Certa vez eu falei para minha amiga que se alguém desconhecido aparecesse na porta e me chamasse, eu pegaria em sua mão e não pensaria duas vezes, só queria ir embora, pra bem longe, bem longe...
Essa minha amiga achou que eu era louquinha, que poderia ser um psicopata, um bandido. Aquilo sequer passara por minha cabeça e não parecia algo tão importante para se pensar. Se meu aventureiro me matasse na primeira esquina, que diferença faria? Eu ali, cercada de pessoas, e sonhando com uma que sabia nunca chegar. Inventar o que conversaríamos, ou... um dia a gente tem que parar de fugir e enfrentar a realidade.
Fiquei pensando, a Acácia fala tanto com tão pouco, fiquei imaginando se não teria um pouco de voz em seus gestos, expressões, em cada parte do ser dela. Como quando ela escreveu que rouba flores, a imagem é mais bonita que a narração falada. Será que ela visitava o lago descalça, e o barulho de seus pés no mato fosse o tom de sua voz, suave. Será que ela presenteia o lago com flores? Com toques?
Mas... desculpe, saí do tom. Eu só queria dizer que a Maitê me lembrou de fuga, de procurar um nome na lista telefônica assim como eu atrevassava a rua sem olhar pros lados ou me jogar em relações à distância. Será que ela se libertaria quando saísse da prisão? Me pergunto todos os dias.
E como uma poderá cuidar da outra se ambas precisam de cuidados? Eu mudo de ideia a cada capítulo, agora Maitê parece a muda da história...
Eu não sei como eu me viraria com um desconhecido que aparecesse em minha porta, acho que isso dependeria de quantos anos ele aparentaria ter, se seria homem ou mulher, e beleza também é importante, eu acho, roupas talvez. Eu sou de um pé atrás com o mundo (talvez por isso seja tão emocionalmente atrasada), por isso seria difícil que eu aceitasse um convite assim, de supetão. Normalmente recuso convites de conhecidos também e não tenho muito senso de aventura, mas isso depende, também, da época do mês ou de eu estar ou não com o emocional quebrado (dependendo da quebra eu posso ficar completamente suscetível a convites inesperados).
Acho que sua atitude de ir assim, com alguém, seja lá quem for, tem mais a ver com coragem, e se ela se multiplicar, adivinha só, poderá até ir sozinha viver a aventura que quiser, já imaginou que legal?
A Acácia é uma rainha das palavras, ela sabe usá-las, acabou, é o que ela é, alguém que sabe usar as palavras. Nunca conseguiria entrelaçar palavras tão bem quanto ela porque meu jeito de ver e de dizer o mundo é diferente.
Acho que a Acácia é a parte viva da história, porque ela pode viver, mesmo que não viva tantas coisas boas assim, e a Maitê é a parte que gostaria de viver e não pode. Acho que, pensando agora, essa dupla é o que todo mundo é um pouquinho.
São dicotômicas.
Digo, eu, eu adoraria e poderia agora mesmo vestir um tênis e ir até a minha avó tomar o café da tarde, só porque é legal, e podemos fazer o que quisermos na hora que quisermos, porque somos fisicamente capazes e cognitiva-emocionalmente corajosos. Mas ao mesmo tempo temos coisas que nos impedem, mais ou menos, de por exemplo fumar um baseado, nós podemos, porque temos um esconderijo e sabemos enrolar um, e porque um pouco de 'f****** o mundo', mas não podemos porque não sabemos mais onde está o telefone do cara que vende essas coisas, ou, não podemos porque nossos pais se decepcionariam, ou não podemos porque nosso caráter não permitiria.
A cada decisão que vamos tomar tem um pouco de Acácia e um Pouco de Maitê. E tem um pouco de Maitê na Acácia e um pouco de Acácia em Maitê, entende? Não sei mais o que estou falando, Deus, estou tão fora de órbita, me desculpe.
Elas poderia se firmar, uma na outra, mas juntas ou separadas não conseguiriam se firmar na vida. É o Q da história. Essa é a pergunta certa, acho eu.
