Último Primeiro Beijo

9 Capítulo 9 - Lidando com a dor


Notas iniciais
Pessoal, quase dois anos sem postar, né? >< Não me odeiem, eu suplico! Olha, nesses (quase) dois anos eu não escrevi muito, então me perdoem se não estiver bom. Ficou com menos que mil palavras porque eu não soube escrever mais do que isso, mas acho que o resultado ficou legal. Aproveitem! :D

Jack não sabia por onde começar, sabia nem mesmo se teria como falar o que sentia.

“Acho melhor vol-” – Ele dizia enquanto levantava, mas seu amigo segurou sua mão.

“Não sentirão nossa falta lá.”

“John, estamos no meio de uma guerra! Não podemos sentar e fazer nada!” Seus olhos castanhos brilhavam, lacrimejando, fixos nos olhos de John. “Não importa o que estejamos sentindo. Se não formos lá, outras vidas podem ser perdidas, porque não pudemos protegê-las. Eu já passei tempo demais não me importando com essa guerra. Não sei você, mas eu estou indo.”

Os coturnos de Jack batiam no chão com força e precisão. Ele tinha certeza do que estava fazendo. John admirou seu amigo, admirou sua resistência. Aí está o Jack!, o sardento pensava. Levantou-se e pôs-se ao lado de seu companheiro de batalha. Não o abandonara nunca, e agora com certeza não seria o momento que isso aconteceria.

Eles pegaram as armas e seguiram para o campo de batalha. Carl os viu pelo canto do olho, e pela primeira vez sentiu medo por eles, por Jack. Nenhum dos três queria que algo acontecesse, algo terrível como a morte aconteceu para James e outros de seus colegas.

Os tiros paravam apenas para trocar as balas, a raiva sentida pela morte de seu amante era mais do que ele podia aguentar no momento, descontando em homens que nunca vira em sua vida, e que não tinham culpa total em matar James, só estavam servindo, assim como ele.

A dor era maior do que ele poderia expressar, nunca amara alguém desse modo, portanto qualquer perda nunca foi tão grande. Apesar de ter passado os últimos instantes de sua vida ao lado dele, não podia acreditar, e as lágrimas até a pouco inacabáveis, pareceram secar completamente. Seus olhos ardiam, os batimentos de seu coração coincidiam com o ritmo das balas saindo da arma em suas mãos, a qual ele se agarrava com uma força desconhecida. Ainda que tivesse essa força, se sentia fraco, sem vida.

Sem vida. Por alguns segundos preferiu realmente que estivesse sem vida, contudo, a promessa que fez à James veio em sua cabeça, o que o fez repensar rapidamente no que deveria fazer agora. Ele prometeu que teria uma vida feliz, que acharia outro alguém. Queria cumprir ao menos parte de sua promessa, e ele se segurou à essa promessa, esse pensamento. Recordou-se do sorriso de James, de sua risada, de sua coragem, e complementando sua promessa ao seu namorado, fez-se um juramento de que sairia da guerra vivo.

•••

Depois de anos servindo, chegou o dia em que Jack finalmente estava voltando para casa, ele havia feito sua parte, servido seu país. Ele, e outros que entraram na mesma época, estavam indo para seus países de origem. Despediu-se de seus superiores e de alguns colegas britânicos. Entrou no avião ao lado de John e esperou as horas de viagem passarem, relembrando dos últimos dias e de como seria daqui para frente. A princípio pensou em morar por uns meses com John e Maggie, até que sua recém-comprada casa estivesse completamente mobiliada.

“Ah, aquela casa...”, pensava ele, “seria perfeita para nós.” Nós. Reprimiu a memória. Não queria ter que pensar nisso agora, deixasse isso para mais tarde, quando chegasse na casa de seu amigo e pudesse se trancar num quarto, sem ser incomodado por ninguém, apenas pela gentil Maggie, que estaria cheia de preocupações por seus rapazes.

Tentou dormir no decorrer do trajeto, mas falhou terrivelmente, talvez porque ainda sentia os sons dos tiros, a vibração em seu corpo, ou fosse a quietude no avião, quem sabe até o aparente alívio de John – sentado ao seu lado – em estar voltando para sua esposa.

Após horas desajeitado em um avião, finalmente chegou em Nova York. Ao descerem do avião todos, por mais cansados, se encontravam animados por reverem seus amigos e parentes. John e Jack procuraram pelo adorável rosto de Margareth em meio à multidão, enquanto viam lágrimas rolarem pelos rostos de seus colegas de batalha, sorrisos estampando os rostos de vários homens, até que Jack sentiu seu amigo esbarrar em seu braço, e quando viu, John estava correndo até a mulher de cabelos dourados parada próxima à um táxi. Apressou-se para seguir o magricela escocês, mas mantendo uma respeitável distância, para que ele pudesse ter um momento com Maggie.

Palavras mal foram ditas pelo casal, ambos apenas conseguiam se abraçar e chorar... não acreditavam que depois de alguns anos estavam se vendo, enfim! Entre delicados beijos e sorrisos, eles diziam e repetiam o quanto sentiram falta um do outro. Passados longos minutos, a doce mulher prestou atenção em Jack e o abraçou fortemente, enunciando que sentira falta deste homem, quem via como irmão. Tudo ia bem, até que ela perguntou sobre James.

A alegria em seus rostos desapareceu, John explicou-lhe o acontecido, enquanto Jack encarava o nada, segurando-se para não chorar. Maggie desculpou-se e lamentou-se pela perda, triste também por não ter tido a chance de conhece-lo.

Minutos depois, decidiram entrar no táxi que os aguardava, prontos para estarem no conforto e aconchego de um lar.

Notas finais
Pretendo fazer mais um capítulo, só espero que não demore dois anos de novo hue :v Beijos, meus amores :3
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.