Última Dança

1 Capítulo único - Última dança


Capítulo único — A última dança

Eu odiava aquilo. Essa sensação de que algo iria dar errado, que se eu não tomasse cuidado um vaso poderia cair em minha cabeça, que algo iria entrar em meu quarto enquanto eu dormia, não sei, mas eu não ficaria presa em casa sob as cobertas hoje, de jeito nenhum.

Meu vestido era longo e eu usava vários saiotes por baixo, ficando tão largo que eu nem sabia se iria conseguir passar pela porta do quarto com ele. Enrolei meus cabelos, em vez dos tradicionais lisos chapados que eu usava todos os dias na escola, jogando a franja para o lado. Peguei a máscara na penteadeira ao lado de minha cama, ela era verde, mamãe sugerira para que meus olhos ressaltassem. Baile de máscaras medieval, pensei, suspirando entediada.

Por que eu não me formei no ano passado? O tema do ano passado fora o melhor dos últimos cinco anos: “a noite das bruxas”, mas não, tenho que ficar com as coisas chatas, antigas e cheias de poeira. Olhei-me no espelho uma última vez, a fita trançava-se com um laço no fim, imitando um espartilho, as mangas fofas do vestido dourado. Aquele tom combinava com a minha pele branca, eu gostara, por incrível que isso pareça a primeira vista.

Desci as escadas com cuidado, eu não era a melhor pessoa sobre um salto alto. Chamei meu pai que estava deitado no sofá, ele era gorducho e tinha um bigode grande, que escondia seu sorriso de galã. Mamãe sempre dizia que ele fora um dos maiores Don Ruan de sua escola, acho difícil de enxergar isso nele hoje.

-Minha renascentista está linda – ele me abraçou com força e beijou minha esta, sorrindo –Raquel minha filha, nunca imaginei te ver desse jeito – Eu nunca imaginei que eu iria vestir esse tipo de roupa um dia também, bem vindo ao clube, papai – Seu par estará lá?

-Sim, nós combinamos na entrada – saímos da casa na direção do automóvel azul-marinho, que parecia preto na noite escura. Demorei a conseguir encaixar no pequeno espaço do banco do carona eu e meu vestido gigantesco. Ele ligou o carro e meu coração disparou, mas eu não estava nervosa, ansiosa ou curiosa, eu estava morrendo de medo do que poderia acontecer. Eu brigava com aquela voz em minha cabeça que dizia: “volte para casa, ainda dá tempo”.

-Não se preocupe querida, vai dar tudo certo – ele segurou minha mão e sorriu, eu retribui em agradecimento a sua preocupação.

-Obrigada, pai – recostei a cabeça para trás, no encosto, ficou difícil respirar quando paramos o carro na frente do centro de eventos da cidade, aquele lugar era tão velho que eu não suspeitaria que fosse tão medieval quanto o tema de nossa festa. Arrumei com cuidado meu vestido antes de fechar a porta e acenar para meu pai, que voltou a ligar o carro e desapareceu na escuridão da noite. Engoli em seco e dei o primeiro passo em direção ao meu par.

As roupas eram medievais, estranhas para a época, contudo a capa azul caiu bem com seu tom de pele. A máscara em seu rosto era branca, com um pequeno corte na lateral. Seus cabelos castanhos puxados para trás com gel, os olhos da mesma cor me fitavam, Marcos sorria para mim.

-Uau, você está perfeita, Kell – ele praticamente suspirou, estendendo a mão para que eu segurasse.

-Obrigada Má, você está lindo também – o jovem corou ao meu comentário, entregando seu convite para um homem fantasiado de cavaleiro na entrada, fiz o mesmo, observando o interior todo decorado, tapete, arranjos de flores, a luz baixa deixava o lugar cada vez mais aterrorizante para mim. No centro de cada mesa, castiçais, onde as velas vermelhas queimavam. Senti um calafrio e mordi o lábio inferior, sendo guiada até a pista de dança. Peguei um dos drinques de um garçom que passara ao meu lado e o bebera de uma vez só, depositando o copo em uma das mesas logo depois, aquele lugar se parecia com uma taverna... E cheirava como uma.

