O que acho fantástico é a sua capacidade de ambientação; está, em especial. Lembro-me vagamente que você disse, uma vez, que era formado em história, certo? Creio que todo o seu conhecimento adquirido contribua muito com isso. Quando comecei a ler imediatamente me perdi no tempo. Esqueci o século XXI, esqueci tudo; e fui transportado a década de 10. Pessoalmente eu gosto desse período na história do Brasil. Acho que foi uma época mais ''galante'', por assim dizer. E só o fato de mencionar esse período já me traz vários nomes e acontecimentos aleatórios que datam a República Velha. Vamu' lá!
Primeiro, o próprio personagem. Amo romances policiais, e logo de cara quando você me apresentou o Prestes já imaginei-o com as respectivas características clichês que, para mim, nunca serão clichês o suficientes: um homem alto; sobretudo marrom com a gola levantada até o pescoço e um chapéu clássico sombreando a face. E, claro, o tabaco. Finalmente temos o nosso próprio inspetor digno de honra, adeus Sherlock Holmes! Sua ideia de justiça é como a de todo homem deveria ser. E também seu repúdio a certas e malditas oligarquias. O modo como tudo foi conduzido não poderia ter sido melhor, não, não mesmo. Foi tudo muito rápido, sem enrolações, contendo várias reviravoltas No final, não ficou nenhuma deixa. Todas as engrenagens foram colocadas no lugar pelo Prestes. O mais óbvio às vezes nunca é o certo, e o nunca é certo nem sempre é o mais óbvio (acho que a frase de efeito n ficou legal, mas cê entendeu). Também, assim como o nosso digníssimo inspetor não engoli essa do tal do Cruz.Se ele quisesse mesmo fazer isso tenho certeza que o rival de Figueira teria arquitetado um plano melhor, de modo que nenhuma das evidências pudessem conduzir a ele (de qualquer maneira parece que Cruz saiu ganhando com isso). Todo personagem que aparece, desde o mais importante ao secundário é suspeito, e teimo em desconfiar de todos até a última linha do capítulo. Aquele Moreira pareceu-me bem suspeito assim que Ernesto pôs os olhos dele, e no final, quem diria, o miserável do delegado! O pó, as flores, tudo planejado. Ou não tão miserável, visto que ele teve uma proposta ideológica para cometer tal ato e manipular o casalzinho ali. No entanto não aprecio o assassinato, em qualquer caso. Quanto menos sangue a ser derramado melhor. A justiça tem que ser para todos, de forma plena e consciente. Existem outros meios para derrubar os poderosos. A verdadeira revolução hoje é interna e se educar, acima de tudo, é o mais importante.
Cara, demais. Sinceros parabéns por esse projeto. Escuta, dois capítulos postados até agora. Vai ter mais? Não tenho dúvidas de que acompanharei a saga de Ernesto Prestes em meio a gente corrupta e conflitos políticos e crimes com entusiasmo. É um personagem que transmite carisma por si só.
Sim, sou formado em História, e recentemente tenho tentado incluir contextos históricos diversos a praticamente tudo que eu escrevo, visto meu fascínio por outras épocas. Gosto de todas as épocas da História do Brasil no geral, mas também tenho um carinho especial pela República Velha e sua aura de "bélle epoque". E vários nomes e eventos me vêm à mente assim como à sua quando trato do período.
Que bom que gostou da caracterização do Prestes. Esse conto é originalmente do meu segundo colegial, em 2005, e dei uma recauchutada nele para a postagem. Nessa época eu era bem mais radical ideologicamente (ainda sou de esquerda, porém mais moderado), então o nome do inspetor é a junção de dois revolucionários Ernesto "Che" Guevara e Luis Carlos Prestes, o que se encaixa com a postura tão anti-oligárquica e anti-elitista dele. Mesmo hoje tendo outros posicionamentos políticos, mantive a alcunha do personagem por se enquadrar nas posturas e comportamentos dele.
Fico feliz por ter achado o enredo bom e bem-amarrado, confesso que o gênero policial para mim é o mais difícil de escrever dentre todos, por eu ter dificuldade em surpreender o leitor - a maioria das minhas tramas são muito óbvias. No final, o delegado foi vítima das políticas republicanas, mas como você viu e concorda com o Ernesto, a causa é válida, mas não o método, hehe.
Gostei bastante de suas colocações sobre revolução, também.
Terá mais sim. Esses dois são antigos - o segundo caso é de 2006 e melhorado em 2009. Pretendo escrever mais contos do Prestes em breve, espero que goste e continue acompanhando.
