Ódio Ou Amor?

21 Capítulo 21- Revelación de los secretos Parte 1


Notas iniciais
Esse capítulo saiu bem grande pessoal :D e acreditem eu chorei escrevendo ele...
Eu me tornei bem dramática acreditam? Se não passem a acreditar e esperem todos os próximos capítulos escritos bem dramaticamente, hahaha.
Ah sim, teremos um especial de dia das crianças, uma visão que vai fazer vocês terem hemorragia nasal e uma surpresinha no final. Mais informações nas notas finais.
Boa leitura! :3

Engoliu o seco em sua garganta, tinha que decidir em se encolher de medo por causa de fantasmas do passado, ou então correr atrás de sua amiga e pedir-lhe desculpas.

Correu porta a fora atrás da loira que agora andava a passos fortes floresta adentro, aquilo não iria terminar bem, o ruivo tinha certeza disso, mas não poderia deixar sua amiga sozinha, sabia dos sentimentos da garota, queria evitar de todas as formas aquele tipo de situação, mas era praticamente impossível.

-Hiyori!- Chamou novamente mas a loira continuou a andar, dessa vez mais rápido, quase correndo para dizer a verdade. Ichigo não ficou atrás, e acelerando o passo ainda mais conseguiu pegar no braço da amiga que parou subitamente. O ruivo a solta e ela se vira para ele. Desejava não ter que ver aquilo, não ver aquela expressão tão dolorosa na face de sua melhor amiga. Estava chorando, em prantos.- Hiyori...

-Ichigo você é um idiota! Não considera mesmo os meus sentimentos não é?! Por que teve o trabalho de vir aqui? Poderia ter ficado se agarrando lá com o Grimmjow!

-Hiyori.. Deixa eu me explicar...

-Explicar o que Ichigo?! Eu não tenho nada a ver com isso! Nada a ver com vocês!

-Hiyori me deixe falar!...

-Vai embora Ichigo! Me deixe sozinha!

-Hiyori!!- Finalmente a loira parou para encarar o ruivo, triste, tristeza era o que sua face distorcia. Abraçou a amiga desesperado, não queria perdê-la. Ficaram no constrangedor silencio por alguns segundos, até ele ser quebrado pelo adolescente que a abraça ainda mais forte- Me desculpe Hiyori...

As palavras penetraram os ouvidos da loira transmitindo vários significados, e a voz embargada de tristeza a fazia se sentir ainda pior. O que estava fazendo?... As grossas gotas de chuva misturavam-se com suas lágrimas e a tristeza e arrependimento bateram em si com um baque surdo. Deixou-se cair no chão levando o ruivo junto que também foi forçado a se ajoelhar, sussurrando pedidos de desculpa no ouvido da adolescente.

-Ichigo eu... Me desculpe...- Ichigo se afasta um pouco da amiga para encará-la, ainda chorava, mas tinha um doce sorriso no rosto o que deixou o ruivo mais calmo. Levantou-se e com um sorriso estendeu a mão para a loira que aceitou de bom grado.

-Vamos voltar, antes que...- Um estrondo, e um clarão irrompe o céu alertando-os que os raios e relâmpagos começaram... Ichigo estremece ao som excessivamente alto, um turbilhão de lembranças dolorosas invadem sua mente a chutando incessantemente, o medo logo invadindo seu ser, as lágrimas começam a rolar por seu olhos, misturando-se as gotas excessivamente grandes de chuva, uma ânsia o fez se ajoelhar novamente escorando-se em uma árvore segurando a cabeça com força. De algum jeito, doía tanto que parecia que cairia de seu pescoço e junto a uma dor excruciante perfura seu peito com a lembrança dolorosa, lembranças que guardava no fundo do seu coração, o que o permitia sorrir no dia a dia. Essas lembranças só voltavam em dias como esses... Colocou uma mão na boca antes que todo o seu almoço fosse jogado fora. Fechando os olhos com força, querendo com todo o seu ser afastar as lembranças que insistiam em vir.

Não conseguia ouvir a loira chamando-o, tudo o que ouvia era o som dos raios que chocavam-se com o chão provocando um som doloroso aos ouvidos de Ichigo. Logo sentiu seu corpo amolecer, sua visão ficar turva e o som de buzinas e dos raios invadir sua mente, logo um novo clarão e tudo ficou escuro.

