Sarah estava parada em frente a maquina de refrigerantes, tentando escolher qual deles iria levar, por fim, decidiu-se por três latinhas de soda limonada. Sarah pegou os refrigerantes e já preparava-se para voltar, quando de repente ouviu uma voz:

''Saraaaaah!''

Ao ouvir aquela voz fria e aguda deixou cair as latinhas de soda no chão devido ao susto, estas rolaram para longe do seu alcance. Ela olhou para todos os lados, mas os corredores estavam vazios naquele momento, ela não tinha duvidas quem a havia chamado era aquela maldita sombra.

'' Olá Sarah!''

– Vá embora, deixe-me em paz!- Gritou.

'' Hum, isso não é nada educado.''

– Cala a boca!

Sarah correu pelos corredores o mais rápido que podia, ela não sabia dizer se a sombra a estava seguindo ou não, mas sabia que não podia ficar lá parada esperando pelo pior.

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– Precisamos fazer alguma coisa Sarah corre grande perigo!

– Por favor acalme-se Ana.

– Como eu posso me acalmar sabendo que nossa filha esta lá fora com essas coisas?

– Esta bem, se isso vai te deixar mais calma, eu irei atrás delas.

– Sim, por favor!

Atendendo ao desejo da mulher, Arthur saiu do quarto para ir procurar a filha, mas antes sua esposa lhe disse:

– Por favor, tome cuidado...

– Sim.

Arthur achava toda aquela preocupação desnecessária, embora sua esposa acreditasse na historia de Sarah, sua mente ainda não conseguia assimilar uma coisa tão absurda como essa. Ele olhava pelos corredores, mas só via uma ou outra pessoa passando, além dos médicos e enfermeiras, mas nada de Sarah.

Ao chegar perto da maquina de refrigerantes viu as três latinhas caídas no chão e concluiu que Sarah esteve lá e que algo muito sério aconteceu para ela ter largado as latinhas dessa maneira, preocupado que algo ruim possa ter acontecido com ela, Arthur aumentou a velocidade na busca e passou a chamar por ela com a voz alta.

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Sarah estava bastante ofegante ela não sabia por quanto tempo tinha corrido e teve que parar um pouco para poder retomar o folego. Ela caiu no chão exausta, imaginando que já estava segura.

'' Não adianta correr Sarah! Você não pode escapar de nós!''

– Não pode ser...

Ela sentiu um calafrio percorrer a espinha e uma dor aguda tomava conta de seu peito. A sombra começou a ganhar aquele aspecto assustador e foi saindo da parede, a sombra chegou bem pertinho de Sarah agachando bem lentamente e estando as duas cara a cara, a sombra sussurrou para ela com um sorriso.

'' Você é minha! Eu posso fazer o que quiser com você e ninguém vira te salvar.''

Sarah fechou os olhos com tanta força que lágrimas começaram a escorrer deles, no fundo ela sabia que ninguém iria aparecer para salva-la, ninguém iria ouvir seus gritos, pois ela mesma já não tinha forças para correr ou gritar, a única coisa que podia fazer era aceitar seu trágico destino.

'' Não se preocupe, prometo que será rápido e depois de você, vamos terminar o que começamos com sua mãe.''

Sarah não respondeu, infelizmente para ela aquele era o fim.

A sombra agarrou-a pelo pescoço e a suspendeu no ar, a garota tossiu sentindo o ar sendo retirado de seus pulmões, ela sufocava lentamente a medida que a sombra ia apertando seu pescoço e suas pernas agitavam-se no ar devido a dor e o medo que aquela sensação lhe provocava.

'' Eu gostaria de poder brincar um pouco mais com você, mas estou com pressa, então vou acabar com tudo isso de uma vez...morra!''

É o fim. Pensou Sarah. Vou morrer olhando nos olhos brancos e vazios da criatura que se tornou meu carrasco e pensar que todo esse tempo eu me preocupava com coisas inúteis e agora vou morrer pelas mãos da minha ''inofensiva'' sombra ao invés das de um possível assaltante.

Sarah deu um ultimo sorriso por achar aquilo de certa forma engraçado e irônico. Ela soltou um suspiro abafado.

– Sarah!

Alguém havia gritado seu nome. Quem poderia ser?

'' Você!''

Sarah abriu lentamente os olhos e teve uma surpresa ao ver quem havia vindo salva-la.

– Papai!- soltou um grito abafado.

– Largue minha filha seu monstro!

Arthur gritou ameaçadoramente para a sombra que não se sentiu nem um pouco intimidada.

'' Humano idiota, você estragou tudo!''

– Eu mandei você soltar a Sarah!

Arthur correu na direção da sombra com as mãos vazias.

– Não papai, pare!

Ele não parou, tudo o que queria era salvar a filha. De repente outra sombra formada a partir da sombra de Arthur surge e o agarra por trás.

– Mas o que?

– Papai!

Aquele sombra o deixou completamente imobilizado.

'' Que tal se acalmar um pouco?''

Ela falou em tom debochado.

– Maldição! Então era mesmo verdade, essas coisas existem!

– Papai!

– Sarah sinto muito, eu deveria ter acreditado em você, agora por minha culpa estamos nessa situação.

– Pai...

As sombras soltaram uma gargalhada sinistra.

'' Não fiquem tristes, logo vocês vão passar a eternidade juntos.''

Falou a sombra que segurava Arthur, olhando para a sombra que já não estava mais enforcando Sarah, mas que ainda a mantinha presa.

'' Sim! Vamos matar os dois aqui e agora!''

Notas finais
Será esse o fim?