Notas iniciais
Primeiro capítulo! Uma introdução da história e da vida dos seus personagens! :D Espero que curtam e comentem, hein? Beijos!

Dinho On

“Eu conheço uma menina... Ela põe cor dentro do meu mundo, mas é como um labirinto onde todas as paredes mudam continuamente. E eu fiz tudo o que eu posso para seguir suas etapas com meu coração nas mãos. Agora estou começado a ver... Talvez isso não tenha nada a ver comigo.”... ♫

Eu não sabia – antes – quando ainda era jovem e imaturo, na época em que era Idiota demais para qualquer padrão, a falta que ela me faria. E agora não posso mudar ou voltar atrás nos erros cometidos. Tenho que viver um dia de cada vez, sempre dando um passo após o outro. Eu caminho, mas não saio do lugar.

Talvez John esteja certo e essa história não tenha nada a ver comigo. Acho que sempre foi sobre ela. Os seus sonhos, seus desejos, vitórias e derrotas. Eu fui apenas uma etapa, uma fase a ser superada e esquecida. Mas eu ainda permaneço, sabe? Fui programado para ser assim. Junto a todos os meus defeitos, acredito que Deus incluiu essa qualidade. Terá sido para compensar?

Eu ainda estou aqui e você não. Escuto vozes, rostos passam por mim sem serem notados. Eu permaneço enquanto você segue... Talvez um dia você olhe as estrelas e se lembre de mim, ou de nós dois. Do quanto já me fez feliz... Ou talvez nem saiba meu nome nem recorde como é meu rosto. Eu não vou a lugar algum, pois ainda espero. Só me resta dizer: Seja feliz Lia! Mais feliz do que eu nunca poderei ser.

Dinho Off

Uma jovem também escutava John Mayer nos fones do seu Ipod enquanto mirava a rua pela janela da pequena cafeteria lotada e aguardava por seu namorado.

“Ah, você vê a pele? É a mesma pessoa que está dentro desde o dia que o viu ir embora...”...

Era uma tarde agradável em Londres. A chuva fina deixava o fim do dia com um clima romântico e especial, perfeito para encontros amorosos. No céu, as nuvens cinzentas não eram suficientes para tirar a aura de beleza especial. Para Lia, só Londres tinha essa mágica de parecer tão triste e feliz ao mesmo tempo. Aquela era a sua cidade. London: terra de rainhas, príncipes e princesas com lindas e/ou terríveis histórias de amor. O lugar onde ela foi buscar, há sete anos, o seu ‘Feliz para sempre’... Quando viu o seu ‘Era uma vez’ com Adriano desfazer-se.

Lia pediu um café enquanto esperava Vitor chegar. Seguindo o ritmo da canção, começou a tamborilar os dedos na mesa. Era um hábito adquirido com os anos, e para alguém que amava cantar, era impossível não soltar a voz junto com a música. Sem dar-se conta já ia ao fim da canção quando a garçonete chegou com o cappuccino.

– Aqui está.

A moça de sorriso simpático depositou o copo sobre a mesa. Olhando em volta, a roqueira notou os olhares curiosos das pessoas sobre si. Sorriu constrangida e desviou a atenção para o liquido quente de aroma gostoso.

– Ótimo, agora todo mundo vai pensar que eu sou doida!

– Falando sozinha, amor? Assim todo mundo vai pensar que você é doida.

Ela reconheceu imediatamente a voz, sem nem ser necessário o uso – meloso – da palavra amor. Vitor, seu namorado, havia chegado.

– Desculpa a demora, mas lá na loja está difícil, viu? Dois vendedores estão com gripe e só tem Luc e eu para tomar conta de tudo.

O jovem de lindos olhos azuis e topete fora de moda deu um selinho na namorada para logo em seguida sentar-se ao seu lado. A Loira suspirou feliz aconchegando-se ao corpo do namorado.

– Tudo bem, ate que tava divertido, sabe? Eu dei um daqueles meus ataques ‘John Mayer’ de ser.

