És ela

1 Capítulo único


Notas iniciais
Algumas vezes durante a madrugada eu pago de filosofa, essa foi uma vez.

Sim, é ela a besta feroz que me persegue, é dessa fera voraz que eu fujo, ela e tão somente ela, criatura estapafúrdia, estúpida, animal nojento e asqueroso, infame que tira a comida do prato de meus filhos e eles mata de fome a seu bel prazer, é ela que mistura ao seu vinho chique meu sangue e o sorve como se nada fosse, e aos quatro ventos profere acerca de mim infames boatos, és ela a única criatura débil que mata os próprios semelhantes por prazer, ganancia, dinheiro e orgias, não necessidade, nunca há necessidade.

É essa a criatura mais famigerada de que tenho conhecimento... Qual é ela? A criatura humana, com corpo humano, forma humana, mente estúpida, forma de falar débil e dissimulada. És esse o mal que assola à mim e à toda humanidade.

Vá, levanta-te e derruba teu pai, tua mãe, teu afilhado, primo ou irmão, suga-lhes o sangue e triunfa sobre seus ossos, é assim e só assim que a mente se organiza. Tome sol no túmulo de seus antepassados e cuspa zombando-os por seus refutáveis esforços que de nada serviram, palita os dentes e escarra na boca de suas crianças todo esse lixo de tradição e saiba que tua mão que hoje as alimenta, amanhã será arrancada. Lembra-te o mal da humanidade é a própria humanidade.

Notas finais
Algo a dizer? Talvez em sua defesa.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!