É por isso que eu odeio o futuro!

8 Capítulo 8- Direto ao ponto.


Notas iniciais
Aqui vamos nós de novo Eu bem que quero que sejamos mais que amigos Então vá com calma comigo, tenho medo de você nunca se satisfazer (Neon Trees- Animal) Yo meu povo o Nem demorei tanto.E olha que essa foi semana de provas U.U Mais um capítulo pra vocês, que eu espero muuuito que gostem! E meus agradecimentos e Um ENORME abraço a minha amiga e leitora Thatyane Santana que betou o capítulo :D Obrigada!

Não sei se mais alguém já ficou escutando a conversa alheia, mas deixa-me falar: Não façam isso. Sério. Nunca terá um resultado legal. Sem contar que o problema disso, é que as chances de você não saber como reagir depois, sejam muito grande. Como no meu caso.

Claro, não era nada fora do mundo ou impossível de lidar. Poderia ser bem pior. Mas tinha algo errado. E eu queria saber o que era. Ninguém acorda em uma manhã e termina com o namorado porque está de mau humor. Eu pelo menos não faria isso. Quer dizer, acho que não.

Você provavelmente pensou que depois de jogar aquela granada em cima da tal Letícia (e de certa forma, em mim), ele ia explicar tudo o que aconteceu.

Pois é, este era o plano, mas não deu certo. Porque Beto simplesmente e magicamente olhou para o relógio no pulso e murmurou um chocado “como está tarde”. Sério. E eu fiquei lá... Parado.

Até eu me dar conta de que eles iam sair. Porque quando isso aconteceu, eu corri. E não estou brincando. Eu corri tanto, que estava vendo a hora do meu antigo treinador aparecer e me convocar para o time de corrida.

Quando voltei ao salão principal, que ainda estava cheio de gente apesar de ser um pouco mais de uma da manhã, nem preciso dizer que ninguém entendeu o fato de eu estar ofegante e com aquela cara de “eu fiz algo e me descobriram”.

Ignorei completamente os olhares curiosos que algumas pessoas me davam ou os sussurros indiscretos que se arrastava por onde eu passava.

Mas eu estava muito perdido em pensamentos. Quero dizer, Beto era o namorado perfeito. Por que alguém iria querer terminar com alguém assim?

Eu tentei pensar em algo, mas não sabia o que. Na verdade, seria estranho eu dizer que não sei por que casais terminam?

Talvez eu devesse perguntar diretamente para ele. É a coisa certa a fazer.

Ou talvez fosse, se eu não tivesse espiado a conversa do cara. O que me lembra de que, ou eu sou muito bom em fuxicar a conversa dos outros, ou que Beto era tão desatento que nem me notou.

Quase voltei a correr quando senti uma mão sobre o meu ombro. Em termos de ninjas Beto dominava a maior parte, pois juro que não percebi sequer uma vez que ele tinha se aproximado.

—Ai meu Deus!– Coloquei a mão sobre meu peito tentando acalmar meu coração que estava ainda mais agitado pelo susto. – Está tentando me matar?

— Desculpa. – Ele arqueou as sobrancelhas. Olhou para o meu rosto, que acredito não estar em um bom estado – Você está bem?

Eu estava olhando para ele. Era notável que ele não havia percebido. Ele não sabia que eu havia escutado. E isso me fez sentir culpa pra caramba.

— Estou. – Respondi meio débil. – Só estou cansado. Estava te procurando.

—Eu estava conversando com a Letícia. – Ele olhou em direção a mulher que sorria alegremente para umas pessoas, mas quando o olhar dela se encontrou com o meu, juro que eu pensei que ela ia tirar uma faca de dentro da bolça e correr em minha direção.

—Ah... –Foi o máximo que eu consegui responder. Embora o que eu queria dizer era “eu sei”.

Ele colocou a mão sobre meu rosto. E eu tentei, muito, não me afastar.

—Acho que você teve o suficiente por hoje. Vamos para casa. – Isso só pode ser punição divina. Só pode ser...

Eu realmente tive vontade metralha-lo com um monte de perguntas. Eu queria, ao mesmo tempo em que não. Então me limitei a respirar fundo e concordar. Afinal, era o que eu mais queria... Ir pra casa. Mas eu realmente queria ir pra casa. Minha antiga casa, com a minha mãe e minha irmã. Eu não queria ter que resolver os problemas em que eu me meti e que não me lembro.

