Comentários em “OFIÚCO: OS PERGAMINHOS PERDIDOS.”: “"Quanto maior a confiança, maior a traição". Luthor.”

Aeger

Olá, Sam. A semana aqui vai bem, e por aí?

Eu diria que foi um conselho sábio, contudo uma pequenina parte de mim permanece um tanto relutante quanto a ele. Não refuso a ideia de que a prática leve à perfeição, como já dita o jargão popular, porém acredito que a premissa não seja verdadeira na totalidade dos casos, sem abrir margem a exceções. Creio que, em alguns casos singulares, textos reescritos duas ou três vezes possam sim gerar obras sublimes. É claro, esta opinião é totalmente subjetiva, pautada em nada mais do que suposições.

E... Bem... Desculpe-me, mas ao ler as linhas, descrevendo o pequeno dilema por trás das características do Nicholas eu me peguei achando graça da situação. Você pode não ser engraçado, mas o eu-lírico conduzindo o texto que li o é, ao menos me pareceu ser. Haha. (: (É sério o que eu disse, sei que ficou parecendo puramente bajulação, tanto que pensei em cortar esta parte do comentário – risos – mas acabei optando por deixá-la. Foi realmente engraçado).

Eu compreendo o que quis dizer. Tenho uma amiga, cuja história é assunto de nossas conversas, eventualmente. Sua queixa é comum à dela. Quando a personalidade de um personagem destoa em muitos níveis da sua própria, torna-se complexo escrever com ele. O problema maior não é, creio eu, construir a psique, e sim trabalhar com ela no decorrer da trama, desenvolvendo as ações daquele indivíduo e pensando como ele agiria e reagiria em dado momento.

Ansiosa em conhecer o Aaron, e quanto ao Nicholas, gostei muito de saber um pouco mais sobre ele neste capítulo.

Eu não publico e acho um tanto difícil que se depare com algum material meu em qualquer momento, rs. Certa vez ouvi um comentário, se não me engano referindo-se a críticos teatrais, e dizia algo como os críticos tornarem-se críticos, por não conseguirem verdadeiramente se expressar através da arte nos palcos, então tudo o que lhes restava era apreciar o espetáculo da plateia, tecendo críticas maldosas como sua vingança particular a todos os atores.

Eu não sou uma crítica literária (nem tenho gabarito para tal) e também não tenho vontade de tecer comentários maldosos para me vingar dos autores (juro que não, rs), até porque escrever para mim é um hobby, e não um sonho obter prestígio. A questão é que eu não consigo escrever coisas belas, fluidas e gostosas de ler, entende? Acho que a minha mente é racional demais para preencher o universo lúdico que permeia uma trama, qualquer que seja; então prefiro apenas preencher meu tempo lendo coisas que valham a pena e fazer comentários quando são cabíveis. Quando me presto a escrever, guardo os textos comigo. Mas obrigada pelo interesse.

Oh que fato curioso. Eu não havia pensado por esta perspectiva, realmente é uma situação a se observar, afinal ater-se à trama é primordial.

Sim, estou achando fantástico. Eu sequer conhecia o local, para lhe ser franca; mas você o introduz de um modo claro e muito convidativo ao leitor, o que torna a visualização dos ambientes um trabalho muito simples para minha mente. Devo dizer que gostei particularmente do circo, na verdade porque gosto de particularidades; contudo se falarmos em arquitetura, gostei do mosteiro, brevemente citado. Não posso dizer quão ansiosa estou em conhecer Zagra, realmente.

Confesso que imaginei que o destino deles convergiria em algum momento, afinal eles devem juntos buscar pelos pergaminhos, não? Mas fico feliz em saber que a trama continuará excitante como está.

“Imperium feline”, sim. Minha memória defasada atacou mais uma vez, mas prometo não esquecer novamente (e esta é uma promessa que, infelizmente, não tenho certeza poder levar adiante, rs). Fascinante, realmente fascinante. Eu poderia induzir algo referente à cultura nórdica, mas jamais seria apanhada pela cultura indígena, seja ela de qual país for. Novamente caímos no assunto da pesquisa e te parabenizo pelos achados.

E que magnífico aprendizado. Sua percepção de mundo é muito interessante quanto a esse aspecto, o que refletiu em uma passagem tocante, como citei no comentário anterior.

Referente ao capítulo atual, fique embasbacada com o trecho inicial, sob a perspectiva do Vachan, o que me força a lhe perguntar que tipo de livros ocultosvocê tem buscado pelas estantes da universidade na qual leciona, haha. Uma pequena brincadeira, desculpe o atrevimento. É que possuo um amigo, por coincidência, recém-formado em direito, que compartilha o interesse por estes temas. Pareceu-me ser algo comum entre os estudiosos desta área. Claro que a minha amostra de indivíduos é relativamente pequena, ainda assim achei o fato curioso, rs.

Sobre a perspectiva da Akila eu devo dizer que gosto particularmente da maneira como você faz uso de metáforas, sem pronunciar-se de maneira explícita. Isso enriquece o texto, mas o mais importante, sob a minha concepção, é que o torna mais ameno, sem palavras “agressivas”.

Sobre a narração da Muriel, alerto-lhe primeiramente para o terceiro parágrafo da parte por ela narrada. “Cesar escutou tudo, como muita atenção [...]” e também “Ele contou sobre o fascínio pela astronomia, história, química e antropologia e botânica.” A verdade é que não sei bem se este último caso citado configura num erro, ou se você utilizou-se de polissíndeto no último trecho. Deixo já minha retratação se foi este o caso.

