Último Adeus.

1 Último Adeus.


Notas iniciais
Oneshot de pouquíssimas palavras sobre os sentimentos de Rangiku.

-Gin! -Berrou com todas as forças que conseguia ter no corpo. Não importavam as feridas graves, ou o fim do mundo, ou o vilão, nada mais importava. Gin estava morrendo, e era só isso o que conseguia pensar.

-Gin... -Deitou o corpo sob o dele e ficou a fita-lo. Não sabia o que dizer além de seu nome, muito embora quisesse despejar milhões de coisas, embora o coração estivesse apertado pedindo que dissesse algo antes que a vida dele se esvaísse por completo. O rosto estava molhado, os olhos inchados e confusos, saía deles uma constante cascata. E só. Gin não estava mais vivo. Gin morrera. O seu Gin Ichimaru, seu amigo, seu, seu companheiro, seu, seu amante... O homem que não almejava nada mais do que seu sorriso, e ele... E ele se fora antes que pudessem se juntar realmente. Isso trazia tantas lágrimas que ficava ali, parada olhando-o. Vendo seus cabelos prateados sendo carregados por uma brisa leve, em meio a toda aquela destruição que os cercava. Era aquilo, nunca mais veria seus lindos olhos azuis, e nem seu sorriso... Não ouviria mais nenhuma piada idiota e sem graça, ou dito inteligentemente bem humorado. Não. Nada mais... Não sentiria o cheiro dele, ou pensaria que num dia qualquer ele voltaria. E esses pensamentos circulares a levaram de volta ao passado, quando o conhecera e fora defendida por ele. Aquele garoto baixinho que sorria para ela. Estava desesperada, mas ao mesmo modo, parecia branda, por manter o olhar fito nele e não fazer nada, além disso. Queria fazer um luto eterno, chorar até não ter forças no corpo, quis até morrer junto dele, morrer, acabar... Fim. E suas palavras, suas últimas palavras pairavam sob sua mente, indo e vindo, a despedida dele, o pedido de desculpas... Não teve tempo de desculpar. Não teve tempo de nada. Quando chegou, ele já estava morrendo.

Agora, queria ele vivo, mas se não era mais possível, queria um abraço de conforto. Umas palavras carinhosas quaisquer. Dadas de boa vontade... Um gracejo sem hora, um sorriso despreocupado... Queria ele. "Como vou fazer para parar de chorar por você sem usar um abraço seu de consolo? Como fazemos quando quem nos cura sempre, está nos machucando com as próprias feridas?" Gin estava distante... Poderia vê-lo partir, cada vez para mais longe, e antes que pudesse gritar seu nome com todas as emoções presas no grito, ele já estava inalcançável. Não estava mais ao alcance do toque. Ele morreu. Ouviu o som ecoar de dentro de si. Ele morreu.

Notas finais
Mereço review?
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!