Ah! Vamos lá, Alex. Você tem que reconhecer o fato de que não é mais um adolescente. Encarar os fatos como um adulto... Mas como um adulto reagiria a tudo isso?

E se eu achava que a situação não poderia ficar pior, ficar em um carro com Beto, completamente silencioso, conseguiu barrar as minhas expectativas. Eu já havia soltado tantos suspiros altos que estava praticamente escrito na minha testa “há algo errado, pergunte logo o que é!”.

Beto desviou os olhos da direção e me fitou brevemente.

— Você quer dizer alguma coisa?

— Sim. – Respondi, minha voz saiu tão cansada.

—Então por que não diz?

—Por que eu não sei o que dizer.

Ele não entendeu e eu suspirei outra vez

— Há algo que você gostaria de me dizer? – Eu perguntei para ele. Eu não sei bem o que, mas eu estava esperando algo.

Eu sei que este não é o melhor momento para isso, mas quando Beto voltou a olhar pra mim, ele não tinha a expressão do homem sério ou do pervertido que me assediava, nem de uma pessoa romântica. Ele estava com cara de quem aprontou. Tipo quando você é criança e pensa “minha mãe vai me matar”.

Eu não sei se ele entendeu a pergunta como ultimato ou o que, mas com certeza, o deixei bem desconfortável.

—Hã... Eu... Te amo? –... Seria cômico se não fosse trágico. Deixei meus ombros caírem e revirei os olhos.

—Deixa pra lá... –respondi. Apertei a ponta do nariz.

—Eu fiz algo errado?

—Não. –Eu acho que não.

—Você está com raiva?

—Você vai me contar o que aconteceu na noite do meu acidente? – As palavras pularam da minha boca. Elas costumam fazer muito isso...

—O quê? – Ele realmente parecia surpreso.

—Eu adoraria saber, sabe? O que aconteceu aquele dia? Pra onde eu ia? Por que eu ia... – Não tinha intenção de ser sarcástico, mas foi assim que as palavras soaram.

Beto abriu a boca pra falar algo, mas as palavras devem ter parado no meio do caminho. Depois ele fez uma careta e de repente arregalou os olhos.

—Você estava escutando a minha conversa com a Letícia? – Consegui perceber surpresa e indignação no seu tom de voz.

Eu fiquei vermelho, meu rosto estava quente. Agradeci mentalmente por está escuro.

—Foi um acidente, tá? Eu não fico ouvindo a conversa dos outros. –Respondi em minha defesa. – E pare de mudar de assunto!

—Não estou mudando de assunto. Estou chocado em saber que você é um bisbilhoteiro.

—Eu... Eu não sou um... Ai meu Deus! Desculpa ok? Eu tinha ido te procurar e acabei ouvindo parte da conversa por acidente. Mas você não deveria esconder essas coisas de mim.

—Eu não estava escondendo de você. Diga-me, qual a razão de eu esconder algo de você, sabendo que a qualquer momento a sua memória vai voltar? Isso só faria você ficar com mais raiva de mim. Você nunca me perguntou, por isso eu não disse nada.

Por um momento eu fiquei analisando o que ele falou. Nunca havia me tocado que, de fato, não havia razão pra ele me esconder muita coisa. Uma hora ou outra eu ia acabar descobrindo.

— Para de me fazer parecer mau! – Disse por fim.

Eu nem havia percebido que havíamos chegado em casa e já estávamos descendo do carro.

—Não estou fazendo você parecer mau.

—Por que não disse que íamos terminar?

—Porque não íamos. Você só estava... Confuso. – Ele dizia aquilo mais pra si mesmo do que pra mim. Pelo menos foi essa a impressão que eu tive.

—É mesmo? Então qual foi a do “Promete guardar um segredo”?– Afinei um pouco a minha voz. Não que fosse para parecer à voz do Beto. Ah não. Eu só queria irrita-lo mesmo. Infantil? Eu sei.

Eu não sei o que ele ia responder, mas meu argumento final parece ter barrado todos os dele. Ah, queria dizer que estávamos dentro de um elevador, discutindo e eu nem reparei que uma velhinha assistia a coisa toda. O que uma velhinha esta fazendo a essa hora da madrugada em um elevador vendo uma DR de um casal gay, eu não sei, mas ela me pareceu bem empolgada com aquela cena.

