Notas iniciais
Eu já tinha postado essa fic anteriormente aqui no site. Mas como meu perfil tava meio bagunçado (e as fics também), deletei o perfil antigo e estou repostando tudo.
Aos que já leram, boa re-leitura. Agora, mais limpa e compreensível.
Aos que ainda não leram, espero que gostem.

Dia 25 de Dezembro. Kurt, Burt, Finn e sua mãe haviam passado a ceia juntos, e agora os progenitores dormiam, enquanto Kurt via uma reprise de Project Runway e Finn comia como um doente o restante da ceia.

— Você nunca se cansa de comer? – Perguntou ele, virando rapidamente para o irmão adotivo e voltando a fitar o televisor logo em seguida.

— Não, nunca. E você, magrinho, nunca sente fome, né? – Ele riu sozinho, voltando a arrancar um pedaço da coxa de frango que segurava com uma das mãos.

— Ai, Finn! Não vai começar essa discussão de novo... Hoje o Blaine vem aqui em casa, eu quero estar com a mente tranqüila. – Dizia ele, dando um profundo suspiro e jogando a cabeça para trás, deixando o corpo cair com um baque surdo no sofá.

— Hm, seu namorado vem aqui... Interessante. – Ele largou o restante da coxa sobre a mesa, e tinha subitamente mudado sua expressão, em um misto entre raiva e tristeza. – Eu vou para o banho, se quiser tirar a mesa, caso ele chegue, sinta-se à vontade.

Kurt estranhou. Desde que ele e Blaine tinham começado a sair juntos, quanto mais ele expressava felicidade, mais via que Finn se incomodava. E aquela não era primeira vez, isso vinha acontecendo repetidamente. Ele tinha decidido conversar com ele sobre isso, e, desligando a TV, calçou um dos chinelos e foi até a geladeira, tomando um copo de suco.

Ouviu o barulho do chuveiro cessar depois de alguns minutos, e desceu até o quarto deles, não sabendo se, por má ou boa sorte, Finn tinha demorado para se trocar e tinha acabado de vestir a boxer branca, deixando a toalha cair de lado, enquanto se sacudia, com todo o corpo molhado brilhando, devido a luz que se refletia sobre as gotas d’água.

— Finn, me desculpe. Eu achei que você já tivesse vestido... Se você quiser, eu volto depois. – Dizia ele, vermelho e demasiadamente constrangido.

— Não cara, tá tudo bem. Você quer falar comigo? – Finn olhava o outro sério, sem sorrir ou expressar qualquer emoção. Sentou na cama, e abriu ligeiramente as pernas, encarando-o.

Kurt não pôde deixar de olhar de relance para o corpo de Finn, ainda mais naqueles trajes. Sentou ao lado dele na cama, mas ainda assim, ligeiramente afastado do outro, e tentou buscar palavras que não fizessem Finn sentir-se mal, ou que o magoassem.

— Finn, eu sei que você mudou muito nesse meio tempo, mas toda vez que eu falo do Blaine agora, você fica... Estranho, diferente... Parece que sua alegria some e que eu falei alguma coisa errada. Eu não sei se é pelo fato de nós dois sermos talvez um casal, ou simplesmente por que isso ainda é muito pra você, mas... Eu estou me abrindo com você, e queria que você fosse sincero comigo e me dissesse a verdade, por que só desejar a minha infelicidade parece cruel demais pra você.

Ele falou aquilo desviando o olhar dele várias vezes, e dando repetidas pausas em busca dos termos corretos. Mas parecia que no fim, ele tinha se livrado de uma carga enorme, e até sua respiração estava mais leve. Encarando Finn, ele não conseguia distinguir a expressão dele, até que de repente, uma única lágrima escorreu de seus olhos, e Kurt, assustado, precipitou-se para perguntar o que estava havendo, sendo atropelado por um Finn que se levantando da cama, parava em frente a ele, e demasiadamente alterado, dizia tudo de uma maneira corrida e triste:

— A verdade Kurt, você quer a verdade e que eu seja sincero, então aqui está: eu sempre tive medo de ficar com um menino, e ainda mais medo de gostar disso. Sempre evitei você no colégio, e quando nossos pais passaram a morar juntos, eu tentei transformar meu medo em ódio, e por um tempo, eu até consegui... Mas com o tempo, esse ódio, simplesmente, sumiu; o meu medo sumiu, e o que eu sentia cresceu... Cresceu de uma maneira que me fez querer ficar perto de você, te ver sorrir, te fazer bem, cuidar de você, te proteger, te agradar... E eu ,simplesmente, não consigo mais ver como seria minha vida sem você ao meu lado. E saber que eu tenho que dividir você, o pouco que seja com esse Blaine, me deixa, me deixa...

