em alguém ter orgulho de quem se é e do que se faz. O antagonismo preconceituoso das outras casas a respeito da Sonserina faz com que seus próprios alunos se fechem e busquem auxílio e amizades dentro da própria casa, onde não serão julgados. Li em algum lugar que a Sonserina era a casa mais unida de Hogwarts, não por uniformidade (é um mito dizer que todos seriam sangues-puros) mas justamente por ser um local livre de preconceito para com sonsos (por motivos óbvios).
A Corvinal é a casa do conhecimento, mas este não é necessariamente acadêmico. A Luna era uma das alunas-exemplo dessa casa, mas seus conhecimentos não eram nem um pouco ortodoxos. Mas ela amava descobrir e redescobrir pequenos detalhes excêntricos sobre a vida no mundo mágico. Não importava para ela se aquilo teria aplicação ou não: o próprio ato de aprender e de se informar já era suficiente para ela. Então, não vejo essa casa "afundada nos livros", mas na realidade, cheia de pessoas dispostas a compartilhar informações sobre detalhes e assuntos dos mais variados. Muita gente, e eu sou um exemplo, pensava ser da Corvinal mas se descobriu Sonserina. É que existe uma diferença entre buscar o conhecimento por diversão e por acumulação de sabedoria, e buscá-lo para alcançar determinado objetivo preestabelecido
A Lufa-lufa é uma casa muito amorzinho, mas que é facilmente desprezada porque sua fundadora não queria lhe dar um rótulo. Bastava a lealdade. E a lealdade está presente em todas as casas, mas de forma diferente! O diferencial dos lufanos é a aceitação de todo o tipo de gente: corajosos, ambiciosos, sábios...é uma casa onde todos cabem, desde que aceitem trabalhar em grupo. É também a casa mais prática, justamente por terem extirpado em suas bases a mania de grandeza e a possível competição dentro da casa que existe em todas as outras.
Eu gosto de todas as casas e acho que todas elas tem seu valor, então machuca muito ver briguinhas a respeito de "qual casa é a melhor", porque obviamente, para quem está dentro de determinada casa, aquela indiscutivelmente será a melhor, pois a pessoa estará entre seus iguais. Sei que não foi sua intenção discutir esse fato, mas sim mostrar que os personagens tem suas predileções a respeito de suas casas, mas, sei lá, eu achei uma base para conversa interessante, apesar de reviews serem basicamente monólogos (?) e eu sou dada a falar e escrever demais, sobretudo sobre assuntos que eu domino/me interesso, HUAHAUHAUAHAUS.
Muito longo, encurtando o review: estou animada e ansiosa para ler mais sobre as aventuras do meu trio preferido em Hogwarts!
O que mais gostei:
A narração mais infantilizada do Gil, discussão sobre as casas (eu fiquei gritando com eles daqui a respeito disso, haha)
"eu espero que ela possa diverti-los de qualquer modo!" Divertir??? Eu to rindo até agora huahuahuahuahuahua "Havia tantas coisas erradas naquela cena (...)"!! Ai meu pai, Gilbert como consegue ser tão hilário???? Não, sério, havia um voltímetro do lado da minha cabeça subindo gradativamente conforme eu fui lendo o capítulo e nessa sentença ele explodiu e começou a minha gargalhada interna e externa. Sinceramente, essa fic com o Prússia comentando sobre os acontecimentos como e estivesse escrevendo o diário do incrível Eu dele supriu facilmente metade da necessidade que eu tinha de novos episódios sobre Prússia e seu diário. Naaaaah estou tão feliz em ver a Hungria numa fic sua, ainda não tinha tido essa experiência, aos poucos ela está tomando forma na minha mente. As diferentes impressões que o Rod passa dependendo da pessoa é incrível, quando a Mayumi-san escreve a fala do Prússia eu não o vejo nada além que um aristocrata babaca, e quando leio a fala da Hungria esse aristocrata babaca ganha um ar de "tenho minhas fraquezas, mas continuo sendo da elite e nenhuma gracinha que você fizer de mim vai diminuir o quanto de respeito eu imponho". Nah, abriu um vazio agora que terminei o último cap lançado...vou forçar alguém a ler comigo para eu reler -_- de alguma forma, sinto como se estivesse lendo ou vendo algo pela primeira vez de novo quando o faço com outra pessoa. Nah, que inveja de quem já tinha mandado preview antes... Bem feito pra mim por não ter achado a fic mais cedo -w-
Novamente, eu não acho que uma palavra animadora minha seja de grande crédito, pois sou uma noob sobre entendimentos mais avançados sobre escrita...Mas Mayumi-san ò.ó o que eu sinto ao ler uma obra sua é algo que eu não sinto em nenhuma outra fic! É como eu disse, ao ler as imagens passam na minha mente como se estivessem em animação. Depois que não lhe encontrei mais não consegui ter esse tipo de fluência com nenhuma outra fic. Lembrando dos capítulos das suas fics de dois anos atrás e desta agora o que sinto é que mesmo num estilo casual de propósito, a escrita não fica "bruta" e mantém seu ar sofisticado. Eu não sei se poderia ter a habilidade de reconhecer uma obra sua apenas pela escrita, sem ler o seu nome nela Mayumi-san, mas sabendo que esta fic é sua e após ler ela eu posso dizer: sem dúvidas, não poderia ser uma obra de outra pessoa, além de você! ^^ e é isso, até o próximo review!
