Notas iniciais
*-* Olá, pessoaaaas! E como não é novidade, aqui estou eu humildemente fazendo a 'humilde' só para vocês lerem minha humilde Fic! Semana barra pesada emocionalmente para 'muá', por isso cap um pouco leve para preservar minha sanidade mental. Agradeço as reviews, as partipações, favoritações, enfim... Vamos ao capítulo de hoje!

– Você lembra quais são as regras?

– Claro! Não fazer bagunça, tomar cuidado com os aparelhos e não apertar muito ele para não machucá-lo. Eu sei mamãe, eu vou ser cuidadoso. Podemos vê-lo agora? – Pediu Miguel ansioso na entrada do quarto. Fatinha sorriu para o menino e lhe deu a mão, adentrando no lugar.

– OI! – Disse entusiasmado para o homem sobre a cama. Nenhuma reação, mas nada que abalasse a alegria do menino em ver o pai – Tenho tanto pra te contar, pai! Meu dia foi legal pra caramba, meu time de futebol venceu, a mamãe me deu bronca porque eu não quis comer os legumes, o tio Fera vai me levar para o parque nesse fim de semana... Ah, você tinha que vir com a gente!

– Filho... – Interviu a mãe do garoto, emocionada. Ela já tinha presenciado a mesma situação inúmeras vezes, mas ainda assim não conseguia controlar-se.

– Eu sei, ele não pode. Mas se pudesse, garanto como eu ia dar uma surra nele no futebol. Eu sou o melhor do time, eu falei. Eu e o papai somos imbatíveis juntos!

– Posso até imaginar vocês dois soados e fedidos correndo pela sala lá de casa.

– E você ia fazer aquela macarronada que a gente adora, né? Você bem que podia fazer esse fim de semana aí o tio Fera almoçava com a gente. E a Lia também!

– Eu o quê?

Mãe e filho se viraram para a porta onde Lia estava parada, um pouco incerta se podia participar daquele momento. Ela os observava há alguns minutos e ela nunca poderia imaginar que Fatinha se encaixaria tão bem numa cena familiar. Miguel parecia amar muitos os pais, ambos.

– Lia? Seu voo não saia hoje de manhã?

– É, mas eu resolvi ficar – A Marrenta se aproximou dos dois e olhou diretamente para Dinho. Ele ainda parecia dormir – Eu tenho muito o que acertar antes de voltar para Londres.

– Fico feliz em saber.

– Espero que não se importe, eu... Eu quis visitar ele.

– Oi, Lia! – Cumprimentou Miguel abraçando a loira. Ele era tão carinhoso quanto Adriano, e estranhamente sorria da mesma forma que ele. Era estranho, perturbador... e maravilhoso – Eu tava falando para mamãe que a gente podia almoçar junto. Topa?

– Eu... – Lia buscou apoio em Fatinha. Para ela ainda era muito novo a situação que vivia. De certa forma, eles eram estranhos para ela. Sete anos muda muito as pessoas.

– Eu acho que seria muito bom. Se minha comida não for do seu agrado, prometo fazer um dos seus sanduiches estranhos – Fatinha piscou para a marrenta.

– Que sanduiches?

– Ah, é igual aos que o papai faz? – Indagou Miguel.

– UHUM!

– Arg! Foi mal Lia, mas só o papai come aquelas coisas... E o engraçado é que eu acho que ele nem gosta – Disse o menino pensativo. Fatinha riu da confusão do garoto.

– X –

– Você é burro ou o quê? Ameaçar a Fatinha não vai nos ajudar em nada, Bruno!

– Eu não a ameacei! – Negou o moreno prontamente.

– Não, só deixou bem claro que vai acionar ela judicialmente pelo menino! Siga o conselho de uma pessoa que tem experiência nesse assunto: atacar a outra parte não é a saída, pelo contrario. Isso pode dificultar ainda mais os seus planos.

– Eu... Eu estava com raiva, tá bem? Ela deu meu filho para outro criar, como queria que eu reagisse?! É o meu filho!

