Notas iniciais
aqui já estou postando o capítulo 2, espero que gostem *-*

Capítulo 2 – Classe-S?

Anos haviam se passado desde que Juvia havia entrado na Phantom. Ela não era mais uma garotinha assustada de antes. Ela já estava com 15 anos e estava mais forte. Agora ela era uma das magas mais poderosas da Phantom. Seus colegas de time: Totumaru, Ária e Sol, todos esses já haviam conquistado o titulo de serem classe-s da guilda.

Mestre Jose havia dito que se tornar classe-S era para os poucos. Juvia era a mulher-chuva. E mesmo que não ligasse para esse título, ela achava que se ganhasse algo tipo assim, ganharia uma espécie de respeito maior dos seus “nakamas”.

Juvia não gostava muito de seus colegas de guilda. Todos eles ficavam o mais longe possível dela. Quando Juvia estava na guilda, eles estavam em missões e ela ouvia que quando ela estava em missões, todos os outros membros voltavam para casa.

Ela não se importava mesmo. Sua vida sempre fora assim. Os únicos com quem Juvia conversava era seus colegas de time. Mas ainda assim, ela sabia que eles ficavam bravos com o fato de que sempre chovia quando eles saíam em uma missão. Mas Mestre Jose ordenara que o time Element Four trabalhasse junto. E isso significava que sempre teria chuvas nessas missões.

O que mais reclamava era Totumaru, é claro. Além da chuva não ser a melhor para o fogo dele, ele não era mais o mais forte do time. Quando o mestre aceitara Ária como classe-S, o garoto do choro se tornara o mais forte do time e talvez da guilda.

O único que diziam que poderia ser mais forte que Ária, era o Dragon slayer do ferro, Gajeel Redfox. Juvia nunca conversara com ele antes. Diziam que ele era uma espécie de anti-social que só gostava de brigar com os outros. Outros diziam que ele só conversava com o mestre e com os outros classe-s. Mas nenhum dos outros do time dela disse quase nada sobre ele. Só que ele gostava de ficar no próprio canto.

Juvia não sabia se deveria sentir pena dele ou não. Mas achou melhor apenas não pensar no assunto. Ela tinha que primeiro cuidar da própria vida. O aluguel do dormitório da Phantom era de 200.000 jewels e Juvia sempre tinha que se esforçar muito para pagar.

Foi em um dia que parecia ser normal que Juvia recebeu a notícia. Ela estava sentada em uma mesa na guilda, sozinha, lendo um livro de romance. Juvia adorava romances. Apesar de que já havia perdido a esperança que um príncipe de armadura branca viesse salva-la dessa chuva horrível. O único problema dessas histórias era que as princesas eram sempre loiras e bonitas. Juvia sentia raiva nisso. Qual era o problema com garotas de cabelo azul como os dela?!

Continuando, quando Juvia estava quase acabando seu livro, o mestre foi até ela.

-Juvia. – ele disse. – Podemos conversar?

Podia ser coisa da cabeça dela, mas o mestre havia se tornado bem mais assustador quando os anos se passaram. Talvez seja algo a ver com a recém-rivalidade que a Phantom havia arrumado com outra guilda. Juvia achava que se chamava “Fairy Tale” ou algo assim. Ela na verdade, nunca chegara a prestar atenção direito neles. Mas sabia que a guilda deles havia começado a ganhar muita popularidade nos últimos anos. Isso irritava o mestre.

— O que o mestre quer com Juvia? – ela perguntou preocupada. – É alguma missão?

— Na verdade não. – respondeu ele. – Queria lhe dizer que você passou para a próxima fase do exame de classe-S.

Juvia se surpreendeu. Exame classe-S? Finalmente chegara a vez dela?

— Juvia agrade pela oportunidade. – disse ela, mesmo que houvesse algo em seu coração que lhe dizia para recusar e voltar a uma vida de sempre.

Mas ela não podia negar que mesmo com esse “algo” que a alertava, Juvia estava feliz. Talvez isso poderia ajuda-la a ganhar mais confiança dos outros membros da guilda.

O mestre apenas sorriu e disse para ela se preparar para o exame que seria dali a uma semana. Juvia apenas agradeceu e voltou ao livro. A única coisa que ela tinha certeza naquela hora era que ela iria nesse exame e passaria. E não faria isso por ninguém, a não ser por si mesma.

Os dias se passaram e o dia do exame chegou. Juvia não sabia que tipo de exame seria aquele. Ela só sabia que seria um exame difícil e que ela deveria se preparar para ele. Seus colegas de time lhe deram dicas, mas nenhum deles realmente pareceu preocupado com o exame. Era como se eles soubessem que ela passaria.

