Ódio Ou Amor?

24 Capítulo 24- Revelación de los secretos Parte 2


Notas iniciais
Minna-san, desculpe, disse que postaria na semana passada, mas lembrei que hoje (28/10) era o aniversário da fanfic, sim, um aninho *-*
Então, não pude deixar de postar hoje. Este capítulo fomos eu e Ana quem escrevemos, então espero que gostem :)
Boa leitura!

Revelacón de Los Secretos Parte 2

El Nuevo Comienzo

–Grimmjow?...

Chamou pelo maior, sentando-se e olhou em volta vendo a todos deitados ao redor da cama, a visão o fez sorrir. Já se cansara de tentar imaginar uma cena dessas, e novamente a sensação boa de ter amigos passou por sua cabeça.

Grimmjow era o único que estava sentado ao pé da cama, com a cabeça sendo apoiada pelos braços em cima da mesma, também dormindo profundamente. Sorriu mais abertamente agora, colocando a mão em seus macios cabelos e os acariciando.

–Ichigo... Você acordou, está bem? Sente algo?- Acabou acordando depois do carinho, e logo a primeira coisa que viu foi o ruivo. Sua resposta foi um sorriso de Ichigo, e dando um suspiro sobe em cima da cama junto do menor.

–Eu ia pedir para subir, está frio...- Murmurou se abraçando ao azulado. Deitaram-se na cama novamente e não demorou muito para que dormissem novamente, estava frio, sem raios nem relâmpagos, sem medo, agora dormiria tranquilamente.

~~~~Seven Years Earlier~~~~

"Tem certeza senhor Kurosaki?"– O homem parecia mais do que sério, preocupado, não sabia como o homem iria reagir vendo o corpo de sua mulher do jeito que estava. Ishiin amava Masaki de mais, amava-a incondicionalmente, e o mundo a tirou dele de uma terrível forma. Mas ele iria vê-la, precisava vê-la, tentar olhar em sua face e dizer que iria cuidar dos filhos que ela lhe deixara.

Já estavam a caminho do necrotério, alguns enfermeiros pareciam cochichar algo baixinho quando viam o pobre homem, com pena dele, claro, quem não teria? Acabou de perder a mulher, e quase perdera o filho junto. Haru tinha vontade mandar os fofoqueiros procurarem o que fazer mas não tinha o mínimo humor para isso. Depois disse tudo precisaria de um cigarro.

Pararam em frente a uma porta de um grosso, provavelmente o necrotério. Um frio percorreu a espinha do homem, tentando não imaginar como estaria sua mulher, mas teria que vê-la, então não adiantava muito imaginar ou não.

O médico abriu a porta de vagar, fazendo sinal para que entrasse, estava frio, congelando na verdade. No centro uma mesa e em cima dela um corpo tapado com um lençol branco. Ishiin soltou o nome de sua esposa com amargura, tapando a boca. Ainda não a vira, mas só a menção de saber que é ela quem está ali.

"Os outros médicos já fizeram a autópsia, a causa mortis foi o forte impacto na traquéia. Vários de seus ossos estão quebrados também e seu rosto..."

"Oosami-san..."-Ishiin chamou a atenção do enfermeiro, pedindo silenciosamente para que parasse. Era terrível aquilo tudo, não queria saber de nada, apenas vê-la. QueriaverMasaki.

Chegou perto do corpo sem vida, um pouco bambo, desejando que aquele fosse o corpo errado, que aquele não fosse sua amável esposa, que tudo não tivesse acabado de ser um engano. Mas estava errado, totalmente errado, e confirmou seu erro quando começou a retirar o lençol.

Suas pernas quase não o aguentaram, não tentava conter as lágrimas, não conseguiria mesmo no final de contas. Ali estava sua mulher, quase irreconhecível, a mulher que deu tudo para salvar seu amado filho. Não percebeu seus joelhos tocando o chão, nem sua mão indo novamente a boca, ou os olhos se fechando para não ver mais aquela cena. Não conseguiria dizer nada, não conseguiria prometer nada mais a ela, afinal não conseguia olhar nem mesmo em seu rosto.

