Notas iniciais
E aqui está a minha nova shortfic. Tive esse ideia durante o final de semana e tive que escrevê-la o mais rápido o possível.
Antes de começarem a ler só queria dizer mais uma coisa: apesar de eu achar o francês uma língua linda eu não sei falar muito menos escrever (embora um dia eu vá aprender), por isso, tudo que está escrito em francês nessa fic foi retirando do Google tradutor, por isso desculpem por qualquer erro que possa ter.
Então é isso, espero que gostem da história.

Estava tentando ler o livro que tinha comprado na estação ferroviária em Londres, mas estava praticamente impossível eu em concentrar. Cada vez que a passagem do lado de fora se tornava mais urbana eu ficava mais ansioso, estava cada vez mais perto.

- Senhores passageiros, sejam bem-vindos ao terminal ferroviário de Paris – uma voz começou a sair do auto falante quando o trem começou a parar lentamente – Pedimos que esperem até que o trem tenha parado completamente para se levantarem. E não se esqueçam de terem o seus Tickets a mão.

Peguei o meu ticket dentro da carteira e retirei minha mala de dentro do compartimento para bagagem. Como era quarta-feira, não tinham muitas pessoas vindo para Paris, a maioria eram executivos, provavelmente atrasados para alguma reunião.

Consequentemente, o terminal de desembarque também tinham poucas pessoas esperando por amigos e parentes, uma delas era minha Lena. Na verdade era uma versão um pouco diferente da Elena de quem eu tinha me despedido no aeroporto de Atlanta há seis meses; ela tinha cortado o cabelo em camadas fazendo com que formassem uns pequeno cachos na ponta, também tinha cortado a franja um pouco abaixo dos olhos a pedintando de lado e também pintou duas mechas de rosa, mas mesmo estando diferente eu a reconheceria em qualquer lugar.

- Damon! — ela sorriu assim que me viu e acenou na minha direção.

Andei rapidamente até ela e a abracei com bastante força e dei uma volta de 360º em torno de mim mesmo antes de beijá-la. Não me importava que as outras pessoas no local estivessem nos vendo, eu teria pouco tempo com a minha namorada e queria aproveitar todos os segundos.

- Acho que você não tem ideia do quanto eu senti a sua falta – disse quando nos afastamos.

- Eu tenho ideia sim – comentou – Por que eu também senti muito, mas muito a sua falta.

- Gostei do novo visual! — passei a mão pelo cabelo dela.

- Gostou mesmo? — quis saber – Decidi mudar um pouco, mas fiquei com medo de você não gostar. Quero dizer, desde que nos conhecemos eu uso aquele cabelo liso e você já devia estar acostumado.

- Bom, confesso que estava mesmo acostumado e pensei que acharia estranho te ver com um outro penteado – admiti – Mas você ficou linda!

Nos beijamos mais uma vez. Houveram momento nesses últimos meses que pensei nunca mais fossemos nos abraçar e agora não quero mais soltá-la.

- O que ache de irmos? — Elena sugeriu – Tenho certeza de que você não quer passar todo o seu tempo em Paris aqui na ferroviária.

- Tem razão! — concordei segurando a mão dela – Vamos lá.

Saímos do terminal e eu pude ver a área de embarque dos táxis. Mas não fomos para lá, em vez disso atravessamos a rua.

- Não vamos pegar um táxi? — quis saber.

- Não tem necessidade – garantiu – Meu apartamento não fica muito longe daqui, podemos ir a pé.

Acho que desde que ela veio para a Europa sua visão de distancia deve estar um pouco distorcida, pois levamos dez minutos andando até chegarmos ao prédio dela. Estava totalmente exausto, mas Elena estava bem, como se nem tivesse andando tudo isso.

- Acho que você está precisando voltar para a academia, Damon – brincou, colocando as duas mãos sob o meu peito – Está fora de forma.

- Engraçadinha – fiz uma careta.

Para minha sorte o prédio tinha elevador, ainda bem, pois o apartamento ficava no último andar. Era um lugar bem simples, tinha somente um quarto, um banheiro e uma cozinha que era separada da sala apenas por uma bancada, era pequeno, mas bem aconchegante.

- Então, o que achou? — quis saber – Meus pais queriam alugar para mim uma cobertura com vista para a Torre Eiffel e tudo mais, mas eu disse que não precisava, era só para mim mesmo.