—Eu não estava escondendo de você. Apenas não quero que o mundo todo comente sobre isso. Principalmente, como eu disse, quando foi uma decisão precipitada da sua parte.

Ele abriu a porta e passou pisando forte no chão. Jogou as chaves em cima da mesa de centro.

—Mas e se eu estivesse falando sério? Por que eu iria fazer isso? Por que eu iria querer terminar com você?

—Porque você... Mudou! Estava estranho há meses. Ah, sim eu tentei te convencer a falar, mas você só dizia que estava “cansado”. Então naquele dia você arrumou as suas coisas e disse que já não estava dando certo. Você, simplesmente queria acabar ali. Quatro anos de namoro. Eu tentei, tanto, conversar com você, mas você simplesmente não me ouvia. Nunca ouvia...

Eu parei na metade da história. Minha mente variou e por um momento, achei que ia desmaiar.

—Eu... Sai... Quer dizer, eu estava irritado, chateado... Algo assim. Peguei as chaves do carro e sai. Meu telefone não parava de tocar. E eu... Tinha que ir a um lugar. Estava chovendo tanto... – Sabe quando você narra a cenas de um filme? Era bem parecido. As imagens simplesmente aparecem na sua mente. Bem lentamente e meio distorcidas, mas aparecem. É como ter um devaneio ou um sonho, mas que você sabe que foi real.

Mas era certo... Eu estava me lembrando.

—Você... Lembrou? – Ele perguntou.

—Hã?... Ah, não de tudo. Apenas vi as imagens na minha cabeça. – Eu sei! Isso parece surreal, mas é exatamente assim que acontece. Elas simplesmente aparecem na sua mente. Do nada.

—Talvez devesse te contar as coisas aos poucos. Parece funcionar com a sua memória... – Ele parecia estar se acalmando. Eu não sabia que ele ficaria tão nervoso.

— Não achei que você fosse surta por causa das minhas perguntas.

Ele suspirou e correu a mão pelos cabelos.

—Desculpa. Eu não costumo fazer isso.

Peguei-me levando minhas próprias mãos ao rosto dele.

—Está mais calmo agora?

—Vai me beijar de novo?– Ele perguntou.

—Eu não vou beijar você. – Agora sim, eu estava ficando vermelho de vergonha. –Eu já nem me lembrava disso, tenho muita facilidade pra esquecer as coisas. – Jesus! Que piada de mau gosto eu acabei de fazer...

—É mesmo?–Ele levantou a sobrancelha.

—Com toda certeza.

—Que pena... –Ele entortou os lábios. – Eu não tenho esse costume.

Eu acho que até ia dizer alguma coisa. Mas não consegui, porque antes que eu fizesse isso Beto me beijou novamente.

E não vou ser nenhum hipócrita. Foi muito bom. Todas as partes do meu corpo sentiram aquele beijo. Sério. Ele beijava muito bem, diga-se de passagem, e eu nunca havia beijado ninguém daquele jeito antes. Nem de jeito nenhum, se for levar em conta a minha situação. Quero dizer, não é todo dia que uma pessoa te beija com tanta vontade daquele jeito. E vou ser sincero, a ultima coisa que eu esperava era gostar. Porque, até uns dias atrás se você me falasse que eu estaria beijando outro homem e que ia gostar disso eu juro que ia rir muito da sua cara, mas agora...Acho que eu até o encorajei a continuar.

Ele foi o primeiro a se afastar, inalando o ar fortemente e sorrido para mim. Enquanto eu ainda tentava sair do meu estado de torpor.

—Acho que estava pensando nisso a noite toda. – Ele falou com a voz meio débil. Mas havia algo nela... Algo que fizeram os meus nervos se agitarem.

—Ah meu Deus... – Me afastei dele. Não muito. Ainda podia sentir o calor de seu corpo. Apenas o suficiente para conseguir respirar com calma. – Acho que eu preciso... Tomar um banho. Gelado e rápido.

Eu não sei se ele ficou raciocinando por um tempo ou que, mas tudo ficou em um silêncio muito constrangedor.

Alguém me mata, por favor?

Eu praticamente acabei de confessar para ele que eu fiquei excitado por causa de um beijo. Sério, eu só queira que o chão se abrisse e me engolisse vivo, ali mesmo. Porque... Eu juro... Não foi de proposito! Só... Aconteceu.

