Comentários em “Seasons”: “Prólogo”

Koushirou

Olá. Uma belíssima noite.
Surpreendente seria se eu, o leitor apaixonado, não retornasse a essa maravilha de fanfic.

Admito que voltar aqui quase me entristece, tamanha a nostalgia que sinto ao reler essa história. Lembro-me bem, como se fosse ontem, da noite em claro que passei devorando cada capítulo como um homem bebe água após passar anos no deserto.

Cá estou porque, invariavelmente, estou terminando uma fanfic que começamos a escrever mais ou menos ao mesmo tempo. Achei que seria digno matar minha saudade e, por que não?, alimentar meu saudosismo dessa sua história perfeita. Ainda precisamos conversar algumas coisas, inclusive, sobre o hiatus de Sweet Nothing ;P Jamais superei isso e jamais saiu de minha cabeça a cena de Afrodite e Camus mudando seus cabelos.

Também, refleti comigo mesmo, eu tenho muito a te agradecer e muito a me desculpar. Quando li suas obras, meus olhos se abriram ao casal que hoje é meu OTP e motivo de escrever: Camus e Afrodite. Muitíssimo obrigado! E como forma de demonstrar minha gratidão por me mostrar e ensinar a amar esse casal, me redimirei por nunca ter comentado aqui (e peço desculpas novamente) comentando tudo o que sempre quis dizer. Ainda me recordo de algumas impressões que tive ao ler essa sua fanfic pela primeira vez e, também, já tenho minhas novas opiniões.
Sem mais delongas, preciso dizer que esse prólogo é genial. Gosto da forma como aborda o prólogo como um guia sobre o cotidiano no Santuário e de Afrodite. Sempre fui fã da forma como relata nosso amado Peixes, e agora, mais adulto, admito que me encontro um pouco nele. Quem nunca se sentiu desgostoso e depressivo perante os golpes da vida? Hoje mesmo eu optaria por rum no lugar do café.

No fim, a traição de Afrodite foi tão traição quanto a de qualquer outro, não deveria ser julgado a mais por tal coisa. Máscara da Morte, de fato, também os traiu várias vezes. O próprio Camus se mostra infiel em Soul of Gold (coisa que não existia na época em que essa fanfic foi publicada) e, enfim, todos erramos. O Santuário ganhou, pra mim, um ar hostil graças a sua narrativa. Me fizeste pensar sobre o clima que ficaria ali caso todos renascessem. Acredito que deva ser enlouquecedor ser obrigado a fazer a política da boa vizinhança com aqueles que guarda mágoas, principalmente pessoas como Aioria e Shura. Se não fosse pela sua obra, talvez eu nunca tivesse perdido o ar sonhador e até infantilizado de um pacifismo possível.

De qualquer forma, não acho que vá ler esses comentários tão breve, pois não vi mais atualização alguma sua por aqui. Mas não tem problema. Eu me deleito igualmente com esses capítulos maravilhosos - e já preparo meus lenços, pois lembro de sentir-me destruído ao terminar de ler pela primeira vez.

Um grande abraço! Não tardaremos a nos ver novamente por aqui.