- É perfeito! — a abracei pela cintura e dei um beijo abaixo na sua orelha – Mas agora é para mim e para você, pelo menos por hoje.

- Com certeza – virou-se para ficar de frente para mim – O doutor Grayson e a dona Miranda não vão ficar nada felizes se descobrirem, claro que ele não precisam saber.

Nós dois sabemos que esse curso de francês e o apartamento em Paris que os pais de Lena estão pagando para ela tem a única finalidade de nos afastar. O senhor e a senhora Gilbert não gostaram do nosso namoro desde o começo e nunca fizeram questão de esconder isso, alegam que eu sou velho demais para a filha deles.

Nós dois nos conhecemos quando ela tinha 15 anos e eu 20, era um estudante do segundo ano do curso de biologia na Universidade da Georgia e tinha entrado para um grupo que incentivava a reciclagem por toda a cidade de Atlanta e um belo dia fomos até a escola em que Elena estudava dar uma palestra sobre a separação do lixo. Começamos a conversar na hora do almoço e ficamos amigos logo de cara, passamos um ano nos falando todos os dias e quando não a via pessoalmente sentia uma saudade inexplicável dela, foi quando percebi estava me apaixonando aos poucos, logo depois do nosso primeiro beijo não tive mais dúvidas e a pedi em namoro. Já estamos juntos há quase quatro anos e muito felizes, apesar de tudo.

No momento em que fui apresentado como novo namorado de Elena os ais dela não foram com a minha cara e fizeram de tudo para não nos encontrássemos mais, mas sempre dávamos um jeito mesmo que isso desse problemas para ela depois. No dia do seu aniversário de 18 anos, Lena apareceu na porta do meu apartamento trazendo uma mala e dizendo que agora ela era legalmente responsável por si mesma seus pais não podiam mais impedi-la de fazer nada, foi assim que passamos a morar juntos.

Mas um pouco antes do seu aniversário de 19 anos os pais dela vieram com um presente adiantado: um curso de francês de oito meses em Paris com tudo pago. Ela não queria aceitar pois sabia muito bem a intenção por trás desse presente, mas sabia que esse era o seu sonho e a convenci de aceitar, afinal seria pouco tempo. Claro que os dois esperavam que Elena conhecesse um francês e ficasse totalmente apaixonada ou então eu acabasse entrando outra pessoa, mas estamos nos mantando fiel um ao outro todo esse tempo.

- Como eu já te disse vou faltar a aula de hoje a tarde para ficar aqui com você, mas eu tenho uma prova agora e não tem como eu faltar – explicou – Vai ficar bem aqui sozinho?

- Claro que vou ficar bem, pode ir tranquila – garanti – Só estou triste que não vamos aproveitar mais tempo juntos, afinal só temos 14 horas para ficarmos juntos.

- Prometo que vamos aproveitar bastante a tarde – me deu um selinho – Você pode tomar um banho e também pode descansar um pouco na minha cama, imagino que esteja cansado da viagem, ou então pode assistir televisão aqui no sofá. E a geladeira tem várias coisas para fazer sanduíche se estiver com fome.

- Eu vou ficar bem, Lena, pode ir tranquila para a sua prova – insistir mais uma vez – Tenho certeza de que vou me sentir em casa.

- Ótimo! — suspirou aliviada antes de me entregou um papel em que tinha um esboço de um mapa – Aqui está o caminho que você precisa fazer para chegar a escola de idiomas, fica há três quadras daqui, não tem como errar. Nós encontramos lá na hora do almoço?

- Sim, nós vemos lá! — concordei com a cabeça.

Ela me deu mais um beijo antes de ir embora. Assim que estava sozinho fui tomar uma rápida ducha e abri minha mala para pegar uma outra roupa, foi quando eu avistei a pequena caixa preta de veludo, meu presente para Elena, eu o daria enquanto estivesse aqui e eu espero que ela goste da surpresa.

Não estava com fome então só peguei um pouco da limonada suíça que tinha na geladeira e depois fui para o sofá. Tentei procurar alguma coisa para assistir, mas era tudo em francês e eu não entedia nada. Lena tentou me ensinar uma vez, mas não teve muito sucesso, a família da mãe dela é de Quebec e passam todas as férias lá desde que ela é pequeno, por isso fala francês antes mesmo de aprender o inglês e também foi alfabetizada nos dois idiomas.