O que mais gostei:
"Caramba, havia tantas coisas erradas naquela cena. Em primeiro lugar, quem diabos chama um sapo de Verde-Limão?"
(Gilbert, como você pode dizer que Verde-limão não é um nome criativo para um sapo quando você deu o nome de Neve para a sua coruja? É tudo nome de cor, no final. Que hipócrita!)
Olá Mayumi-sama! Faz muito tempo que eu não mando review algum. Estou bastante atrasada -- e assumindo um lado meio "leitora fantasma"-- aqui no Nyah!, mas resolvi dar umas voltinhas para relaxar e me esquecer da minha falta de poder de síntese ao escrever (?).
Eu gosto bastante de Harry Potter, acho que é uma história divertida e atemporal -- a gente se esquece de que ela não se passa nos anos 2000 ao lê-la, acho que isso é no mínimo um mérito da J.K -- e claro, o tipo de enredo que pede, que implora para se tornar universo alternativo: grande world building, grande quantidade de criaturas, possibilidade de enquadrar os personagens em casa ou "personalidades/estilos de vida" diferentes (entretanto a grande maioria faz seleções baseadas em estereótipos tão ridículos... mas isso fica para outra parte do review).
Foi uma boa experiência ler esses dois capítulos pela visão do Gilbinho de onze anos (awwwwwn, coisa fofa da titia) porque está sendo uma boa experiência nova vê-la simplificar e "infantilizar" o tom de sua escrita para se adequar a realidade do personagem! E também porque existe nas entrelinhas a promessa de desenvolvimento futuro do personagem.Ver o frying pangle versão infantil (porque esse "garoto" aí não está enganando ninguém, rsrsrs) está sendo uma experiência nova, porque suas personalidades continuam presentes, mas adquirem um tom mais imaturo. O Gilbo continua como um instigador e provocador de problemas, o Roddie ainda é um pouco "nariz empinado" e a Eliza é a mistura maluca da queridinha com o tomboy (ao menos essa sempre foi minha interpretação dela, haha.) Eles estão prestes a brigar... mas deixa pra lá, o carrinho de doces está aqui, isso é mais importante.
Estou curiosa para ver um pouco mais sobre sua Eliza, e como será a grande "revelação" de sua identidade -- se é que será revelada logo de início. Essa curiosidade se baseia no fato que, durante a seleção, os nomes serão chamados. Talvez eu mantivesse um pouco do segredo nomeando-a "Erzsebet", porque não sei se esse seria um nome facilmente reconhecido como feminino -- mas claro, isso seria o que eu faria, e eu quero ver o que você fará.
Já de início, eu posso dizer que estou gostando da maneira como você instalou a dinâmica do grupo: Gilbert claramente vê a Eliza como menino, e em suas interações com ele, ela age como tal; nas interações com Roderich, que não tem um comportamento de menino de onze anos tão agressivo quanto o Gil, ela é um pouco mais dócil. Vou me adiantar e dizer que acho que ela já tem uma "quedinha" por ele.
Aliás, essa dinâmica está me matando, porque o Gil mal conheceu o Rod e se colocou na posição de estudioso de aristocratas de onze anos : "Você precisa extrair as informações de sujeitos como o Eldestein. Há toda uma técnica, todo um planejamento, toda uma arte para obter respostas de indivíduos determinados a não se socializarem." Só para quebrar a cara cinco minutos depois:"Huh...Ele havia acabado de...? QUÊ?!Quê?! Quê?! Quê?!" Ele, que fala demais, nem conseguiu se expressar nessa hora. E ainda faz questão de apontar que o Rod tornou aquilo uma vingança especialmente tramada contra ele, um comportamento bem escorpiano da parte do moreno!