Aquela dança medieval me irritava, tinha que admitir, contudo todos ali pareciam estar tão felizes em ter se formavam que dançavam com prazer. Coloquei-me em posição junto ao Marcos. Ele era um candidato a namorado, nós andávamos sempre juntos, ele era meu melhor amigo e não era muito bom com as mulheres, não foi à toa que ele me convidou. Eu gostava dele, queria algo a mais, só era tímida demais para fazer o primeiro movimento.

Quando começamos a dançar, meu coração disparou mais uma vez. Minhas cobertas me chamavam lá em minha casa. Sorri para ele e observei a multidão dançante ao meu redor. Alice dançava com seu namorado, estavam tão colados que nem átomos passavam por ali.

Havia pessoas que eu não conhecia ali. Um jovem de terno com uma capa preta forrada com veludo vermelho sorria para a menina baixinha com quem dançava, por exemplo. Não muito próximo a ele um casal, a menina era loira e os cabelos loiros longos caiam até seu quadril, sobre o vestido vermelho-vinho, os seios apareciam no decote, a cintura bem apertada pelo vestido, eu poderia jurar que ela estava usando um espartilho de verdade. As mangas eram largas e de renda preta, a pele pálida e a máscara azul com detalhes prateados davam-lhe um ar macabro. Eu senti um golpe no peito ao compará-la a mim, ela era simplesmente linda e outro, logo depois, ao comparar seu par ao meu.

O homem tinha os cabelos encaracolados presos num rabo de cavalo, suas roupas eram parecidas com as de Marcos, porém a capa roxa com gola alta me lembrava os filmes de Drácula. Ambos não tiravam os olhos do outro, dançando magnificamente, mais do que os professores que nos haviam ensinado isso.

A mão, era verdade, ao observá-los corrigi a minha posição, colocando-me mais ereta e tentando fitar tão intensamente meu par, todavia consegui apenas corá-lo. Girei os olhos e continuei a dança, meu coração contava os segundos para que eu saísse de lá.

-Troquem os pares! – trocar de par? Que história era essa? Marcos me soltou e seguiu para Alice, mantendo uma distância segura dela. Quem viera até mim fora o homem com a capa preta forrada por veludo vermelho, já me tomando em seus braços e continuando a dança. Corei, eu nem sabia que ele estava no nosso colégio, formar-se com a gente então, muito menos.

-Olá – ele sorriu, os caninos salientes brilharam em minha direção – sou Ângelo Moreau, nunca tinha te visto antes, na escola, sabe?

-Eu posso dizer o mesmo de você – Marcos não era tão encantador assim, eu suspirei fitando os belos olhos azuis dele – e ai, o que está achando da festa?

-Estou adorando – agora. Todavia, meu coração avisava, quanto mais ele se aproximava de mim, mais ele acelerava. Engoli em seco e voltei a posição original, a distância entre nós era ruim, mas eu sabia que se eu não fizesse isso, me arrependeria depois.

-Está com medo de mim? – Ângelo perguntou, eu neguei com a cabeça – eu mordo, prometo que não vai doer – riu, divertindo-se com a piada, eu por acaso fiquei sem entender e apenas sorri, voltando minha atenção a posição errada de minha mão em suas costas. Diabos, por que eu sempre esquecia?

-Nasceu aqui? – perguntei, sentindo a agonia me envolver quando percebi os caninos brilhantes, tentei me soltar dele, contudo ele me colou mais ainda ao seu corpo, meus olhos se encheram de lágrimas, eu mordia o lábio inferior.

-Para essa vida, sim – responde, abaixando seu rosto para meu pescoço. O que ele era? Um vampiro? Tentei mais uma vez me desvencilhar de seus braços, porém ele me segurou com força, passando a língua gelada em minha pele quente.

-Deixe-me ir, por favor – supliquei, as lágrimas desciam sem limite, manchando meu rosto com a maquiagem. Tentava olhar por sobre seu ombro, chamar a atenção de alguém, mas parecia que ninguém se lembrava de minha existência naquele lugar. Soluçava em desespero, ele me olhando de soslaio, fitando-me com seus olhos assassinos.

-Não se preocupe, prometo ser rápido – debochou de mim, rindo enquanto passava a língua pelos caninos afiados. Engoli em seco, meu coração pulsava tão rápido que parecia que iria sair pela minha boca. Lembrei da minha cama, de minhas cobertas. Senti os caninos dele roçando a pele fina de meu pescoço sutilmente – mamãe sempre me disse para não brincar com a comida, mas isso é tão divertido – o homem riu novamente, eu soluçava e tentava observar as pessoas, a máscara, maldita máscara, não deixava que os outros vissem minha expressão de desespero.

