Notas iniciais
Eae, cambadaaaaaa! o Blz? Então, quero agradecer a Nekochibiwalker pelo comentário que me deixou muito "AI, MDS, SOCORRO!" *----* OIUASJUHASUH Obrigada, Neko! Chega de enrolar, aqui vai mais um cap, espero que aproveitem! (sorry qualquer erro) opaskopksa Boa leitura! Avante, marujos!

“Existem coisas no mundo, que vai além da compreensão humana. Tanto que a nossa própria existência é negada. Mas de fato, talvez o desconhecimento seja a melhor opção, pois a ganância dos homens pode chegar a ser destrutiva para nós.”

Era isso que Erza sempre ouvira. No entanto, ela sempre fora uma sereia com seus ideais, fascinada por aqueles seres que eram chamados de “humanos”, que viviam acima do mais profundo oceano, sobre a barreira de equilíbrio que separava os dois mundos. Seu fascínio começou quando pequena, no momento em que seu pai Makarov começou a lhe contar histórias sobre eles. Em algumas eles eram cruéis, em outras, nem tanto. Também dizia que a barreira nem sempre existiu, no entanto, a única sereia que realmente teve o contato mais próximo comum “humano”, fora Aquarius.

E ela ficava quase todos os dias, nadando próximo aquele vácuo que os separava, tentando imaginar o por quê de Aquarius, o espírito dos mares ter feito aquela barreira, mas sem ter alguma noção, isso estava mais próximo de ser descoberto, no momento em que a mesma se viu sendo sugada fortemente por um redemoinho que surgira como mágica. Mesmo tentando nadar ao lado contrário, já tivera sido pega quando sua cauda foi sugada pelo buraco, sentiu uma alucinante dor nela, a fazendo perder a força e logo em seguida a consciência.

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Assim que aquela corrente espiral de água desmanchou-se, Jellal e sua tripulação encontravam-se num local totalmente diferente.

O Sol brilhava forte, como se estivessem em pleno-meio dia. O oceano estava no seu azul habitual, poucas nuvens apareciam no céu, e algumas poucas ilhas, que pareciam intocadas, por não mostrar sinal de civilização. Os tripulantes do Crime Socière ainda estavam desorientados com o que havia acontecido. Não é todo dia que se entra num redemoinho, e, ainda por cima, sobrevive depois disso.

–- Estão todos bem? – Pergunta Jellal, observando a sua tripulação se aproximar dele, após se recuperarem da “viagem”.

–- Sim. – Respondeu Alzack, entregando a espada de Jellal que havia caído. – Parece que durante o redemoinho ninguém se feriu, mas perdemos alguns homens na luta contra a Grimoire Heart.

–- Entendo. – Após pegar a espada, Jellal começou a olhar em sua volta. Ao notar as ilhas em meio à água. Sem perder tempo, declarou: Homens, seguiremos em linha reta até aquela ilhota. Assim que chegarmos, dividam-se em trio e explorem ao redor. Precisamos de tábuas para consertar qualquer estrago que possa ter sido causado ao Crime Socière, então peguem o que acharem. Estejam na praia em que atracarmos antes do anoitecer, para trocarmos informações. Além disso, levem uma arma. Caso caiam em apuros, sinalizem!

–- Sim, capitão! – Responderam em uníssono.

Jellal havia percebido que Gray e Natsu conversavam com Lucy, afastados dos outros integrantes da tripulação. A loira parecia estar segurando o choro. Ela não parecia estar ferida, e, da mesma forma, a mesma não era de chorar. Jellal pensou em ir até ela, entretanto, achou que não era a melhor hora. Não queria que os outros marujos se intrometessem em assuntos da loira, então decidiu deixar seus braços direito e esquerdo, cuidarem de Lucy.

Não demorou muito para chegarem a tal ilha. Logo, os tripulantes seguiram as ordens do capitão. Dividiram-se em grupos de três. Entretanto, quando Natsu, Lucy e Gray iriam sair da embarcação, Jellal pediu para que os eles ficassem, que o esperassem no convés, e assim foi cumprido.

–- Vou dar uma olhada dentro do navio, verificar se está tudo em ordem. – Avisou Gray, logo após se retirando.

Lucy e Natsu ficaram no convés, observando aquele lugar em silêncio, enquanto seus companheiros desapareciam na mata.

–- Luce, onde acha que estamos? – Perguntou Natsu, vendo a loira fixar seu olhar em um ponto distante.

