Debrucei-me no chão, e, sem me importar com mais nada, caí no choro.

— Alasca... não.. — Cada palavra saía como facadas em meu peito, desejando vê-lo acordado novamente, com aqueles olhos brilhando prontos para qualquer desafio que lhes dessem. Sempre feliz, não importa o que acontecesse. — Foi culpa minha! — Falei alto.

— Não.. não foi, John. — Steve sentou ao meu lado, colocando as mãos em meu ombro.

— Sabe qual foi a última coisa que eu lhe fiz? — .. — Sabe? Steve? — Fiz uma pausa, colocando as mãos na cabeça. — Eu briguei com ele. — .. — Eu falei que ele atrapalhava tudo, e que não servia para nada! -.. — Eu.. eu mandei ele em bora, Steve...- ..... — E sabe, quem não serve pra nada sou eu! — .. — Olha agora, ele morreu em serviço, ele morreu para me salvar, Steve. — O choro escorria como se nunca, nunca fosse parar, e na verdade, não ia. — O que eu fiz? — Dando um forte abraço em Alasca, continuei. — Alasca... eu te amo, está me ouvindo? eu te amo, eu sempre te amei, e vou continuar te amando, amigão — ... — Por favor me perdoa... me perdoa — A voz ia ficando um fiasco cada vez que chorava mais. Se arrependimento matasse, pode ter certeza, John estaria morto. — Ah, o que foi que eu fiz? — Levantei-me cambaleando, era difícil saber qual dor doía mais, a do braço, ou a do coração. — Eu nunca vou lhe esquecer, amigão. — Dei um último abraço nele... se eu soubesse que aquela era a última vez que o veria vivo, pode ter certeza, eu nunca o trataria aquela forma... nunca...

— John... você consegue continuar? — Perguntou Steve, o olhar triste pousado em Alasca.

— C..claro! — Falei de imediato. — Eu vou fazê-lo pagar, Steve, pode ter certeza. — Reforcei — Aquele cara vai se arrepender profundamente de um dia ter tocado no meu cachorro.

Notas finais
Curto porém emocionante.