E Juvia sabia o porque. Havia lendas pela guilda que quando o mestre queria que um membro passasse no teste, ele passava. Não importasse se os adversários fossem melhores ou piores que eles. Juvia só se perguntava o porquê de ser tão importante que ela passasse. Juvia era forte sim, mas devia haver algo a mais para que todos os membros de seu time terem virado classe-S. O mestre deveria ter algum plano relacionado a isso.

O exame, pelo que Juvia entendera, era para entrar um participante de cada vez em uma caverna e depois o mestre diria qual deles tivera o melhor desempenho na competição. Juvia sentiu um pouco de medo ao entrar lá, principalmente sabendo que alguns participantes jamais chegaram a voltar de lá. Mas ela arrumou coragem pensando em um dia poder ter um futuro melhor e entrou lá.

A caverna, em si, era escura e desértica, mas Juvia logo percebeu, que aquele exame fora praticamente feito para ela. Haviam armadilhas ligadas a lanças e machados com lâminas afiadas. Porém, seu corpo era feito de água e Juvia passava facilmente por eles. Logo depois, ela encontrou um lago enorme, algo parecido com encontrar a chave que estava a mais de 50 metros dentro da água. Juvia não podia acreditar. Ela nem precisou mergulhar. Ela controlou o lago para liberar uma onda e tirar a chave de lá para ela. Depois passou com facilidade.

Durante todo o exame ela se perguntou o porquê daquilo. Jose sabia que ela estaria participando. Será que aquilo tudo fora forjado para ela ganhar? Bem, aquilo era óbvio. O exame fora forjado. O que fez ela ficar brava. Ela era uma grande maga. Uma das mais poderosas da guilda. Aquilo fora injusto. Ela não queria passar em um exame tão fácil como aquele.

Quando o exame acabou e o mestre havia declarado ela a vencedora, Juvia não falou nada. Ela estava brava com um exame tão fajuto como aquele. Juvia sabia que sua guilda não era das melhores. Mas forjar um exame estava longe do que ela esperava.

Depois disso, algumas horas depois, ela foi até a sala do mestre e bateu na porta. Ninguém respondeu. Ela bateu de novo.

— Ele acabou de sair. – disse uma pessoa que vinha até ela. Ele tinha cabelos compridos negros e uma cara de alguém que acabara de sair da cadeia. Juvia percebeu que ele deveria ser o tal Gajeel Redfox.

— Juvia precisa falar com o mestre. Quando mestre Jose volta?

— E eu sei lá quando ele volta?! Fique aí esperando, talvez seja ainda hoje.

Juvia apenas se sentou e esperou. Ela não tinha pressa.

Gajeel olhou para ela desconfiado.

-Isso é sobre o exame? – ele perguntou. – Você passou não foi?

— Juvia passou. – disse ela. – Mas não passou de forma justa.

— A vida não é justa. – ele fala. E depois vai embora como se não se importasse.

Juvia então percebeu porque ninguém falava com ele. Ele parecia ser da espécie de pessoa que tem dificuldade em falar com as pessoas. Ela podia ter continuado lá, esperando mestre Jose, mas ela desistiu e resolveu voltar para o dormitório. Aquele fora um dia cansativo. Talvez, no dia seguinte, ela falaria com o mestre. Mas naquele dia, a única coisa que ela precisava era uma boa noite de sono.

No dia seguinte, Juvia ia em direção à sala do mestre mais uma vez, tirar a limpo a história do exame. Quando encontrou com seus colegas de time no meio do caminho.

— Ei, Juvia. – disse Ária. – Vamos a uma missão agora mesmo.

— Mas Juvia tem que...

— Non importa! – disse Sol. Que desde os 13 anos, já usava um terno marrom de francês. – Temos que ir!

— Vamos logo! – disse Totumaru. – Finalmente poderemos fazer uma missão classe-S. O que você está esperando?

— Juvia não estava esperando nada na verdade. – ela disse. Mas resolveu não contar a eles sobre o que ela falaria com o mestre. – Juvia já está indo.

-Non!Non!Non! – disse Sol. – Vamos agora!

E ela foi obrigada a segui-los pensando no exame em si. Ela apenas esperava que o que quer que fosse o tal plano do mestre, não acabasse piorando ainda mais as coisas para ela.

Notas finais
*-* e ai está. Depois estarei postando o próximo capítulo. Espero que estejam gostando da história.