– Eu não sei o que você viu nesse cara! Poxa, com um namorado como eu ficar derretidinha por esse cantor... Assim enfraquece a relação!

Lia riu do ADP de seu namorado. Ela já se acostumou com o temperamento de Vitor nos três anos que estavam juntos. Algo que a surpreendia, já que em outra época aquelas palavras teriam sido motivos de uma briga entre os dois. A Roqueira creditava à idade o amadurecimento das suas atitudes.

Vitor... Ele era um jovem recém-formado em Direito que trabalhava numa loja de instrumentos musicais. Foi numa visita para comprar uma nova guitarra que Lia o conheceu. Bonito, educado, inteligente... A primeira vista um cara bem legal. Mas faltava algo, algo que ela não soube identificar, porém ela sentia que esse ‘alguma coisa’ não estava lá. No inicio foram só alguns encontros esporádicos, nada sérios, mas o passar das semanas a fez descobrir afinidades com o dono dos olhos mais lindos que tinha visto na vida. E mesmo tendo jurado não se apaixonar, ela acabou aceitando o pedido de namoro. Uma relação que já durava longos três anos, apesar das probabilidades de fracassar.

Vitor e Lia eram parecidos, mas diferentes. Gostos semelhantes para musicas, livros, filmes, mas discordavam sobre sentimentos e pensamentos. Ele idealizava, ela era pé no chão. Ele sonhava, ela sofria de insônia.

Após horas conversando, os dois deixaram a cafeteira localizada numa das movimentadas ruas da cidade.

– Quer que eu te deixe em casa?

– Não precisa! Eu pego um táxi... Prometi comprar um CD pra Tatá, acho que ainda pego a loja aberta. Tchau...

– Te amo, Lia! – Falou Vitor beijando a boca da namorada.

– Também te amo.

A Loira deu sinal para um táxi e entrou no veículo. Olhando pela janela, viu o namorado se afastar por entre as outras pessoas que caminhavam pelas ruas. Suspirou desanimada pelo que havia feito. Sempre que dizia que o amava a sensação de perda se acentuava dentro dela, só que Lia não entendia o porquê disso. Parando na sua loja favorita, entrou no local para comprar o presente da irmã caçula.

Sorriu ao pensar no quanto sua vida havia mudado. Tatá não era mais uma Pirralha, e sim uma adolescente de quase dezoito anos, crescida e cheia de manias. Sua família toda tinha manias. O pai não entrava em casa com o pé esquerdo, a vó sempre que derrubava o saleiro jogava um pouco de Sal pelo ombro, a mãe – perdida em algum país desse mundo – tinha mania de sumir. Até a sua querida madrasta – Marcela – tinha a mania de ligar constantemente para o filho no Brasil. Mas era uma boa família, não daquelas de comercial de margarina, mas bem feliz.

Lia pegou o CD de Jana Kramer e foi ate o caixa pagar. Enquanto caminhava pelo corredor a música do alto falante mudou e começou a tocar “Why you wanna”. Imagens apareceram como por mágica em sua mente: Um telhado, uma floresta, um idiota. E algo que pareceu estar adormecido pediu para ser liberto, mas como sempre fazia nessas horas, ela ignorou.

Ela mudou. Esqueceu-se dos velhos sonhos, dos planos feitos durante beijos, pedidos em cartolinas. Lia esqueceu a antiga adolescente que existiu e continuou em frente. Ela tinha vinte quatro anos, tinha um outro namorado e uma nova vida.

Quando saiu do estabelecimento, olhou para o céu sem estrelas. Aquela era a sua Londres sempre encoberta por nuvens, assim como o seu coração.

Notas finais
Gente, minha outra Fic "Para Sempre LiDinho" se inicia com trechos de músicas ou citações, mas essa será diferente. No inicio sempre terá um aviso ou algo do tipo, musicas inclusas nos caps. Por agora é só esse... Aguardando reações. Beijos!