"O pior é que eu tinha certeza que quanto mais enfurecido eu ficava, mais ele se sentia satisfeito consigo mesmo. Então eu ficava ainda mais enfurecido por saber que ele estava se satisfazendo com a minha fúria e o ciclo continuava." Essa foi uma excelente descrição do nascimento do comportamento "beligerante" do Gilbo e do Roddie, porque obviamente ressalta o relacionamento entre os dois que já conhecemos de uma maneira verossímil para uma amizade ou inimizade entre crianças.
Criou-se uma rodinha: o Gil acredita de início que o "menino" seria um bom amigo; o "menino" está interessado em conversar com o Roderich; e o Rod, por sua vez, só está com vontade de alfinetar o Gilbert, mesmo que indiretamente!
Quanto a conversa sobre as casas: eu já li um post no Tumblr que você fez a esse respeito e você levantou bons pontos acerca de seu modo de seleção. Então, eu acredito que você vá fazer justiça a personalidade canonica das personagens em detrimento de concepções do fandom e estereótipos que recaem toda bendita vez que alguém vai falar sobre as casas.
Aliás, o preceitos a respeito das casas foi bem levantado nessa parte, e condiz com a imaturidade dos bruxinhos. A defesa da Grifinória da Eliza foi descrita pelo Gilbert como fraca, mas pode não ter sido tão fraca assim: ter um narrador-personagem tão observador e que gosta de inquirir e ir a fundo de tudo como o jovem Gilbert pode tornar a narração parcial por certas vezes.
Enfim, agora eu irei para uma parte mais pessoal do review em que eu compartilharei o porquê da minha revolta com as preconcepções das casas. Autores de AU's de Hogwarts normalmente seguem quatro passos ao selecionar casas:
1) O personagem é do tipo ativo, que gosta de aventuras? Grifinória. Noventa por cento das vezes o personagem será um extrovertido que detesta seguir as regras. Não combina com a ideia do Rod de que é a casa de "Um bando de garotos agitados e estúpidos."?
2)O personagem é um vilão ou um anti-herói? Do tipo que vive com respostas prontas na ponta da língua, é sarcástico, frio ou mais "dark"? Sonserina. Segundo a Eliza, é "a casa das pessoas que são más."(Como sonserina eu adorei a patada do Gilbert.Ok, pode ficar com sua coragem, lealdade e inteligência, eu estou aqui nas masmorras com a galera do mal planejando dominação mundial!)
3) O personagem gosta de ler? É considerado inteligente, refinado? Se for menina, ela é bonita? (pois é, lá vem mais essa) Corvinal, a casa que segundo o Gil pertence aos aristocratas.
4) Quem sobrou feat. secundários: Lufa-lufa. A casa "boba".
Isso me irrita tanto, tanto, TANTO, você não tem nem ideia. Porque até mesmo nos livros, essa ideia retrógrada de seleção é refutada!
Na Grifinória existem personagens que podem parecer "tímidos", como o Neville. O Sirius era um personagem com respostas afiadas na ponta da língua, nem por isso acabou como o resto da família na Sonserina. Lílian e Hermione eram personagens estereotipados para a Corvinal. Entretanto, todos tinham em comum a valorização da coragem, de se levantar e defender aquilo com que se importam sem medir as consequências. Eu tenho até uma teoria sobre a ida do Rabicho para a Grifinória, só não compartilharei aqui porque esse review dobraria de tamanho, mas ok.
A Sonserina é a minha casa, portanto, sou suspeita de falar qualquer coisa. Entretanto, a ideia da casa ser "do mal" é constantemente reafirmada. Faz sentido, porque vilões geralmente são muito ambiciosos. Mas o que há de errado em um herói ambicioso? Tornar o mundo um lugar mais decente também é uma espécie de ambição. Vilões podem ser orgulhosos, como os sonserinos, mas não vejo nada de errado em alguém ter orgulho de quem se é e do que se faz. O antagonismo preconceituoso das outras casas a respeito da Sonserina faz com que seus próprios alunos se fechem e busquem auxílio e amizades dentro da própria casa, onde não serão julgados. Li em algum lugar que a Sonserina era a casa mais unida de Hogwarts, não por uniformidade (é um mito dizer que todos seriam sangues-puros) mas justamente por ser um local livre de preconceito para com sonsos (por motivos óbvios).
