Õkami - A Katana Negra

2 Capitulo 01 - O Início


Notas iniciais
Boa leitura

Capítulo 01

– O Início.

Passado já 15 anos desde daquele dia agora o garoto já não é mais um garoto e sim um homem de 35 anos, ele se chama Gabriel Lavieri e agora é com uma mulher de 33 que se chama Isabella e eles têm um filho chamado Percy. Até ai parece uma família normal como qualquer outra, mas seria se não fosse pela linhagem sanguínea do Gabriel.

Sua família, mesmo que não parecendo por causa do sobrenome que sofreu muitas mudanças ao passar dos anos, veio do Japão. Dentro sua família eles tinha subdivisões que eram chamados de casas. Cada casa tinha seu jeito, suas normas, seu símbolo e sua luta própria, nenhuma outra casa podia praticar aquele estilo de luta, também em cada casa eles tinham um artefato ou objeto que era considero sagrado entre eles e que apenas os dignos poderiam usar.

A casa do Gabriel era a dos assassinos cujo símbolo era um lobo negro, todos dentro de sua casa tinham que praticar usando katanas, seu artefato sagrado logicamente era uma katana, ela ficava na sala principal da casa para que sempre que alguém se achasse digno fosse até ela e tentar desembainhar ela. Era uma bainha muito linda, era escura com um desenhos em relevo branco, sua Tsuka(cabo) meio acinzentado com alguns detalhes mais claro, só que ninguém sabia como era sua Hai(lâmina), pois nunca tinha sido desembainhada antes. Nunca alguém dentro da casa dos Assassinos foi digno de empunhar a katana negra, Ōkami, A Grande Loba.

Era uma tarde de terça-feira e Gabriel tinha folgado de seu serviço, estava sozinho em casa até que seu celular toca, ele olha na tela já acesa e vê escrito “Irmão”.

– Alô? Henrique?

– Alô Gabriel, tudo certo?

– Tudo sim e com você?

– Que bom, também estou.

– Por que me ligou?

– Eu lembrei que está de folga hoje e o nosso avô quer te vê.

– Mas tem que ser hoje?

– Ele me disse que era urgente, acabou de me falar.

– Ok, avise-o que já estou a caminho.

Gabriel então se levanta da sua cama, olha para o relógio e vê que ainda são 11h e isso meio que deixou o irritado, pois ele já levantado todo dia cedo e justo no seu dia de folga teria que sair da cama antes do meio-dia, mas como seu irmão falou que era urgente ele resolveu não se importa com isso. Foi até seu armário, pegou algumas roupas e foi em direção ao banheiro, tomou um banho rápido, fez sua higiene e foi até a cozinha aonde sua mulher tinha deixado um pouco te café, colocou em uma caneca, pegou as chaves do carro e saiu de seu apartamento até onde estava seu carro. Ao chegar no carro sua caneca de café já estava vazia e ele se sentiu meio idiota de não ter tomado todo café quando estava em casa, pois assim teria evitado de deixar uma caneca suja no carro, mas agora já foi, ele liga o carro, abre a garagem e vai até a casa de seu irmão.

Ele não morava muito longe e caminho foi rápido, parou com o carro em enfrente ao portão que ia para o quintal, como tinha a chave foi entrando e indo em direção à porta da casa, tocou a companhia e logo vieram atender, quem abriu a porta foi a mulher de seu irmão, Julia:

– Oi Gabriel, como está? Por que não avisou que vinha?

Julia já tinha 30 anos, mas qualquer um que via ela pela primeira vez dizia que era mentira e que não devia ter mais do que 25, com belos cabelos negros, não sendo nem baixa e nem alta e com um corpo com tudo em cima ainda ninguém acreditava quando ela dizia sua idade. Ela usava um vestido amarelo e um avental por cima, devia estar lavando a louça pensou o Gabriel:

– O Henrique me ligou agora pouco dizendo que nossa avô queria me ver ainda hoje, então resolvi vir, não estou atrapalhando né Julia ?!

– Não, não de jeito nenhum, hoje eu ia fazer uma faxina na casa, mas pode entrar, acho que o senhor Luiz está na sala de estar eu acho.

– Muito obrigado Julia e com licença.

Gabriel entra na casa e vai em direção à sala de estar até encontrar seu sobrinho no caminho brincando no chão do corredor com seus carrinhos, ele tinha apenas 6 anos, Gabriel se agacha e passa mão sobre os cabelos dele:

– Olá Luca.

Lucas se vira para olhar Gabriel, soltando os carrinhos ele pula para dar um abraço em seu tio.

– Oi Tio Biel, que saudade eu estava!

– Eu também Luca.

– O Percy veio com o senhor?

– Hoje não Luca, ele ainda está na escola — Lucas fez uma cara meio que desapontado – Ei! Não faça essa carinha triste para seu tio Luca.

Ele muda para um grande sorriso:

– Estava brincando tio – ele ri – Estou feliz que tenha vindo.

– Você me enganou direitinho, mas me diga, onde está o vovô?

– Na sala.

– Obrigado Luca, pode voltar a brincar com seus carrinhos.

Gabriel se levanta e volta a caminhar até a sala de estar, ele chega até a porta e abre com cuidado, vê o seu avô sentado em uma poltrona de frente para uma janela, mas de costas para a porta, ele segurava um livro em uma das mãos, só que ficava olhando para janela, admirando a vista do lado de fora e ao Gabriel ver aquela cena o fez começar a sorrir, até que sentir uma mão em suas costas, olhou para trás saindo de seu transe e vendo seu irmão, Henrique tinha 32 anos e era da mesma altura de Gabriel, tinha porte físico um pouco menor do que o irmão, os dois foram em direção a o avô deles.

Gabriel tocou em seu ombro e ele levantou a cabeça para ver quem era, assim que ele viu abriu um grande sorriso e tentou se levantar, Henrique deu sua mão para ele poder se apoiar e levantar, quando tinha levantado deu um abraço em Gabriel e ele retribuiu:

– Opa! Não aperto muito seu velho vô – todos na sala soltaram um pequeno.

– Olá vô, estava com saudade!

– Eu também meu neto, você anda sempre tão ocupado com o trabalho, nem consegue mais um tempo na semana para vir ver seu velho.

– Desculpe por isso.

– Não se desculpe meu filho, sei como o trabalho pode ser chato com horários e outras coisas.

– Obrigado por entender vô – Luiz abre novamente um grande sorriso e isso fez o Gabriel sorrir de volta — , mas me diga vô o que o senhor precisa falar comigo com tanta urgência ?

– Vamos falar sobre isso, mas antes sente. Lucas?

– Sim vô?!

– Poderia trazer algo para beber enquanto conversamos?

– Claro vô, já volto.

Gabriel pegou uma cadeira e se sentou de frente a poltrona na qual o Luiz estava sentado:

– Vamos lá meu filho, eu o chamei aqui, pois quero contar um pouco mais sobre a nossa família e qual o significado disso!

Luiz mostra uma pequena caixa.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.