-Ichigo! Vamos não me assuste assim! O que aconteceu?! Acorde!!- Chamava desesperada a loira chacoalhando de leve os ombros do maior que encontrava-se inconsciente no chão. Não conseguiria carregar o ruivo até onde os outros estavam, e o que preocupava a loira é que não entendia o por que do adolescente ter desmaiado.

-Hey!- Ouviu alguém chamar, um vislumbre de esperança correu pela face da loira, que ao ver quem era deu graças a Deus.- O que... Essa não..- Era Grimmjow quem viera buscá-los, estranhou a demora de seu namorado e decidiu vir procurá-lo, e fez muito bem em fazê-lo...

-Grimmjow...- Chamou a loira em prantos.- Eu, eu não sei o que aconteceu... D-de repente ele começou a se sentir mau e desmaiou.. E-eu não sei o que fazer...- Grimmjow suspira se abaixando perto dos dois e conferindo se Ichigo estava bem, afastando alguns fios ruivos de sua testa e o pegando no colo. Bagunçou os cabelos da loira e se levantou.

-Ele está bem, só tem uma certa fobia... Depois te conto, vamos sair da chuva primeiro.- Hiyori se segurou na blusa do azulado enquanto esse levava o ruivo em seu colo de volta para a cabana. Assim que saíram da floresta todos vieram correndo em plena chuva para saber o que tinha acontecido, mas foram prontamente ignorados por Grimmjow que continuou seu caminho de volta para a cabana.

Depositou Ichigo em uma das camas e enxotou todos de dentro da cabana que esperavam apreensivos do lado de fora embaixo da cobertura. Não demorou muito para que a porta fosse aberta por um Grimmjow agora devidamente vestido e seco, e ao adentrarem o quarto encontram o ruivo do mesmo jeito — escusado seria dizer que as meninas e alguns meninos ficaram corados ao cogitarem a idéia que Grimmjow teria trocado a roupa de Ichigo.

Depois de todos devidamente trocados, reuniram-se no quarto onde o ruivo repousava. Com um pedaço de pano úmido sobre a testa, as vezes podia se ver sua face, normalmente calma e sorridente, contorcer-se numa expressão de sofrimento, o que deixava a todos ainda mais preocupado, estava tendo um pesadelo.

-Comece a contar o que aconteceu, Jaeguerjack. — Falava num tom mais frio Renji, que tinha abordado uma postura mais séria e fria pela falta de informação. Estava preocupado com o ruivo, e nada era dito pelo azulado a algum tempo.

-Isso já aconteceu uma vez. Apesar de eu não querer lembrar daquilo...- Diz num fio de voz, relembrando daquele dia. O dia que tentou fazer aquela monstruosidade com o doce ser repousando na cama.- Ele tem fobia, a raios e relâmpagos, parece que aconteceu alguma coisa com ele quando era pequeno que desenvolveu essa fobia. Ele ainda não me disse nada.

-Mas o que aconteceu? Ele desmaiou daquela vez também?- Agora quem perguntou foi Inoue, que até então tinha se mantido quieta, todos apenas ouvindo, sem falar uma única palavra.

-Não, ele ficou muito assustado desnorteado, chorava muito e não prestava atenção em nada a sua volta. Ele pediu para eu ficar com ele naquele dia, mas eu recusei...- Todos olharam para ele com cara feia, principalmente Renji, que se levantou de supetão, raiva, era o que seu olhar transmitia. Era de conhecimento de todos ali que Renji também tinha uma queda pelo ruivo. Tentou tê-lo pela força, e só resultou em alguns hematomas e uma suspensão para o mesmo. Grimmjow prontamente o ignora, soltando um suspiro e abaixando a cabeça continua.- Eu tentei me aproveitar dele no dia, e... Ele ficou morrendo de medo de mim.

Grimmjow não precisava olhar para os outros para saber que o olhavam com completa irritação, as auras assassinas emanadas por todos era suficiente para saber que queriam exterminá-lo. Um baque foi ouvido e Grimmjow bate na parede com força. O soco recebido o fez ser jogado para traz e admite que merecia muito mais que apenas um soco por ter feito tal atrocidade com o angelical ruivo agora desfalecido na cama.

