Comentários em “Terceirão”: “Terceiro Ano”

Felipe Martins
Destacado pelo autor

Olá, March Hare! Tudo bem contigo?

Antes de tudo, parabéns pelo poema! Eu sinceramente gostei bastante do modo como você tratou a incapacidade do eu lírico de deixar a escola com a sua incapacidade de tomar decisões próprias e de ter forças para seguir seu caminho sozinho. Acho que isso enriqueceu bastante o texto, pois trouxe à tona algo que muita gente do terceirão passa: essa confusão de ter um ano para decidir toda a sua vida.

As frases entre as estrofes trouxeram um pouco do Ensino Médio sem a fantasia da poesia. Para mim, foi meio que uma quebra de realidade aos devaneios contidos nas estrofes que se seguiam, o que foi muito legal.

A rítmica da poesia está boa em certos pontos, mas meio estranha em outros. Se eu tivesse que apontar um erro, seria este: a disparidade de rítmica entre as estrofes.

Acho que é isso! Num geral, eu gostei bastante da poesia!

Até a próxima!

Felipe



O que mais gostei:

As frases tpicas o terceiro ano entre as estrofes. ♥


O que acho que pode melhorar:

Um pouco o ritmo do poema.

March Hare
March Hare Autor

Olá Felipe! Muito obrigado pelo comentário, está tudo certo comigo sim, e com você? Espero que esteja tudo bem.

Fico muito feliz que tenha gostado. É um ano complicado mesmo, acho que até quem tem certeza absoluta do que quer fazer acaba inseguro. Muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, né?

Lei da vida #57: sempre há uma prova para acordar alguém de qualquer fantasia, nada tem um poder tão grande assim hahahahaha Brincadeiras à parte, é ótimo que tenha gostado das frases entre as estrofes. Estava com medo delas terem ficado estranhas/aleatórias demais.

Sobre a rítmica, vou tentar tomar mais cuidado com ela na próxima vez, muito obrigada por apontar. Não tenho muito costume de escrever poesias, geralmente fico só na prosa mesmo, então sempre acabo pecando nesse ponto. Vou pesquisar e aprender um pouco mais para uma próxima vez.

Novamente, muitíssimo obrigada pelo comentário, ele me deixou muito contente.

Até!

Sarah LS Karafiol

Meus olhos estão cheios de lágrimas por causa desse poema!

Foi tão bonito, triste, realista e, o principal, crítico.

"Me disseram que a vida era folhas como aquelas e que eu deveria escrever

Mas, ao contrário das que eu uso, ela não tem linhas para me guiar

Como posso seguir e acreditar se só me ensinaram a aprender?

Será que devo as letras tortas e sem jeito maquiar?"

Esse verso foi o mais encantador e também assustador, pois nos mostra a triste realidade. O fato é que a escola, a faculdade e cursos, só nos ensinam a aprender, mas e a criar? Quem nos ensina a ter coragem para buscar coisas novas? Quem nos ensina a pensar em vez de só escutar? Quem nos ensina a sermos cidadãos? Porque, atualmente, as escolas apenas formam robôs ambulantes, que um dia talvez sejam meros engenheiros, pedreiros, médicos, farmacêuticos, advogados ou professores, mas que nunca serão verdadeiros seres pensantes...

E no mundo de hoje parece que só estamos sobrevivendo, e não vivendo... E como você mesma disse, não temos linhas, somente páginas em branco, e o que fazer com elas? Dá vontade de rasgar e mandar tudo e todos ao inferno.

Eu adorei seu poema. Faz com que paremos por um minuto e comecemos a pensar...

Parabéns, está esplêndido.

March Hare
March Hare Autor

Realmente, esse tem sido meu problema. Nos últimos, sei lá, quinze anos da minha vida eu vou a escola quase todos os dias uteis, sento, assisto aulas intermináveis e aprendo a aprender tudo aquilo que os professores falam, sem importar se vai ser útil ou não para mim no futuro. Agora todos os dias esses mesmos professores ficam fazendo mil e um discursos sobre como as coisas são diferentes na faculdade, sobre como a nossa turma, que eles sempre falam que tem que ser unida e se ajudar, vai se separar e pode nunca mais se ver. É complicado, ninguém me ensinou a escolher um emprego, uma faculdade, a saber o que é ou não importante, como viver... Agora querem que eu saiba magicamente como fazer isso tudo.

É complicado, ficar mergulhando desse jeito no desconhecido. Todas as contradições e duvidas.... é como você falou, da vontade de rasgar essas malditas folhas em branco e mandar tudo e todos para o inferno. Só espero que esse ano acabe bem.

Bem anjo, muito obrigado pelo comentário, fico feliz que tenho gostado do poema.

Beijos

My Dark Side

Entendi o seu sentimento.

Também estou no terceirão, e é exatamente esse o sentimento. Querer se agarrar ao que conhece, de onde veio, não querer mudar.

^-^ É difícil, mas todos passam por isso.

Mas a vida é uma floresta sem trilha, não é? Pode encontrar uma linda campina logo adiante.

March Hare
March Hare Autor

Desculpe a demora para responder e muito obrigada pelo comentário!

Sim, é bem complicado, mas faz parte da vida. O futuro sempre parece muito assustador, só que nas maiorias das vezes são nossos medos e fantasmas falando mais alto. Eu estava realmente desesperada com isso algum tempo atrás, achando que tudo ia dar errado. Agora... Acho que eu encontrei a minha campina. Espero que ache a sua também ^-^

Boa sorte nesse ano complicado e novamente, muitíssimo obrigada por comentar.