–- Sinceramente? Não faço a mínima ideia. Só lembro de ter se formado um redemoinho no lugar onde... a minha chave caiu. – Respondeu, vacilando no final. Aquela era a única lembrança que ainda tinha de sua mãe, ter a perdido chegava a doer profundamente no seu íntimo.

–- Iremos encontrá-la, daremos um jeito, nem que as possibilidades sejam zero por cento. –Sorriu de orelha a orelha para a loira. Natsu sempre otimista, acolhedor, e era isso que mais cativava Lucy. Quando estava com ele, ela sentia-se segura, era como se Natsu fosse a luz e ela a mariposa. Era atraída naturalmente.

Quando Lucy se pegou admirando aquele sorriso, seu rosto tornou-se rubro, o que a fez voltar a olhar fixamente para um ponto da praia, onde a água ainda era presente. Ao longe ela viu algo fora da paisagem, pela distância não dava para identificar, então rapidamente ela chamou a atenção do rosado.

–- Natsu, olha aquilo! – Exclamou, apontando para um ponto distante.

–- É uma... pessoa? – Natsu estreitou seus olhos para, talvez, ver melhor.

–- É o que vamos descobrir, venha! – Lucy desceu do navio atracado rapidamente, sendo seguida pelo seu companheiro.

Quanto mais Lucy se aproximava, mais seus passos ficavam lentos, inseguros. Assim que a loira ficou cerca de um metro do que avistara, levou as duas mãos à boca espantada. Não demorou muito para o espanto dar lugar a admiração. Lucy ficou fascinada, não conseguia nem acreditar que ali, na sua frente, havia uma sereia. Sua mãe sempre contava histórias sobre elas, assim como contava sobre piratas. Ela até ficaria admirando mais aquela sereia, mas quando seus olhos fixaram na cauda, percebeu que havia um pedaço de madeira atravessado na mesma, enquanto escorria sangue em grande quantidade.

Saindo do transe, percebeu que o rosado ainda permanecia no seu. Sem demora Lucy deu uma chacoalhada, despertando Natsu que parecia mais confuso ainda.

–- Natsu, volte para o navio e procure um tanque de vidro, aqueles que usamos para colocar espécies raras de peixes para vendermos no comércio, se não me engano tinha um onde fica as ferramentas. Chama o Gray também, precisamos levá-la ao navio. Depressa, Natsu! – Ordenou a loira e sem rodeios Natsu saiu correndo em direção ao Crime Socière.

–- Primeiro vou checar o pulso, depois... Droga, o que vem depois?! – Dizia Lucy em voz alta para si mesma, ela estava nervosa demais com aquela situação, mesmo já tendo feito primeiros socorros em vários de seus companheiros.

Quando a loira foi checar o pulso, num ato rápido, a sereia segurou bruscamente seu braço, fazendo Lucy soltar um grito.

–- Quem é você? – Perguntou a ruiva, sem soltar Lucy. Não que ela quisesse ferir ou algo assim, mas pela primeira vez ela viu o tal “humano”, mas precisava controlar a curiosidade, ainda mais depois de ouvir tantas histórias nada boas sobre eles.

Lucy ficou um pouco surpresa pela sereia falar a mesma língua que ela, além de perceber que não era só ela que estava assustada.

–- Me chamo Lucy, e qual o seu nome?– Perguntou a loira sorrindo, tentando passar confiança. Depois de um tempo apenas esperando a resposta, que ela achou que não viria, sentiu a mão da sereia afrouxar aos poucos.

–- Erza. – Assim que Erza soltou o braço de Lucy, seus olhos seguiram direto para sua cauda. Não podia negar, a dor estava cada vez maior, mas também não queria mostrar a fraqueza para a desconhecida, mas seu corpo a traiu quando a água salgada cobriu novamente toda a extensão de sua cauda, o que a fez grunhir de dor.

–- Não se preocupe a ajuda logo chega, Erza. -- Tranqüilizou a sereia após perceber as expressões de dor que ela fazia.

As duas esperaram cerca de uns quinze minutos até avistarem os dois homens vindo em sua direção. Lucy percebera ao olhar para o céu, que o tempo passava mais rápido que o normal, pois o Sol, já estava quase para se pôr. Erza parecia assustada e inquieta, não queria admitir que estava com um certo medo ao ver aqueles dois homens, ainda mais com um enorme tanque de vidro. Se ao menos sua cauda não estivesse daquele jeito, fugir não seria uma má ideia.

