Óh, negrume esquecido da noite,

que me cobre como um manto

de estrelas perdidas.

Sangue que jorra das feridas abertas,

rios de melancolia profunda,

cântico triste dos anjos.

Sofrer... por amor implacável,

dor que se tira, beijo que suga

o lago de solidão inerte.

No fundo do coração, canção

sem fim e sem piedade, das

asas negras, perigosa queda

da razão.

Anjos livres, cantam o mais belo

dos cânticos, o canto da impiedosa

paz e liberdade.

Poesia divina, óh! Anjos perigosos,

estão levando almas, até o profundo

escuro da tristeza.

Até a morte, seja fria a neblina, sejam

os anjos negros e avassaladores.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.