THE DARK GIRL – Episódio 11

Ele estava correndo sem parar. Estava com o rosto molhado de suor e chuva ao mesmo tempo. Naquele momento, ele corria e corria, pensando no que havia acontecido.

“ Chegue a tempo, Giovanni! Chegue a tempo!!! Ela está morrendo, Giovanni! Ela está morrendo!!”

Ele tomou um atalho. Pulou um muro que dava de um beco de uma rua para a outra. Nunca havia pulado tão alto daquela maneira. Ele não conseguia me tirar de seus pensamentos. Tudo o que ele podia fazer naquele momento era correr em direção ao Danger Hospital para pedir uma ambulância e ajuda.

Raios, trovões, relâmpagos, asfalto molhado... nada daquilo o impedia de anda mais rápido. Ele sabia o que eu havia feito. Eu havia o salvado. Havia trocado minha vida pela dele. Não havia um gesto de amor mais verdadeiro do que esse.

Ele então entrou no hospital.

— Por favor! É uma emergência!!! Uma aluna foi atropelada no portão de Danger Hill High. Vocês precisam ir pra lá, urgente!

A enfermeira se levantou naquele momento.

— Vou chamar os enfermeiros e médicos. – Disse ela preocupada.

Naquele momento, ela pegou um telefone branco que estava em cima de sua mesa e disse em seguida:

— Preparem o Dr. Douglas para uma cirurgia! Rápido!

— Cirurgia? – Ele ficou preocupado.

— Sim. Ela foi atropelada, não me disse? Ela pode ter fraturado algo, deve ter tido hemorragia interna ou traumatismo no crânio. Precisamos fazer um ultrassom, rápido.

Quando ele já percebeu, já estava na rua, pronto para entrar na ambulância, quando...

— Só os familiares podem entrar.

— Eu... por favor! Me deixe entrar.

— O que você é dela?

— Namorado! – Ele nem pensou em dizer duas vezes. Naquele momento, a enfermeira concordou.

{...}

Eu estava deitada na cantina do colégio. Giovanni havia me tirado da rua naquele momento. Foi um erro, eu sei. Não se deve mexer em uma pessoa após um acidente. No entanto, se eu ficasse parada no meio da chuva e no meio daquela rua, as coisas poderiam ser piores.

Naquele momento, a ambulância parou. Sorte de Giovanni que Danger Hill High e o hospital não eram tão distantes um do outro. Quando ele já havia visto, eu já estava sendo levada para dentro da ambulância. Estava com Giovanni dois enfermeiros. Giovanni estava assustado. Não conseguia parar de chorar de culpa ou coisa do tipo.

— Não, Amanda. Meu Deus. Era para ter sido eu.

— Como aconteceu o atropelamento? – Perguntou um dos enfermeiros.

— Foi intencional. Eu tenho certeza.

— Como assim?

— Havia um garoto no colégio hoje. Brigamos feio. Ele me ameaçou. Quando eu saí, eu e Amanda conversamos. No entanto, um carro branco acelerou de repente. Quando eu já havia visto, Amanda já havia me empurrado. Eu vi, senhor! Eu vi o rosto do filho da puta que fez isso com Amanda. Que tentou fazer isso comigo.

— É melhor você ir para a polícia prestar queixa então.

— Sim. Eu vou para a polícia. – Naquele momento, a face e o olhar de Giovanni mudou completamente. Ele certamente não iria para a polícia. Iria fazer justiça com suas mãos.

{...}

A ambulância havia estacionado. Naquele momento, todos desceram do local. Giovanni então ficou sem saber o que fazer. Ele apenas perguntou:

— Ela vai ficar bem?

— Vamos ver. – Disse a enfermeira. – Agora, eu sugiro que você contate a família da jovem.

— Tudo... tudo bem... eu... eu vou fazer isso...

Ela então viu que Giovanni estava muito nervoso. Uma mistura de sentimentos o derrotava naquele momento.

— Ei, garoto. Vamos fazer o possível para salvar a sua namorada. Ok? Ela vai ficar bem. Está nas mãos de pessoas que sabem o que faz. Já houve casos piores que esse sem dúvida. As pessoas saíram bem.

— Eu... eu tirei ela da rua. Eu não podia mas... eu não podia deixar ela pegar chuva...

— Acalme-se, acalme-se. Fez bem. Você fez bem. A chuva podia ter abaixado a temperatura dela. Isso não seria bom.

Naquele momento, uma sombra cercou Giovanni. Uma sombra totalmente negra e inquietante. Uma sombra que lhe disse:

— Faça o filho da mãe pagar!!! Ele a feriu!!! Dê o troco nele. Agora!!!

Giovanni então saiu do hospital e em seguida, pegou seu smartphone. Não tinha o número de quase ninguém do colégio, mas tinha o número de uma das amiguinhas idiotas de Hilgner. Ligou então para uma.

— Eu preciso da sua ajuda...

— Giovanni. Seu merda o que você está querendo?

— Amanda sofreu um acidente!

— O quê? Quem é Amanda?

— Me dê o número da Karla. Agora! É caso urgente!!!

— Vai se ferrar.

Ela desligou. Naquele momento, Giovanni se desesperou mais ainda. No entanto, por coincidência, — o que foi uma sorte – ele acabou encontrando Kaique. Ele havia saído da casa de um amigo e estava conversando com outro colega no outro lado da rua.

— Kaique!!! Espere!!!

— Ah não, cara. O que você quer? Me deixe em paz, Ok? eu não quero confusão com aquele idiota do John.

— Amanda sofreu um acidente.

Kaique se espantou na hora.

— O quê? Como? Quando?

— Agora. Ela... ela foi pra sala de cirurgia. Kaique! Me dê o número da Karla. Agora.

— Eu... eu não sei o número dela.

Naquele momento, Giovanni colocou as mãos atrás da cabeça e olhou para o céu e deu um grito. Estava completamente descontrolado.

— Ei... eu sei onde ela mora, cara. Se acalme. Eu te levo lá.

— Não dá. Vai demorar muito!

— Não, é perto. Vem.

Naquele momento, Giovanni e Kaique correram. A tempestade estava muito forte. Era possível ouvir fortes barulhos de raios. A cidade nunca havia estado um caos. Metade de Danger Hill havia ficado sem energia. Sorte a minha que o Hospital não estava.

{...}

— Karla!!! Atende!!!

Karla estava em seu celular, rindo provavelmente de mais alguma coisa sem graça de seu facebook. No entanto, quando ela ouviu Kaique gritar, ela logo correu para a porta.

— Gente... Nossa... que caras são essas. O que você está fazendo aqui, Giovanni?

— Temos que avisar os pais da Amanda. Ela sofreu um acidente. Está no hospital.

Karla era outra que agora havia ficado desesperada.

— Não... vocês não podem estar falando sério...

— Foi o merda do John, gente! Ele tentou me atropelar. Amanda me tirou da frente do carro e... Merda! o que eu fiz!!!

— Acalmem-se, vocês dois. – Disse Kaique. – Karla, avise a família de Amanda sobre o que aconteceu. E... não se preocupe, Giovanni. Nós vamos fazer aquele merda pagar. E é agora.

— Esperem! Onde vocês vão? – Perguntou Karla já ligando para o número dos pais de Amanda.

— Vamos fazer justiça por ela. Vamos quebrar a cara daquele merda de garoto!

Continua...