"Senhor Kurosaki... É melhor irmos."– Haru não sabia por que estava sendo tão compreensivo, na verdade ele podia saber, afinal uma coisa parecida aconteceu quando era criança mas preferia não falar sobre isso, nem mesmo lembrar.

Ajudou o outro médico a se levantar, era sempre doloroso ver estas cenas, e mesmo sendo médico a alguns anos ainda não se acostumara a isso, nunca deixaria de ser triste. Quando o outro saiu do recinto, tapou novamente o corpo da azarada mulher e também saiu.

"Senhor Kurosaki, o que pretende fazer agora?"

"Cuidar de meus filhos, e não me permitirei morrer até ter certeza de que estejam prontos para viverem por si mesmos."– Tinha olhos determinados, mesmo depois de tudo. Tinha uma única prioridade agora, e pelo menos com a obrigação de pai não iria falhar, não poderia falhar.

Dias depois, enterro.

Todos já haviam saído do local, apenas os que permaneciam ali eram Ishiin, as crianças e uma estranha mulher de cabelos roxos. Olhando para o túmulo já fechado, e agora no cemitério tinha apenas 3 pessoas, Ishiin, Ichigo e Yoruichi. Os olhos do ruivo estavam opacos, refletindo imensa e pura tristeza, culpando-se pelo que aconteceu, dizendo para si mesmo coisas como "se eu não estivesse lá mamãe ainda estaria viva..." e não demorou para mais lágrimas brotarem de seus olhos e rolarem por sua face antes inocente e infantil, agora contorcida em dor e tristeza.

O dia estava escuro apesar de ser manhã. O céu compartilhava de suas tristezas, com densas nuvens que impediam o sol de brilhar, e o lindo céu azul de iluminar e curar os corações escuros e doentes.

Olhando para o pequeno Ishiin deduziu que não podia mais deixar seu filho sofrendo daquele jeito, e com a mão chamou um de seus parentes distantes, pedindo para que levasse a criança para outro lugar. Chorou, esperneou, mas acabou por ir juntamente ao senhor que o carregou para junto de suas irmãs que perguntavam para todos por que tinham enterrado sua mãe.

Agora ali olhando para a lápide estavam apenas o casal. Yoruichi mantinha seus olhos tampados pela franja de suas madeixas, mas podia se ver finalmente suas lágrimas que agora se fundiam a chuva que começou a cair. Ishiin olhava também, igualmente a seu filho, triste. Seu peito doía, sua mulher, seu amor, tinha o deixado de uma forma tão brusca... Doía, doía muito.

"Você também pode chorar, Ishiin..."Seus cabelos já não cobriam mais seus olhos, e olhava totalmente para o céu agora, deixando suas lágrimas totalmente a mostra.

"Yoruichi... Realmente não pensei que viesse..."

"Não seja bobo, claro que eu viria, Masaki era minha melhor amiga... Se eu não viesse em seu enterro, seria como abandoná-la..."

"Keh... Ótima amiga você... Mas, eu não tenho mais lágrimas... Não consigo mais chorar, e também, estou cansado de chorar. Masaki está... Morta... E eu não posso fazer nada mais por isso, nenhuma medicina neste mundo pode ressuscitar os mortos."

"Bancando o durão agora, você não era assim.- Permite-se dar uma risada seca, vagamente debochada, fazendo o outro rir igualmente seco."

"Todos mudamos, tivemos que mudar, a vida nos obrigou a isso."

"Tem razão... Sabe, acabei de lembrar de uma coisa de quando éramos mais novos..."

"Oh, admite que está ficando velha?"

"Cale a boca, idiota! Enfim, lembra que prometemos criar algo no passado? Mas depois que você conheceu Masaki desistimos totalmente, depois de nos desentendermos escolhemos caminhos diferentes... Engraçado que depois de tantos anos nós nos encontramos aqui, nesta situação."

"Verdade... Sabe, eu não conseguia mais trabalhar com você porque fiquei perdidamente apaixonado por Masaki..."Tinha um olhar vago, que se juntava a um sorriso bobo. Relembrando os anos que ficou com sua amada, era bom, tempos felizes que lhe foram arrancados dolorosamente. Dele de seus filhos.- "Vamos voltar..."