-Por que eu? – perguntei a Ângelo, que empurrou meus cabelos pretos ondulados para trás, beijando meu pescoço. Senti nojo e tentei me soltar, inutilmente, mais uma vez – o que eu fiz pra você?

-Não leve para o lado pessoal, criança – o moreno riu, sua capa girou junto comigo quando nós dançávamos – eu sou apenas um homem com fome...

-Você é um vampiro, não é? – ele concordou com a cabeça, a máscara preta opaca e sem detalhes brilhou para mim. Encolhi-me um pouco, observando-o se aproximar do meu rosto.

-É muito espertinha, menina – curvei-me para trás, afastando-me dele – prefere que eu faça do jeito romântico? Eu posso morder sua língua se preferir, pareceremos um casal se beijando.

-Eu quero que você me deixe ir! – gritei, a música abafou toda minha voz, o vampiro apenas riu, girando-me mais uma vez pelo salão.

-Você tem olhos tão lindos... Eles me chamaram a atenção – mamãe, se eu conseguir sair dessa, você vai se ver comigo – aproveite a dança, será a sua última – neguei com a cabeça, tentando afastar a idéia de minha mente, eu não podia morrer desse jeito, não... – sua mão, está errada.

Quem ligava para a maldita posição de uma mão quando se vê os segundos voando em sua frente, a música estava acabando. Engoli em seco, devia ter seguido minha intuição, agora eu iria morrer, não havia mais volta. Morrer, essa palavra ficava cada vez mais horrível conforme se aproximava o instante fatídico.

Fechei os olhos.

Senti os caninos dele parando sobre meu pescoço.

Eles foram pressionados contra minha pele, rasgando-a com facilidade.

Afundaram-se em minha carne.

Eu podia senti-lo sugar a vida de mim.

Estava acabado, suspirei, abaixando o rosto, tudo ficara tão devagar, como se acontecesse em câmera lenta.

-Parado lá, maldito sugador de sangue – uma voz gritou atrás de mim, a música havia parado, eu pude ouvir seus passos rápidos, pude vê-lo pular sobre o homem de terno em minha frente, tirando-o de seu frenesi brutalmente.

As pessoas ao redor estavam petrificadas, no sentido literal, paradas, como se alguém tivesse pausado o filme. Eu girei meu corpo, afastando-me do rosnado brutal do vampiro para o homem que o empurrara, um moreno coberto de preto dos pés a cabeça. Em sua mão uma estaca de madeira, na outra, um dos castiçais de metal, as velas ainda acesas – bem vindo ao seu pesadelo, sou o caçador de vampiros, Hector.

-Bebê, teremos companhia – o moreno de cabelos encaracolados e capa de Drácula suspirou, cruzando os braços, a menina loira sorria, os caninos tão afiados quanto os de Ângelo.

-Apenas distrações, papa – sua voz era adorável, musical, mesmo naquele tom sádico. O caçador desviou os olhos do vampiro com os lábios cheios de sangue, o meu precioso sangue.

-Parece que a menina não foi atingida – fui fitada por seus olhos cor de mel tranqüilizantes, enquanto andava para trás, parando quando trombei em uma das mesas.

O vampiro Ângelo empurrou o caçador para o lado, ele acertou com força a parede oposta e correu em minha direção. A loira pulou em minha frente, empurrando-o novamente para seu lugar, rosnando. O moreno apenas observava, como se assistisse novela.

-Vocês querem um pedaço? Tem vários outros mortais por aqui, poderiam se divertir com eles – bradou o outro para os dois, o caçador levantando-se silenciosamente e engatinhando até sua estaca.

-Oh não, você atrapalhou a paz em nossa cidade, pessoas morrendo o tempo todo, cadáveres achados em lugares públicos – o homem Drácula dizia, ainda de braços cruzados, rindo ao perceber que ele não conseguia achar uma brecha para atravessar a loira ou as outras pessoas petrificadas e chegar até mim – deveria ter sido mais cuidadoso, Ângelo.

Meu coração batia rápido, eu chorava de medo. Se escapasse de um, havia mais dois ali para me atacar. Grande, estava presa, “Da frigideira para o fogo” tinha um significado totalmente novo para mim.

