À Procura Da Felicidade
10 Capítulo 08 - Parte 2
Notas iniciais
CAPÍTULO 08 – PARTE 2
Eu estava, em uma palavra, nervoso. Era como na primeira em que fiz uma visita oficial a casa de Victoria, para conhecer seus pais, só que agora, o nervosismo invadia cada célula de meu corpo.
“Não seja ridículo, Edward; você só está visitando os pais de uma amiga, não é nada demais”. Pensei, balançando a cabeça. Estávamos no portão de entrada agora, Bella abriu a porta, e eu respirei fundo.
- Você não está indo para a forca, Edward. Relaxe – Isabella disse, sorrindo para mim.
- Eu? Nervoso? Claro que não, Bella – disse, bufando. Ela riu.
- Vamos, entre – Ela respondeu, segui-a para o interior da casa.
A mansão era simplesmente linda, era inteiramente clara, já que a luz entrava livremente pelas janelas enormes da sala, os moveis eram caros, os sofás eram de couro, e sentado em uma poltrona de aparência imponente, como aquelas de escritórios, propícias para os chefes, estava aquele, que supus ser o pai de Bella. Ele era alto, e levemente gordo, seus cabelos castanhos tinham alguns poucos fios grisalho aqui e ali, mais nada tão visível, sua pele era clara, e seu rosto parecia sério, tinha olhos castanhos e um bigode de um castanho-chocolate, como seus cabelos, sem um único fio branco.
- Vovô! – Angie gritou, confirmando minha suposição, Bella a colocou no chão e ela correu feliz, para os braços dele.
- Princesa – ele falou, colocando-a no colo – Como você está?
- Angie veio com a mamãe e o tio Ed, e o Tony, vovô, o irmão da Angie e o novo papai dela – a garotinha disse animada. Foi então que ele levantou seus olhos para onde nós estávamos parados, o senhor me lançou um olhar intenso, como se avaliasse minha alma, levantando uma sobrancelha.
- Pai, este é Edward Cullen, um grande amigo meu, e este aqui é o Anthony, o filho dele – Isabella se pronunciou, apontando para nós. – Edward, este é meu pai, Charlie — Anthony estava com sua cabeça encostada em meu ombro, e uma expressão confusa no rosto, ele não se dava muito bem com adultos estranhos, Tony levantou a cabeça e franziu a testa, como se perguntasse ‘’Posso?’’.
- Ei, vai lá campeão, vá brincar com a Angie – disse, e lhe lancei um sorriso encorajador. Depois, coloquei-o no chão e ele correu até onde Angeline estava.
- Angie... que história é essa de ‘ novo papai’ ? – Charlie perguntou, virando-se para a garotinha loira em seu colo.
- É que a mamãe e o Tio Ed num pleucebem mais eles olham um plo outo como vovô oia pa vovó – Angeline explicou. Bella corou ao meu lado.
- Hmmm... Então, quer dizer, que vou ganhar um genro ? – ele disse, olhando-nos a espera de uma resposta.
- Não, pai! Nós... Nós somos só amigos – falou Bella, ainda corado.
- Espero, depois de James, não quero que minha filhinha se magoe novamente,
- Pode ter certeza, senhor, se eu a namorasse, não iria magoá-la daquele jeito – falei, pela primeira vez. Isabella corou ainda mais, se possível.
- É bom saber disso.
O dia foi tranquilo, logo após conhecer Charlie, também conheci Renée, mãe de Bella, percebi de onde ela tinha herdado aqueles lindos e profundos olhos azuis. Renée Swan era uma figura, devo dizer, ela se encantara com Anthony assim que o viu, e passou a tarde inteira dizendo como me queria como genro e lançando olhares significativos para uma Bella tão vermelha quanto um pimentão. As crianças correram livres pelo imenso gramado no jardim e ao por do sol estavam tão cansadas que dormiram juntas. Tony estava em meu colo agora, sua respiração quente batendo em meu pescoço, ele estava crescendo, não era mais o bebê minúsculo do qual cuidei sozinho desde que nascera, não era mais o bebê que Victoria tinha abandonado. Anthony não sabia sobre sua mãe, claro, seria muita coisa para um bebê de apenas dois anos entender.
- Ele é uma criança sortuda, Edward; ele tem três mães, um pai que o adora, e um tio e um avô babões, a família dele o ama, e não há nada mais importante para uma criança que o amor da família. Além do mais, ele tem mais sorte ainda em não conhecer o monstro que é a mãe dele – Esme falou uma vez, quando eu falei o quanto estava preocupado caso Anthony me questionasse sobre a mãe dele. Mas, mesmo depois de todas as suas palavras de afeto, está questão ainda martelava minha mente. Tony cresceria, obviamente, então como seria quando as crianças o questionassem sobre sua mãe? Elas zombariam dele? Eu sabia como as crianças poderiam ser cruéis e não queria que meu filho sofresse. Aliás, como seria em sua cabeça? Olhando tantas crianças com uma mãe... Ele se sentiria rejeitado? Não, eu não ia deixar, ele não se sentiria culpado só porque a mãe dele fora uma vadia sem coração (n/a: desculpem a linguagem... mas, eu não resisti, queria mostrar toda a indignação do Edward). Estas perguntas invadiam meus pensamentos constantemente, e me fazia passar algumas noites em claro. Fui despertado de meus pensamentos pela voz animada de Renée.