–- Isso é sério? – Perguntou Gray, atônito ao chegar ao lado de Lucy e ver aquele ser fantástico. – Isso é mesmo uma Sereia?

–- Tem barbatana de peixe. Deve ser de comer. Vamos cozinhar isso, Lucy? Acho que o Happy vai gostar. – Falou Natsu, enquanto Happy pronunciava "peixe". O que não causou uma boa impressão à sereia.

–- Acho que não é um ciclope, Gray. E não é de comer, Idiota. Sinceramente, vocês deviam deixar um pouco o treinamento de lado e irem ler, pois estão precisando. – Respondeu Lucy. – Encham o tanque com água do mar. Vamos levá-la ao barco. Enquanto isso pensarei no que fazer com o seu ferimento, Erza. – Respondeu Lucy, mostrando um pequeno sorriso para a sereia. A qual não correspondeu, mantinha sua expressão ríspida, embora tenha simpatizado com a loira.

–- Lucy, tem certeza que devemos ajudar essa ‘coisa’? – Perguntou Gray. – Já ouvi lendas sobre sereias serem criaturas horríveis. Encantam marinheiros para afogá-los no fundo do mar e alimentam-se de suas vísceras. – Argumentou o moreno. Despertando uma expressão de raiva em Erza.

–- Não seja bobo, Gray! E ela se chama Erza! – Repreendeu Lucy. – Olhe para ela. Não tem como um ser lindo como esse machucar alguém.

–- Tem certeza disso? As aparências enganam. — Insistiu Gray, não era de seu feitio confiar nas pessoas, então imagina em uma criatura que ele pensava em ser apenas uma lenda?

–- Ora, Gray, se ela quisesse nos machucar, já teria feito. – Retrucou a loira. – E, além disso, ela está machucada. Não podemos deixar ela aqui pra morrer.

–- Hm... Lucy, acho que está sendo ingênua de mais. – Continuou o moreno, duvidando quanto a criatura ser algo bondoso, enquanto olhava para ele com uma expressão assassina, talvez se ela tivesse pernas, estaria morto.

–- Hey, geladinho, a Lucy sabe o que faz. – Disse Natsu, intrometendo-se na discussão. – Façamos o que ela pediu e pronto. Vamos deixar a decisão final com o capitão. Ele vai saber o que fazer. – Sugeriu o rosado mesmo concordando com Gray.

Em pouco tempo montaram e encheram o tanque. Lucy achou que não deveria retirar a madeira da barbatana da sereia no momento. Faria isso com alguns remédios à mão. Os três colocaram Erza no tanque. A mesma mostrou certa resistência, mas, convencida que Lucy era alguém bondosa, e não ter muitas opções decidiu aceitar a ajuda.

Com certa dificuldade chegaram ao navio, onde a levaram para a cabine do capitão. Lucy não queria que mais ninguém soubesse sobre a sereia antes de Jellal decidir o que fazer. Esperava do fundo do coração que ele não a matasse, mesmo confiando em seu capitão, sabia que ele era um homem frio para as pessoas que não fossem de sua confiança, ou seja, que não fosse sua tripulação. Muitos segredos rondavam seu capitão, mas o mesmo se mantinha fechado quanto a isso, e ninguém chegava a ter coragem de protestar.

Lucy tratou dos ferimentos de Erza com todo cuidado, enquanto fazia perguntas, mas em nenhuma obteve resposta, o que a deixou um pouco chateada já que percebera que não iria conseguir a confiança da sereia tão rápido. Depois de acabar pegou alguns alimentos para a ruiva, mas todos foram recusados pela mesma. Erza sabia que a loira só queria cuidar dela, mas o orgulho que possuía sempre gritava mais alto, até em uma simples atitude carinhosa. Sabia que estava sendo rude, então com muito esforço ao ver a pirata dizendo que a deixaria sozinha, pois logo seu capitão chegaria decidiu pelo menos agradecer, recebendo um sorriso sincero da loira antes da porta ser fechada.

Após a loira fechar a porta dirigiu-se para onde seus companheiros estavam, eles pareciam estar discutindo sobre algo, melhor dizendo, sobre a sereia.