-Você merece muito mais que isso... — Rosna o ruivo, a voz soando muito mais fria e seca do que é de costume seu quando quer brigar com alguém. Sim, em sua antiga escola Renji era o "rei das brigas" e realmente merecia tal título — desnecessário dizer que por tal proeza foi expulso — Apesar de ter perdido miseravelmente para o ruivo invocado. Renji estava muito mais que irritado, estava borbulhando de ira. Queria descontar sua raiva em algo, e só não espanca o ser que estava caído com a cabeça baixa a sua frente, pois seria verdadeiramente repreendido por Ichigo.- Eu deveria bater muito em você, mas só não o faço para não magoar Ichigo.

Silencio, um incômodo e constrangedor silencio. Renji se senta novamente, ignorando o azulado que mantinha-se sentado escorado na parede ainda com a cabeça baixa. Agora que pensava melhor no assunto, pelo que fez, deveria nunca ter sido perdoado pelo menor. Que mesmo depois de tudo o aceitou de tão bom grado. Chegando a entregar-se a ele.

Um gemido chama sua atenção e a de todos que instintivamente deram um pulo e foram para perto da cama onde estava o ruivo, alarmando a todos as lágrimas que rolavam sem misericórdia por sua face. Logo um clima pesado inunda a todo o quarto. E novamente todos se sentando perto da cama, começam a conversar, excluindo o azulado que se ajoelha perto do adolescente passando a delicadamente por seus cabelos e a resposta que tem do outro e sua mão sendo pega e abraçada pelo menor que continuava a choramingar. Aquilo arrancou um sorriso de Grimmjow, que sentou-se ainda mais próximo a cama e se apoiando continuou a acariciar seus cabelos com a mão livre.

~~~~Seven Years Earlier~~~~

"Mama! "- Chamava uma criança de aproximadamente7 anos. Cabelos alaranjados e enormes e fofos olhos castanhos-avelâ. Chamava a uma moça no auge dos 30 anos, cabelos e olhos castanhos, trajando um vestido rosa. A criança acabara se agarrando as pernas da mãe, que olha para o filho com um doce sorriso no rosto.

"Não tenha medo, Ichigo. Eu estou aqui está bem?"- Dizia com uma voz aveludada, sem desfazer o sorriso. Acabara por se abaixar para abraçar o filho assustado com o som dos projéteis elétricos que se chocavam com força no chão. A moça segurava um guarda-chuva na mão livre e com a outra segurava a criança firmemente nos braços.

"M-mas.. Mama, eu estou com medo..."- Abraça-se ainda mais forte a mãe deixando algumas lágrimas descerem ao som de outro raio. Masaki da um suspiro preocupada. Percebera antes de sair que iria chover, mas esquecera o medo do filho de raios. E agora a pequena criança pagava por seu esquecimento.

"Me desculpe Ichigo, mas olha, eu estou aqui com você não é? Com a mama aqui nada vai acontecer com Ichigo."- Mas um caloroso sorriso é aberto em seus lábios. Olhando para a criança doce e protetoramente. O que fez o ruivo fungar baixinho e dar um leve sorriso para a mãe que o abraçou novamente.- "Meu bravo Ichigo."

Sussurrou por fim se levantando. Mas um clarão ofuscante foi tudo o que viu antes de empurrar o filho e tudo perder-se em escuridão. Kurosaki Masaki não se encontrava mais nessa vida...

Apesar de um pouco atordoado a criança se levanta da grama molhada, olhando em volta tentando associar o que tinha acontecido. Conseguiu ouvir o som de um raio, o clarão de um relâmpago, também o som estridente da buzina de um carro, e depois somente sentiu o baque de ser jogado para longe por sua mãe.

Chorava freneticamente procurando pela figura feminina presente todos os dias de sua vida, denominada mãe. Subindo devagar o pequeno morrinho, pois tinha machucado a perna. Procurava desesperadamente por sua mãe. A encontrando estirada no chão da estrada de costas para ele, uma poça do liquido carmesim a sua volta, e o que mais assustava o garoto. A mesma não se mexia.

"Mama...- Chamou engatinhando até a mãe imóvel no chão. As mãozinhas machucadas tocavam o chão firmemente. E sem perder tempo vai o mais rápido que sua perna machucada deixou, sentando-se ao lado da mãe balançava o ombro da mesma tentando chamar sua atenção. — Mama!...- Chamou novamente levantando-se uma vez mais e indo de frente para a mesma. Uma ânsia o impediu de encará-la uma segunda vez.

