Notas iniciais
Gente, não sou muito bom. Só tô escrevendo por que eu amo fazer isso, mas...

2012, 21 de Dezembro. Olimpo, tarde.

Era começo de tarde quando as doze divindades olimpianas estavam reunidas, todas sentadas em seus grandes tronos que formava um “U” no grande salão de mármore. Os deuses estavam a fitar um globo de cristal envolto por neve por neve uma leve neblina. Ao canto do enorme salão uma menina aparentando ter onze anos de idade estava sentada diante de uma lareira açoitando o fogo com um galho um pouco comprido, seus cabelos eram vermelhos feito fogo e sua áurea projetava calor – sem dúvida era Héstia, deusa dos laços familiares -. Os deuses continuavam em silêncio, em seu trono, Zeus parecia estar desconfortável mas mesmo assim não desviou os olhos do globo de cristal. O crepitar do fogo na lareira ao canto do salão era o único som ouvido no local. Atena, – deusa da sabedoria e estratégia – parecia estar impaciente, com vontade de falar algo.

— Devo concordar com Atena. – Disse Poseidon, resolvendo quebrar o silêncio inquietante. Os deuses levantaram as cabeças e desviaram o olhar para Poseidon, que ficou sem graça, mas manteve a voz firme – Hera fez uma escolha errada.

— Novidade. – Apolo disse displicente, arrancando risadinhas de Ares e Hefesto.

— Silêncio, Apolo. – Zeus alteou a voz severamente. – Queremos ouvir o que todo o conselho tem a dizer, não temos tempo para brincadeiras.

— Oh, me desculpe! – Zombou Apolo, fingindo estar profundamente ofendido.

De seu trono Ártemis deu-lhe um olhar de advertência. Então Zeus pigarreou e falou com a voz meio embargada:

— Devo concordar com eles, querida. Eliminar um semideus por achar que ele poderia vir a fazer uma coisa terrível, como a que você disse. Devo-lhe lembrar que ele nos ajudou bastante na batalha contra Cronos.

Hera estava furiosa, seu tom de pele era de um vermelho quase intenso. A deusa parecia que estava a ponto de explodir a qualquer momento. Um silêncio repentino e então Hera ralhou com Zeus.

— COMO PODE? MEU PRÓPRIO MARIDO ESTÁ CONTRA MIM? ZEUS! COMO PODE FAZER UMA COISA DESSAS? EU SOU SUA ESPOSA.

— Se fosse só isso que ele fizesse. – Disse Ares, num murmúrio um pouco alto.

Após as palavras de Ares uma tensão novamente tomou o grande salão, todos voltaram seus rostos para Ares e ficaram uns minutos sem desviar o olhar. Ares parecia envergonhado, mas então Ártemis pigarreou voltando a atenção de todos para ela.

— Devo-lhes lembrar o motivo para que realmente estamos reunidos aqui? Bem, se não se lembrar temos um problema como Érebo.

Os olimpianos murmuraram em concordância e então Hades – que graças a reivindicação de Percy, conseguiu seu lugar no olimpo – disse.

— Então, já contei a vocês em detalhes tudo o que aconteceu, acho que não será necessário repetir não é mesmo?

— Ah, não! Obrigada Hades, agradecemos pela sua informação – Ártemis falou sorrindo para o Senhor do Mundo Inferior .

— Bem, não podemos fazer nada em relação a isso, não é mesmo? Já que ele não tentou nenhum ataque ou coisa assim. – Zeus disse displicente.

— Devo-lhe lembrar novamente Zeus, – Ártemis se interpôs novamente. Era incrível a presença marcante dela naquele conselho – que foi por conta de descuido e falta de preparação que nós quase perdemos a guerra contra Cronos.

— Ártemis tem razão, – Atena disse com firmeza – temos que ter certeza que os semideuses no Acampamento Meio-sangue estão recebendo boas instruções. Devemos ficar informados sobre tudo que está acontecendo. – E então olhou para Dionísio que parecia não estar prestando muita atenção na conversa.

— Dionísio! – Apolo chamou alteando a voz, assim dando uma pancada leve no ombro do deus, que pareceu estar acordando de algum devaneio.

— Ah, sim! Os pirralhos. – Disse ele como se não estivesse nem ligando para o que estava acontecendo – Este trabalho pertence a Quíron, falem com ele.

Argh – Atena suspirou parecendo estar com vontade de matar Dionísio. – Bem, vamos mandar uma mensagem de Íris para Quíron. – E então olhou para Hermes, que pareceu ter entendido o sinal.

Hermes levantou-se de seu trono, o deus parecia um prédio de dez andares, então, fez um movimento com a cabeça e ficou do tamanho de uma pessoa normal. Caminhou até um canto de sala e ficou um tempo lá, murmúrios de conversa era ouvido do local onde estava Hermes. Cinco minutos após o deus estava de volta ao seu trono, em seu tamanho gigante. Se acomodou em seu trono e então falou com sua voz bastante jovial.

— Quíron disse que as crianças estão recebendo treinamento de guerra, e que a notícia de do desaparecimento de Percy Jackson os abalou bastante mas isso não é motivos para eles se descuidarem.

— Bom, acho que é isso. Levamos muito tempo aqui, acho que podemos nos reunir mais tarde ou outro dia. – Disse Zeus olhando para Hera. – O conselho olimpiano está suspenso, obrigado a todos.

Os deuses trocaram palavras antes de ir embora, e então, um de cada vez saiu do salão e foram em direção à construções que pareciam templos,– provavelmente lugares onde descasavam – quando as portas do palácio de Zeus se fecharam um barulho de discussão pôde ser ouvido lá dentro, o salão estava vazio, nem mesmo Héstia se encontrava ali.

Notas finais
Espero que tenham gostado.