Estava passando pela categoria de Poesias e acabou que me encontrei com outro texto seu. Decidi lê-lo.
Gosto muito do jeito que você confecciona seus versos. São muito simples por fora, mas eu tenho a impressão de que cada linha esconde um universo diferente, o que me deixa aberto a muitas interpretações e eu adoro refletir com um bom texto. Senti uma visão bem diferente do seu primeiro poema, algo que eu não consigo citar muito bem, mas é um ponto de vista diferente, talvez mais sombrio, fechado, e muito interessante.
"Você mesmo! Se faça sorrir, E me faça sorrir!"
De longe, foi a minha estrofe preferida. "Se faça sorrir", a tanto tempo que eu venho pregando isso aqui no site kkkkk pregando isso a mim mesmo também. E o "Você mesmo!" confirmando ainda mais e o surpreendente "E me faça sorrir", é tipo uma felicidade mútua, é um "sorria que eu sorrio também", eu gosto dessas mensagens que contagiam felicidade (mesmo num clima mais sombrio).
As tentativas para quaisquer coisas são muitas mesmo. O vento deve estar lotado dos meus fracassos (e dos de muitas pessoas). Grito de liberdade, sim, todos precisam, identificar-se como for, é um processo torturante, mas compensador. Mas tem um verso que eu fiquei mais curioso: "Uma visão lastimada / De um futuro sem ousadia", eu pensei num futuro infeliz (a pior visão que pode se ter, não?), mas a palavra "ousadia" me faz pensar em um beco sem saída. Um futuro sem ousadia, nesse caso, me faz pensar sobre viver sem aquilo que te define (pois creio que "ousadia" seja um termo que defina pessoas e/ou coisas). O que eu mais gostei do poema foi isso mesmo, as inúmeras interpretações e provavelmente o verdadeiro sentido esteja bem longe do que eu falei, mas essa é a graça da literatura em versos.Muito bom mesmo!
Obrigado Roberto, é muito bom ver comentários assim, é algo maravilhoso essa identificação mútua entre autor-leitor. E digo que você acertou em cheio na sua interpretação. Nessa poesia, eu me perdi de mim mesmo. Eu coloquei um personagem que se vê em um escuro existencial, buscando ousadia, algo que o tire de sua prisão particular. No último verso, quis trazer a ideia de felicidade mútua, que é algo simples e gratuito porem raro hoje em dia.
Estava passando pela categoria de Poesias e acabou que me encontrei com outro texto seu. Decidi lê-lo.
Gosto muito do jeito que você confecciona seus versos. São muito simples por fora, mas eu tenho a impressão de que cada linha esconde um universo diferente, o que me deixa aberto a muitas interpretações e eu adoro refletir com um bom texto. Senti uma visão bem diferente do seu primeiro poema, algo que eu não consigo citar muito bem, mas é um ponto de vista diferente, talvez mais sombrio, fechado, e muito interessante.
"Você mesmo!
Se faça sorrir,
E me faça sorrir!"
De longe, foi a minha estrofe preferida. "Se faça sorrir", a tanto tempo que eu venho pregando isso aqui no site kkkkk pregando isso a mim mesmo também. E o "Você mesmo!" confirmando ainda mais e o surpreendente "E me faça sorrir", é tipo uma felicidade mútua, é um "sorria que eu sorrio também", eu gosto dessas mensagens que contagiam felicidade (mesmo num clima mais sombrio).
As tentativas para quaisquer coisas são muitas mesmo. O vento deve estar lotado dos meus fracassos (e dos de muitas pessoas). Grito de liberdade, sim, todos precisam, identificar-se como for, é um processo torturante, mas compensador. Mas tem um verso que eu fiquei mais curioso: "Uma visão lastimada / De um futuro sem ousadia", eu pensei num futuro infeliz (a pior visão que pode se ter, não?), mas a palavra "ousadia" me faz pensar em um beco sem saída. Um futuro sem ousadia, nesse caso, me faz pensar sobre viver sem aquilo que te define (pois creio que "ousadia" seja um termo que defina pessoas e/ou coisas). O que eu mais gostei do poema foi isso mesmo, as inúmeras interpretações e provavelmente o verdadeiro sentido esteja bem longe do que eu falei, mas essa é a graça da literatura em versos.Muito bom mesmo!
Obrigado Roberto, é muito bom ver comentários assim, é algo maravilhoso essa identificação mútua entre autor-leitor. E digo que você acertou em cheio na sua interpretação. Nessa poesia, eu me perdi de mim mesmo. Eu coloquei um personagem que se vê em um escuro existencial, buscando ousadia, algo que o tire de sua prisão particular. No último verso, quis trazer a ideia de felicidade mútua, que é algo simples e gratuito porem raro hoje em dia.