E no ápice de depressão de meu espírito,

Exulto minha alma, mentalmente enferma,

Entre meus sonhos que não prosperam.

Meio-termo da felicidade e depressão,

Situa-se minha personalidade instável.

Moldando-se, quebrando-se entre sorrisos e humilhação.



Submissão minha ao universo

Minha auto-estima cai e cai,

Como em uma escadaria sem degraus,

Imaculada pouco à pouco

Pela poesia vívida e real, a literatura literal, que ronda minha vida.

Climáx mau.



Minha criatividade é o paradigma da insanidade,

Meu juízo inexistente

Que suprime minha serenidade.

Esse lado, esse termo que escondo em mim

Não passa do imaginário de uma garota descontente.



Pequena ainda sou, sim,

Mas se a infância afasta-se assim

Me sinto com trinta em meus doze.

E temorizo-me em meus gostos

Que acredito que terminados estão

Mas, quem sou, afinal?

Estou sendo moldada, ajustada, fixada,

E a consciência disso cega-me como um clarão

Em minhas ânsias e meus medos,

Medo do meu espírito desabrochar,

Medo da ápice de alegria e depressão apagar,

Temo apenas mudar.


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