– E é dela também! E do Dinho, não se esqueça. Não é questão de quem tá certo ou errado, e sim de conseguirmos fazer um acordo. Ou você quer brigar e passar ainda mais tempo longe do menino?

– Não... Você tem razão, Rasta. Eu vacilei.

Rasta se recostou na cadeira onde estava sentado. Bruno estava péssimo, ele podia ver, mas ainda era o grande cabeça dura de sempre incapaz de reconhecer que ele era o grande responsável por tudo aquilo. Como amigo e advogado, Rasta não podia lhe jogar na cara, mas ele bem que gostaria de apontar para o outro que o erro começou nele quando ele deu as costas a Fatinha grávida e esqueceu o que sentia.

– A advogada dela me ligou – Ele deu sinal para o garçom pedindo a conta.

– Já?

– Sim, e meu amigo eu tenho que dizer que se você quiser mesmo prosseguir com isso se prepare para aborrecimentos. A mulher é um terror, a melhor do estado em assuntos da vara de família. Luana... Eu me informei com alguns amigos e fui informado de que ela raramente perde um caso.

– Valeu, Rasta... To bem mais animado agora.

– Paciência, Bruno... É só o que eu tenho a dizer.

– X –

– Aonde você tá?

– Num hotel, mas é temporário. Vou procurar um lugar para ficar, um trabalho... Não sei quanto tempo essa minha aventura vai durar.

– Por que não fica aqui em casa? – Falou Fatinha ao entregar mais um prato para Lia enxugar.

Ela, a marrenta e Miguel tinham voltado a pouco do hospital. O menino insistiu para que Lia os acompanhasse e Fatinha apoiou a ideia. Os três fizeram um almoço leve e enquanto elas lavavam a louça o garoto brincava de vídeo game no quarto.

– Aqui?

– É, por que não? – Perguntou Fatinha como se fosse tudo muito simples – Tem espaço, você economiza uma grana, fica perto de quem conhece... Pelo seu figurino, deu pra notar que ‘Cê’ anda dura.

– Falou a pessoa que até outro dia usava retalhos para cobrir o corpo.

– Para você ver, enquanto uns evoluem outros permanecem parados no tempo. Não sei ‘qualé’ teu problema, mas sei lá... Esse visual de adolescente revoltada só é legal quando se ainda é adolescente, né?

– Olha aqui, Maria de Fátima, eu não vou deixar você falar assim comigo não! – Exasperou-se Lia.

– E você vai fazer o que, Marrenta? – Fatinha balançou a cabeça e riu. Lia ainda perdia a calma muito fácil – Tá, parei. Mas só se você aceitar vir para cá. Eu não quero ter que ir te visitar em qualquer buraco, não seria seguro nem para mim nem pro Miguel.

– Eu não quero caridade.

– Não é caridade, poxa! Se te faz sentir melhor, te deixo compensar trabalhando de babá do Miguel para quando eu quiser ‘causar’ por aí.

Lia se recostou no balcão da cozinha.

– ‘Causar’? Pensei que tivesse deixado isso no passado.

– Bem, talvez... A verdade é que nem lembro mais o que é isso. Parece que tudo o que vivi foi em outra vida, entende?

– Sim – Lia sentia-se da mesma forma.

– Mas como nem tudo é perfeito... O Bruno apareceu hoje. Ele quer ter acesso ao Miguel.

– E?

– E o quê? – Perguntou Fatinha na defensiva – Muito fácil ele aparecer agora, né? E ainda por cima ter a coragem de me exigir direitos. Ah... Faça-me o favor!

Fatinha ainda lembrava-se de como Bruno era no passado, e pode comprovar que ele não havia mudado nada. Ainda a considerava nada e pensava que podia mandar nela. Nada de desculpas ou perdão, apenas acusações... Bruno ainda era um completo babaca.

– Ele deve tá confuso – Lia tentou ajudar o homem que era como um irmão – Ele não fez por mal, você o conhece... Ele é muito autoritário.