Mas no final não foi isso que aconteceu. Ele apenas agarrou minha cintura e me prendeu ainda mais a ele. O que me fez soltar um gemido. Mas não se engane, foi mais de pânico do que de qualquer outra coisa.

Ele roçou os lábios no meu ouvido e sussurrou:

—E eu posso ir com você?

E foi nesta hora, que eu percebi que se não desse um basta, eu iria realmente ceder a ele. E REALMENTE não estava com estes planos na cabeça. Com toda certeza. Não. Nunca!

Então eu consegui empurra-lo, não sei de onde arrumei forças para isso. E eu não sei como consegui me trancar no banheiro. E quando eu digo que não sei como, não estou brincando. Por que honestamente, minhas pernas estavam tão firmes quanto uma gelatina. É muito mais capaz de eu ter ido rastejando igual uma lagarta do que andando.

Depois de um logo banho e de TODOS os meus músculos terem se acalmado, abri a porta calmamente. Eu não sabia nem o que dizer... Na verdade, eu nem queria falar nada. Queria deitar e dormir. Só.

— Se sente melhor, Alex?–A voz de Beto apareceu atrás de mim.

—Você poderia parar de aparecer assim?

—Sinto muito. – Sente coisa nenhuma. – Bom, acho que irei tomar banho sozinho. Já que alguém não me deixou ir junto. Sabe Alex, você deveria pensar no planeta. Precisamos poupar água...

Minha cara foi muito parecida com uma careta indescritível. Ele apenas deu uma risada. Dava pra ver que ele estava com um grande bom humor...

Mas pra resumir, foi assim que a minha noite acabou. Bom, não exatamente, porque depois de ter tomado banho Beto, por alguma razão de outro mundo, queria por que queria conversar. Poxa, eu estava caindo de sono. Então eu apenas o deixei falando sozinho e acabei dormindo.

Na manhã seguinte acordei com um cheiro muito bom.

Sei que já falei, mas Beto tem o dom de cozinhar. Ao contrario de mim, que consegue queimar até a salada se brincar. Mas era incrível ele ter tanta disposição para cozinhar de manhã.

Pelo menos eu achava que era de manhã. Mas na verdade era um pouco mais de meio dia. Então eu não sei se ele estava fazendo o almoço ou o café da manhã.

Levantei da cama e fui me arrastando pra cozinha, me deparando com Beto usando uma regata preta e short de algodão, enquanto cantarolava. Era algo tão bizarro e fofo ao mesmo tempo.

— O que você está fazendo?– Perguntei com a voz ainda pesada e arrastada de sono.

— Bom dia!–Ele sorriu. – Estou fazendo lasanha.

—Ah... Bom dia! – Eu disse ainda meio lerdo. –Espera... Você disse lasanha?

Ele se aproximou e colocou algo na minha boca.

— O que acha?

—Acho que estou com fome, e que você cozinha muito bem.

—Somos um casal perfeito então. – Ele sorriu.

Já falei que ele esta com um excelente humor, não é? Pois então... Eu simplesmente não sei responder quando ele faz isso. Tipo é muito legal. Mas, eu ainda fico com um pé atrás.

Mas sabe, devo confessar que foi muito divertido ficar conversando banalidades e vendo-o cozinhar. Era algo realmente... Estranho, mas bom.

Mas aí, o telefone tocou. (Porque sim, eu já sei o que é um telefone, ok?).

Beto preferiu ele mesmo atender, e eu não me incomodei.

Sua expressão era séria. Depois ele concordou com algo, então desligou. E veio até mim.

—Aconteceu algo?– Perguntei preocupado.

— Parece que a Camila foi internada essa madrugada. Achamos que talvez os bebês nasçam hoje!

Meu rosto ficou imóvel. Eu quase havia me esquecido.

Eu vou ser titio!

Notas finais
Weee ! chegamos a mais um final. E eu queria agradecer a todos os leitores.Que me surpreenderam com o numero de acompanhamento O.O E queria incentiva-los a comentar *o* Eu fico tão feliz gente, quando vcs falam comigo! Venham! Eu juro que vai ser legal. Pra saber se vcs estão mesmo gostando e sáscoisas, sabe? Bom,até o próximo.Beijinhos. :**