Água mole, pedra dura...
3 O Jantar
Notas iniciais
Henry levanta animado corre para o quarto da mãe e pula em cima dela para que acorde.
– Acorda mãe, acorda. Vamos fazer algo estou tão feliz, vamos jogar videogame. Diz Henry sorrindo.
– Calma Henry devagar. Diz Regina preguiçosa. — Você sabe que não sei jogar videogame.
– Eu te ensino mãe, eu te ensino.
– Tenho uma idéia melhor. Que tal andar de bicicleta na praça?. Regina diz sorrindo.
– Você não sabe andar de bicicleta. Henry ri. — OK. Você anda de bicicleta e eu observo. Regina responde. — Tudo bem, depois do café, café não almoço, mãe já são 11 horas.
Regina levanta num salto. — Meu Deus, isso tudo? Ainda bem que hoje é sábado, senão teria perdido boa parte do expediente na prefeitura.
Mais tarde, Henry da voltas e voltas na praça enquanto Regina observa sentada num banco com um livro na mão.
E agora? O que faço? Prometi ao Henry que não daria um jeito naquela loira. Preciso cumprir essa promessa, mas só de pensar nela tentando tomar meu filho, meu sangue já ferve e eu...
– Um dólar pelos seus pensamentos. Diz Emma sorrindo e sentando ao lado da morena.
– Um dólar? Não há dinheiro que pague, você não merece...
– Hey calma, você é muito agressiva Sra Prefeita. Diz Emma fazendo sinal de rendição.
– Regina. Diz a morena observando o filho apostar corrida com outras crianças.
– Regina, então posso te chamar de Regina? hum tão informal. Responde Emma
A morena apenas sacode os ombros em indiferença. Após alguns minutos silenciosos a loira dispara.
– Olha, se soubesse que Henry tinha uma mãe tão linda, eu mesma tinha vindo atrás dele. Emma disse sorrindo de forma sedutora.
– Mas você é muito prepotente mesmo Srta Swan, que cantada de pedreiro mais horrorosa. Disse a morena irritada.
– Mas o que eu disse? Falou uma Emma "inocente".
Regina a fuzilou com os olhos mas não conseguiu disfarçar um sorriso querendo aparecer. Então virou o rosto.
– Ah, eu sabia que você não era tão marrenta assim pref... Digo Regi.
– REGI? Quem você acha que é pra me dar apelidinhos?
– Sou o amor da sua vida, você só não sabe disso ainda. Falou Emma da forma mais sedutora possível.
– Mas era só o que me faltava mesmo, não posso nem ter um momento de lazer com meu filho nessa cidade mais sem me deparar com sua presença desagradável.
– Emma!!!. Henry pareceu todo suado e abraçou Emma.
– Cuidado garoto, esta tão suado que a gente vai ficar grudado pra sempre.
– Você é muito boba Emma. Henry gargalhou. — Vejo que está se dando bem com minha mãe. Falou olhando e sorrindo pra uma Regina visivelmente irritada.
– Henry vamos, precisamos ir pra casa eu tenho...
– Ah mãe me deixa brincar mais um pouquinho por favorzinho, a Emma me leva pra casa não é verdade Emma?
– Eu? Ah sim, claro garoto, claro que levo. Responde a loira olhando para a morena.
Regina respira fundo e diz:
– Ai ok, mas só porque hoje é sábado, mas amanhã não terá folga mocinho precisa praticar sua leitura. Disse Regina dando um beijinho na bochecha do filho. — Até mais tarde meu amor. Disse levantando e indo para casa. Mal deu dois passos e Emma disparou:
– O que? Nenhuma despedida com beijinho pra mim?
Regina parou, respirou fundo juntando toda paciência que tinha e seguiu andando deixando Emma e Henry rindo pra trás.
– Emma você sabe mesmo como provocar minha mãe, nem minha professora Mary deixa ela tão irritada. Falou o garoto rindo.
– É um dom garoto, é um dom.
Mais tarde Regina está impaciente fazendo a janta.
– 19:00hs e nada do Henry, essa mulher além de abusada é uma irresponsável mesmo, como fui deixar meu filho nas mãos dessa...
Henry aponta na cozinha
– Oi mãe.
Regina toma um susto. — Oi meu filho, não ouvi você chegando.
– Eh mas nós ouvimos você resmungando. Henry responde rindo.
– Nós como assim nós?
– Boa noite. Emma aparece bastante tímida na cozinha. — Eu só vim deixar o Henry, e tenham uma ótima noite. E vai em direção a porta da frente.
Henry olha de forma suplicante para Regina que revira os olhos entendendo o recado e dispara:
– Emma, gostaria de jantar conosco?
– Eu agradeço o convite mas...
– Vamos Emma por favorzinho! diz Henry sorrindo.
– Ok kid!. Emma sorri de volta. "Eu nem queria negar mesmo" Emma pensa.
– Henry, sobe e vai tomar banho, em 20 minutos eu servirei jantar.
Henry sobe e Emma fica observando Regina preparar uma salada e pensando, nossa acho mesmo que to apaixonada, pensei que fosse só a surpresa de encontrá-la naquela noite, mas acho que foi amor a primeira vista.
– Dá pra parar de me encarar? Regina diz tirando Emma do seu transe.
Emma pula. — Ahn eu estava aqui pensando em uns assuntos que tenho que resolver, coisas de trabalho.
– Com essa cara de boba sonhadora? Conta outra. Regina responde rindo muito.
Henry desce, todos jantam e conversam. De forma surpreendente Regina não ofendeu Emma nenhuma vez durante o jantar, e Emma conta um pouco de sua trajetória difícil que a levou a abandonar Henry, deixando Regina emocionada.
Henry se despede das duas e vai para a cama, deixando a loira e a morena conversando tomando algumas taças de vinho.
– Você gosta mesmo do Henry né? Não sabia que tinha passado por tantas coisas. Disse Regina.
– Ele é um amor, graças a você que o criou muito bem.
Regina sorri
– Para de fazer isso! Emma fala finalmente.
– Fazer o que? Pergunta Regina assustada.
– Ficar sorrindo, cada vez que sorri eu fico mais apaixonada.
– Acho que você já tomou vinho demais Srta Swan, acho melhor você ir.
– Ok, tudo bem Regina, eu espero você ficar pronta.
– Pronta, pronta pra que?
– Pra mim.
Regina revira os olhos e acompanha Emma até a porta. Emma dá um passo para fora da casa, mas volta e beija Regina.
O beijo de Emma é totalmente desesperado e apaixonado. Regina resiste no começo, mas depois cede a paixão. Emma deposita suas mãos na cintura da morena que meio desajeitada está com os braços ao redor do pescoço da loira.
De repente Regina se dá conta da loucura que está fazendo e se afasta.
– Como ousa? Dispara Regina tentando dar um tapa na cara da loira, mas esta segura seu pulso.
– Para com esse teatro Regina, eu sei que você gostou.
– Vai embora Swan! Regina diz e fecha a porta na cara da loira.
Regina encosta a cabeça na porta, leva as mãos aos lábios sorri e suspira.
– Eu posso ouvir você suspirando, e aposto que está sorrindo. Emma diz alegre.
– Vai embora Swan!
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