– Ele que pegue a autoridade dele e meta naquele canto onde o sol não bate! – Irritou-se a loira – Ele ainda é um grande babaca. Tanto que me julgou por ter casado com o Dinho, mas não teve a decência de pedir desculpas por não ter acreditado em mim. O Bruno é um egoísta filho daquela jararaca da marta e não difere muito da mãe... Se ao menos ele fizesse ideia do que eu passei, mas não. Ele só pensa no que ele quer, quando ele quer. E agora quer o Miguel, como se fosse muito fácil... Ele que vá pro inferno!

– Mãe? – Lia e Fatinha se espantaram com a aparição do menino que chegou sem fazer barulho – O meu pai quer me ver?

– X –

– Já vai! – Gritou Bruno saindo do banheiro e indo atender a porta.

Ele tinha voltado do restaurante depois do almoço nada apetitoso com Rasta e resolveu tomar um banho. Após ouvir o amigo, ele tinha decidido que iria pedir desculpas para Fatinha. Afinal, ele era o errado, e agiu como um canalha com ela. Não era justo que ele a pressionasse da forma como fez mais cedo.

“Fatinha...” Ele pensou na mulher que ela se tornou. Linda, forte e determinada, tão apaixonante quando a adolescente que ele conheceu. Mas ele não deveria pensar nisso, era o menino que importava agora, ainda que se corpo não concordasse com isso.

– Pronto! – Falou ao abrir a porta.

Fera olhou impassível para bruno vestido com um roupão.

– O que você quer? – Perguntou o moreno ríspido. Fera riu irônico.

– Nada que vá tomar muito do meu e do seu tempo... eu falei com a fatinha e ela aceitou que você veja o filho dela. Desde que... Ele aceite é claro.

– E você é o que dela? Garoto de recados por acaso?

– Não... Somente o namorado dela.

– X –

– Hey, podemos conversar?

– Claro! – Fatinha foi ate a cama do filho e sentou-se ao lado dele – É sobre o meu pai?

– É... Sobre um deles. Você lembra-se da conversa que eu e o pai Dinho tivemos com você, um tempo atrás quando você perguntou por que a gente não dormia no mesmo quarto, nem agia como os pais dos seus amiguinhos?

– Lembro... Você disse que era porque vocês eram como irmãos. Que o papai casau com você por mim, pra cuidar da gente. Mas que meu pai de verdade era outro, Bruno né?

– É... Como eu falei, ele morava em outro país e não tinha como te ver. Mas agora ele tá aqui no Brasil e quer conhecer você. Miguel... Você quer encontrar o Bruno?

O menino pensou por alguns segundos deixando a mãe apreensiva. Miguel era muito inteligente e muito maduro para a idade, mas era só uma criança e como qualquer garoto poderia criar expectativas. E se Bruno não estivesse preparado para ter um filho? E se ela não estivesse preparada para estar novamente ligada a ele? A distancia foi sua amiga durante os anos, mas com ele tão perto... Fatinha tinha medo de sentir o que ela já havia deixado para trás há muito tempo.

– Você vai ficar triste se eu disser que sim?

– Não, meu amor. Isso não tem nada a ver comigo... Se você quiser conhecê-lo eu te apoio totalmente. Eu só quero o melhor para você.

– Então... – O menino hesitou um pouco, mas decidido segurou a mão da mãe – Eu quero sim.

Notas finais
Awn... ♥ Amando a Fat mãe. Pena que o Bruno seja tapado demais para compreender isso, mas o Fera ( My Divo ) vai mostrar quem é que manda! XD Lia e Fatinha debaixo do mesmo teto num deve dar muito certo. Awn... ♥ Miguel e Dinho é tão lindo! Será que o Bruno vai conquistar esse pequeno? Mereço reviews? Espero que sim! Por hoje é só, mas semana que vem tem mais. Ps: Gente, tenho recebidos pedidos por mais caps, mas sério, com toda a sinceridade do mundo, não dá. Não que eu não queria, mas essa Fic não tem capítulos de antemão, por isso o que eu posto é o que eu escrevo quando tenho um tempinho. Escrever mais de um fica muito pesado, além do quê prejudicaria a qualidade. Lamento, mas é isso. Mas não deixem de ler, pois pelo menos um eu garanto. Beijos e até sexta. ;)