–- Cara, desde que caímos naquele redemoinho, tem acontecido coisas meio bizarras, não sei como não surtei ao ver ‘aquela coisa’, pior, não sei como concordei em tê-la trazido pra cá. Não consigo nem imaginar a reação do Jellal. – Disse Gray assim que Lucy já estava entre eles. O moreno definitivamente estava contra em ter trazido a sereia para o navio. O olhar que recebera dela não era nada amigável, disso tinha certeza.

–- Eu ainda acho que daria um ótimo grelhado de sereia. – Disse Natsu babando, junto com Happy só em pensar na possível refeição.

–- Quanto ao Jellal, eu resolvo. – Suspirou Lucy. Ter que falar sobre isso com seu capitão seria frustrante, pois aquele era mais cabeça dura que o moreno ao seu lado.

–- Então vai se preparando, porque o chefinho já está a caminho, loirinha. – Disseram os dois com um sorriso diabólico em seus rostos, antes de se afastarem.

Lucy queria esganar aqueles dois, mas apenas suspirou, enquanto Jellal e o resto da tripulação que havia saído vasculhar a ilha voltavam cansados, trazendo algumas tábuas em mãos.

Assim que ele chegou ao convés, Lucy acenou para ele, o que não demorou muito até chegar a ela. A loira notou que havia alguns pequenos cortes em seu rosto, assim como alguns rasgos em suas roupas. Pelo jeito não fora fácil caminhar pela floresta.

–- Vou ser direta com você, mas antes, quero a sua palavra de que você não vai matá-la. – Lucy olhava-o de modo firme. Ela sabia que quando ele prometia algo, ele não voltava com sua palavra.

–- Matar quem? Do que está falando, Lucy? – Perguntou confuso. Sabia que a loira tinha seus momentos estranhos, mas mesmo assim não é fácil se acostumar. Vendo que a mulher em sua frente não iria responder até ele prometer seja lá o que for, desistiu de buscar respostas. – Ok, eu prometo.

–- Tem uma sereia na sua cabine.

–- Mas o quê? – Lucy só podia estar brincando com a sua cara. – Você deve ter batido a cabeça naquele redemoinho.

–- Então vá, e veja você mesmo. – Apontou para a porta a frente.

Os dois seguiram para a cabine em passos largos. Jellal ainda mantinha uma expressão cética no rosto, mas sua companheira não parecia estar brincando nem um pouco, se não conhecesse Lucy, diria que estava ficando louca.

Assim que a loira abriu a porta de sua e ele entrou, seu queixo caiu. Não tinha uma definição para a expressão que Jellal se encontrava. Ver aquela sereia de cabelos vermelhos, com duas conchas azuis escuros sobre os seios fartos, dois braceletes de metal, e a enorme cauda verde ciano, que parecia conter diamantes sobre as escamas, era demais para se processar, tanto que nem notou o ferimento da mesma em sua cauda. Talvez, a única palavra que poderia encontrar em seus pensamentos seria: Bela.

Não soube quantos minutos ficou admirando aquela criatura, mas assim que voltou ao seu estado normal, podendo então raciocinar com clareza, algo em sua mente surgiu, formando um sorriso de canto em seus lábios.

–- Acho que temos uma mina de ouro aqui.

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–- Rei Makarov, ainda não encontramos sua filha. – Dizia um dos guardas do castelo a um homem de estatura baixa, de poucos cabelos e barba branca, que mantinha um tridente sempre em suas mãos. – A última vez que a princesa Erza foi vista, estava nadando próxima a barreira, na área proibida novamente.

Sua filha sempre fora inconsequente quando ele tentava colocar limites, ainda mais quando ele a proibia de ficar nadando perto da barreira, agora sua filha virara uma aventureira sem causa, lutando e defendendo o que acredita. Malditas histórias que contou!

Makarov havia mandado vasculharem em uma grande extensão do oceano desde que sua filha sumira. Já se fazia dois dias em que não tivera noticias dela, o deixando sem saídas, tendo que usar o seu último recurso.

–- Vá atrás da feiticeira Levy, e a traga aqui. Diga que é urgente, quero falar pessoalmente com ela. – Ordenou. Chamar Levy era sempre em último caso, se ela não soubesse o que fazer, não sabia quem poderia ajudar a encontrar sua filha.

–- Sim, senhor!

Notas finais
Espero que tenham gostado! Uuhauhsa Deixem suas críticas ou elogios, eu não mordo. Os dois são bem vindos! UASUuhuahsuhas Até o próximo! ;3