A loira voou sobre o vampiro que rosnava, derrubando-o no chão, contudo fugiu quando o caçador surgiu, gritando com a estaca nas mãos, fincando-a no peito do que estava deitado, que ria alto.

-Estacas? Lenda mais idiota de todas – continuou rindo, levantando-se, apoiados nas cadeiras de madeira – eu vou te matar, caçador, vocês dois serão os próximos – senti um forte cheiro de álcool, era a estaca!

-Quero ver como – Hector percebeu agora que o castiçal não estava mais em suas mãos, e procurou qualquer outra coisa ao redor, mas os castiçais ao redor estavam apagados. A loira riu, esperando, o vampiro se aproximou do caçador, mostrando seus caninos afiados, eu me arrepiei, não poderia deixá-lo morrer desse jeito.

-Bebê, não acabe com nosso passatempo – o moreno ao lado dela murmurou, e, movimentando os braços, puxou o fogo dos castiçais mais longe para a estaca, que inflamou instantaneamente, tomando também seu corpo. Ângelo gritava em desespero, seu corpo sendo consumido pelas chamas bruxuleantes vermelhas, eu tinha os olhos arregalados pela cena, observando-o ser consumido pelo fogo até se desfazer em pó, um monte de cinzas no chão.

-Ufa, eu tenho que agradecer você, Zuriel Moretti, nossa parceria momentânea nos salvou – o caçador chutou a pilha de cinzas e voltou sua atenção ao moreno próximo a mim – não acredito que veio pessoalmente resolver esse caso.

-Correção, ela salvou você, senhor caçador – deu um passo na direção do caçador, sem medo – eu aproveitei a presença da escória na cidade para treinar minha filha, Diana Maundrell – desviaram seus olhos para a loira em minha frente, que abaixou um pouco a cabeça e dobrou suas pernas, num cumprimento medieval.

-Você sugadores de sangue nojentos desonram a cidade – ele cuspiu as palavras para o tal Zuriel – demônio com nome de anjo é a coisa mais irônica que eu vi nos meus anos de vida.

-Seus poucos e contados anos de vida, humano audacioso – a menina se juntou ao pai, vendo Hector cuspir sobre a pilha de cinzas de Ângelo, fitando a loira – não esperava te ver aqui, nessa festa de formatura.

-Eu gosto de tavernas – deu ombros.

-Vamos aproveitar o restante de nossa noite, filha – Zuriel jogou sua capa de Drácula para trás e colocou a mão no ombro da menina – uma caça boa para nós, quem sabe achamos um desses garotos de cabelo comprido, do jeito que você gosta – os olhos da menina brilharam e ela bateu palmas.

-Eu deixarei vocês irem por causa desse pedaço de lixo aí – abaixou-se e colocou o restante das cinzas numa taça vazia, tampando-a com a mão – a próxima vez que nos encontrarmos, não terão tanta sorte.

-Oh, por favor, papa, me proteja de um humano – a loira debochou, rindo logo depois – vá pela sombra, caçador – ele já estava na porta, abrindo-a com a mesma força que a fechou.

-Agora temos outro problema para resolver aqui – viraram suas atenções para mim. Engoli em seco, segurando o castiçal da mesa e apontando as chamas na direção deles. Zuriel se aproximou, lambeu o dedo e apagou uma das velas. Dei passos para trás, apontando dessa vez uma faca – não se preocupe menina, pouparemos sua vida por hoje.

-Se-sério? – pisquei incrédula, observando-o tirar o castiçal de minha mão e o colocar na mesa – por quê?

-Papai prefere as peitudas – a loira deu ombros, eu pude perceber só de olhar para ela o porquê dele tê-la escolhido para ser transformada – terá uma boa história para contar, Raquel.

-Você sabe meu nome? – ela riu e caminhou para a pista de dança, onde o restante das pessoas estavam petrificadas em suas posições. Pude observar Marcos comprimindo os lábios em uma linha, Mel erguendo as sobrancelhas e ao longe, Susie estava com o dedo no nariz.

-Desfaça isso, bebê – Diana olhou para o pai, confusa e incerta – não é a sua primeira vez, sabe que consegue.