Desliguei a televisão e me deitei mais no sofá e fiquei olhando para o teto do apartamento. Não acredito que estou mesmo em Paris juntamente com a minha namorada. Quando a fundação ambiental em que trabalho anunciou um contrato com uma empresa inglesa e disseram que precisavam de alguém para ir a Londres para participar de uma reunião, me candidatei na mesma hora e consegui prolongar a minha estadia na Europa para visitar Lena na França, infelizmente preciso estar nos EUA sexta-feira de manhã, então consegui um voo para as 10 da noite saindo daqui mesmo de Paris, o que me dá algumas horas para aproveitarmos.

Meia hora ates do combinado eu sai do apartamento para se caso eu me perdesse não me atrasasse para encontrar Elena. Por sorte, não foi tão difícil assim de encontrar e quando cheguei os alunos não tinham saído.

Logo que o sinal do fim das aulas da manhã tocou as pessoas começaram a descer e, entre eles a minha namorada. Ela estava acompanhada de um garoto e uma garota, ambos loiros, os três riam de alguma coisa que já estavam conversando antes.

- Oi, amor! — aproximou-se e me beijou – Esses são Kol e Rebekah Mikaelson, são irmãos e estão na mesma turma que eu.

- Finalmente estamos conhecendo o famoso Damon Salvatore – Kol comentou apertando a minha mão, pelo sotaque dele pude ver que era inglês – A Lena só fala de você nesses seis meses que estamos aqui.

- Ele está exagerando – ela revirou os olhos – Claro que eu falei de você, Damon, mas não é só de você que eu falo o tempo todo.

- Isso é verdade, o meu irmão é um exagerado – foi Rebekah quem completou – Bom, Lena, nós temos que ir e não se preocupe que depois eu passo o que tiver na aula de hoje a tarde. Divirtam-se vocês dois e juízo.

- Pode deixar! — ela afirmou com a cabeça, rindo levemente.

Despediu-se dos dois com um beijo no rosto antes de sairmos andando. Por um lado fico feliz de saber que ela não está sozinha há milhares de quilômetros de casa, mas não pude deixar de pensar que ela está o tempo todo com esse cara.

- Você está tão quieto, Damon – comentou depois que estávamos andando há algum tempo – O que houve?

- Não é nada! — dei de ombros.

Ela parou de andar e se virou para ficar de frente para mim passando a mão pelo meu rosto.

- Por acaso tem algum coisa a ver com o Kol? — eu não respondi nada – Não acredito, Damon Salvatore, você está com o ciúmes? — ela sorriu, mas eu não esbocei nenhuma reação.

- Vocês parecem passar bastante tempo juntos – expliquei – E bom, já estamos longe um do outro há seis meses...

- Sim, passamos bastante tempo juntos e, como ele mesmo disse estou sempre falando de você – lembrou, realmente, eu não tinha parado para pensar por esse lado – Kol é um ótimo amigo, assim como Rebekah. Estar com eles faz com que eu sinta menos saudade de casa.

Ele segurou a minha mão e entrelaçou os nossos dedos.

- Além disso, Kol tem uma namorada em Londres por quem é completamente apaixonado, quando acabar o curso os dois vão ficar noivos – completou – E, só mais uma coisa, eu te amo, seu cabeça dura e mal posso esperar para voltar para Atlanta e nunca mais sairmos de perto um do outro. Sabe muito bem que eu só estou aqui por que você insistiu.

- Tem razão – soltei um longo suspiro – Desculpa, Lena, eu sou mesmo um grande idiota.

- Sim, você é, mas é o meu idiota – passou a mão pelo meu cabelo – E o que vamos fazer agora? Estamos em Paris, a cidade mais romântica do mundo, não tem ideia de quantas vezes eu andei por essas ruas imaginando estar com você.

- Bom, você quem conhece tudo por aqui – respondi – O que você sugere que a gente faça?

- Antes de qualquer coisa, podemos ir almoçar? — sugeriu – Estava tão ansiosa com a minha prova de hoje e por que você estava achando que não consegui comer direito de manhã.

- Vamos sim – concordei – Mas nada que tenha lesma, isso parece nojento – fiz uma careta.

Acabamos indo a um bar/lanchonete em que eles serviam hambúrguer. Nos sentamos em uma mesa do lado de fora embaixo de um guarda-sol, não demorou muito para um garçom aparecer.

- Bonjour, veulent déjà faire des demandes? — ele perguntou em francês, por sorte eu estava com Elena.