Ajoelhando-se ao lado da mulher agora irreconhecível deixa tudo o que seu pequeno estômago continha sair, chorando desesperadamente ouvia apenas o som dos raios e a luz dos relâmpagos iluminarem a visão de sua mãe, agora com o rosto totalmente desfigurado, brilhar em seus olhos

Outro clarão traz de volta a lembrança do acidente como um vídeo que havia dado replay.

Gritava em desespero. Pedindo inutilmente por ajuda pelos carros que passavam voando ao seu lado, nem ao menos olhavam para o pequeno ser implorando por ajuda. Um estrondo o faz lembrar uma vez mais do rosto de sua mãe, antes um rosto que continha um olhar caloroso, e um doce sorriso. Agora totalmente desfigurado e ensanguentado.

A súbita visão o faz entrar em choque, os gritos em sua garganta morrem, seus olhos não são mais capazes de produzir lagrimas, a dor intensa, física e emocional o atinge num baque surdo, seus olhos vêem apenas um grande e indefinido borrão, as luzes dos faróis passando por ele incessantemente, e depois, tudo o que vê é escuridão.

Uma hora. Uma hora foi o tempo que levou até alguém ter o bom senso de resgatar a criança estirada no chão. O carro que batera em sua mãe havia caído barranco abaixo, logo também não poderia socorrer o ruivo.

Após chamarem a polícia e a ambulância, os socorristas foram checar se tinha alguém vivo no carro que havia capotado diversas vezes antes de parar a beira do rio, a um triz de cair no mesmo e ser levado pela correnteza elevada pelo nível da chuva.

Outros trinta minutos foram gastos antes de uma ambulância aparecer no local, levando os sobreviventes e cobrindo o corpo da mulher antes de colocá-la em outro carro para também levá-la, porém direto para o necrotério.

Assim que chegaram ao hospital, procuraram algum jeito de ter contato com os pais, no caso, pai, de ichigo. Que agora encontrava-se em um quarto, sendo devidamente tratado pelos enfermeiros. Finalmente encontra, um celular, achado junto ao corpo de Masaki. Felizmente ainda funcional.

"Senhor kurosaki?"- Pergunta um enfermeiro após ligar para um numero denominado "Ishiin Kurosaki (Otoo-san)" — "Aqui quem fala é Oosami Haru, do hospital municipal de Karakura. Pelo que apresenta, seu filho e sua esposa sofreram um acidente com um carro que perdeu o controle na pista, seu filho está bem, mas sua esposa morreu assim que sofreu o impacto... Senhor Kurosaki?"

O mundo caiu para Ishiin Kurosaki, não conseguia cogitar o que o enfermeiro acabara de falar em seu telefone, que agora encontrava-se no chão junto a ele. Não sabia quando tinha caído, quando seus joelhos tocaram o frio chão da clinica particular que tinha.

Não é que não conseguia cogitar, simplesmente não queria, a simples idéia que o amos de sua vida, sua amada mulher havia morrido. Mas depois disso tudo ainda tinha uma luz no fim do túnel, seu filho, seu único filho homem havia sobrevivido ao acidente, não sabia em condições estava, mas estava vivo, e apenas isso servia para acalmar o coração desolado do pobre homem.

Pegou as filhas em casa e as deixou com a vizinha após perguntar-lhe se podia deixá-las lá contando-lhe sem muitos detalhes o que havia acontecido, a mulher ja de idade se emociona com as palavras do homem em seus 35 anos, e sem nenhum protesto aceita cuidar das crianças pelo tempo que quisesse.

Sem muita demora Ishiin já rumava para o hospital, informando com desespero o que haviam lhe contado, pedindo, implorando com as fracas forças que ainda lhe restavam para que lhe informassem melhor o acontecido. E tão logo a mulher o pede para sentar-se e esperar que pesquisaria no sistema pelo que o homem pedia. Um jovem, de aproximadamente 25 anos adentra a recepção, um jaleco cobrindo todo o seu corpo, cabelo puramente negro e arrepiado, olhos pequenos e estreitos, mas bem expressivos. Se aproximou do homem que se encontrava jogado em um banco, segurando a cabeça como se ela fosse cair. Desesperado pela informação que ninguém lhe dava.