- Pode vim nos visitar quando quiser, querido. E traga o pequeno Tony, claro. Seu filho é uma gracinha, e oh, é tão bonito quanto o pai. Você não acha Bella? Nossas portas estão abertas, Edward. Mais, meu Deus, querida, você sabe escolher seus amigos, um rapaz tão lindo e jovem! Não esqueça, eu ainda adoraria tê-lo como genro.
- Ér... Mãe, por favor. Precisamos ir. – falou Bella, desconfortável. Soltei uma risada leve.
- Obrigada pelo convite Renée. Foi um prazer conhecê-la – disse, tentando aliviar o clima.
- Não se esqueça de vim ver aquele jogo comigo no domingo – Charlie disse, dando um sorriso.
- Venho, tenho certeza que meu time ganha – falei.
- Haha, vamos ver isso – Charlie levantou uma sobrancelha em desafio.
* * *
- Nossa, eles gostaram muito de você – Bella comentou. Estávamos parados em frente ao meu prédio enquanto eu tirava Anthony
- Eu também gostei muito deles – disse, rindo.
- Hmmm... então, te vejo amanhã? – ela disse, sorrindo.
- Até amanhã querida – falei, sorrindo torto. Ela entrou em seu carro e deu a partida. Acomodei Anthony em meu colo e segui para o hall, George estava lá, entre seus cabelos cacheados seu velho chapéu, no estilo dos chapéus de chofer (n/a sorry, não sei o nome ), ele usava seu uniforme de sempre, as calças, a blusa e o sapatos sociais com uma gravata frouxa, seus olhos azuis-claros, da cor de um céu em pleno verão virassem para mim quando entrei e ele deu seu velho sorriso caloroso de sempre.
- Boa noite Senhor C, como vai? – ele perguntou. Ah, sim, Senhor C, ele nunca coseguira me chamar apenas de ‘Edward’.
- Boa noite, George. Estou bem, como é que vai?
— Ótimo, Senhor C. Nossa, o rapaz ai teve uma tarde empolgada. Nunca vi esse menino dormindo a essa hora! – George disse. Ele e Tony eram muito amigos, Bella sempre o trazia aqui após a creche enquanto eu estava no trabalho, Tony passava uma hora, ou duas com George todo o dia, à noite, sempre que podia eu vinha fazer companhia a ele junto com Anthony.
- Ah, ele brincou muito hoje. Bom, George, já vou indo, também estou louco pra tomar uma ducha e dormir.
- Dia puxado amanhã, não é? – George disse, acenando em concordância. Sorri para ele, e subi as escadas.
Coloquei Anthony em sua cama, tomei uma ducha rápida e me joguei em minha cama, a próxima coisa que percebi foi que já tinha amanhecido. Eu pegava cedo no trabalho. Não tinha conseguido meu cargo dos sonhos como advogado, mais ser ajudante de um já valia a pena, e além do mais, eu precisava do emprego. Tomei um banho rápido, vesti apenas minha calça e penteei meus cabelos, com certa resistência dele, para trás, no topete desgrenhado que Bella tinha me ensinado a fazer. Fui à cozinha e fiz uma xícara de café forte, tenho de dizer, meu café não ficava tão bom quanto o de mamãe e o de Isabella, mas era melhor que nada. Acordei Anthony, ele resmungou, mais finalmente despertou, enchi sua banheira e coloquei-o lá para um banho rápido.
- Papa, Tony num quer... colda cedo, Tony num gota! – ele reclamou, batendo as mãozinhas gorduchas na água.
- Eu sei que você não gosta filho. Mas é necessário. O papai precisa trabalhar e você precisa ir para a creche – expliquei, minha voz estava calma enquanto tentava acalmá-lo, a água já tinha molhado meu peito nu.
- Papa, pul que plecisa tabaiar? Papa num tabaiava na casa da vovó – Tony franziu a testa, me encarado.
- É, mais agora eu preciso sustentar nós dois, preciso do dinheiro se quisermos continuar aqui – falei, enquanto pegava uma toalha e o enrolava, tirando da banheira e o levando ate seu quarto, sua roupa já estava preparada em sua cama.
- Papa saudade vovó, tia Alie, tio Ennet... tia Lose, tio Jeispe... vovô – Anthony citou, tendo dificuldade para pronunciar os nomes.
- Eu também tenho saudade deles, meu filho. Mas, quem sabe... Quando seu priminho Nathan nascer nós não vamos fazer uma visita? – sugeri. Meu bebê bateu palminha e sorriu, revelando sua covinha na bochecha direita. Deixe-o brincando com alguns carrinhos enquanto acabava de me vestir. Depois, peguei-o e peguei suas coisas juntos com minha mala, dei um ‘ Bom dia ‘ a George como sempre, e assim que coloquei meus pés na rua, e olhei para o outro lado da mesma, meu corpo paralisou. Aquilo era tão inconfundível, não havia como eu esquecer aqueles cabelos de fogo. Victoria Evans, minha ex-esposa e a mãe do meu filho.
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