Águas calmas que nascem nas rochas

Desaguam em riachos

Abastecem lagoas

Matam a sede do povoado

Na calmaria de um amor

Ela retribui o seu favor

Na calmaria de uma musica ela some

Na lentidão de uma lembrança ela se vai

Ela sempre deságua em algum lugar

Sempre conhece novas terras e novos habitats

Sempre com uma nova velocidade

Abrange países e cidades

Lavam o sertão e Irrigue-se as lavouras

Matam a sede e curam a terra maltratada

Águas que nunca somem mais que se foram

Obstáculos ganhos e caminhos percorridos

Águas que nunca desistem

Águas que sobrevivem em tempos obscuros

E em momentos de devastação

Guerreiras da vida, e amantes do universo.

Nada temem tudo superam

Nada as assusta, enfrentam oque for preciso.

Desaguam em um mar profundo

Aonde se guarda todas as lembranças de um ser.

Se torna o riacho da vida

Aonde tudo morre mais nada some.

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