Comentários em “A Origem da Energia - O Reino de Alucard”: “Cidade dos caçadores”

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Igor L S C Oliveira

Depois de passarmos por alguns capítulos em que o progresso foi bem mais rápido e frenético (sem falar que repletos de lutas), devo admitir que essa parte inicial mais maneirada e tranquila foi bem vinda na história. A cidade é interessante, embora eu não entenda bem o porquê dos visitantes terem um tempo limite dentro dela. Isso é para impedir que espiões possam coletar informações sobre as suas defesas ou coisa do tipo? Afinal, imagino que é bom para uma cidade que os visitantes passem o máximo de tempo nela - afinal de contas, quanto mais tempo ali, mais dinheiro sai dos bolsos deles para os cofres locais.

Você tinha me falado antes sobre os dez personagens, e nesse capítulo os quatro que restam são apresentados. Meu amigo, eu posso te dizer com toda a certeza que não te invejo, hahaha. Desenvolver bem um único protagonista já é por si só uma tarefa difícil o suficiente, então não quero nem imaginar o trabalho que você vai ter pela frente meu chapa.

Devo admitir, por mais que eu goste de lutas, a parte de luta desse capítulo foi a que eu menos gostei. E não falo isso no sentido de dizer que ela foi ruim ou coisa do tipo, pelo contrário! As demais seção dele foram bem feitas, desde o pessoal na cidade até o grupo usando suas habilidades para rastrear os perdidos. Não sei se isso se deve ao fato dos últimos três capítulos terem sido bem focados em lutas ou se a qualidade dessas seções foi realmente num nível acima, mas você fez um bom trabalho nelas meu chapa! Agora temos que ver como o pessoal vai derrotar inimigos imortais, hehehe.

Até a próxima! o/

OrigamiBR
OrigamiBR Autor

— Ainda bem que gostou da quebra de passo. Até porque nesse reboot, eu passei a aproveitar melhor esses momentos de calmaria. Antes era luta quando não tinha ideia (por sinal, é algo que quero melhorar no meu terceiro livro, que tá bem paradão).

— É mais pela organização da cidade. Como não é algo tão relevante para a história, posso falar aqui: tirando o Círculo da Batalha e a capital, Ryokun funciona de forma semi-independente. Alucard pode ser um tirano, mas ele é só uma pessoa, e vive treinando e aproveitando soldados para outras tarefas (olha a malícia, hehe), o que não deixa muito tempo nem recursos para controlar mesmo outras cidades, principalmente no sul do continente. Uranos é um caso especial delas: foi estabelecida por ele, para conquistar uma ilha especialmente selvagem, mas funciona de forma autônoma. A economia da cidade vem principalmente da coleta de materiais de monstros e árvores. Por ser um trabalho difícil (e muitas vezes letal) é melhor que se tenha rotatividade, oferecendo infra-estruturas para aventureiros e não muito para população residente. É como uma cidade turística: absurdamente cara pra quem mora lá, mas extremamente interessante para quem visita. E esse imposto oferecido é mais para os aventureiros em momento de temporada, onde os monstros estão fornicando bastante e a população tá descontrolada.

— Hehe, pior que esses quatro foram uma decisão de última hora. Eles tavam escalados para aparecer no segundo livro, mas aí eu vi que não teria tanto tempo para apresentá-los melhor. Resolvi dar uma introdução logo e ver se aproveitava melhor para desenvolvê-los no decorrer desse ou no segundo (o que infelizmente não aconteceu devido ao progresso conturbado, tanto meu quanto da história)

— Com relação às lutas, foi deslize meu mesmo. Acabei deixando o combate bem mais básico, como tinha falado mais acima, porque esse capítulo foi concebido numa época de muita prova, aí passei alguns dias pra escrevê-lo. E pior que não tinha conseguido trabalhar melhor nele, e eu queria avançar na história (esse foi um dos problemas que tive no desenvolvimento dessa. Eu fui muito ansioso, aí só melhorou mesmo mais pra frente.)

— Essas Reflexões Vazias foram um porre pra saber como fariam pra descobrir as fraquezas delas, hehe. Foi um inimigo novo e bem complicado de elaborar. Por sinal, nesse livro, a influência da mitologia ficou bem fraquinha, agora que parei pra pensar. Coloquei mais os inimigos clássicos pra dar um ar de familiaridade.

E é só isso que tenho para falar, hehe. É bom saber dessas coisas que posso melhorar, que vou já colocando em prática. Futuramente, depois de terminado o terceiro, darei meus retoques nessa história (e provavelmente reescreverei alguns capítulos do segundo).