Movimentou seus braços rapidamente e, de repente um vento forte invadiu o local, que tinha todas as portas e janelas fechadas. Eu caí sentada no chão porque estava acordada, o restante estava deitado pela intensidade do vento. Ela atravessou a pista diagonalmente e subiu para onde estava a cabine do DJ, pegando o microfone.

-Obrigada por participarem da nossa pequena brincadeirinha medieval – as primeiras pessoas começaram a acordar e a levantar, com as mãos na cabeça – agora o DJ... Amorzão – ela puxou o homem que acabara de se levantar ao seu lado para perto dos instrumentos – irá assumir, aproveitem a festa e parabéns pela formatura!

Logo o tumulto começou, mas não do jeito que eu imaginava. As pessoas riam, conversavam entre si, elas realmente achavam que tinham participado de uma brincadeira? A loira murmurou mais alguma coisa, voltando a atenção dos jovens ali para ela, Zuriel aproveitou a chance e, num movimento rápido, ergueu os braços e todas as velas voltaram a acender, o fogo primeiramente azul tomou sua cor alaranjada segundos depois. Coloquei a mão sobre meu pescoço, senti apenas o corte no lugar onde ele havia rasgado minha pele.

-Foi tão legal! Você não gostou, Kell? – Marcos perguntou, aproximando-se de mim e puxando-me pela mão.

-Eu... adorei, só estou com sede – bebi um gole d’água do copo ao lado do castiçal, meu coração finalmente se acalmou, ótimo, não poderia haver nada mais para aparecer misteriosamente na minha noite, eu espero.

-Então venha dançar – ele puxou-me para a pista de dança, eu ainda tive tempo de olhar Zuriel ajudar Diana a descer, seguindo sem dificuldade por entre as pessoas até a porta de saída. Engoli em seco – ora, venha, dance comigo.

-Sim! – fingi empolgação por um segundo, colocando a mão sobre meu coração, estava mais tranqüila agora.

Eu tinha uma boa história para contar, mas quem iria acreditar nela? Balancei a cabeça negativamente, rindo. Era minha noite, afinal de contas, especialmente minha, que escapei de um vampiro, graças a um caçador e outros dois deles. Havia cinzas ainda no lugar onde ele caíra, porém as pessoas dançando terminavam de espalhá-las. Dancei também, estava viva, rindo alegremente. Fui da frigideira para o fogo e ainda estava ali. Afinal das contas, aquela era a melhor formatura de todas, ‘a noite das bruxas’ do ano passado não chegava nem perto dessa.

-A máscara ficou linda, combinou com seus olhos – ele murmurou em meu ouvido. Mamãe não estava tão errada assim, ela escaparia viva dessa. Depois, Marcos apoiou suas mãos em minha cintura, puxando-me para perto de si, beijando-me intensamente, eu retribui com felicidade. Tudo havia terminado bem nessa noite dos vampiros.

Fim

Deh: e aiii, o que acharam :B?

Diana: eu adorei, se me permite dizer n.n\'

Zuriel: poderia ter tido mais ação, era só um vampiro reba u.u

Raquel: porque não era você que tava dançando com ele né ¬¬?

Zuriel: eu lá danço com macho, sô, tá doida e.e?

Marcos: hey, quem são vocês :D?

Raquel: melhor deixar pra lá ¬¬\' Hey, você viu a Alice, ela queria carona pra ir embora \'-\'

Marcos: eu vi ela indo na direção do banheiro agora pouco com... quem era ele mesmo ¬¬?

Hector: ha, eu estou aqui, o caça-vampiros Hector 8D

Diana: você faz isso toda hora ¬¬?

Zuriel: todas as noites, baby-chan, como o de padrão xP

Diana: como você é chato e.e\'

Hector: e charmoso (piscadela) o melhor e mais gostoso caça-vampiros da região 8D

Diana: só tem ele né ¬¬?

Zuriel: acho que ele sabe e.e\'

Deh: e é hora de acabar a putaria xB

Marcos: eu nem falei nada x.x\'

Raquel: tá acostumado com putaria, amor x.x?

Marcos: er.... não n.n\'

Deh: foda-se, hora de terminar, deixem reviews õ/

Marcos: reviews 8D

Hector: reviews (outra piscadela)

Diana: brochante e.e\'

Raquel: nem me diga ¬¬

Zuriel: vamos, quero caçar ainda essa noite, reviews por favor u.u

Deh: beijos ;°

Ja ne

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