Notas iniciais
Aqui um resumo do por quê eu escrevi isso:
Há um tempo atrás, eu estava totalmente depressiva. Mas essa história é fictícia e a personagem NÃO sou eu.
Dito isso, espero que aproveitem a leitura.

Ela fechou os olhos.

É, talvez devesse ser assim que as coisas terminariam.

Aqui. Deitada no chão de uma sala escura, vazia.

Seria esse seu fim?

Abandonada por aqueles que ama, esquecida por aqueles que juraram se lembrar...

É, talvez não fosse tão ruim assim...

Alguns dizem que seus nomes significam o caminho que traçam.

Qual era nome novamente?

Suas ilusões tornavam-se mais e mais reais. Era aquilo sonho ou realidade?

Aquele gato preto que a seguia. Aqueles sussurros em seu ouvido.

Seriam eles mesmo frutos de sua imaginação doentia?

Sua única fonte sanidade não passava de uma mentira. Até mesmo sua imaginação a abandonará. Seguia passos de outros, guiava-os para o tão clamado paraíso.

Mas o que restava para ela? Pedaços mofados de algo já chamado 'criança'.

Estaria ela pensando demais? Estaria ela vendo demais?

Por vezes ela tinha medo.

Medo do que?

De si própria, da dor, do toque de outros.

Mas eles notavam seu sofrimento?

Seus ataques suicida?

Seus pensamentos psicopatas?

Não. Eles não notavam. Melhor até, eles ignoravam.

É uma fase, eles diziam.

É apenas sua cabeça pensando demais, eles diziam.

Estariam eles certos? Estaria ela pensando demais?

Talvez. É, talvez.

Mas talvez, também fosse tarde demais.

Estava ela aqui, perguntando-se de qual jeito morreria mais rápido.

Se cortando sentiria a dor inicial, mas, quem sabe, quando visse o sangue carmesim descendo sobre seus pulsos pálidos, seus olhos se grudassem naquela maravilha e ela esquecesse que está morrendo pouco a pouco.

Ou com enforcamento. Haviam cabos suficientes em sua casa para ela usar. Mas talvez ela se sentisse estranha. Sentindo a cada segundo o ar tornar-se escasso em seus pulmões.

Ela podia estar sozinha naquele cômodo escuro, porém, no resto de sua casa haviam outras pessoas. Fizesse ela um barulho que fosse, eles acordariam e ela teria medo de colocar em prática seus planos.

Sentia-se tonta. Seria aquilo o calor ou pouco a pouco sua mente parava de funcionar?

A leve respiração de outro ser que não ela a fazia estremecer.

Por que mesmo ela estava fazendo aquilo?

Essa era uma boa pergunta. Mas, novamente, era tarde demais.

Ela optará pelos cortes. Doeu menos do que ela esperava e, de fato, carmesim tornara-se sua cor favorita naquele momento.

Pela manhã talvez eles a encontrassem lá. Não depois de arrombar a porta do cômodo que estava, claro.

Como eles reagiriam? Como se sentiriam?

Ela duvidava que eles fossem chorar. Era mais do que óbvio que ela não passava de um peso morto para eles. Bom, que ironia, agora ela realmente era um peso morto.

...

Fechou os olhos novamente, quando os tinha aberto?

Ela se perguntou mais uma vez seu nome. Sua mente estava branca, não se lembrava. E sua idade?

Ah... ainda a poucos meses ela tinha feito 13 anos...

Notas finais
Novamente, a personagem NÃO se baseia na minha pessoa.
A idade de 13 foi escolhida para dar um gosto agoniante na boca, justamente por ela recém se tornado adolescente. E também por ser de sexta-feira 13, um ta-ta-tan na situação.
Para aqueles que por algum motivo se sentiram ofendidos, me desculpem, não era meu objetivo ferir alguém com as minhas palavras.
Aqui aceito críticas, sugestões e palpites.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!