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6 Capítulo 6
THE DARK GIRL – Episódio 6
Karla abriu a porta com força. Ela rapidamente entrou em casa. Tudo estava apagado. Seu coração estava batendo forte.
— Pai? Você está aí? – Ela realmente aparentava estar muito assustada.
Ela continuava a andar devagar entre os corredores. Seus passos estavam lentos. No entanto, quando ela viu o seu pai dormindo em sua cama junto com sua mãe, ela se sentiu tranquila. Ela se sentiu calma e sorriu. Ela fechou a porta do quarto deles e suspirou profundamente.
— Teremos que conversar amanhã, Amanda.
{...}
— Eu nem sei porquê eu ainda te escuto. – Karla realmente estava irritada. – Isso não é brincadeira que se faça, Amanda. Não teve graça.
— Não foi brincadeira, eu vi seu pai ferido, em uma estrada aqui perto. Eu não estou inventando coisa.
— Ah, é? Então como ele estava ontem a noite dormindo tranquilamente ao lado da minha mãe?
Naquele momento, Carla havia me deixado literalmente sem palavras.
— Eu...
— Quer saber, Amanda? Eu acho que você ficou muito estressada nessa semana. Relaxe um pouco a sua cabeça. Essa confusão com sua família... os alunos da escola... estão te deixando completamente pirada.
— É. Sim, eu sei. Você tem razão.
Estávamos a beira de um lago. O dia tinha amanhecido escuro e sombrio. Como sempre naquela cidade. Foi um milagre sábado ter sido ensolarado.
{...}
Carla estava completamente certa. Eu realmente precisava parar de ficar me preocupando com tudo. Aquilo estava me destruindo por dentro. No entanto, era fácil ela falar. Ela não tinha uma família problemática e nem estava com os sentimentos confusos da maneira que eu estava. Realmente, eu não sabia que decisão tomar. Eu deveria viver cada minuto e cada hora para ver se as coisas iriam melhorar? Hum. Duvido muito disso.
Entrei em meu quarto escuro. Eu precisava então descobrir mais coisas sobre muitas pessoas. Podem me chamar de detetive. Eu precisava entender quem eram as pessoas que eu estava me preocupando tanto. Eram duas, na verdade. O idiota do meu irmão psicopata, Harry, e ele. Giovanni. O italiano misterioso que havia mexido comigo de uma maneira estranha. E é claro, se sobrasse tempo e animação, deveria saber um pouco mais sobre aquela visão que eu havia tido. Ela foi simplesmente muito real.
{...}
Então, eu comecei a pesquisar. Comecei primeiro a pesquisa da pessoa que me perturbava mais. Harry Anderson. Quem ele era? De onde ele era? Eu não havia conversado com minha mãe ou meu pai desde a discussão que eu tive com o idiota do meu irmão. Na verdade, eles não estavam em casa. Eu estava sozinha. Hum. Melhor pra mim.
Qual é o melhor lugar para fuçar a vida de uma pessoa, se não o facebook? Realmente, aquela rede facilitava muito a minha vida. Quando eu realmente precisasse. Digamos que eu não gostava muito de redes sociais. Como eu já havia dito antes, Minha cabeça sempre ficou centrada nos livros. Era o lugar onde eu podia ser quem eu era e onde eu não precisava me preocupar tanto assim com as coisas. Por esse motivo, eu tive uma certa dificuldade para acessar a minha conta. Digamos que eu tive que confirmar meu email umas trinta mil vezes e digitar meu número de telefone umas dez mil.
No entanto, após de tanta demora, eu finalmente consegui encontrá-lo. Encontrei Harry Anderson. Digamos que não era o seu perfil atual. Na verdade, ele havia parado de ter redes sociais desde 2010. O que significa que fazia oito anos de mistério. Me pergunto o que havia acontecido depois? Ele nunca saía daquele seu lap top. Se não era para entrar na rede social. Seria pra quê? Uhm...
Cliquei em seu perfil. Eu vi um garoto de oito anos, loiro, com cabelos cacheados e um imenso sorriso no rosto. Engraçado, eu não vi os traços demoníacos naquela criança. Realmente, Harry começou a ser confuso e maluco de 2010 para cá.
Fui descendo a linha do tempo e fui investigando mais a fundo. Eu me espantei quando eu vi meu pai, uma mulher e ele juntos... na Disney? Que merda. Realmente, meu pai foi um ótimo pai. Ele nem se preocupou comigo nesse tempo. Enquanto ele estava sorrindo para uma foto com o Mickey, eu estava sendo humilhada pelos meus amigos idiotas do ensino fundamental.
{...}
Seja lá o que havia acontecido com Harry, tudo ficou ruim depois de 2010. Ele havia me dito que sua mãe havia morrido. A morte dela deve ter sido um impacto em sua vida. Esse é um dos motivos pelo qual ele me odeia. Ele não aceita me ver com minha mãe. Ele realmente deve ter sofrido nesse tempo. No entanto, se eu quisesse saber mais sobre o que havia acontecido nesses oito anos, eu deveria investigar mais a fundo. Ir em direção ao... seu lap top.
Eu sei que eu não deveria. No entanto, ninguém estava em casa. A pesquisa sobre Giovanni podia esperar. Harry realmente era muito misterioso em relação ao seu computador. Se ele não tinha rede social, o que ele fazia vinte e quatro horas na frente daquela tela? Assistindo pornô? Escrevendo fanfictions? Não acho que ele tinha gosto pelas duas coisas.
Droga. Minha paranoia iria me levar para mais uma confusão. Por esse motivo, me levantei de minha cadeira e fui em direção ao seu quarto do outro lado do corredor. Eu estava realmente me arriscando entrar lá dentro. No entanto, meu instinto sombrio falava mais alto. O meu subconsciente me dizia para ir mais a fundo, quando meu corpo me pedia para ficar em meu quarto. Estranho, não é? Eu estava agindo mais uma vez, como a vez em que eu conheci Giovanni. Realmente eu tinha problema.
{...}
Abri a porta do quarto. Eu vi que o quarto de Harry era... puta merda! que manchas eram aquelas na parede?
Me aproximei mais de perto, e vi que eram... sangue?
Bem. Após me recompor, decidi vasculhar seu quarto e suas coisas a procura do lap top. No entanto, eu encontrei outra coisa na sua gaveta do meio. Um papel. Sim, um papel amassado.
Desamassei aquele papel e li uma coisa que me deixaria ainda mais assustada:
“Escuta aqui, idiota. O tempo está acabando. Se eu fosse você, eu andaria logo com isso. Assinado: DJ”
Naquele momento, a porta do quarto se abriu. Era ele. O zumbi vivo. Harry. Suas olheiras e seus olhos penetrantes e sombrios fez meu coração dar um salto do meu peito. Naquele momento, eu me senti no filme do chuck, completamente.
— Que merda você está fazendo aqui?
Rapidamente, coloquei o papel no meu bolso de trás e fiquei meio que aliviada por ele não encontrá-lo. No entanto, outra parte de mim agora estava... Fudida.
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