"O que?"

"A nossa pesquisa, vamos voltar a fazê-la".– as lembranças se foram totalmente de sua mente e fechando os olhos parou para pensar no que estava dizendo, se seria capaz, seria mesmo possível fazer aquilo? Abrindo os olhos fixou-os na mulher que o olhava surpresa, tinha olhos determinado, um olhar que queimava em determinação, tal determinação que também se apoderou de Yoruichi, estava disposta a fazer isso, custasse o que custasse.

"Vamos."

Depois de tudo algumas semanas haviam se passado, na primeira semana Ichigo se trancou em seu quarto, e não saia nem para comer, trancou-se lá e ficou. E já não aguentando mais Ishiin arrombou a porta e forçou a criança a comer.

Agora já tinha se passado um mês, e os céus novamente encontravam-se escurecidos, ameaçando uma forte chuva a qualquer momento. Chuva que não demorou para cair, juntamente a raios e relâmpagos, e dentro da casa ouviu-se um grito de horror. O homem se assustou, pulou do sofá e foi até o quarto de seu filho, com as meninas logo atrás dele, encontrando no quarto o ruivo jogado no chão com os olhos arregalados. Chorando, gemendo e tremendo compulsivamente.

Aquilo assustou Ishiin, ainda mais as crianças que começaram a chorar. Pegou o filho no colo, não entendendo o tamanho medo que a criança estava, outro raio caiu e mais um grito do pequeno que segurou a cabeça. Tudo voltando a sua mente, todas as lembranças, faróis de carros passando em alta velocidade, um estrondo, o rosto de sua mãe desfigurado... Era tudo assustador, e novamente lhe veio a culpa, pensando de novo que se não estivesse com sua mãe talvez aquilo não tivesse acontecido. Mais clarões do lado de fora, e descargas elétricas batendo no chão fazendo um estrondoso som, mais gritos e lágrimas...

Finalmente Ishiin entendeu o que estava acontecendo, e tristeza se fez visível em seu rosto. Seu filho tinha perdido sua inocência, viu aquele acidente horrível acontecer em sua frente, se isso não o deixasse traumatizado, nada mais o deixaria, porém, isto o deixou, e teria de lidar com isso agora.

Pediu para as meninas saírem, avisando que ficaria tudo bem elas se foram fechando as portas. Deitou o pequeno na cama, deitando-se junto a ele e o abraçando, colocando sua mão nas pequenas orelhas da criança tentando abafar o som dos raios que ainda caíam, e encostando-o em seu peito para que não visse a claridade dos relâmpagos. E assim não demorou para o ruivo se acalmar, e começar a ressonar nos braços do pai, que ficou o resto do dia, enquanto a tempestade do lado de fora persistia, ele ficou com Ichigo.

O tempo foi se passando, não demorou para se passar meio ano depois da morte de Masaki por algumas horas do dia Ishiin se ausentava, as meninas iam para a escola e Ichigo recusou-se a ir estudar, alegando que poderia fazer isso em casa, e tornou-se um verdadeiro traça-livros. Ishiin não pôde continuar com sua pequena clínica e foi trabalhar fora, passando assim quase o dia todo fora e algumas vezes fazia viagens. Logo as tarefas de casa foram ficando para as crianças.

E assim o tempo foi-se passando, três anos depois de tudo o que aconteceu Ichigo finalmente decidiu voltar para a escola, agora com 10 anos. Fez uma prova para decidir seu ano de escolaridade e foi logo para o 7ª, e sua vida seguiu-se assim.

Com 13 anos fez a prova para a escola na qual seu pai estudou quando era mais novo, e passou com 100% de acertos, sendo totalmente aceito com todas as despesas pagas. Foi uma alegria para ele e seu pai, mas o inferno que o aguardava lá não foi nada bom.

O tempo se passou e ele conheceu seus amigos que hoje, agora estão com ele, mesmo alguns sendo totalmente idiotas, eram seus amigos e isso não poderia negar nunca...