Kurt ouvia tudo aquilo incrédulo. Não era possível que Finn Hudson, o quarterback do time de futebol pudesse nutrir e reprimir uma gama de sentimentos tão vasta e intensa, ainda mais por ele. Procurando pela sua voz e por ar, Kurt interrompeu-o, com os olhos exageradamente arregalados, e sentindo todo o seu corpo tremer.

— Isso que dizer que você me ama, Finn? – Ele pronunciou 'ama' de uma maneira medrosa, mas ainda assim, sincera e ligeiramente feliz.

A resposta veio de uma maneira que Kurt não esperava. Finn se atirou sobre ele na cama, deitando sobre ele, e beijando-o de uma maneira tão intensa que ele achou que só existisse nos filmes. Enquanto Kurt retribuía ao beijo, Finn deslizava as mãos por todo o seu corpo, explorando cada pedaço dele, em especial as coxas, nas quais ele se demorava arranhando e apertando. Depois de um tempo impreciso, que para Kurt havia parecido um século de felicidade extrema, Finn terminou o beijo com um demorado selinho, e o encarou sorrindo, mas ainda assim muito vermelho. Kurt pensou que nem ele mesmo sabia se aquela tinha sido a maneira certa de responder a sua pergunta, porém ele havia gostado. E muito.

— Eu acho que isso quer dizer sim. – Kurt sorriu, e inclinando o rosto pra frente, deu outro selinho demorado em Finn, abraçando-o, e fitando seus olhos, enquanto um sorria para o outro debilmente, até que Finn começou a falar:

— Se eu soubesse que você beijava tão bem, eu já teria feito isso há tempos. – E rindo, virou com Kurt em cima da cama, deixando-o por cima. – Devia estar te machucando, esqueci que eu sou um Frankstein, desculpe. – Ele novamente tinha ficado vermelho como um tomate. E Kurt achava aquilo lindo. Bem, de alguns minutos para agora, tudo no mundo que envolvesse ele e Finn, era lindo.

— Tudo bem, meu amor. Mas bem, você se incomoda de eu tirar essa camisa e essa bermuda? Aqui em baixo está realmente quente e, você já está... Bem... – Mal Kurt terminou de falar, Finn arrancou sua camisa com um puxão para cima, e rindo, esperou que ele desabotoasse a calça, e segurando-a pelo cós, ajudou Kurt a puxá-la para baixo, deixando apenas com a boxer preta que ele vestia por baixo.

— Você fica ainda mais bonito assim, sabia? Dá vontade de... – E mordendo o lábio inferior, Finn se atracou novamente num beijo intenso com Kurt, mas dessa vez, apertava as nádegas do outro por cima da calça com vontade, massageando-as, e interrompendo o beijo bruscamente, dava chupões intensos no pescoço dele, ouvindo os gemidos que saíam de sua boca, colado ao ouvido dele, adorando cada momento daquilo e sentindo-se demasiadamente excitado. O que ele podia notar também em Kurt, devido a forma que os membros dos dois se debatiam com violência um contra o outro, dentro das cuecas.

Depois de mais uma infinidade de carícias intensas trocadas, Kurt interrompia o beijo, sussurrando no ouvido de Finn enquanto arranhava sua barriga.

— O que você acha de nós tomarmos um banho juntos? A temperatura daqui debaixo parece aumentar a cada segundo.

Finn riu, e afirmando com a cabeça, levantou com o outro em seu colo, e retomando o beijo feroz, bateu a porta do banheiro com o pé sem muita força. Sentando-se com ele na banheira, abria a torneira, voltando a explorar cada parte do corpo do outro.

Notas finais
Só pra constar, antes de surgir Surt, meu shape predileto era Furt. O principal motivo dessa fic existir é esse.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!