— Oi amiga, oque faz aqui sozinha? – disse curiosa.

— Minha vó foi até o posto de saúde e não voltou ainda, estou muito preocupada – disse Kah nervosa.

— Calma, vamos lá no posto – disse tentando acalma – lá.

— Ok vamos – disse Kah.

Estávamos andando em direção ao posto quando vimos uma multidão de gente em volta de alguma coisa, fomos até lá para ver oque estava acontecendo.

— Meu deus – disse assustada – Calma Kah é melhor você não ver isso – disse afastando ela da multidão.

— Oque esta acontecendo, porque você não quer que eu veja – disse Kah chorando.

Deixei ela sentada em um banco e chamei Seth e o Luquinhas.

— O Seth e o Luquinhas estão vindo – disse colocando o celular no bolso da calça – espera ai que eu já venho.

A ambulância tinha acabado de chegar, fui até lá.

— Para que hospital estão levando ela? – disse com os olhos cheios de lagrimas.

— São Francisco.

Quando olho para trás vejo Karina chorando e Seth abraçando ela, Luquinhas estava vindo em minha direção.

— Você não falou pra ela que a vó dela foi atropelada!? – disse Luquinhas.

— Eu fiquei com medo, eu não sabia oque fazer – disse nervosa – me da um abraço? – disse chorando.

Lucas me deu um abraço forte que me fez me senti mais segura, não sabia oque fazer, Karina só tinha a avó.

— Vamos até o hospital? – disse Luquinhas acariciando meu rosto.

— Vamos sim, vou chamar o Seth e a Kah – disse secando as lagrimas.

— Estou esperando no carro – disse Luquinhas.

— Vamos até o hospital – disse levantando a Kah do banco.

— Vamos – disse Seth.

— Vocês não querem me falar, mais eu sei que é minha vó – disse ela soluçando de tanto chorar.

— Vamos minha linda – disse Seth.

Entramos no carro de Luquinhas e fomos até o hospital, chegando lá fui até a recepção e a moça pediu para esperar, sentamos em um banco, após algumas horas o doutor chega até nos.

— Como ela esta doutor – disse Karina ofegante.

— Não tenho boas noticias – disse o doutor – ela morreu a caminho do hospital, fizemos tudo que podíamos – disse ele triste.

— Não pode ser – disse eu abraçando a Karina.

— Eu quero ver ela, eu quero ver ela agora – disse Karina gritando.

Seth abraçou ela e tentou acalma-la.

— Vamos pra casa amiga você precisa descansar – disse baixinho levando ela para fora do hospital.

Luquinhas ligou o carro e fomos todos para minha casa.

Chegando, Karina sentou com Seth no sofá e eu e Luquinhas fomos para a cozinha.

— Eu não sei o que fazer mor – disse eu abraçando o Luquinhas.

-Calma vai dar tudo certo – disse ele me acalmando.

Estava nervosa mais não queria que Karina me vice assim.

— Vou levar um copo de água com açúcar para Kah – disse pegando um copo.

— Ok vou pra sala – disse Luquinhas.

Estava levando o copo para Karina.

— Aqui Kah beba você esta muito nervosa – disse entregando o copo.

— Obrigada amiga, mais acho que isso não vai me acalmar – disse ela ofegante.

Ouvi o barulho da porta se abrindo.

— Oi filha o que esta acontecendo? – disse minha mãe colocando a bolsa no sofá.

— Mãe foi horrível, a Dn. Luísa morreu – disse com os olhos cheios de lagrimas.

— Como? Não pode ser – disse ela abraçando a Kah.

— Eu não sei o que fazer tia – disse Karina abraçada com minha mãe.

— Calma linda, tudo vai dar certo – disse minha mãe.

Minha mãe levou a Karina para o meu quarto para ela descansar, eu Seth Luquinhas e minha mãe ficamos na sala.

— Ela dormiu? – disse Seth.

— Sim, coitadinha estava muito cansada – disse minha mãe.

Estava muito preocupada com ela. Oque iria acontecer agora?

— Mãe, oque vamos fazer agora? Ela não tem pra onde ir – disse ofegante.

— Vamos ver isso amanha, quando ela acordar, vamos esperar ela ficar mais calma – disse ela me dando um abraço.

— Bom, eu vou pra casa, se acontecer alguma coisa, poder me ligar – disse Seth muito abatido.

— Tudo bem Seth, se cuida – disse acompanhando ele até a porta.

Vou me deitar estou muito cansada, Lucas meu bem, se quiser eu deixo você dormir aqui, Mayra precisa de você – disse minha mãe subindo as escadas.

— MÃE!!! – gritei – não acreditei que ela falou aquilo.

— Obrigado Sr. Swan – disse Luquinhas corado.

Lucas me deu um beijo me fazendo ficar mais calma. Era incrível como ele me fazia ficar melhor só com um beijo.

— Acho que eu já vou indo – disse ele me dando um selinho.

— Tudo bem amor, amanhã a gente se fala – disse segurando a mãe dele.

— Tchau minha linda – disse ele abrindo a porta.

Subi as escadas e fui para o meu quarto, Karina estava deitada na minha cama, então coloquei um coxão no chão e dormi.