Muito obrigada por continuar acompanhando e comentando Sorah, você nem deve saber o quanto é especial pra mim.
Eu jurava que já tinha comentado aqui, mas não tinha, sou meio idiota. Enfim, meus problemas com a alzheimer à parte, eu tenho que comentar, óbvio. Nem sei mais o que eu digo porque a cada vez gosto ainda mais da sua forma de escrever. Não sei, me parece tão diferente. É diferente. Porque eu tenho certeza que nunca encontrei alguém que escrevesse, pelo menos, parecido com você. Eu sei lá, acho que você tem uma método super secreto para escrever desse jeito, huehuehue. Mas, enfim, a Maitê me parece alguém muito gente boa, queria saber qual foi a loucura que ela fez para ir parar na cadeia. Não consigo enxergá-la fazendo alguma maldade, ela deve ser uma maluca enrustida. Espero que a Acácia possa postar logo a resposta. Beijos! ;***
A Maitê é exatamente o que você disse, uma maluca enrustida! Não tem descrição melhor, você tem um poder incrível em saber descrever melhor do que eu as coisas que eu mesma escrevo e, ah, não tem método secreto não, gostaria de ter, assim eu não esqueceria de como se faz! aushuahsuas
Eu fico tão contente com seus comentários, você realmente me incentiva a escrever (mesmo coisas que eu nem vá postar), muito obrigada mesmo por estar comigo!
Ah sim, essa fic ficou programada pra ser postada a cada três dias, eu acho, então ela vai postar logo sim! Eba \o/
Mais uma vez eu agradeço super duper! Mil beijos Mozi! ;***
Adorei ter reparado nisso, pensei que ninguém ia dar bola. Mas e aí? Teve uma boa leitura? Espero que sim. E obrigada por ler e comentar! ;)
(P.S.: Não respondi o comentário do capítulo dois pois não fui eu quem escrevi, escrevo os de números ímpares, as cartas da Maitê. A Fusca escreve as cartas da Acácia)
Certa vez eu falei para minha amiga que se alguém desconhecido aparecesse na porta e me chamasse, eu pegaria em sua mão e não pensaria duas vezes, só queria ir embora, pra bem longe, bem longe...
Essa minha amiga achou que eu era louquinha, que poderia ser um psicopata, um bandido. Aquilo sequer passara por minha cabeça e não parecia algo tão importante para se pensar. Se meu aventureiro me matasse na primeira esquina, que diferença faria? Eu ali, cercada de pessoas, e sonhando com uma que sabia nunca chegar. Inventar o que conversaríamos, ou... um dia a gente tem que parar de fugir e enfrentar a realidade.
Fiquei pensando, a Acácia fala tanto com tão pouco, fiquei imaginando se não teria um pouco de voz em seus gestos, expressões, em cada parte do ser dela. Como quando ela escreveu que rouba flores, a imagem é mais bonita que a narração falada. Será que ela visitava o lago descalça, e o barulho de seus pés no mato fosse o tom de sua voz, suave. Será que ela presenteia o lago com flores? Com toques?
Mas... desculpe, saí do tom. Eu só queria dizer que a Maitê me lembrou de fuga, de procurar um nome na lista telefônica assim como eu atrevassava a rua sem olhar pros lados ou me jogar em relações à distância. Será que ela se libertaria quando saísse da prisão? Me pergunto todos os dias.
E como uma poderá cuidar da outra se ambas precisam de cuidados? Eu mudo de ideia a cada capítulo, agora Maitê parece a muda da história...
Eu não sei como eu me viraria com um desconhecido que aparecesse em minha porta, acho que isso dependeria de quantos anos ele aparentaria ter, se seria homem ou mulher, e beleza também é importante, eu acho, roupas talvez. Eu sou de um pé atrás com o mundo (talvez por isso seja tão emocionalmente atrasada), por isso seria difícil que eu aceitasse um convite assim, de supetão. Normalmente recuso convites de conhecidos também e não tenho muito senso de aventura, mas isso depende, também, da época do mês ou de eu estar ou não com o emocional quebrado (dependendo da quebra eu posso ficar completamente suscetível a convites inesperados).