- Oui, s'il vous plaît – começou a falar sem retirar os olhos do cardápio — Prenons deux hamburgers et deux colas.

- Maintenant soumettre ses demandes – completou depois de anotar o pedido no bloquinho de notas e sair nos deixando sozinhos mais uma vez.

- Eu já disse o quanto é sexy você falando francês? — perguntei colocando a mão sob a sua.

- Oui, mon amour – surrou para mim de maneira provocativa.

Logo que começamos a namorar não demorou muito para passarmos a nossa primeira noite juntos. Nesses momentos ela costumava sussurrar coisas em francês para mim, o que tornava tudo mais excitante.

- Sabe, quando Caroline soube que eu estava vindo aqui te ver ela foi até o nosso apartamento para eu te trazer um recado – decidi mudar de assunto, afinal estamos em um lugar público – Ela pediu para te lembrar do perfume francês que você prometeu.

- Não acredito que ela foi até lá te pedir isso – revirou os olhos – Eu e Caroline nos falamos pelo menos uma vez por semana e ela sempre me lembra desse perfume. Até já comprei, claro que não contei isso a ela.

- Bom, não vou me meter no assunto de vocês – avisei enquanto mexia no meu bolso – Tenho mais uma coisa que trouce para você lá de Atlanta.

Entreguei para ela uma foto que estava toda dobrada dentro da minha carteira. Pude ver as lágrimas descendo pelo rosto de Elena.

- Meg! — passou o dedo indicador em cima da foto da nossa cachorrinha Shih tzu com um único lacinho rosa sob a cabeça – Que saudades que estou dela!

- Ela também está morrendo de saudades de você – garanti – Todas as noites ela pergunta aonde é que está a mamãe.

Dei Meg de presente para Elena no seu aniversário de 17 anos e é sem dúvida a cachorrinha mais mimada de toda Atlanta: está sempre de banho tomado, cheirosa e sempre com lacinhos diferentes, sem contar que estamos sempre comprando algum brinquedo diferente para ela. Não podia ser diferente afinal ela é a nossa única “filha” enquanto não decidimos ter os nosso próprios bebês.

- Não, Lena, esse não é o momento para você começar a chorar – limpei o rosto dela delicadamente.

- Desculpa! — deu um fraco sorriso – É que ver a Meg me deixou ainda mais com saudades de casa, nunca fiquei tanto tempo longe dela, ou melhor vocês dois.

- Você já passou seis meses aqui, Lena, agora só faltam dois meses – lembrei – Quando você menos esperar estará em casa e vai poder matar as saudades de mim, da Meg e todos os nosso amigos.

- Tem razão – concordou com a cabeça — Eu sou mesmo uma boba sentimental.

Não demorou muito para os nossos pedidos. Comemos enquanto falávamos sobre como estavam as nossas vidas, ela contou sobre como eram as suas aulas e eu disse sobre a reunião que tive em Londres no dia anterior. Depois de terminamos e de Lena pagar a conta voltamos a andar pelas ruas de mãos dadas, quando um táxi passou ela fez sinal para que parasse.

- Aonde nós vamos? — quis saber enquanto entrávamos no veículo.

- Quero te levar ao lugar aonde todos que veem a Paris precisam conhecer – explicou – Acredite em mim, você vai gostar.

Chegamos a Torre Eiffel, como não tinha mais ninguém lá não demorou nada para conseguirmos subir. A vista de Paris do alto era simplesmente deslumbrante e eu não podia estar lá com outra pessoa.

- Você tinha razão, eu adorei – a abracei pela cintura enquanto olhávamos a vista – Paris bem em baixo dos nossos pés.

- Sim! — passou a mão pelo meu rosto e me beijou – Eu vim aqui na minha primeira semana na França, mas não é a mesma coisa sozinha.

Continuamos ali na Torre Eiffel por mais uns dez minutos. Aproveitamos que estávamos sozinhos e nos beijamos muito, assim que saímos Lena parou em um quiosque que vendia lembrancinhas.

- Aqui está! — me entregou um pequeno chaveiro de Torre Eiffel – Assim você vai sempre se lembrar desse nosso dia juntos em Paris.

- Eu amei, Lena – sorri sem conseguir parar de olhar para o meu presente – Mas eu não tenho nada para você – era mentira, afinal eu tinha uma coisa para ela, mas não podia falar nada.

- Mas você já me deu um presente, estar aqui comigo hoje é tudo que eu mais quero – garantiu – O que acha de pararmos em uma confeitaria, pedimos creme brûléepara viagem e voltarmos para o meu apartamento?