"Senhor Kurosaki?"- Indaga o enfermeiro, chegando ainda mais perto do homem e colocando a mão em seu ombro. Ishiin balança a cabeça positivamente, pensando que finalmente alguém lhe daria respostas.- "Poderia me seguir até onde seu filho está sendo mantido? "- A face do homem se escurece, as palavras num tom levemente arrastadas ditas pelo homem soavam a seus ouvidos com um tom de pura 'pena'- "Não se preocupe,seu filho está bem, teve apenas alguns arranhões, o único machucado um pouco mais sério é em sua perna onde está um pouco inchado."

Um pouco de alívio atingiu Ishiin, que seguiu o médico até a ala hospitalar. Andando por um tempo pelos longos corredores finalmente o enfermeiro para diante uma porta, que é aberta pelo lado de dentro por uma médica, provavelmente pediatra. Olha para os dois homens a sua frente com pesar, visivelmente triste por todo o acontecido.

Assim que a médica se retirou os dois entraram, encontrando o ruivo ainda desacordado deitado sob a cama, uma faixa cobria sua cabeça, alguns curativos tomavam conta de seu pequeno rosto. As mãozinhas enfaixadas e a perna engessada. O homem novamente desmoronou, se seu filho estava assim, talvez não teria coragem para ver sua mulher...

Chegando perto do filho, pousou sua mão sobre os cabelos do filho desacordado. Desejando inutilmente estar no lugar da criança naquele momento.

O médico se sentou ao lado da cama, o quarto era de certa forma bem espaçoso, com duas poltronas, uma de cada lado da cama, um criado mudo uma cômoda e uma pequena televisão, também continha uma suíte, na qual nenhum quarto pode faltar. O enfermeiro fez sinal para que o homem também repousasse na poltrona, o que fez com relutância, mas assim que sentou-se, se sentiu levemente mais relaxado.

"O que aconteceu?"- Foram as palavras que deixaram seus trêmulos lábios. Colocando a mão sobre os olhos, esticava-se na poltrona macia, tentando sentir-se vagamente relaxado.

"Segundo as outras vítimas do acidente, eles perderam o controle após um relâmpago cegá-los, sentiram bater em alguma coisa e depois derraparem e capotarem perto do rio. Ficaram presos entre as ferragens, então não puderam ajudar... Por ele não ter ferimentos mais graves, eu presumo que a sua esposa antes de receber o impacto, conseguiu afastá-lo da colisão."

"Então ele continuou consciente depois do acidente?..."- Indaga suspirando cansado, aquilo custaria um trauma para seu filho, se o que estivesse pensando fosse verdade...

"Ah.. Nós o encontramos ao lado do corpo de sua esposa já inconsciente. Eles ficaram na pista, por um tempo aproximado de uma hora, mais o tempo de chegarmos ao local, meia hora. Peço desculpas por nossa ineficiência por não tê-lo socorrido antes."

"... Não se preocupe, não importa o quão antes vocês chegasse, não poderiam salvar Masaki... Eu, só me pergunto como contarei para minhas filhas, que a mãe delas não iria mais voltar..."- Um novo suspiro escapa de seus lábios. Estava cansado já de toda aquela situação. Queria de todo o coração uma maquina do tempo, apesar de não saber, se mesmo tendo-a poderia salvar sua amada.

Um raio que acabara de se chocar ao chão, provocando um leve, quase imperceptível tremor a todo o hospital, tal fenômeno chama a atenção dos adultos no quarto, e os faz soltar um outro suspiro. O enfermeiro se levanta, e rumando até a porta se vira uma vez mais para o apreensivo e inconsolável pai que olhava para o filho profundamente. Provavelmente pensando em um jeito de contar à pequena criança que não teria mais mãe.

"Oosami-san eu... Quero ver a minha esposa.

~~~~Present~~~~

-Grimmjow?...

Notas finais
Bem pessoal, enxuguem as lágrimas e leiam até o final ok c:
O especial terá duas partes, uma será postada na sexta-feira (05/10) e a outra no sábado (12/10).
Espero que tenham gostado do capítulo e deixem seus reviews :)
Ciao~ ♥