Acho que sua atitude de ir assim, com alguém, seja lá quem for, tem mais a ver com coragem, e se ela se multiplicar, adivinha só, poderá até ir sozinha viver a aventura que quiser, já imaginou que legal?
A Acácia é uma rainha das palavras, ela sabe usá-las, acabou, é o que ela é, alguém que sabe usar as palavras. Nunca conseguiria entrelaçar palavras tão bem quanto ela porque meu jeito de ver e de dizer o mundo é diferente.
Acho que a Acácia é a parte viva da história, porque ela pode viver, mesmo que não viva tantas coisas boas assim, e a Maitê é a parte que gostaria de viver e não pode. Acho que, pensando agora, essa dupla é o que todo mundo é um pouquinho.
São dicotômicas.
Digo, eu, eu adoraria e poderia agora mesmo vestir um tênis e ir até a minha avó tomar o café da tarde, só porque é legal, e podemos fazer o que quisermos na hora que quisermos, porque somos fisicamente capazes e cognitiva-emocionalmente corajosos. Mas ao mesmo tempo temos coisas que nos impedem, mais ou menos, de por exemplo fumar um baseado, nós podemos, porque temos um esconderijo e sabemos enrolar um, e porque um pouco de 'f****** o mundo', mas não podemos porque não sabemos mais onde está o telefone do cara que vende essas coisas, ou, não podemos porque nossos pais se decepcionariam, ou não podemos porque nosso caráter não permitiria.
A cada decisão que vamos tomar tem um pouco de Acácia e um Pouco de Maitê. E tem um pouco de Maitê na Acácia e um pouco de Acácia em Maitê, entende? Não sei mais o que estou falando, Deus, estou tão fora de órbita, me desculpe.
Elas poderia se firmar, uma na outra, mas juntas ou separadas não conseguiriam se firmar na vida. É o Q da história. Essa é a pergunta certa, acho eu.
Muito obrigada por continuar acompanhando e comentando Sorah, você nem deve saber o quanto é especial pra mim.
Mil beijos ;*
Eu jurava que já tinha comentado aqui, mas não tinha, sou meio idiota. Enfim, meus problemas com a alzheimer à parte, eu tenho que comentar, óbvio. Nem sei mais o que eu digo porque a cada vez gosto ainda mais da sua forma de escrever. Não sei, me parece tão diferente. É diferente. Porque eu tenho certeza que nunca encontrei alguém que escrevesse, pelo menos, parecido com você. Eu sei lá, acho que você tem uma método super secreto para escrever desse jeito, huehuehue. Mas, enfim, a Maitê me parece alguém muito gente boa, queria saber qual foi a loucura que ela fez para ir parar na cadeia. Não consigo enxergá-la fazendo alguma maldade, ela deve ser uma maluca enrustida. Espero que a Acácia possa postar logo a resposta. Beijos! ;***
A Maitê é exatamente o que você disse, uma maluca enrustida! Não tem descrição melhor, você tem um poder incrível em saber descrever melhor do que eu as coisas que eu mesma escrevo e, ah, não tem método secreto não, gostaria de ter, assim eu não esqueceria de como se faz! aushuahsuas
Eu fico tão contente com seus comentários, você realmente me incentiva a escrever (mesmo coisas que eu nem vá postar), muito obrigada mesmo por estar comigo!
Ah sim, essa fic ficou programada pra ser postada a cada três dias, eu acho, então ela vai postar logo sim! Eba \o/
Mais uma vez eu agradeço super duper! Mil beijos Mozi! ;***
(P.S.: Me apaixonei pelo seu avatar ♥)
Adorei o seu "Boa leitura" e "obrigada por ler" :3
Adorei ter reparado nisso, pensei que ninguém ia dar bola. Mas e aí? Teve uma boa leitura? Espero que sim. E obrigada por ler e comentar! ;)
(P.S.: Não respondi o comentário do capítulo dois pois não fui eu quem escrevi, escrevo os de números ímpares, as cartas da Maitê. A Fusca escreve as cartas da Acácia)
Mil beijos ;***