Ópio
1 O que é o amor?
Notas iniciais
O que vemos hoje são pessoas vazias, egoístas, fúteis buscando preencher uma carência em demasia de um ser inanimado que aprendemos a projetar na infância.
“- Você é minha princesinha e logo, logo achará seu príncipe encantado” ou “- Você é meu garotinho, merece uma garota maravilhosa”. Será que estamos preparados mesmo a conhecer o príncipe ou a garota das nossas vidas? A maioria que ter uma garota pra sair na rua, dar uma de bacana, mostrar pro amigos e se gabar “- Olha quão gata e gostosa é minha mulher” ou “- Amiga, meu namorado é filho do dono da PQP é tem muito dinheiro”, amor ficou em segundo plano, amor talvez seja algo para os poucos remanescentes da Idade das Trevas haha, nesses meus anos de vida eu só vi um amor verdadeiro UM ÚNICO amor verdadeiro... que não envolvia bens, beleza ou qualquer outra coisa visível, que exigia entrega e alegria apesar dos momentos difíceis... Não, não é minha mãe e meu pai, eles se separam quando eu ainda era uma bebê... e nem é uma comedia romântica, se bem que a historia deles dois daria um ótimo livro e um filme também, talvez não tenha oportunidade de ver novamente outro relacionamento desse tipo, talvez nem viva um desses... Afinal hoje compramos R$0,10 de “Eu te amo” em qualquer mercearia da esquina e podemos sair ai distribuído como “Bom dia”, dizem que sou frio que não demonstro sentimentos, me pergunto pra que? Em um mundo desses onde tudo é repetido os relacionamentos, os namoros, os cabelos e acredite até a FALSIDADE... Hoje amor está mais relacionado como uma mercadoria, como algo que se vende na praça, por qualquer Ferrari ou Iates, o cavalheirismo sumiu e as sinhazinhas como no conto de Afrânio Peixoto... Ah que falta das pessoas caretas, dos namoros em portas, das permissões pra beijar a moça! Talvez meus filhos ou netos nem saberão o que é amor de verdade ah não ser o paterno e materno. Como minha vó disse o “tempo muda, as pessoas também”... Queria que não fossem tão vazias e tão mesquinhas, quem sabe isso mude, talvez eu esteja sendo um pouco nefelibata (alias eu sou ótimo nisso) mais a utopia sempre me fascinou, o impossível, o inalcançável.
Enfim escrevo isso não para criticar ou para dizer que não sinto amor... Há quatro dias perdi a garota que minha mãe tanto falava, talvez por descuido meus e pelo acomodo em ser um lobo solitário... Ela é aquele tipo de pessoa que todo mundo sempre sonhou em ter e que talvez nunca ache, sou um tolo mesmo em deixa — lá escapa, só queria que não fizessem a mesma besteira que eu... Que não perdessem quem amam por besteiras
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