Ápice Da Depressão
1 Angústias
E no ápice de depressão de meu espírito,
Exulto minha alma, mentalmente enferma,
Entre meus sonhos que não prosperam.
Meio-termo da felicidade e depressão,
Situa-se minha personalidade instável.
Moldando-se, quebrando-se entre sorrisos e humilhação.
Submissão minha ao universo
Minha auto-estima cai e cai,
Como em uma escadaria sem degraus,
Imaculada pouco à pouco
Pela poesia vívida e real, a literatura literal, que ronda minha vida.
Climáx mau.
Minha criatividade é o paradigma da insanidade,
Meu juízo inexistente
Que suprime minha serenidade.
Esse lado, esse termo que escondo em mim
Não passa do imaginário de uma garota descontente.
Pequena ainda sou, sim,
Mas se a infância afasta-se assim
Me sinto com trinta em meus doze.
E temorizo-me em meus gostos
Que acredito que terminados estão
Mas, quem sou, afinal?
Estou sendo moldada, ajustada, fixada,
E a consciência disso cega-me como um clarão
Em minhas ânsias e meus medos,
Medo do meu espírito desabrochar,
Medo da ápice de alegria e depressão apagar,
Temo apenas mudar.
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