Ânsia
15 Inércia
O som é seco, um baque surdo. O carro some na escuridão melancólica da avenida durante a madrugada.
O grito do porteiro me acorda da paralisia. Desço correndo, de pijama. O corpo dele está ali, torcido e inerte no asfalto. É real. O sangue mancha a rua.
- Já chamei a ambulância, dona Vero! — José, o porteiro, grita em desespero.
Meu cérebro, em choque, tenta cotar os acontecimentos. A imagem de Hugo sem vida pisca freneticamente, mas a realidade a nega.
A ânsia desaparece, substituída por um frio que congela minha alma. Eu o matei. Foi a ânsia que o matou.
Notas finais
GALERA, quase larguei os bets esse ano. Fui moleque e achei que estava de boa, por conta das novas regras, a vida foi acontecendo e a drabble ficou com Deus. Mas acho que vou finalizar sim, ainda vou aparecer na de vocês, não desisti ainda não AAAA
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