- É uma ideia perfeita! — beijei o seu rosto.

- Já tinha comido creme brûlée antes, mas esse estava especialmente diferente, provavelmente por que esse tinha sido feito na França. Quando terminamos Elena foi até a cozinha e voltou com uma taça de vinho e duas taças.

- Mas que coisa feia, senhorita Gilbert – comentei – Você ainda é menor de idade, não poderia ter esse vinho em casa.

- Não aqui na França, eu já tenho mais de 18 anos — lembrou – Pensei que seria uma boa forma de comemorarmos o fato de estarmos juntos aqui.

Abri a garrafa e coloquei um pouco em cada uma das taças, fizemos um pequeno brinde antes de começarmos a beber. De repente começou a tocar uma música romântica no filme que tinha sido esquecido passando na televisão.

- Gostaria de dançar comigo? — me levantei e estiquei o braço na direção dela.

- Está mesmo falando sério? — ela começou a rir – Quer mesmo dançar uma música que está tocando na televisão?

- Estamos sozinhos aqui – lembrei, dando de ombros – Não vejo problema nenhum nisso.

Elena acabou concordando. Coloquei a mão em sua cintura e ela deitou a cabeça no meu peito e me abraçou no pescoço enquanto nos mexíamos no ritmo da música, continuamos assim esmo depois que ela já tinha acabado e fiquei passando a mão ao longo das suas costas, aquele parecia o momento perfeito para dar o meu presente.

- Tenho uma coisa para te dar – sussurrei enquanto me afastava – Me espera aqui, eu já volto.

Fui até o quarto e retirei a caixinha da minha mala quando voltei para sala a abri para que Lena pudesse ver. Era uma aliança de ouro, ouro branco e ouro vermelho, de modo que pareciam três anéis entrelaçados, dentro tinha a inscrição D&E 4EVER! Je t'aime!

- É lindo! — foi tudo que conseguiu dizer.

- Elena Gilbert! — segurei a mão dela antes de me ajoelhar na sua frente, sem nenhuma soltar a caixinha de veludo — Veux-tu m'épouser?

- Oui! — respondeu sem conseguir deixar de sorrir.

Coloquei o anel no seu dedo antes de levantar e beijá-la profundamente fazendo com que ela retirasse os pés do chão e entrelaçar as pernas em torno da minha cintura ao mesmo tempo que passava as duas mãos pelo meu cabelo. Não pude deixar de soltar um pequeno gemido.

- Temos que comemorar isso! — disse separando os nossos lábios alguns centímetros.

Não precisei de mais nada e comecei a andar em direção ao quarto. Só a soltei quando cheguei perto da cama e a coloquei delicadamente lá me deitando por cima dela e voltando a beijá-la.

Logo todas as nossas roupas estavam no chão e eu a penetrei delicadamente. Quando já estava totalmente dentro dela comecei a me movimentar delicadamente.

- Mais rápido! — Lena pediu começando a mexer o quadril contra o meu, eu a obedeci na mesma hora.

Tudo que podíamos ouvir no quarto eram os nossos gemidos desesperados e o som dos nossos corpos suados se chocando. Não demorou muito para chegamos ao ápice e eu desabei por cima dela enquanto ainda respirava com dificuldade.

- Isso foi incrível! — disse, quando eu levantei o rosto para olhá-la ela tirou uma mexa de cabelo que estava grudado na minha testa – Não tem ideia do quanto eu estava com saudade disso.

- Eu tenho ideia sim – balancei a cabeça afirmativamente – Por que eu também estava com saudades disso.

Nos beijamos mais uma vez antes de eu sair de dentro dela deitando ao seu lado e a puxando para encostar a cabeça no meu peito nu.

- Eu amei esse anel – ficou olhando para a sua aliança que agora estava no dedo anelar da mão direita – É o mais lindo que eu já vi na minha vida.

- Receio que não possa levar o credito sozinho – admiti – Assim que fiquei sabendo que vinha para a reunião em Londres e combinei de dar uma passada aqui em Paris para te ver eu fui falar com a Caroline o que estava planejando fazer, então ela foi comigo me ajudar a escolher o anel.

- Já devia imaginar – brincou – E quanto ao pedido de casamento. Quanto tempo ficou ensaiando essa frase em francês?

- Muito tempo – admiti revirando os olhos.

