Notas iniciais
Esta já é a segunda história que vou postar no Nyah! Espero que gostem e por favor comentem!

Sarah era uma garota bastante desconfiada, principalmente nas ruas que era o local onde tudo, absolutamente tudo de ruim poderia acontecer, as possiblidades são inúmeras: um acidente de carro, um assalto, um sequestro e etc. Não que Sarah queira ser assim tão desconfiada, mas por causa de um terrível incidente Sarah tornou-se assim.

Flashback

Era dia 21 de Agosto de 2009 exatamente às 16:23 P.M. Sarah estava fazendo sua rotina normal do curso de francês para casa e como naquele dia o curso terminara mais cedo, ela aproveitou para dar um passeio rápido pelas ruas antes de ir diretamente para casa. Seria um dia absolutamente normal, infelizmente naquele momento ela estava no local errado e na hora errada, do nada, surge um homem todo maltrapilho, ele deveria ter uns 45 anos de idade e estava bastante ofegante, como se estivesse fugindo de alguém. O estranho homem avaliou-a de cima a baixo e sorriu, Sarah sentia suas pernas tremendo e embora quisesse fugir ela não conseguia, estava paralisada de medo.

– P-Posso ajuda-ló?- Perguntou meio assustada.

O homem deu um sorriso sarcástico.

– Oh sim! Você vai me servir muito bem!

De repente varias vozes foram ouvidas ao fundo.

–Parado! Fique longe dessa garota!

Com uma velocidade impressionante, ele agarrou Sarah pelo pescoço e apontou uma arma para a cabeça dela.

–Não se aproximem mais ou eu estouro os miolos dessa garota!

Sarah estava completamente imobilizada, seu coração batia rápido, seu corpo tremia, ela não sabia o que fazer, era a primeira vez que vivenciara esse tipo de experiência. Aquele sem dúvida fora o pior dia de sua vida, quando fora usada como refém, quando os policiais tentaram negociar pela vida dela, ela ainda conseguia sentir o cano da arma contra sua cabeça e aquela aflição que parecia não acabar mais ''quando ele vai atirar? Será que vou morrer? Quando isso vai acabar?'' Esses malditos pensamentos, em sua imaginação ela via uma bala atravessada em seu crânio e uma grande poça de sangue no chão e no fim o noticiário dando a trágica noticia.

Fim do Flashback

Sarah balançou a cabeça nervosamente em negação, ela não queria pensar mais naquilo, o que passou, passou e ela faria o possível para que aquele pesadelo jamais lhe aconteça novamente.

– Com licença moça, poderia me informar se...

Sarah tomou um baita susto! Que ideia a daquele cara de aparecer assim de fininho atrás das pessoas parecendo uma assombração?

– Desculpe eu te assustei?- Perguntou o rapaz meio envergonhado.

– Não...

–Ufa, que bom! É que eu gostaria de saber se...

– Desculpe estou com pressa!

Ela nem deu tempo de deixar o rapaz terminar de falar e já saiu correndo dali. Aquela poderia ser considerada como uma atitude rude da parte dela, na verdade ate poderia ser, mas não para ela, ela não tinha culpa de ser...digamos, neurótica? Aquele cara não fora o primeiro e muito menos o último com quem ela tratara assim e depois de tudo como ela poderia saber se não era um bandido disfarçado? Pronto para sacar um canivete e tentar assalta-la?

Para alguns pais a atitude dela pode parecer louvável, mas aquilo estava passando dos limites e a deixava num estado de completa paranoia, ela não tinha amigos, não aceitava nada de ninguém mesmo que fosse um conhecido, não conversava com ninguém, estava se afastando das pessoas com medo de que suas fantasias macabras virassem realidade.

A única digna de minha confiança é a minha própria sombra! Ela pensou. Mas é claro! Sombras não podem machucar ninguém, elas não podem fazer nada a não ser copiar nossos movimentos.

Sarah virou-se para um muro e viu sua sombra projetada nele, ela sorriu porque sabia que diferentemente de outros, sua sombra não tentaria mata-la.

'' SARAAAAAAHH!''

Uma voz fria e aguda fez gelar sua espinha, ela olhou para os lados mas não havia ninguém.

''SARAAAAAAAAAAAAAHHH!''

De novo! De onde vinha aquela misteriosa voz? Ela estava ficando muito nervosa.

– Q-Quem esta aí?

Ninguém respondeu, muito assustada ela resolveu voltar para casa o mais rápido possível.

Quando a noite chegou, Sarah olhava para a rua silenciosa da janela do seu quarto. Se de dia as possibilidades de coisas ruins acontecerem eram grandes, imagina de noite.

Ela parou de olhar para a janela e foi deitar-se em sua cama.

– Já vai dormir querida?

– Sim mãe, estou com sono.

– Então boa noite querida, durma com os anjos.

– Boa noite mãe.

Assim que sua mãe saíra do quarto apagando a luz e fechando a porta, o quarto ficou completamente escuro, não fazia diferença ela fechar os olhos ou deixa-los abertos, a escuridão era sempre a mesma. Ela procurou ajeitar-se em seu travesseiro e puxou as cobertas para si e logo adormeceu.

Algumas horas depois ela acordou com a garganta seca e como a sede era tanta que chegava a atrapalhar o seu sono, ela levantou-se e foi para a cozinha pegar um copo d'água.

Ao acender a luz, seus olhos doeram um pouco, mas logo ela foi se acostumando com a claridade. Ao matar sua sede, ela virou-se para voltar ao quarto, quando...

''Sarahhhhh!''

– Não pode ser! Mas de novo!

Ela olhou em volta, mas não tinha nada e seus pais estavam dormindo.

''SARAAAAHHHHHHHHH!''

– Quem esta aí?

Ela perguntou, mas ninguém respondeu, ela estava sozinha com sua sombra. Engraçado, pensou, a sombra parecia diferente, embora se parecesse com ela e aparentemente estivesse normal, ela sentiu algo diferente nela, mas logo ignorou e procurou esquecer aquela voz, poderia ser só coisa da cabeça dela, ela imaginava muitas coisas.

Voltando para a cama, ela tentou dormir novamente.

''Saraaaaaaahh....Saraaaaaahh...não durma agora, vem brincar comigo!''

– O-O que! Quem?- Ela perguntou meio sonolenta.

''Vem brincar comigo é a hora perfeita!''

Sarah deu uma rápida olhada no relógio digital que ficava em cima da estante ao lado de sua cama e viu que já se passavam das 03:00 A.M.

– Você...quem é você?

'' Hihihihi quem sou eu? Quem é você?''

Sarah ficou calada, claro que ela sabia quem era, mas ninguém nunca havia lhe perguntando algo do tipo, ela nunca parou para refletir nisso, nem sequer teve essa preocupação algum dia. Quem ela era afinal de contas? Quem sou eu?

'' Você é Sarah, eu sei tudo sobre você!''

– Como assim sabe tudo sobre mim?

'' Eu sei tudo sobre você, desde que nasceu eu tenho te observado.''

– O que?

'' Bobinha, eu estive perto de você o tempo todo e você nunca se preocupou comigo.''

– Mas quem é você?

'' Saraaaaah...Saraaaaah...vem brincar comigo!''

– Não! Me deixe em paz! Vá embora!

'' Eu posso ver você de todos os lugares.''

– Suma!

Silencio. Finalmente foi embora. Pensou aliviada.

– Que coisa mais doida.

Sarah voltou a dormir ou pelo menos tentou.