~~~~Present~~~~

Já era de manhã, e todos começavam a acordar, a chuva persistiu por todo o dia e noite, sendo assim não puderam voltar para o hotel, e agora sabiam que iriam levar um grande esporro dos professores quando voltasse.

Os únicos que ainda estavam dormindo eram Ichigo que Grimmjow que estavam abraçados na cama, coisa, que para as meninas era muito fofo, e os meninos só davam sorrisos maliciosos para a cena, pensando que se não estivessem ali alguma coisa teria rolado.

Como ninguém se disponibilizou, Hiyori dando um suspiro se aproximou dos dois para acordá-los, e pulando na cama o fez. Assustando aos dois que deram um pulo da cama fazendo todos começarem a gargalhar com a reação, até mesmo Grimmjow começou a rir.

–Bom dia pessoal.- Falou com um sorriso doce, sentando-se novamente e esfregando os olhos, ainda estava com sono, a noite tinha sido horrível, e estava com uma dor de cabeça de matar, mas estava feliz, apesar de tudo.

–Você nos preocupou ontem, Ichigo. Nunca mais faça isso!- Disse Tatsuki chegando perto dele e colocando o dedo quase em seu nariz, riu novamente, um pouco nervoso. Tinha os preocupado depois de tudo...- Mas bem, passou.

–Sim, sim. Agora vamos comer e voltar para o hotel, prevejo suspensão quando voltarmos para a escola.

A cara feia de todos confirmou que com certeza seriam muito repreendidos, tomaram todos o café da manhã, juntaram suas coisas e foram embora. Mais duas horas de volta ao hotel, para piorar tudo o chão estava macio pela chuva do dia anterior e escorregar e cair de cara na lama foi uma experiência que todos odiaram receber.

–ONDE VOCÊS ESTAVAM??!- Gritou Yoruichi, a primeira que viu o grupinho saindo de dentro da floreste. Estava andando de um lado para o outro, preocupada, e quando viu-os saindo de em meio ao mato um grande alívio percorreu seu corpo, mas como adulta não poderia deixar assim.- Vocês sabem o quanto me preocuparam? Assim como também os outros professores! Olha pra vocês, estão todos sujos!

–Yoruichi-san...

–Kaa-san!

–Kaa... San, nós iríamos voltar ontem, mas começou a chover forte e tivemos que ficar na cabana perto do lago. Não tínhamos intenção de passar a noite, foi inesperado. Não queríamos preocupar ninguém, mas foi inevitável.

–Mesmo assim, poderiam ter ao menos ligado para avisar! Esperem uma suspensão, mas agora entrem, tirem essa roupa molhada e vão para dentro, vocês não vão para lugar nenhum mais a não ser a praia em frente o hotel.

–Mas...

–Mas nada! Vão antes que eu mude de idéia e vocês fiquem trancados no hotel até o fim da viagem!

Reclamando todos foram para o hotel, indo para seus respectivos quartos tomarem um banho e dormirem, dormir no chão era um horror para qualquer um. Os únicos que estavam juntos no quarto eram Ichigo e Grimmjow, que estavam no momento dentro do banheiro, mais especificamente dentro da banheira.

–Acho que não foi pior porque você quem falou com ela.

–Verdade, ela pode ser um demônio quando quer.- Riu aconchegando-se melhor entre as peras do maior, com a cabeça deitada em seu peito e as pernas encolhidas. Tinha os olhos fechados, e um sorriso bobo no rosto, os braços apoiados nas bordas do banheiro, estava totalmente relaxado.

–Parece que a partir de agora o resto da semana vai ser um pesadelo.

–Talvez não, se você estiver comigo. Não acha?- Tinha agora um sorriso safado, e um olhar predador, reações maliciosas que foram correspondidas pelo maior que também alargou um sorriso.

–Não me provoque morango, você não disse que sua bunda ainda doía?

–Isso foi ontem.- Não aguentou mais e deu uma gargalhada, estava o provocando, nada além disso, ainda estava doendo...- Mas não se alegre, hoje não, ok?

–Que maldade, me provoca desse jeito e não me deixa me vingar.

–Ora, depois de um tempo tudo fica melhor...

–Se você diz... Mas saiba, que antes de voltarmos para casa, teremos mais uma noite.- Um arrepio subiu o corpo, se ele prometia, ele cumpria.

–Hai, hai...

Um beijo, dois, e depois vários, foi como continuou o "banho" dos dois adolescente até começar as carícias, e agora onde aquilo iria acabar ninguém sabe.

Em algum lugar ~~

Renji depois de tomar seu tão desejado banho, sabendo que não conseguiria dormir saiu, andando pelos corredores pôde ouvir risadas vindo do quarto de Ichigo, aquilo lhe deu certa raiva, mas também uma imensa vontade de rir, imaginando o que poderia estar acontecendo lá dentro. Saindo do hotel, avista um ser extremamente pálido, indo para atrás do hotel, não entendia por que, mas suas pernas automaticamente começaram a conduzi-lo na direção daquela pessoa, e sem perceber o segurou.

- Ulquiorra! — Oruivo de cabelos completamente rubros segura o pulso do garoto. Ulquiorra estava indo a algum lugar fazer... Bem, ninguém sabe.
— O que foi? — Ele o olha, frio como sempre. Estava meio chateado -mais que o de costume -depois daquela... Discussão, com Grimmjow. — Estou meio ocupado, sabe? — Usa um tom irônico, fazendo o outro sorrir.