- Quero que me casar com você o mais rápido possível – disse voltando a deitar a cabeça – Assim que eu chegar em Atlanta vamos marcar a data, tudo bem?

- Claro – concordei – Tudo que você quiser, senhora Salvatore.

Continuamos ali apenas nos curtindo e quase não reparei quando cai no sono, acho que eu estava exausto, afinal cheguei a Londres bem cedo ontem e hoje me levantei bem cedo para poder pegar o trem, nem tinha me acostumado com o fuso-horario europeu ainda. Quando acordei já estava escuro, no momento em que me sentei na cama, Elena apareceu na porta do quarto usando uma camisa preta que batia no meio da sua coxa.

- Bonsoir! — aproximou-se e se jogou na cama ao meu lado – Eu ia te acordar, mas você estava tão bonitinho dormindo.

- Que horas são? — perguntei assustado, tinha acabado de me lembrar que precisava pegar o avião.

- São oito da noite – respondeu – Não se preocupe, ainda temos tempo antes de ir para o aeroporto.

- Não acredito que eu dormi – dei um longo suspiro – Perdi um bom tempo em que poderíamos estar juntos.

- Está tudo bem, Damon – me deu um selinho – Já aproveitamos bastante, do jeito que você estava acho que precisava mesmo dessas horas de sono.

- Bom, acho melhor eu ir trocar de roupa então – avisei – Tenho que estar no aeroporto em uma hora.

- É verdade! — concordou com a cabeça.

Foi então que eu percebi na blusa que ela estava usando: era preta e tinha o logotipo do Green Peace em verde. Aquela blusa era minha.

- Não acredito nisso, Elena Gilbert! — me fingi de bravo – Passei dias procurando essa blusa depois que você viajou, pensei que tivesse perdido quando mandei as roupas para a lavanderia. E esse tempo todo estava aqui com você.

- Ela é tão confortável para dormir – comentou passando a mão na barra da blusa – Além disso ainda tem o seu perfume e parece que eu estou perto de você.

- Mesmo assim eu vou te pegar! — a puxei pela cintura, fazendo com que caísse de costas na cama mais uma vez.

Comecei a fazer cócegas nela, claro que isso acabou em um beijo longo em profundo, infelizmente não pudemos ir muito longe pois não tinha mais tempo para isso. Logo estávamos prontos para sair, pegamos um táxi na frente do prédio e seguimos para o aeroporto.

- Bom, é isso! — estávamos parados em frente ao portão que dava acesso a área de embarque, meu voo já tinha sido anunciado – Estamos mais uma vez aqui nos despedindo.

- Mas dessa vez é por pouco tempo – lembrou – Daqui há dois meses estaremos juntos novamente e logo seremos marido e mulher.

- Mal posso esperar por isso – a beijei – Eu te amo, Lena!

- Também te amo, Damon – sorriu me abraçando com força – Vou contar os dias até que chegue a hora em que eu volte a Atlanta.

- Eu também – afirmei.

E mais uma vez anunciaram o meu voo, dessa vez era o último aviso. Dei mais um selinho em Elena antes de entrar na área de embarque.

Dormi a maior parte do tempo da viagem, cheguei em Atlanta no dia seguinte na hora do almoço, por sorte ainda tinha mais esse dia de folga e poderia ficar em casa me recuperando da viagem. Dei uma rápida olhada no aeroporto enquanto o táxi se afastava, a próxima vez que fosse lá seria para buscar a minha namorada, ou melhor, minha noiva.

Fim

Notas finais
Bom gente, é isso
Espero que vocês tenham gostado dessa minha nova loucura, pretendo escrever outras shortfics (já estou planejando uma Steroline e também quero escrever uma Klaroline).
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Algumas ajudinhas visuais:
Chaveiro de Torre Eiffel: http://images.quebarato.com.br/T440x/torre+eiffel+chaveiro+prata+porto+alegre+rs+brasil__7BD53_1.jpg
Aliança de noivado: http://2.bp.blogspot.com/-Gr2ssUBGm_A/Te94EZUfA4I/AAAAAAAAARg/3dakb7ZDHfw/s1600/alianca-de-noivado-ou-casamento-ouro-18k-750.jpg
Meg: http://www.bichobom.com.br/files/racas/SHIH-TZU_04.jpg
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Bom, é isso
Comentem e digam o que acharam.
E, para quem lê Proposta Indecente, tem capítulo novo amanhã.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!