O que acho fantástico é a sua capacidade de ambientação; está, em especial. Lembro-me vagamente que você disse, uma vez, que era formado em história, certo? Creio que todo o seu conhecimento adquirido contribua muito com isso. Quando comecei a ler imediatamente me perdi no tempo. Esqueci o século XXI, esqueci tudo; e fui transportado a década de 10. Pessoalmente eu gosto desse período na história do Brasil. Acho que foi uma época mais ''galante'', por assim dizer. E só o fato de mencionar esse período já me traz vários nomes e acontecimentos aleatórios que datam a República Velha. Vamu' lá!
Primeiro, o próprio personagem. Amo romances policiais, e logo de cara quando você me apresentou o Prestes já imaginei-o com as respectivas características clichês que, para mim, nunca serão clichês o suficientes: um homem alto; sobretudo marrom com a gola levantada até o pescoço e um chapéu clássico sombreando a face. E, claro, o tabaco. Finalmente temos o nosso próprio inspetor digno de honra, adeus Sherlock Holmes! Sua ideia de justiça é como a de todo homem deveria ser. E também seu repúdio a certas e malditas oligarquias. O modo como tudo foi conduzido não poderia ter sido melhor, não, não mesmo. Foi tudo muito rápido, sem enrolações, contendo várias reviravoltas No final, não ficou nenhuma deixa. Todas as engrenagens foram colocadas no lugar pelo Prestes. O mais óbvio às vezes nunca é o certo, e o nunca é certo nem sempre é o mais óbvio (acho que a frase de efeito n ficou legal, mas cê entendeu). Também, assim como o nosso digníssimo inspetor não engoli essa do tal do Cruz.Se ele quisesse mesmo fazer isso tenho certeza que o rival de Figueira teria arquitetado um plano melhor, de modo que nenhuma das evidências pudessem conduzir a ele (de qualquer maneira parece que Cruz saiu ganhando com isso). Todo personagem que aparece, desde o mais importante ao secundário é suspeito, e teimo em desconfiar de todos até a última linha do capítulo. Aquele Moreira pareceu-me bem suspeito assim que Ernesto pôs os olhos dele, e no final, quem diria, o miserável do delegado! O pó, as flores, tudo planejado. Ou não tão miserável, visto que ele teve uma proposta ideológica para cometer tal ato e manipular o casalzinho ali. No entanto não aprecio o assassinato, em qualquer caso. Quanto menos sangue a ser derramado melhor. A justiça tem que ser para todos, de forma plena e consciente. Existem outros meios para derrubar os poderosos. A verdadeira revolução hoje é interna e se educar, acima de tudo, é o mais importante.
Cara, demais. Sinceros parabéns por esse projeto. Escuta, dois capítulos postados até agora. Vai ter mais? Não tenho dúvidas de que acompanharei a saga de Ernesto Prestes em meio a gente corrupta e conflitos políticos e crimes com entusiasmo. É um personagem que transmite carisma por si só.
Até!
Muito obrigado pelo comentário :)
Sim, sou formado em História, e recentemente tenho tentado incluir contextos históricos diversos a praticamente tudo que eu escrevo, visto meu fascínio por outras épocas. Gosto de todas as épocas da História do Brasil no geral, mas também tenho um carinho especial pela República Velha e sua aura de "bélle epoque". E vários nomes e eventos me vêm à mente assim como à sua quando trato do período.
Que bom que gostou da caracterização do Prestes. Esse conto é originalmente do meu segundo colegial, em 2005, e dei uma recauchutada nele para a postagem. Nessa época eu era bem mais radical ideologicamente (ainda sou de esquerda, porém mais moderado), então o nome do inspetor é a junção de dois revolucionários Ernesto "Che" Guevara e Luis Carlos Prestes, o que se encaixa com a postura tão anti-oligárquica e anti-elitista dele. Mesmo hoje tendo outros posicionamentos políticos, mantive a alcunha do personagem por se enquadrar nas posturas e comportamentos dele.
Fico feliz por ter achado o enredo bom e bem-amarrado, confesso que o gênero policial para mim é o mais difícil de escrever dentre todos, por eu ter dificuldade em surpreender o leitor - a maioria das minhas tramas são muito óbvias. No final, o delegado foi vítima das políticas republicanas, mas como você viu e concorda com o Ernesto, a causa é válida, mas não o método, hehe.
Gostei bastante de suas colocações sobre revolução, também.
Terá mais sim. Esses dois são antigos - o segundo caso é de 2006 e melhorado em 2009. Pretendo escrever mais contos do Prestes em breve, espero que goste e continue acompanhando.
Forte abraço :)