Comentários em “Contos Do Luar”: “Lily & Cara”

E
Eleanor Rigby

Vou cortar o tempo para deixar esse review:

Cheguei a pensar que era tão melhor para Cara não ter alma: matou, a pobre, e a culpa não é pior do que tudo quando há o remorso? Pois é, acho que era melhor ela continuar sendo desalmada.

A Lily parecia-me tão mais serena na sua agonia, começo a admirá-la por isso: doar a alma. Tem gente que nem sangue doa. Talvez, um talvez pequeno, não tenha sido tão difícil quanto parece: afinal, ela amava a Cara.

Agora surgiu-me que talvez, talvez e talvez a Lily tivesse o impulso de doar para a Cara não por amor, mas por compaixão: eram irmãs e isso parecia o certo a se fazer.

Mas não conheci a Lily de antes: a com alma, então não irei julgá-la desse modo.

Como acho que deixei claro: os personagens foram bem reais para mim: os senti.

Na realidade, gostei muito do suicídio. Sei lá, acho que a Lily acabou por aprender a sentir, ou era só a memória mesmo.

Ah, não acho que o tema da morte tenha sido abordada tanto assim nos outros contos; por isso mesmo gostei do seu 'exagero' e desse clima mais sombrio que combina tão bem com o luar e a noite.

Parabéns, flor! Continuo adorando seus contos e a sua escrita sólida.

Beijos, e até a próxima.

PS: Almas à venda é bom? (nunca consegui terminar de ver rs)

ReBeec
ReBeec Autor

Ooooi ♥ (não estranhe, eu to de muito bom humor hoje :D)

É... eu concordo com a sua opinião sobre a Cara. Imagina, alguém faz coisas que para muitos seriam abomináveis, mas sem ter culpa nenhuma, e depois tem que carregar todo o peso do remorso nas costas de uma vez só. Talvez fosse tarde demais para ela. Uma pena.

Hum, você também está certa sobre a Lily. Na realidade, eu acho que chega a ser os dois: amor e compaixão, e talvez um pouco de "boa-ação" com o mundo, para que, digamos, tenha uma psicopata a menos por aí. E considerando que ela saiu de casa por consequência da irmã, podemos pensar que ela não se importasse tanto em doar a alma para a Cara, assim ajudaria a irmã e ao próprio medo. Dois coelhos numa cajadada.

Mas a serenidade da Lily também é uma consequência da falta de uma alma, não é? Ela não tem como expressar raiva, tristeza, perplexidade ou algo do gênero... E, também como você falou, a única coisa que poderia lhe dar esperança de sentir algo seria a morte. Ou pelo menos a morte acabaria com essa agonia.

Oh, que bom :) (sobre a questão das mortes nos contos). O problema é que eu tenho mais enredos com morte para contar D: Mas mesmo assim vou tentar evitar. Não é muito meu objetivo trabalhar com o tema "morte", sabe? Eu gosto mais de.. mudanças pequenas e grandiosidades em pequenas coisas, ou algo do tipo.

E obrigada obrigada obrigada *-*

Ah, Almas à Venda é bom sim. Eu gostei muuuito da ideia, sabe? E, apesar de eu achar que um autor(livro/roteirista/etc.) nunca consegue explorar a sua história até que esgote o potencial dela, eu acho que nesse filme eles souberam bem o que fazer. Enfim, é um bom filme, e muito inspirador. Se puder terminá-lo, termine :)

É isso. Beijos, flor. Até mais!

A
Acácia

Estou me sentindo tão maligna ao escrever esse review (muahahaha), porque eu sei quem você é mas você não sabe quem eu sou. Estou rindo, mas por rir. Maligna não é bem a palavra, mistério talvez.

Vim só perguntar: Como foi na Argentina e porque parou de postar os seus contos bonitos.

Beijo.