à Busca de Um Sonho
1 O Despertar
Notas iniciais
Não foi como acordar de um sonho, não como acordar de uma viagem, mas eu senti que estava acordando da realidade. Sim, durante toda minha vida, achei que a realidade era algo com que é preciso se conformar e aprender a amar, por mais que seja difícil. E não me enganei, apenas esqueci de um detalhe. Ela não pode ser uma barreira para sonho algum, não pode nos impedir de viajar e conhecer o mundo. Uma pessoa que aceita a realidade, mas sonha e batalha pelos sonhos, é no mínimo um sábio.
Eu não sabia disso. Aliás, não tinha a mínima idéia. Para mim, a vida sempre foi um livro que não tinha fim, e cada página escondia o futuro, próximo e distante. Eu quis esconder duas realidades de uma vez, e elas ficaram trancadas até que uma pessoa só, talvez a mais sábia que eu ja vi, conseguiu arranca-las para fora.
Bom, até agora eu sou apenas uma desconhecida, uma simples narradora que vai entretendo seus leitores, e aborrecendo-os ao mesmo tempo. Ah, podem me perguntar vocês, e quais são essas duas realidades, ja que entramos neste assunto chato?
E minha resposta será: a primeira, que é impossível viver sem sonhos, sem imaginar o que virá na próxima página de seu livro, de sua vida. A segunda é que, por mais que eu deseje com todas as minhas forças, livro algum dura para sempre. Todos tem um fim, uma última página, uma última linha, um último suspiro.
Passei treze anos da minha vida, que ja digo que não foi difícil e nem fácil, sem achar uma resposta para o que eu sentia falta. E agora, esta luz acendeu em minha cabeça. Eu sei que o que faltou em minha vida foram os sonhos.
Agora, despertei, e sei de quem preciso correr atraz. Do fantástico mundo dos sonhos.
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