THE DARK GIRL – Episódio 5

Minha cabeça estava em outro lugar. O que eu estava sentindo por Giovanni? E quem era Giovanni? Minha cabeça estava confusa. Eu tentei após pagar aquele mico idiota na sala de aula, me concentrar na matéria e nos meus estudos. Eu precisava disso. Eu precisava de ficar sozinha em um lugar onde só eu me entendia. Nos cadernos? Nos livros? pode se dizer que sim.

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A aula havia terminado. Todas aquelas garotas estavam viciadas em Giovanni. Haviam o cercado e feito um monte de perguntas. Ele estava sendo simpático e gentil com todas elas. E eu? Eu estava sentada em uma mesa longe deles. Os observando. Estava com meu livro sombrio, como sempre. Uma literatura de terror era o meu forte. Principalmente vampiros.

No entanto, a minha paz logo acabou quando Karla veio em minha direção com um monte de risos e de perguntas. Ela não era daquela maneira. O que o idiota do Giovanni havia feito com minha melhor amiga? A única que tinha juízo?

— Meu pai! Quem é aquele garoto.

— Ah, vamos Karla. Deixe de ser idiota. Não me diga que você também está “crushada” por ele.

— Essa palavra existe? – Karla, karla. Só você para me fazer rir em um tempo daqueles. Onde o drama familiar da minha vida apenas aumentava. A escola era onde eu podia me distanciar. No entanto, eu acho que agora, nem a escola pode me dar paz.

Quer dizer... primeiro que a escola nunca sequer me deu paz. Olhar para a cara do idiota do Hilgner e de seus amigos trouxas me deixava com enjoo sempre. No entanto, a biblioteca era o lugar perfeito da escola. Os cantos isolados... ah, vamos. A escola tinha umas três quadras, dez lugares isolados de todo mundo... qual é. não é possível que Giovanni ocupasse todos eles. O pior que sim. Ele ocupava todos aqueles lugares.

Nas aulas de esportes, nas aulas práticas, em todas as aulas, em todos os intervalos... todo o lugar que eu tentava ir para me afastar daquele garoto, ele estava lá. Por perto, rindo com os seus... “amiguinhos” sociáveis. Quando ele não estava fazendo isso, ele estava lendo. Sim, lendo. Lendo na biblioteca, lendo nos meus lugares solitários... Merda! a paz havia acabado com a sua chegada. E o pior é que isso tudo deveria ser paranóia da minha cabeça.

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Depois de uma longa semana me adaptado com Giovanni em nossa sala de aula, eu tentei voltar para a minha vida normal. Mesmo com as coisas não estando normais, tentei fazer elas ficarem.

No sábado, resolvi descontrair as coisas em minha vida depressiva. Acordei de manhã, tomei meu café antes de todo mundo e tratei de combinar com a Karla para nós fazermos uma espécie de piquenique. Sim. um encontro com nossos melhores amigos. Eu sei que eles não eram muitos, mas eu não precisava de ninguém além de Karla, Kaique e Eduarda. Eles eram perfeitos pra mim. Eramos como uma banda. Inseparável. Ou um grupo daqueles de séries onde sempre estávamos juntos, não importasse o que acontecesse. Eu podia me abrir com eles. Não precisávamos nos esforçar para sermos legais. Eramos o que eramos e isso bastasse. Por isso, naquele sábado completo, eu não queria saber de irmão psicopata, garoto novo, alunos idiotas e nem família desequilibrada. Eu queria apenas passar o dia inteiro com os meus amigos.

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Danger Hill era uma cidade completamente pequena. Sério. Com apenas cinco minutos você conseguiria chegar de uma ponta da cidade na outra. No entanto, ao mesmo tempo ela tinha uma região espaçosa. Cheia de árvores, campos, lagos... isso era perfeito. A melhor cidade de toda a América.

Naquele sábado onde a manhã estava fresca e o sol estava iluminando toda Danger Hill, eu encontrei com Karla, Eduarda, e Kaique na praça da cidade. Só para constar, a praça era rodeada de árvores. Sério. Parecia uma floresta completa.

Iriamos fazer uma trilha. Uma trilha até o topo de DangerHill. Iriamos subir uma longa e vasta colina até a torre de transmissão da cidade. A vista era impecável. Era possível ver altas e mais altas montanhas por todos os olhares. Lá em cima, ventava muito e nós podíamos jogar nossos cabelos pelos ares e aproveitar o papo e a boa conversa. Sem falar que podíamos ver o sol se por mais tarde. E foi isso o que a gente fez.

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Depois de passar um ótimo sábado cantando ao ar livre – desafinadamente – e se divertindo pra caramba, finalmente estava na hora de acender a fogueira, estender nossos lençóis rasgados e velhos e aproveitar aquele belo por do sol. Aproveitar aquela paz maravilhosa.

— Eu não sei o que eu faria se não fosse vocês, pessoal. – Falei para todos.

— Ahwn. Nós te amamos também, não é galera? – Gritou Karla para o pessoal.

Eduarda e Kaique e todos nós gritamos. Em seguida, nos abraçamos fortemente. Nossa. Tem lembrança melhor? Passar aquele momento com pessoas que você ama? Que você sabe que elas nunca irão te dar uma facada pelas costas? Não. Não há lembrança melhor.

— Eu queria apenas... sei lá. Viver sem me preocupar tanto com as coisas, sabe? – me abri para eles. – Eu queria... sorrir sempre. Não ser assombrada por tanta merda.

— As coisas pra mim também nunca foram fáceis. – Disse Eduarda. – Descobrir que foi adotada... depois de dezesseis anos... droga. Eles esconderam isso de mim. Entendem?

— Como os meus pais e meu irmão – Disse Kaique. – Meu irmão mais velho está passando por coisas... que ele não conta pra ninguém. Meus pais sabem e... eles fingem que estão levando as coisas numa boa. No entanto, gente. Eu sei que as coisas estão uma merda em casa.

— Viu, Ama? – Karla pegou em minha mão. – Você não é a única passando por problemas.

— É. eu... eu realmente espero que um dia as coisas melhorem. Agora... podemos terminar esse dia sem nenhum choro? Podemos... sei lá. Nos divertir? Vamos cantar, gente. Vamos contar histórias da nossa infância...

Naquele momento, meu coração disparou como um raio. Todos os meus amigos se assustaram. Eu tive... uma visão. Uma visão não muito boa.

— Amanda? Está tudo bem? o quê aconteceu?

— Karla... seu pai...

— O que... o que tem meu pai?

Eu estava completamente estranha. Eu havia visto...

— Seu pai sofreu um acidente.

Continua...