- Me desculpe. -ele o solta. — É que... eu ouvi sua conversa... Sabe. Com o Grimmjow.
Ulquiorra arregala os olhos, Renji pode jurar que ele ficou um pouco corado. Então, era assim? Renji iria caçoar dele até o final de sua vida? Do pouco que conhecia, o ruivo simplesmente zoava as pessoas por diversão. Com ele não seria diferente... seria?

Agora atrás do hotel,garotos se encontravam em um tipo de templo comum, com um lagocheio de carpas no meio do terreno com grama verdejante. O céu estava lindo, as nuvens, brancas, apesar da tempestade do dia anterior. Não havia ninguém ali, o lugar não era muito visitado, na verdade. Um bosque estava em volta do lugar, as árvores não muito recentes, mas não antigas. O templo, feito de madeira com o típico formato estava também vazio, um altar com algumas velas acesas a favor de Kami. O moreno olha em volta. Certifica-se de que não há pessoas ali, como houve da outra vez, com o azulado. Se bem que ele não havia visto...

O Schiffer suspira, olha o garoto maior a sua frente. O olhar de Renji estava diferente,meio... Preocupado? Não, não poderia ser isso, Ulquiorra devia estar delirando. Ele devia o olhar, não fala nada a princípio, acabou por se interessar pelo que poderia ouvir.

- Hey... — Diz o ruivo — Por que... você... Sei lá, fica preso nessa? — Ele parece que tem dificuldade para falar algo, como se estivesse tendo cuidado para não ser grosso. — Sabe, eu pensei direito, ontem a noite, quando estava um pouco sem sono... Sobre... isso que estamos fazendo, e... — Suspira- Eu realmente acho que é errado. Não vê, eles se amam, e nenhum plano mirabolante irá separá-los, Ulquiorra... — Ele segura os ombros do moreno, o olha nos olhos. — Você... somente tem que sair dessa. Eu me interessei pelo Ichigo no começo, mas somente por competição... — Renji continua o fitando.

Ulquiorra havia ficado quieto todo esse tempo, somente ouvindo as verdades que saiam da boca de Renji. Desistir... Desistir do Grimmjow. DoseuGrimmjow? " Não." Pensa ele. " Ele já não é mais meu..."E olhava para Renji, que estava tão cuidadoso com ele, naquele lugar calmo, tranquilo. O ruivo realmente havia mudado, ou QUERIA mudar, percebe. Grimmjow havia mudado, talvez... Talvez Renji quisesse mudar também. Eles ficam em silênciopor algum tempo, Ulquiorra assimilando as coisas e o avermelhado esperando alguma reação. Depois de um tempo, Renji suspira, o solta, se dandopor vencido.

- Olha, Ulquiorr- O moreno não o deixa terminar e o beija. Repentinamente, sem pensar. Renji acaba se deixando levar. Impulsivamente coloca as mãos na cintura de menor, e este nos ombros do ruivo. Um beijo calmo, carinhoso. " Tão diferentes dos doGrimmjow..."
Eles se separam depois de alguns minutos. Ulquiorra o olha, agora vermelho realmente, fato que ele não entendia. " Vermelho... por que estou tão quente?" Pergunta a si mesmo, em sua mente. Fita o ruivo, igualmente corado, estava arfando. Renji de repente o abraça, reconfortando-o. Não queria mais saber. Não queria ir embora. Somente sentia uma estranha necessidade de juntar os cacos do garoto pálido em seus braços, talvez pudesse curar seu coração doente, seu coração que estava doendo... Talvez pudesse, não, ele conseguiria. Conseguiria fazer aquele ser tão pálido, com olhos de um verde tão vivo, apenas e somente seu.

Notas finais
Se gostaram deixem um review, leitores fantasmas, sei que tenho vários, então por favor apareçam, eu não tenho medo de assombração u.u
Uma noticia ruim para vocês, a historia está acabando, sim podem chorar eu deixo T-T
Provavelmente teremos mais uns 3 capítulos, então, até o final do mês que vem (talvez) a história tenha acabado.
Mas não se sintam tristes :) posso fazer outros trabalhos com Bleach também, one shots quem sabe :3
Bem, é isso pessoal, por favor, os que não comentaram ainda, apareçam, eu não mordo sabiam? =^-^=

Kisses da Yuki~~*
Ciao~ ♥