Como supracitado, foi realmente um deleite poder saber um pouco mais da história – tão sofrida – do Nicholas. Já consigo formulá-lo melhor em minha mente após este capítulo.

Apenas um detalhe, no último parágrafo sob a perspectiva dele: “Esperou um minuto e soltou do teto numa acrobacia felina.” (Eu comento estas coisas apenas por imaginar que você tenha a intenção de editá-los, pois sei que não caracterizam falhas gramaticais propriamente ditas e sim um momento desatento, ao qual qualquer mortal é sujeito).

Além de tudo, o que tenho a declarar sobre este capítulo é que ele me surpreendeu. Positivamente, claro. Creio que a esta altura da trama, reviravoltas como esta são instigantes e estimulantes para o leitor. Fiquei bastante intrigada.


Atenciosamente,

Sam Roque
Sam Roque Autor

Olá, Aeger... Começando mais uma semana. Por aqui tudo tranquilo, um tanto preguiçoso e entediante nesse período de férias rs. Talvez “entediante” não seja a palavra mais adequada. É que leciono nos três turnos, então algumas vezes sinto falta da rotina universitária que consome quase todo o meu tempo rs...

Interessante sua primeira reflexão. Então você entende que o melhor texto é sempre o original? Aquele não revisado? Respeitando sua opinião, eu creio que o segundo é sempre melhor que o primeiro, ao menos para escritos (não filmes) rsrsrs... Afirmo isso com base nos materiais que já produzi, quero dizer, ao revisá-los normalmente me dou conta do quanto poderiam ser lapidados, de como outra abordagem em certos pontos seria melhor rs...

Ah, bom que tenha gostado do Nicholas, do humor despojado que ele começa a apresentar. Nic foi inspirado em um grande amigo e concebido para acrescentar diversão à trama, para torna-la mais leve. Muitas vezes, quando precisei determinar suas posturas, referenciei esse amigo e até certos alunos da faculdade. Aliás, o campus universitário é ótimo nicho empírico. Gosto de observar as pessoas, da faxineira que cantapassando a enceradeira nos corredores do prédio ao antigo professor com surdez que testa a paciência dos atendentes da mecanografia rs...

Sim, Aaron e Cailin já aparecerão no próximo capítulo!

Quanto à suposta incapacidade de escrever coisas belas, fluidas e gostosas de ler, me permita questionar, não deveria ser o leitor quem deveria julgar rs? A propósito, ao menos em nossos diálogos eu percebo essas qualidades. E pelo que entendi você já tem material! Então compartilhe, quero ler! Sim? Não rs?

Sobre San Thomas, ainda bem que não conhecia, pois é a primeira cidade fictícia da trama, totalmente imaginada pelo autor. Talvez encontre nome idêntico se pesquisar, eu mesmo já descobri uma ilha com esse nome, mas realmente tentei caracterizá-la com peculiaridades singulares. Realmente, me diverti fazendo a composição do Circo de Órion, dos seus residentes, e não posso negar que foi inspirado no show de aberrações, o “freak show” que atraía tantos curiosos nos séculos passados. Puxando pela memória, também curti a arquitetura do “Darkwing Place” e num breve devaneio imaginei como seria sua adaptação para o cinema rsrsrsrs...

Ah, sim, adiantarei que os eleitos serão reunidos no próximo capítulo! Agora, se todos partirão na busca dos pergaminhos perdidos, você precisará conferir rs... Logo Zagra aparecerá e mais novidades surgirão!

Nem posso criticar sua memória rs... Modéstia à parte, eu sou ótimo fisionomista, memorizo nomes com facilidade, mas sou péssimo com números, especialmente datas rsrsrs... Mas sobre a inspiração do “Imperium feline”, nas culturas citadas faz-se menção às aves. O corvo na cultura celta e a águia no xamanismo, porém optei pelos gatos, meus preferidos.

Rsrsrsrs... As bases doutrinárias da projeção astral de Vachan não constam em bibliotecas ordinárias, creio eu. Nesta passagem referenciei meus próprios experimentos, maisum acervo ocultista pessoal, tudo carregado com muita, muita ficção, devo alertar. E, sim, eu sou iniciado. Sem dúvida a história das sociedades secretas inspirou a criação da Ordem Ofiúco, embora eu mantenha a reserva em não expor diretamentesuas doutrinas e rituais. Minha vivência ocultista e esotéricaserviu mais como inspiração e trampolim para essa fantasia com vocação cinematográfica, por assim dizer rs... Interessante as associações que fez neste ponto. Acho plausível que alguns estudantes das leis humanas sejam atraídos paracontemplarem asleis cósmicas...

Sim, Akiladeve seruma personagem polêmica,intensa, “carnal”, adepta de certas artes usadas para alcançar seus objetivos. Aqui preciso esclarecer que o autor não foi machista, nem sexista, mas aponta para o uso dos atributos físicos que, combinados com inteligência e astúcia, podemfavorecer os resultados desejados. “Beleza, sexo e lágrimas”... Ferramentas ancestrais... E para que não julgue mal, Muriel agora mesmo empresta sua teologia sussurrando as histórias de Ester e Dalila. Vale conferir.

Sobre a narração daspassagens de Cesar e Muriel, creio que foram erros de digitação... Vou conferir!

Por fim, talvez a psicologia contribua para justificar a transformação de Nicholas, suas habilidades sobrenaturais... O corpo de espinhos, o teleporte... Meios para afastar e se evadir dos abusos sofridos na infância...

Então... Até a próxima rs...