A Corvinal é a casa do conhecimento, mas este não é necessariamente acadêmico. A Luna era uma das alunas-exemplo dessa casa, mas seus conhecimentos não eram nem um pouco ortodoxos. Mas ela amava descobrir e redescobrir pequenos detalhes excêntricos sobre a vida no mundo mágico. Não importava para ela se aquilo teria aplicação ou não: o próprio ato de aprender e de se informar já era suficiente para ela. Então, não vejo essa casa "afundada nos livros", mas na realidade, cheia de pessoas dispostas a compartilhar informações sobre detalhes e assuntos dos mais variados. Muita gente, e eu sou um exemplo, pensava ser da Corvinal mas se descobriu Sonserina. É que existe uma diferença entre buscar o conhecimento por diversão e por acumulação de sabedoria, e buscá-lo para alcançar determinado objetivo preestabelecido
A Lufa-lufa é uma casa muito amorzinho, mas que é facilmente desprezada porque sua fundadora não queria lhe dar um rótulo. Bastava a lealdade. E a lealdade está presente em todas as casas, mas de forma diferente! O diferencial dos lufanos é a aceitação de todo o tipo de gente: corajosos, ambiciosos, sábios...é uma casa onde todos cabem, desde que aceitem trabalhar em grupo. É também a casa mais prática, justamente por terem extirpado em suas bases a mania de grandeza e a possível competição dentro da casa que existe em todas as outras.
Eu gosto de todas as casas e acho que todas elas tem seu valor, então machuca muito ver briguinhas a respeito de "qual casa é a melhor", porque obviamente, para quem está dentro de determinada casa, aquela indiscutivelmente será a melhor, pois a pessoa estará entre seus iguais. Sei que não foi sua intenção discutir esse fato, mas sim mostrar que os personagens tem suas predileções a respeito de suas casas, mas, sei lá, eu achei uma base para conversa interessante, apesar de reviews serem basicamente monólogos (?) e eu sou dada a falar e escrever demais, sobretudo sobre assuntos que eu domino/me interesso, HUAHAUHAUAHAUS.
Muito longo, encurtando o review: estou animada e ansiosa para ler mais sobre as aventuras do meu trio preferido em Hogwarts!
O que mais gostei:
A narração mais infantilizada do Gil, discussão sobre as casas (eu fiquei gritando com eles daqui a respeito disso, haha)
"eu espero que ela possa diverti-los de qualquer modo!" Divertir??? Eu to rindo até agora huahuahuahuahuahua "Havia tantas coisas erradas naquela cena (...)"!! Ai meu pai, Gilbert como consegue ser tão hilário???? Não, sério, havia um voltímetro do lado da minha cabeça subindo gradativamente conforme eu fui lendo o capítulo e nessa sentença ele explodiu e começou a minha gargalhada interna e externa. Sinceramente, essa fic com o Prússia comentando sobre os acontecimentos como e estivesse escrevendo o diário do incrível Eu dele supriu facilmente metade da necessidade que eu tinha de novos episódios sobre Prússia e seu diário. Naaaaah estou tão feliz em ver a Hungria numa fic sua, ainda não tinha tido essa experiência, aos poucos ela está tomando forma na minha mente. As diferentes impressões que o Rod passa dependendo da pessoa é incrível, quando a Mayumi-san escreve a fala do Prússia eu não o vejo nada além que um aristocrata babaca, e quando leio a fala da Hungria esse aristocrata babaca ganha um ar de "tenho minhas fraquezas, mas continuo sendo da elite e nenhuma gracinha que você fizer de mim vai diminuir o quanto de respeito eu imponho". Nah, abriu um vazio agora que terminei o último cap lançado...vou forçar alguém a ler comigo para eu reler -_- de alguma forma, sinto como se estivesse lendo ou vendo algo pela primeira vez de novo quando o faço com outra pessoa. Nah, que inveja de quem já tinha mandado preview antes... Bem feito pra mim por não ter achado a fic mais cedo -w-
Novamente, eu não acho que uma palavra animadora minha seja de grande crédito, pois sou uma noob sobre entendimentos mais avançados sobre escrita...Mas Mayumi-san ò.ó o que eu sinto ao ler uma obra sua é algo que eu não sinto em nenhuma outra fic! É como eu disse, ao ler as imagens passam na minha mente como se estivessem em animação. Depois que não lhe encontrei mais não consegui ter esse tipo de fluência com nenhuma outra fic. Lembrando dos capítulos das suas fics de dois anos atrás e desta agora o que sinto é que mesmo num estilo casual de propósito, a escrita não fica "bruta" e mantém seu ar sofisticado. Eu não sei se poderia ter a habilidade de reconhecer uma obra sua apenas pela escrita, sem ler o seu nome nela Mayumi-san, mas sabendo que esta fic é sua e após ler ela eu posso dizer: sem dúvidas, não poderia ser uma obra de outra pessoa, além de você! ^^ e é isso, até o próximo review!
O que mais gostei:
"Caramba, havia tantas coisas erradas naquela cena. Em primeiro lugar, quem diabos chama um sapo de Verde-Limão?"
O que acho que pode melhorar:
Como poderia eu dizer alguma coisa???